Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 24
Capítulo 24


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!!
Seguimos nossa programação normal, mesmo sendo Natal. Dia 24 segunda, não haverá capítulo, como de costume, dia 25 capítulo normal!!



   Theodor

   — O que está fazendo? – Pergunto quando entro no quarto do meu esquilinho.

   — Juntando uns jogos, eu e o Yves vamos ficar jogando enquanto vocês conversam no bar.

   —Lanchonete e vai estar fechado, vocês podem ficar por lá.

   —Papai, eu sei que é um bar. Já tenho dez anos.

   — Não precisa jogar na minha cara que está crescendo. – Andy sorri, deixa os jogos e vem me abraçar. De vez em quando o crescido me acorda no meio da noite, pede um espaço na cama e se deita conosco porque teve um sonho ruim, ou não consegue pegar no sono.

   —Meu avô falou que quando a Eva crescer só mais um pouquinho você e a mamãe vão viajar e a gente vai ficar lá com ele. Muitos dias.

   —Muitos. Três dias inteirinhos. – Ele ri. Como se fossemos capazes de deixa-los tanto tempo assim. – Melhor levar o vovô e a vovó com a gente e ir todo mundo, não acha?

   — Parece bem melhor. – Beijo o rosto do meu filho, ele deixa meu abraço e se senta ao meu lado na cama. – Já peguei tudo, que horas nós vamos?

   —Daqui a pouco. Mamãe está arrumando a Eva. Lupe está pronta, mas vai se desarrumar toda até a hora de sair e aí a mamãe vai ter que arrumar ela de novo.

   — Sempre assim. – Ele diz achando graça.

   —Tenho uma coisa para te contar, bem séria, é sobre o seu futuro.

   —O que?

   — Acho que é cedo para perder as esperanças, mas Carl pediu a Dakota em casamento e ela aceitou. Não fique triste, não é nada com você, não deixe sua autoestima te abater por conta de algo assim.

   — Pai. – Ele geme em meio a uma careta. – Já disse que ela é minha amiga e eu quero que ela case com o Carl porque ele é bem legal e sabe jogar muitos jogos comigo.

   — Acha ele muito legal?

   —Muito.

   —Tem certeza? Quer ter uma conversa de pai para filho?

   —Pai. – Lá está ele gemendo de novo.

   —Tudo bem! – Dou de ombros. – Vamos lá, enfrentar o novo casal de cabeça erguida. – Andy me olha desiludido. – É uma frase tão boa, não podia perder a chance. Vem. Vamos achar sua mãe e suas irmãs. Dois homens três mulheres, nos demos muito mal nessa.

   —Muito mal. – Dessa vez ele concorda. Eva está em seu vestido mais bonito, me estende os braços assim que entro no quarto das garotinhas mais fofas do mundo.

   — Oi meu amor. Sozinha no berço? – Ergo minha filha, ela está cada dia mais esperta. – Onde está a mamãe?

   — Aqui. – Serena avisa do banheiro. Com Eva nos braços eu vou em busca dela. Está com Lupe de pé no vaso sanitário enquanto ela tenta limpar o rostinho borrado de maquiagem da menina mais espevitada que existe.

   —Mamãe não achou eu linda, papai.

   — Não? Que estranho.

   —Muito batom na bochecha, Maitê.

   — Na boca também, heim mamãe, não viu. Aqui. – Ela mostra a boca. – Aqui, aqui. – Sai apontando todo rosto enquanto serena sorri retirando a maquiagem.

   — Praticamente em tudo. – Digo rindo. – O Andy está pronto. Quer alguma ajuda?

   —Não, só limpar a Maitê e vamos. Acho que as garotas já chegaram. – Ela beija o rosto da filha enquanto continua a limpar a pele agora muito menos vermelha. – Dakota casando. Acho que não podia ter uma noticia melhor.

   —Acha?

   — Tenho certeza.

   —Pode ser, mas a Lupe e a Eva não vão casar assim jovens. Não vamos deixar.

   — São elas a decidir meu amor, sabe disso. – Faço uma careta que ela não pode ver. Qual a graça de ser pai se não decido nada?

   — Não adianta ir contra, nem fazer careta, no fim... acaba sempre sendo como elas querem, cada um vive a própria vida.

   —Dakota passou por um monte de coisas, devia aproveitar mais a vida. Viajar, conhecer o mundo.

