Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 14
Capítulo 14


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!
Que emocionante foi o dia. Amei o encontro, quem foi, obrigada pela companhia, quem não pode ir com toda certeza fez muita falta.



   Dakota

   O vestido foi uma boa escolha, eu não tinha ideia que ele gostava tanto dos velhos vestidos coloridos, não tinha ideia de que eu gostava. Agora quando me olho no espelho pareço mais comigo mesma.

   Ver o modo como ele me olha ao descer as escadas para encontra-lo para jantar me dá a dimensão de como ele está envolvido. A velha frase de despedido no Paradise na noite mais triste da minha vida agora tem outro tom. Não é mais o fim de tudo. “Eu te amava” ficou no passado, sinto que temos chances, que ele pode me amar de novo e nada me faria mais feliz.

   É hora de me abrir, hora de tentar de novo, dizer que me apaixonei por ele é o primeiro passo, às vezes, quero me abrir por completo, contar tudo que senti, contar como me sinto, mas sempre tenho medo. O passado ainda me assombra, ainda temo cometer os mesmos erros.

   Carl é tão carinhoso, romântico, temos tanto em comum, de outro modo não teríamos crescido tão ligados, quero dizer a ele que o amava, mas não entendia, que estou apaixonada, mas também o amo.

   Só consigo confessar minha paixão, como se o fato das paixões serem efêmeras, diminuíssem a importância do sentimento, me protegesse em caso de uma separação, como se escondendo dele meus sentimentos, escondesse de mim mesma. Tolice, o amor que sinto é mais especial que a paixão. Um sentimento forte e complexo, que não me assusta como achei que seria. A novidade é esse arder que não conhecia e agora me faz queimar dia e noite por ele, esse desejo de sentir seu corpo, seu cheiro, seu gosto, isso eu desconhecia.

   — Esperei tanto por esse sim. – Ele diz em meu ouvido, Carl faz todo meu corpo se arrepiar, é a coisa mais estranha do mundo. Um simples toque dele já me deixa mais consciente.

   Quero ir mais fundo nessas sensações, estou curiosa sobre como vou reagir, ao mesmo tempo, sinto muito medo de não sentir nada, de ser de novo aquela coisa vazia que eu só queria que acabasse para voltar a respirar.

   Aquela Dakota podia aceitar aquilo, não entendi nada do mundo e achava natural sentir nada nos braços do homem com quem dividia a cama. A garota que estou tentando ser não pode aceitar isso e se for assim, talvez seja o começo das rachaduras do castelo e sinto que ele pode ruir.

   — Uma surpresa completa, nunca esperei por um pedido. – Admito decida a ser honesta sempre.

   —Uma taça de vinho? – Carl decide não levar o assunto por esse caminho, sinto isso claro nele. Talvez não seja mesmo o melhor momento para conversas esclarecedoras. É nossa primeira noite como namorados, primeira viagem juntos.

   —Aceito. Meia taça. – Digo quando o acompanho até a mesa de jantar lindamente decorada. – Você se supera sempre. Está tudo tão lindo. Até na Daisy você pensou.

   — Ei, a Daisy está na lista das prioridades! – Ele ralha comigo enquanto abre o vinho com algum talento.

   —Abriu muitos vinhos? – Carl dá um meio sorriso, não responde, apensas serve as taças e então caminha até mim, estende a taça bonita de cristal que deve ser responsável por metade do sabor da bebida.

   —Está com ciúme? – Nego, estou, mas não tenho direito de estar, todo mundo tem um passado, o meu podia estar misturado ao dele, mas eu estraguei toda minha vida. – Eu tentei um pouco, mas você não me deixava em paz, não saía da minha mente, não me deixava te esquecer e por fim, desisti.

   — Sinto pena de tudo que não vivemos juntos.

   — Não importa. Importa tudo que vamos viver juntos. Que acha de brindarmos a isso?

   — Não se recusa brindes. Diria a Dominique. – Ele me sorri quando ergo a taça. – Um brinde ao nosso futuro juntos.

   —A tudo que vamos viver. – Ele completa e tocamos as taças para em seguida darmos um gole sincronizado.

   Carl me convida para seus braços, aceito o convite, como não aceitar? É onde quero estar para sempre.

   — Meu namorado. As meninas ficaram malucas com o pedido, tive que contar, demorei mais para me arrumar porque elas ficaram inquietas querendo detalhes e depois me ajudaram a me vestir.

   — Tem um belo time de protetores.

   — Eu nem sei se mereço. – Carl faz uma careta engraçada, me beija os lábios.

