Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 15
Capítulo 15


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!!



   Carl

   Dakota Jones dorme ao meu lado, lembra uma fada com os cabelos espalhados pelo travesseiro e a expressão suave, pacífica. Um tipo de anjo sem asas, uma princesa sem coroa.

   Não esperava que fosse acontecer, não tão rápido, eu não teria começado com isso, teria esperado até que ela estivesse mais segura. Partiu dela, em sua timidez ela tentou me avisar.

   Aceitou mais uma vez minha mão. A prova que estamos caminhando juntos é que ela aceita sempre minha mão, confia, Dakota tem todos os motivos do mundo para não confiar em nenhum homem, mas confia em mim.

   Acho que ela nunca tinha vivido nada assim com aquele... não quero pensar mais nele, traze-lo de volta a vida pensando ou falando sobre ele, mas é impossível não relacionar suas reações ao passado ao lado dele e seus traumas.

   Dakota viveu de mãos dadas com o diabo, carrega marcar no coração, elas talvez nunca se apaguem, mas tenho certeza que podem deixar de ter um lugar importante em sua vida e suas reações.

   Foi tão intenso. Tão vivo. Eu não tenho qualquer trauma nesse sentido, já tive algumas experiencias e mesmo assim foi inconfundível, sem qualquer possibilidade de comparação com nada que me aconteceu antes, com ela foi pela primeira vez de verdade.

   Marcante para nós dois. Quis dizer que a amava, calei, calei um milhão de vezes essa noite. Calei porque não podia ser assim, nunca diria a ela em um momento como esse, nunca deixaria que duvidasse das minhas palavras, eu me lembro o que ele fez. Que usou um eu te amo para conseguir o que queria. Inocente ela acreditou, mas agora, mais madura, talvez sentisse que era apenas um subterfugio para conseguir o que eu supostamente queria.

   Fecho os olhos, eu não quero pensar em mais nada que macule o momento mais doce e especial da minha vida. O tipo de memória que vai me acompanhar por toda a vida e um dia, quem sabe um idoso Carl esteja sentado ao lado de uma idosa Dakota relembrando o momento mais perfeito.

   Tenho que reconhecer que metade de mim faz muito por ela, mas a outra metade é dada a romance como ela e por isso somos perfeitos, eu também gosto do romance.

   Dormindo, ela se aproxima de mim, seu corpo se encaixa no meu, sinto a pele macia e o corpo quente, envolvo Dakota e adormeço.

   Seus dedos deslizando suaves por meu peito são meu despertador e sim, a vida é perfeita. Demoro a ter coragem de reagir, quero ficar imóvel e silencioso aproveitando seu toque, com pena de quebrar o encanto.

   — Bom dia. – Digo por fim, abro meus olhos para encontrar os grandes olhos verdes a me encarar tímidos. – Linda! Como consegue acordar assim bonita?

   —  Deve ser esses seus olhos azuis da cor do infinito que enxergam tudo mais bonito. – Ela diz depois de ganham um leve beijo e se acomodar em meus braços. – Bom dia.

   — Está mesmo aqui? – Pergunto quase duvidando do meu corpo e olhos.

   —Estou. Eu pensei em sair quietinha antes que acordasse. – Ela me conta.

   —Por que faria isso? – Pergunto e ela dá de ombros, fica um longo momento em silencio.

   —Vergonha, vontade de me arrumar um pouco. Então pensei que estava sendo boba, que eu sou assim e me acho bonita, eu menti para mim. – Dakota ri. – A gente fica repetindo e repetindo até acreditar.

   —É bonita, ainda que isso não importe muito.

   —Também estava pensando um pouco sobre como seria acordar aqui, a luz do dia, nua. – Minha mão instintivamente corre por sua nudez arrancando um sorriso dela. – Espertinho.

   —Só confirmando. Continue. Estou ouvindo. – Digo a ela que ergue o rosto para me olhar.

   — Ponderei que seria bem mais estranho encontra-lo à mesa do café da manhã, como se não tivéssemos passado a noite juntos. Então achei melhor ficar aqui e já que fique... resolvi me aproveitar um pouco e fiquei... estudando sua beleza.

   —Estudando minha beleza? – Meu riso provoca uma careta em Dakota.