   Serena se volta um momento para me olhar enquanto segura Lupe com as duas mãos. Sempre atenta, presente e preocupada, com ela, meus filhos sempre estão cem por cento seguros. Não tenho esse dom de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo.

   — Sei o quanto gosta dela e como a vê. Sei que ela é muito importante para você. Theo, ela esteve com o pai dela. Primeiro ele não deu a mínima para ela ou o casamento, depois deu a entender que não ajudaria em nada com as despesas da cerimonia e festa.

   —Ela não precisa dele. – Digo achando bobagem ela ir atrás daquele idiota.

   —O que quero dizer, é que assim como ela é importante para você, você também é importante para ela, então, demonstre um pouco de alegria com a noticia, estamos indo comemorar o noivado.

   — Eu sei ser falso, Serena, não precisa me mandar.

   —No fundo está feliz. – Ela volta sua atenção a Lupe enquanto eu beijo a bochecha de Eva, essa é mesmo um docinho, calma, nunca chora e fica quietinha quando vamos ao teatro ou cinema. Dorme o tempo todo, isso é verdade, mas não cai no choro ou esperneia querendo invadir o palco como Lupe fazia até bem pouco tempo.

   — Papai a minha roupa de ballet está pronta, eu vou ser uma estrela. – Lupe me avisa sem nenhum preparativo.

   —Como assim? Uma estrela? Do tipo que deixa tudo e vai brilhar em Hollywood? Não pode, precisa estudar e...

   —Theodro! – Serena me interrompe rindo. – Uma estrelinha, uma roupa de estrelinha.

   —Ah! Esse tipo de estrela.

   —Tem um passo assim, olha papai.

   — Quietinha, meu amor, estamos quase terminando, se conseguir tirar esse restinho da sobrancelha vai parecer até que é a minha linda filha de novo. Meio vermelha é claro, mas...

   — Isso é culpa da minha mãe, aposto que ela se inspirou nela para se borrar toda de maquiagem. Péssima influencia, digo para não atendermos, mas ninguém me dá ouvidos.

   — Pronto. Linda de novo. Podemos ir.

   Ela coloca Lupe no chão, eu me abaixo com a irmã em meus braços, ela corre para nos abraçar, me beija o rosto e depois o rosto da irmã.

   — Minha bebezinha linda. – Diz para Eva que baba em resposta. – Que nojo! – Lupe faz careta. – Limpa com o Versace papai.

   —Heresia, mocinha. Além disso, dessa vez é um Armani, vocês não conseguem nunca notar a diferença? – Serena surge com uma fralda, talvez essa seja a grande invenção da humanidade. Fraldas salvam vidas.

   Lupe corre para chamar o irmão, fico de pé com Eva, de frente para Serena, linda, minha linda Serena Senhorita.

   —Não há lugar como nosso lar. – Serena ri, uma boa risada.

   — O mágico de Oz? Theodor, seja mais espontâneo.

   — Dakota disse para nunca ser espontâneo, eu assisti um pedacinho ontem, enquanto estava tentando colocar a Lupe para dormir. O filme todo é chato, mas essa frase é boa.

   — Basta dizer, eu te amo, Serena senhorita e já sou a mulher mais feliz do mundo. – Ela me abraça, tem um lindo sorriso no rosto. Olhos apaixonados.

   —Isso todo mundo sabe, amo você, sempre vou amar.

   — Perfeito. A coisa certa a dizer antes de me beijar.

   —Peguei a deixa. – Digo cobrindo seus lábios com os meus. Podia ser um beijo muito mais longo e muito mais intenso não fosse Eva decidir apertar meu nariz.

   — Pronto para ir? – Serena me convida.

   — Sim. – Dakota merece ser feliz. Nos ajudou a todos, ainda ajuda, está sempre disposta a ajudar a vida amorosa de todos. Não é justo que viva tão solitária, no fim aquele esperto fez bem a ela. Tenho que admitir.

   Organizamos as crianças no carro, todos devidamente presos a cintos, Eva e Lupe em cadeirinhas, Andy sentado entre as irmãs em seu cinto de segurança.

   Dirijo com cuidado, o bar não fica muito longe de cada, no fim, virou nosso ponto de encontro, mais do que as casas de todos, gostamos de nos reunir no bar, ele tem algo de marcante na vida de todos nós.

   O Paradise foi onde Serena descobriu sobre o emprego de babá e isso nos deu um futuro, também foi o Paradise a unir Savannah e Ethan e Dominique e Aron se enrolaram pela primeira vez lá. Até o Carl tem história naquele lugar. Boas e ruins.