   — Claro que merece. – Ficamos tomando o vinho enquanto assistimos Daisy se divertir com os móveis e decoração. Ela felizmente é pequena demais para provocar algum estrago, nos faz rir do seu esforço em subir nos móveis, sua curiosidade por cada objeto.

   — Ela vai ficar deprimida quando voltar para casa. – Brinco achando graça no salto de cinco centímetros que ela dá para descer de uma almofada.

   — Daisy quer estar com você, não importa onde.

   — Pode ser, mas é uma gata, não podemos esquecer, tenho medo dela me deixar.

   —Bobagem. – Me encosto em seu peito.

   —Carl, quando estamos assim juntos, eu as vezes, fico com a sensação que estamos esquecendo algum dever, tipo o de matemática. – Seu riso se expande, e chama atenção de Daisy que vem se juntar a nós.

   —Que bom que dividimos a mesma sensação. Chego a ficar calculando na cabeça quando é a próxima prova.

   —Na faculdade eu sempre sentia sua falta, todos os dias, quando era preciso fazer algo em grupo eu olhava para o lado, prestes a aponta-lo, mas então...

   —Eu sei, sinto ter te afastado, quando ligou se desculpando... não devia ter feito o que fiz, tínhamos uma vida juntos, um passado, eu não devia ter tentado tirar você da minha vida.

   —Desisti muito rápido, Carl, era você, meu melhor amigo e eu simplesmente aceitei que não me queria mais em sua vida. Eu tinha que ter lutado, ido até o Arizona, não sei, feito algo para não te perder.

   —Estava ferida, mais ferida que eu. – Ele pondera, e tem razão, eu estava despedaçada, não tinha nada se não uma louca vontade de me esconder do mundo.

   — Andy! – Digo a ele, me afasto dos seus braços, tomo um gole do vinho que me relaxa um pouco. – Aquele garotinho foi a razão de não ter me entregado. Olhos tão cheios de carinho, eu não conseguia odiar a vida por completo perto dele.

   — Eu me lembro como gostava dele. Podemos passar um dia com ele. O que acha? Leva-lo para um passeio.

   — Seria incrível, ele é um garoto muito esperto, inteligente, está apaixonado.

   —Novinho assim? – Carl diz levemente preocupado. – Acho que tenho uns conselhos a dar a ele. – Ele me beija. – Vou ensina-lo a lutar, dizer que ele não deve nunca ser o melhor amigo, é uma péssima estratégia.

   Dessa vez sou eu a beija-lo, com um aperto no coração pensando em como foi difícil para ele. Carl foi meu confidente por tanto tempo. Nem sei o que seria para mim hoje ouvi-lo falar sobre outra garota e fingir que não me importo.

   — Você é mesmo perfeito, Carl.

   —Pode ser, mas até os caras perfeitos precisam comer.

   — Então vamos jantar.

   — Você sabe que tem uma governanta aqui? – Ele me questiona. Eu afirmo achando graça na sua falta de desenvoltura sobre como fazer. – acho que ela decide quando comemos. Por que até agora nada.

   — Tenho amigas ricas, sei tudo sobre isso, você que é o anfitrião no momento vai até ela e diz que ela pode tirar o jantar. Não é chique?

   —Muito. Vamos?

   Ele me leva pela mão pelas dependências da casa até acharmos a copa. Alguns poucos funcionários estão reunidos. Me sinto culpada por prende-los até tão tarde.

   —Já posso servir? – A mulher se antecipa.

   —Sim, obrigada. – Eu digo e então voltamos para a sala de jantar. Ele me ajuda a sentar empurrando a cadeira. Se senta diante de mim.

   — Queria ter dito a frase. Ela se antecipou, qual a chance de poder dizer algo assim de novo?

   —Zero! – Digo rindo, ele afirma, dá de ombros. Pensa em dizer algo, mas a comida começa a chegar.

   Carl caprichou e somos servidos dos mais deliciosos pratos de uma comida requintada e ao mesmo tempo suave, camarões que aposto ele se lembra que adoro.

   Nosso jantar é longo, vamos conversando, trocando olhares, bebericando o vinho, sinto Daisy passar por entre minhas pernas e depois se acomodar com muito esforço na cadeira ao lado, sob a toalha e no estofado macio ela adormece.

   A sobremesa é de pêssegos frescos, outra coisa que ele sabe que adoro desde a infância.

   Quando deixamos a mesa de jantar, Carl me leva pela mão até a sala, uma música suave toca vinda não sei de onde e não importa. O que importa é que ele me convida a dançar e aceito.

   Ficar em seus braços deve ser meu momento preferido. Dançar pela sala enquanto uma música antiga toca baixinho e nos obriga a silêncio e relaxamento para poder ouvir a melodia.