   —Decorando! – Ela esconde o rosto.

   — Entendi, fique a vontade, se quiser usar seus dons artísticos e pintar ou quem sabe uma escultura? Acho bom estudar um pouco mais.

   —Carl! – Ela ralha, está rindo, o rosto fica vermelho e só consigo beija-la, abraça-la ainda mais e não consigo pensar em deixar a cama. – São pouco mais de seis da manhã, não vamos pescar?

   —Pescar Dakota? Que tipo de pessoa é você? Querendo invadir a vida dos pobres peixes, destruir pequenos seres indefesos as seis da manhã? Não. Me recuso a participar disso, vamos ficar aqui, exatamente aqui, protestando.

   —Protestando? – Ela ri, se move e os cabelos dourados cobrem seu rosto, Dakota leva uma mecha atrás da orelha e esse simples movimento é encantador. Eu não tenho mais condições de resistir. – Como quer protestar? Vamos pintar cartazes?

   — Não. Seremos mais contundentes. Vamos pregar o amor. – Ela ri enquanto me movo e meu corpo se encaixa no dela, Dakota envolve meu pescoço, os olhos cheios de paixão e vida. Aí está a garota linda que conheci toda minha vida, que amei desde quando o amor não tinha sentido ou nome na cabeça de um menino inexperiente.

   —Me faz tão feliz! – Ela diz me tocando a alma. Beijo os doces lábios.

   — Me faz feliz também, muito feliz, mas eu quero que seja feliz e ponto. O que acha disso? De ser feliz sem mim.

   Os olhos marejam, ela fica muda, não triste, apenas emocionada, as lágrimas dão mais brilho ao seu olhar e ela leva um longo momento acariciando meu rosto, cuidadosa, carinhosa, com os delicados dedos que amo, ela mexe em meus cabelos, pisca e uma lagrima suave escorre pelo canto dos olhos.

   —Liberdade? – Dakota me questiona.

   —Liberdade! – Confirmo, ela afirma me puxando para um abraço. – Liberdade, garota Paradise! – Dakota ri em meio a emoção, se afasta um pouco para me olhar.

   — É bem perfeito. Sabe o que mais?

   — O que?

   —Liberdade para os peixes! – Ela diz animada me fazendo rir, rir até tomar sua boca em um beijo que nos leva de volta aquele novo lugar que conhecemos juntos, que parece sempre pronto a nos receber.

   Dez da manhã e ainda estamos na cama. De novo recuperando forças e acalmando a respiração, até ela ter um ataque de riso que me deixa sem entender.

   —O que foi?

   — Pensei que as garotas Paradise vão sentir inveja de mim e nesse campo, as garotas Paradise sempre se divertiram muito se é que me entende e eu sempre achei que elas supervalorizavam tudo isso, ai agora pensando nelas com inveja achei engraçado, tipo o mundo dando voltas.

   —Balcão? – Pergunto e ela afirma rindo. – Sabe que sempre pode contar comigo para deixa-las com inveja. Sei lá, se quiser provar o balcão... estou a sua disposição, sua felicidade sempre em primeiro lugar.

   —Carl Ryder, o que deu em você?

   —Paixão! – Conto para ganhar um beijo e tomar a difícil decisão de deixar a cama. – Temos uma gatinha que precisa se alimentar, temos que nos alimentar e sei lá, nos mover na vertical um pouco. – Ela cobre o rosto, mas posso ver a colocação mudar e acho que amo isso nela desde sempre. Dakota tem uma timidez que a acompanha sempre, ainda menininha ela sempre foi tímida e eu sempre achei divertido vê-la corar. – Vem, vamos levantar. Seja forte.

   —Vai indo, estou com vergonha. Depois eu vou lá tomar banho e me vestir.

   — Não quer que te veja nua? – Provoco.

   —Não.

   — Dakota, eu meio que já vi.

   —Não na vertical! – Ela diz rindo e ganhando um beijo, podia discutir mais o tema, mas com ela linda assim e dizendo esse tipo de coisa, se me demorar mais um segundo vamos emendar o dia com a noite.

   —Venceu, vou fugir dessa cama. Te encontro na cozinha. – Beijo seus lábios e afasto os lençóis seguindo para o banho.