   Esse pai delas é mesmo um estúpido. Olho pelo retrovisor, meus três filhos sentados, lindos, saudáveis e cheios de amor e riso, a melhor parte da minha vida. Como alguém pode recusar tudo isso? Esquecer o amor que dividiu com os filhos e simplesmente troca-los por uma mulher?

   Ainda hoje me culpo pelo modo como recebi meu filho em minha vida, ainda hoje agradeço Serena por ter me ensinado a ser pai e o homem simplesmente abre mão das filhas.

   — Então ele não quer pagar pela festa? – Decido confirmar com Serena.

   — Não. Pelo que Dakota disse, ela vai preferir algo simples.

   —Não sei se te contei, a Fitzalan abrir um fundo para noivas.

   —Aposto que abriu. – Serena diz sorrindo. – Sabe que te amo?

   — Não sei não, melhor ficar sempre repetindo, assim não me esqueço.

   —Eu te amo. – Procuro por sua mão, beijo os dedos sem desviar os olhos das ruas.

   Quando chegamos, todos já estão por lá. Ethan, Aron e Carl sentados em torno do balcão. Balcão aliás, maculado pelos casais que não respeitam uma confraria. Como é que se encosta naquele balcão sabendo da devassidão?

   Dominique, Dakota e Savannah estão sentadas à mesa das Paradise, Sean brinca em um tapete no chão, Yves joga qualquer coisa no celular em uma mesa perto das janelas enquanto observa vez por outra o movimento nas ruas.

   Tem uma pequena logística em cumprimentar pessoas e descarregar as crianças, Andy vai se juntar ao amigo, Lupe logo assume o posto de distrair Sean e Eva no tapete.

   — Eu disse que tomaria posse do meu lugar no balcão. – Carl diz sorrindo.

   Balanço a minha mão onde a aliança de ouro brilha como um alerta de que até ter uma como a minha ele não tem direito algum.

   —Theodor está certo. Não temos como negar. – Aron avisa.

   — Ethan, vamos abrir o champanhe e comemorar de uma vez. – Carl pede.

   — Esse menino está sendo uma ótima aquisição. – Dominique diz de sua mesa. Nos juntamos a elas. Dakota parece muito feliz. Quando eu encontrar aquele pai porcaria dela ele vai ouvir umas coisinhas. Taças cheias, frases de efeito e então brindamos ao futuro dela.

   — Sabe que Dominique tem uma pá? – Digo enquanto sorrio abraçando Carl. Discreto o bastante para ninguém além dele perceber a ameaça. Ao menos não é de manhã, acho que já se pode ameaçar alguém. – Não esqueça, se pensar em fazer Dakota infeliz ela vai usar a pá e eu vou providenciar o álibi.

   — Amo a Dakota. – Ele me avisa em seu tom natural de desafio. É de alguém assim que ela precisa. Um cara que não se dobra, que é forte e corajoso, para enfrentar os medos dela e não deixa-la esmorecer. – Vou me casar com ela e ser muito feliz.

   — Não tem outra opção. – Sorrio dando tapinhas em seu ombro. — Elas nem te deram um codinome. Se sair dos trilhos...

   Dakota

   Esses sim são os meus melhores amigos, essas são as pessoas com quero dividir minha felicidade. Foi um pedido perfeito, no lugar perfeito, mas só agora me sinto realmente comemorando, em Nova York, sob o teto do Paradise é que eu posso finalmente compreender quão especial é esse momento.

   — Então ele ficou de joelhos? – Ethan brinca e afirmo sem conseguir desviar meus olhos do par de olhos azuis mais lindos que existem.

   —Eu sempre estive de joelhos. – Carl brinca ao me abraçar. Beijo meu noivo, adoro ser noiva, muito mais do que adorava ser namorada.

   —Pois trate de ficar de pé, para ficarmos da mesma altura. – Digo a ele que me beija mais uma vez.

   — Se alguém me pede em casamento no meio do deserto sob um sol de quarenta graus eu mando para o inferno. – Dominique diz chocada.

   — Até porque já é casada senhora Chermont. – Aron beija a esposa.

   — “Oui mon amour” – Ela pisca para o marido, toma mais um gole de champanhe.

   — Achei que minha irmãzinha demoraria mais para tomar essa decisão. – Savannah me olha com carinho, o carinho que talvez estivesse nos olhos de minha mãe.