   Daisy está na escada brincando com um enfeite da casa. Gatinha bagunceira. Tomo o enfeite dela, ergo a pequena no colo e a levo para cozinha, depois de servir seu potinho de ração, aproveito para limpar a caixinha no chão do lavabo e depois de lavar as mãos e seguir para sala de jantar onde uma mesa de café da manhã está posta em seu requinte de gente rica Dakota surge linda.

   O vestido é tomara que caia, em um tom de amarelo suave que deixam os cabelos dourados em destaque. Cor. Dakota é cor, eu gosto de ver sua pele, gosto de ver a cor realçar sua beleza, refletir seu coração.

   —Não vai parar de ficar mais bonita?

   —Carl, não fica falando isso. – Ela diz envergonhada.

   —Quer que minta? – Ela sorri, vem até mim e me beija, depois perco sua atenção para Daisy, uma ponta de culpa a domina e ela passa meia hora agradando a gatinha que claro, se aproveita disso e mia esfregando o focinho em seu queixo e se aninhando em seus braços.

   — Vamos comer? – Eu convido. – Devíamos até tirar uma foto dessa mesa e postar nas redes. – Dakota ri. – Vou mandar uma foto para minha mãe, ela vai ficar orgulhosa de mim.

   —Não foi você que montou a mesa Carl!

   —Dakota, se ninguém contar, ela nunca vai saber. – Minha namorada linda faz uma careta que a deixa ainda mais incrível, Daisy se cansa dos carinhos de deixa seu colo para continuar explorando a casa. – O que quer comer?

   —Só um suco e uma fatia de queijo. – Ela diz se servindo do suco. – Esse vestido marca a cintura.

   —Isso é mesmo sério? – Ela balança a cabeça em uma afirmativa. – Acho que não tem nada errado com sua cintura, nem com todo o resto, também acho que comer bem é necessário e além disso...

   — Vai gostar de mim de qualquer jeito. – Ela diz um tanto triste. – Eu sei, estou pegando tudo de volta, Carl, mas as vezes é preciso que alguém me lembre. – Ela se serve de pão e depois uma fruta, toma leite e também o suco e me deixa com um aperto no peito de raiva, eu ainda consigo odiar aquele cara como odiava aos dezesseis anos.

   — O que vamos fazer? – Pergunto já no fim do café da manhã.

   — Hibernar no sofá depois desse café da manhã de rei.

   — Respirar as puro enquanto ficamos abraçados na varanda. O que acha?

   —Perfeito! – Ela diz se erguendo. Daisy se junta a nós e ficamos na varanda por uma longa hora, trocando beijos e conversando sobre a vida. Passeamos pela propriedade, pegamos o carro para dar uma volta no vilarejo, compramos lembranças do lugar, almoçamos em um restaurante com Daisy dentro da bolsa dela, miando e chamando atenção de todos vez por outro em um divertido jogo de disfarce.

   Dakota se diverte questionando o garçom mais de uma vez sobre o restaurante ter um gato, o homem jura que não sabe de onde vem o miado. Somos descobertos logo depois de pagarmos a conta, quando Daisy coloca a cabeça para fora da bolsa no momento em que estamos deixando o restaurante.

   —Fomos pegos! – Ela diz rindo enquanto nos apressamos para o carro e então dirijo de volta a mansão. Juntamos nossas coisas e nos despedimos dos empregados. Partimos no meio da tarde com pena de deixar o paraíso.

   Vou ter que agradecer Theodor Fitzalan por essa. Ele me ajudou de uma maneira que nem imagina.

   —Vamos ficar lá em casa? – Convido Dakota. – Posso te mostrar minha coleção de pedras. – Sua gargalhada é a coisa mais deliciosa do mundo.

   —Você não tem uma coleção de pedras!

   —É eu não tenho, mas posso começar uma. – Diminuo a velocidade me esticando para olhar além do capô do carro.

   —O que está fazendo?

   — Procurando as primeiras peças da minha coleção. – Ela ri, sua mão toca meus cabelos, desce por meu pescoço e se acomoda na minha coxa e parece bobagem, mas gosto disso.

   —Bobo. Eu e Daisy aceitamos o convite.