   — Também achei. – Theodor completa. – Quem sabe ficam noivos até o Andy completar...

   —Dezoito anos e roubar o coração da Dakota. – Metade do grupo diz junto e rimos da cara de desprezo de Theodor.

   — Quando vai ser esse casamento? – Aron pergunta.

   —Uns três meses. – Dakota explica.

   — Aproveitar o verão. – Carl completa.

   — Vocês já tem planos de como será?

   —Simples, cumprimentos na igreja. – Eu aviso tentando não deixar transparecer uma pequena magoa do meu pai e alguma decepção por não ser algo grande e bonito como sonhei.

   —Nada disso. – Ethan nega. – Pelo menos fechamos o Paradise para uma festinha, só os mais próximos. Não podemos simplesmente não comemorar.

   —Ethan tem razão. – Savannah diz decidida.

   — Não quero resolver isso agora. – Eu corto a conversa. – O que importa é que vamos nos casar e já decidimos morar na casa do Carl, não precisamos deixar a casa que é tão boa, vamos só decorar um pouco do nosso jeito, trocar umas coisas, quero um espaço para trabalhar no blog, na minha coluna.

   — Já sei tudo que vamos fazer. – Dominique se oferece. – Tenho ótimas ideias, ideias baratas também. Sabe aquele quarto perto da sala...

   —Vamos para nosso balcão, Garotos Paradise, isso é com elas. – Ethan os convida e ficamos apenas nós mais uma vez.

   A noite é tão alegre, rimos tanto, bebemos um pouco, conversamos, é até triste me despedir de todos. Terminamos a noite na casa de Carl, eu e ele, em uma linda noite de amor. Cheia do nosso carinho, em seus braços o passado se apaga, quando sua mão corre meu corpo, quando sinto sua respiração contra minha pele eu me sinto tão viva, tão completa que nada mais existe.

   Tomamos café da manhã em sua varanda, eu uso sua camisa, como vi em filmes e livros tantas vezes, as vezes eu simplesmente gosto de me lembrar desses memoráveis momentos do cinema e literatura e repetir na vida real, sentir como é ser amada de verdade é muito mais do que vestir a camisa dele depois do sexo, ou tomar café da manhã em uma varanda.

   Ainda sou a Dakota que sonha, mas não sou mais a garota incapaz de viver algo bom e real. A realidade não é mais dolorida, é tão doce e talvez muito melhor do que tudo que sonhei por toda a vida.

   —A coluna está pronta, pensei em andar por aí. – Digo a ele quando lavamos juntos a louça do café. - Vai trabalhar o dia todo e eu sei lá, acho que vou andar pela cidade, ver uns vestidos.

   —Nós temos aquela superstição do noivo não poder ver a noiva?

   —Temos! – Aviso para sua tentativa de me acompanhar.

   —Ok. Eu tinha que tentar.

   —Amor. – Ele deixa a louça para me olhar. – Acha que o Theodor estranharia se eu pedisse a ele para me acompanhar ao altar?

   — Quem mais faria isso? – Ele me pergunta e sorrio. – Acho que devia incluir nessa sua volta pela cidade uma parada no escritório dele.

   —Acha? Pensei em convidar ontem, mas preferi não falar sobre isso na frente de todo mundo, caso ele queira recusar. Entende?

   — Devia se trocar e ir até lá. Termino a louça.

   — Eu tenho um noivo muito perfeito. – Ele me puxa para seus braços e acaba atrasado para o trabalho, no fim, nem eu e nem ele terminamos a louça, mas são só xícaras e talheres, que importância pode ter isso quando o amor nos convida?

   — Amo quando coloca esse vestido colorido. – Ele diz quando estamos na calçada, nos despedindo para seguirmos lados opostos. – Sentia falta da cor. Te amo.

   —Te vejo à noite. Vamos Daisy? – A gatinha está tranquila em sua caixa, decido deixa-la em casa e visitar Theodor antes de passear pelas ruas, no fim eu nem quero escolher um vestido sem as minhas Paradise. Temos que fazer isso juntas.

   Não costumo frequentar o escritório de Theodor e até chegar a sua sala é preciso passar por pelo menos três recepções. Quando abro sua porta depois de uma leve batida ele está de pé, as mãos nos bolsos andando de um lado para o outro de sua sala elegante. Vim aqui umas poucas vezes e apenas por uns minutos. É um lugar muito elegante, coisa de cinema mesmo.