   —Sei pedir uma pizza incrível. Podemos ver uma série qualquer, eu podia ter usado isso. Quer ver série na minha casa?

   —Podia. – Ela brinca.

   — Só não quero me despedir. – Conto a ela. A verdade é que não quero me despedir nunca mais. Sei que tenho que deixa-la livro, agora mais do que nunca não posso ser possessivo, mas é mesmo difícil dizer boa noite e dormir sozinho.

   Daisy está em casa, ela conhece cada cantinho e logo está em sua almofada preferida descansando. Nós dois nos encolhemos no sofá, procurando um programa para assistir. Não é nossa culpa que a televisão não é mais como antigamente e não encontramos nada para ver. Também não podemos ser culpados por procurar outra maneira para passar nosso tempo juntos.

   Eu nem sei direito como começa, talvez um beijo que seria doce e leve, mas se torna um interminável beijo até o meio da madrugada já na cama depois de termos chegado a ela sei lá como.

   Mais uma vez, Dakota dorme em meus braços, linda, suave e minha. Dessa vez sou eu a acorda-la pela manhã, com um beijo pouco depois das sete da manhã.

   —Temos que trabalhar. Quer que te deixe na livraria? – Ela nega.

   —Vou passar em casa. Tenho que me vestir com algo mais...

   —Tem vestidos lindos, Dakota. Fica linda neles.

   — Sim, eles são lindos e chamam atenção.

   —Uhm! Dakota Jones vai ganhar uns assobios na rua. – Ela primeiro se espanta, depois sorri e se espreguiça.

   —Tem razão. Vou usar um dos vestidos que ganhei. – eu não digo nada, apenas ofereço minha mão mais uma vez, leva um momento para ela se decidir, então de novo, para dar sentido a minha vida, Dakota aceita minha mão e se ergue para me acompanhar ao chuveiro. Queria dizer que é linda, queria correr meus olhos por sua nudez e admira-la, mas não faço. Não desta vez. Apenas desta vez.

   No banho ela vai se soltando, no fim está tranquila com seu corpo e minha presença. Tranquila com o meu corpo e sua presença.

   Daisy aceita ir para caixa, ela já se acostumou a viver por aí, hora com Dakota, hora comigo, aqui ou no trabalho, acho que gosta de não ser deixada de lado.

   No carro enquanto dirijo em direção a livraria. Dakota mexe em seu celular.

   —Carl, posso pegar a Daisy um pouquinho mais tarde? Quero almoçar com as meninas. Elas estão me convidando.

   — Pega ela no fim do dia. O que acha? Eu te deixo em casa e jantamos, pode ser?

   —Pode. – Ela me sorri. Paro o carro na frente da livraria. Ela se estica para me beijar. Olha para Daisy com a pena que as mães sentem sempre que deixam seus filhos. – Vou ficar com saudade. – Dakota me olha. – Dos dois. – Ela explica antes de ganhar mais um beijo de despedida. Assisto Dakota deixar o carro e dar a volta para entrar na loja. Eu devia resistir, mas não consigo, abro a janela do carro e coloco a cabeça para fora, dou um longo assobio que a faz se voltar primeiro alarmada e depois sorrindo. Mando um beijo a distância e ela devolve usando a mão, então se volta mais uma vez e entra na loja.

   — Vamos sobreviver, Daisy, prometo. Pronta para voltar ao trabalho? – Daisy mia de dentro da caixinha com uma grade na porta onde ela pode me ver. – Eu sei, também não estou, mas não temos escolha. Mamãe trabalha fora, é uma mulher moderna e independente.

   Assim que assumo meu lugar em minha mesa depois de soltar Daisy na sala meu celular toca. Ethan está na linha.

   —Bom dia. Como foi o fim de semana romântico? Pediu e ela aceitou, essa parte já fiquei sabendo.

   —Então ficou sabendo de tudo. É casado com a irmã dela, não vou contar detalhes.

   —|Toda essa discrição acaba te afastando do grupo de garotos Paradise. Assim vou ter que concordar com o Theo sobre o balcão estar lotado.

   —O famoso balcão. – Eu comento.

   —Sabe do balcão, mas não quer contar como foi tudo?

   —Foi tudo bem, Ethan, nós nos entendemos em todos os sentidos, eu amo a Dakota, não disse ainda a ela, por tanto bico fechado, mas nós... como vou dizer...