   — Foi o Carl? Ele aprontou alguma? Quer voltar para Yale e se especializar em alguma coisa?

   — Não. – Digo achando meio estranho seu nervosismo.

   — O que aconteceu? Porque nunca vem aqui. Então...

   — Estava passando. – Minto, ele ri. Suspira aliviado.

   — Mentimos muito mal, nós dois, o que é bom. Eu acho. – Ele aponta o sofá. – Quer sentar e desabafar?

   —Estou bem, Theo, estou feliz.

   — Ah... – Ele parece um tanto perdido.

   — Vim... falar do meu casamento. Eu queria... Theo, é um dia bem especial, e eu estive pensando... sabe que não sou muito próxima do meu pai.

   — Ninguém é, o homem é um babaca.

   — Sim.

   — Não se preocupe, o meu também era e no fim eu sou bem normal. – Há controvérsias.  Penso sem dizer a ele.

   — Eu fico pensando em coisas que pais fazem, cuidar, proteger, se preocupar.

   — Não pense nisso, não precisa dele para essas coisas. – Ele tenta me consolar. – Eu faço isso, cuidar, proteger e me preocupar, aliás, vivo preocupado com você, com você e com a Lupe, o Andy é tão bonzinho, e a Eva... bom, a Eva ainda não sabemos, mas você e a Lupe...

   —É disso que estou falando. Você me compara as suas crianças.

   —O que torna esse casamento um absurdo, ainda é criança, vamos ligar para o Carl e cancelar tudo, quer que eu de a noticia?

   —Eu quero me casar, Theodor. Vou me casar. Só que... – Melhor dizer de uma vez. – Theo, pode entrar comigo na igreja? Não no lugar do meu pai, porque meio que não tenho um, mas no lugar de um pai?

   — Eu? – Ele parece surpreso, acho que fica feliz, um tanto em choque, já não sei mais se gostou ou não. Apenas balanço a cabeça em um tipo de confirmação. – Depende, vou poder ameaçar o Carl como os pais da noiva fazem?

   — Você já faz isso, Theo! – Eu o lembro e isso também é um pouco o motivo de convida-lo, ele realmente está preocupado com minha felicidade.

   —Eu faço. Por que é uma garotinha muito, muito especial que merece muito ser feliz e não é porque sou grato, não é porque me ajuda sempre a conquistar a Serena todos os dias. É porque eu amo você pequena Paradise e sinto muito orgulho de quem você é.

   — Theo, era só dizer sim, não precisava me fazer chorar. – Digo procurando seu abraço enquanto choro feito uma boba, eu não tinha nada, não tinha lugar no mundo, agora tenho tudo. Tenho meu amor, tenho um pai, tenho sonhos e uma vida.

   — Sim, vou te levar até o altar. – Ele diz me consolando com seu abraço protetor. – Três meses?

   — Isso. Em três meses.

   — Vou usar um terno Alexander Amosu. Vou estar impecável. Vamos ter que dar uma grande festa para o meu terno, ele não combina com despedidas na igreja.

   — Theo, estamos economizando, não posso pensar em uma grande festa.

   —A Fitzalan tem um fundo, não sabe disso? É o fundo noiva, mas não pode ser usado por qualquer noiva, só para as noivas que são filhas do CEO.

   — Se continuar dizendo essas coisas vou molhar o seu terno Versace com minhas lágrimas.

   —Kiton. Vocês nunca acertam. – Ele ri. Eu me afasto, Theodor está sorrindo. – tem que ter um lindo vestido, tem que ter uma grande festa, se vai abrir mão do meu esquilinho vai fazer isso em grande estilo. As despesas são do pai da noiva.

   —Só quero mesmo que entre comigo, porque você tem sido como um pai para mim desde que tenho dezessete anos.

   —Vamos ligar para Dominique, eu pago, ela organiza. Vamos parar Nova York.

   —Obrigada. – Ele aperta meu nariz.

   — Temos que avisar a Allison que não precisa te anunciar quando chegar. Três meses? Será que dá tempo? Melhor não perder tempo. Ligue agora mesmo para Dominique.

   — Primeiro vou ligar para o Carl e contar que aceitou. Ele vai ficar feliz. Precisa deixa-lo ser um garoto Paradise.

   — Depois que tiver uma aliança no dedo. Vamos fazer alguma pressão. Não podemos perder o noivo ou adeus Alexander Amosu.

  



Notas finais do capítulo

BEIJOS



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