   — Dormiram juntos. – Ele faz parece simples. – Dakota é uma mulher adulta e não esperava que fosse... você sabe.

   — Eu sei, só... foi especial. Como eu acho que tinha que ser e estamos em um relacionamento completamente sério e sei que não a deixo nunca mais.

   —Bom. Isso é muito bom. Estou feliz. Se quiser conversar... estou aqui.

   —Obrigado. Realmente muito obrigado.

   —Tenho que desligar, é minha manhã com o Sean. Savannah está dormindo. Tchau. Boa sorte com essa história, torço para os dois.

   —Obrigado. Ethan... não conte nada a elas, eu realmente quero ser o primeiro a dizer a Dakota que a amo.

   — Não contaria. Boa sorte.

   Trabalho por pelo menos mais duas horas esperando a ligação de Theodor. É realmente estranho ele não ligar, tinha certeza que amanheceria recebendo sua ligação.

   Perto da hora do almoço, cansado de esperar por uma ligação do pai de Dakota. Porque é assim que eu o vejo, ao menos é como ele se comporta ainda que não se dê conta. Decido ligar para agradecer e também conversar um pouco.

   Acho que devo isso a Theodor. Ele tem sido muito cuidadoso com ela, me ajudou não posso negar, devo retribuir ao menos sendo grato.

   —Theodor?

   —Sim. Como vai?

   —Bem. Eu liguei para agradecer a casa, é uma linda propriedade e fomos muito bem tratados. Muito obrigado.

   — De nada. Sempre que quiser ir com a Dakota... nem precisa avisar, a casa está lá, só quem usa mesmos sou eu, minha mãe odeia aquele lugar. O que o torna um refugio perfeito.

   —Não vai me perguntar como foi?

   —Não.

   —Tem certeza que não está curioso? Quer dizer, me ligou aos sussurros para saber do pedido e contar do vestido e sei lá, das tranças.

   —Ela decidiu cabelos soltos, eu sei, ouvi o fim da conversa das meninas.

   —Você é inacreditável. Mesmo assim... bom, eu quero contar que foi tudo bem, nós estamos felizes e juntos. Em todos os sentidos.

   —Todos? Todos mesmo? Quer dizer... no sentido.... vamos ver...

   —Todos!

   — Ela... está feliz?

   — Muito, ao menos é o que parece. Eu acho que sim, estamos apaixonados, em um relacionamento sério.

   —Claro que é sério. Não se atreveria. O cunhado é policial, quero lembra-lo.

   —Ex.

   —Essas coisas marcam a pessoa, ele ainda é um policial de alma. Não tente engana-lo.

   — De jeito nenhum. – Digo evitando rir.

   — Bom, só queria mesmo agradecer e dizer que estamos bem. Vou jantar com ela hoje, ela vai almoçar com as garotas, também quero meu lugar no balcão.

   —Tem uma aliança em seu dedo?

   —Não! – Digo franzindo a testa.

   —Então o balcão está lotado! – Ele diz bravo. – Andy vai mostrar a você como se faz e colocar um anel naquele dedo.

   —Será? Acho que serei mais rápido. Quando ele tiver dezoito já vai ser o tio Andy.

   —Que jogo baixo! – Theodor reclama. – Vou organizar um jantar aqui em casa. Quero que venha com a Dakota, quero ver como é esse namoro de perto.

   —Não tenho nada a esconder. Depois podemos tomar uns drinks no Paradise. Assim ocupo meu lugar no balcão. Eu tenho que desligar. Mais uma vez obrigado.

   —De nada. Meu gerente de compras vai entrar em contato com você hoje.

   —Isso é realmente muito...

   — Sou generoso. Se quiser dizer isso a Serena quando encontrá-la, que eu te ajudo muito e me admira, fique a vontade. Ela me pegou te passando informações. Ando precisando de elogios honestos e desinteressados.

   —Conte com os meus. – Digo rindo antes de desligar. Sinto vontade de ligar para ela, mas deixo para fazer isso no fim da tarde, já é quase hora do almoço com as garotas e sei que ela terá muito o que contar.



Notas finais do capítulo

BEIJOS!!!!



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