   Nunca pensei que ele gostasse de dançar, mas Carl gosta, assim, comigo em seus braços, mas também sozinho, em boates cheias de gente jovem como nós dois. No fim, fui eu a perder tempo mergulhada em dor, devia ter vivido mais. Que bom que ainda tenho muitos e muitos anos para aproveitar a vida ao lado dele.

   Sua mão descansa em minha cintura, seus beijos me deixam flutuando, a noite está tão agradável, ao mesmo tempo, tem uma tensão no ar.

   As garotas me aconselharam a me soltar, dar algum sinal, eu não tenho certeza se estou fazendo isso. Se ele entende que quero ir além dos beijos, mesmo preocupada com o que posso sentir, eu quero o passo seguinte.

   — Uma volta lá fora? Para ver as estrelas?

   —Quero! – Me animo com a possibilidade de um passeio noturno a seu lado. Confesso que tudo isso é novidade, nunca passei por nada nem parecido.

   Daisy está dormindo no sofá, deixamos a casa e ela nem parece notar, saímos pela lateral, Carl procura minha mão e respiramos fundo o ar da noite, nos olhamos em seguida e trocamos um sorriso divertido.

   —Queria um lugar assim. – Conto a ele. – Para vir no inverno, acender a lareira e ler um bom livro.

   —Só ler? – Ele me questiona e uma pontada de culpa toca meu coração. Não sou uma escritora, mas sim, eu escrevo para um blog que cresce muito mais rápido do que já sonhei e isso é algo que adoraria dividir com ele.

   —Só ler.

   — Será que tem um lugar ao seu lado sob o calor dessa lareira? – Dou um meio sorriso enquanto imagino a cena, nós dois envolvidos em uma coberta dividindo um livro.

   — O melhor lugar. – Sua mão deixa a minha e ele me puxa pela cintura quando paramos de caminhar para nos envolvermos em um beijo que me aquece de um modo que nunca serei capaz de explicar. – Seus braços são meu porto-seguro, Carl, não tem outro lugar que me sinta mais feliz.

   — Também me sinto seguro em seus braços, garota Paradise.

   — Eu te dou segurança? – Ele sempre parece tão autossuficiente. Sempre pareceu, mesmo menino, Carl sempre foi seguro e decidido.

   — Sim, como todo mundo eu tenho medos e dúvidas e quando estou com você eu simplesmente acho tudo fácil e possível.

   — Você é a melhor pessoa que conheço, me apaixonei por você, mas também admiro.

    — Admira? – Ele diz em um tom sensual. – O que mais?

   — Então estou diante de um pouco de humanidade! – Digo rindo. – Carl Ryder caçando elogios!

   — Vê? Sou como todo mundo. – Ele provoca passando o nariz em meu pescoço e isso é algo que mexe com cada célula do meu corpo, é impossível não sentir e mais ainda, esconder. Sinto que ele sabe o que provoca em mim.

   — Isso que faz, só você consegue.

   — Uhm! – Ele provoca me beijando o pescoço enquanto sua mão afasta meus cabelos e vou perdendo a capacidade de me concentrar.

   —Isso também, essa sua mão me tocando e sua boca na minha pele, eu me sinto viva e só você me faz sentir assim.

   —Está indo bem.

   —É inteligente.

   —Não, caminho errado. – Ele brinca quando morde o lóbulo da minha orelha e meu sangue ferve.

   — Gosto do seu peito, de sentir seu coração pulsar.

   —Agora sim, de volta ao caminho certo. – Ele brinca enquanto sua mão corre meu corpo lentamente e engulo em seco, quero pensar em algo, mas é difícil ordenar as ideias, respirar, não gemer e ainda falar sobre minhas impressões. – Falar no ouvido? – Ele sussurra em meu ouvido e agora só consigo fechar os olhos e balançar a cabeça em um sim mudo e cheio de prazer.

   —Carl. – Digo seu nome sem conseguir esconder o prazer.

   —Dakota. – De novo ele sussurra em meu ouvido e então minha boca procura a dele como se um beijo fosse capaz de aplacar essa sensação, mas não é. Quero mais, eu não consigo mais ficar longe dele, agora sinto medo de dar boa noite, sinto a solidão que está por vir e me colo a ele, é instinto, eu não sei como falar, mas meu corpo parece decidido a falar por mim.

   Quando nos afastamos minha respiração está ofegante, ele segura meu rosto com as mãos, tem um lindo sorriso de olhos azuis brilhantes e escuros.

   — Eu esperaria a vida toda por você! – Ele diz para o desejo se misturar ao amor e meus olhos marejarem com a lembrança do pedido. Queria que ele não precisasse ter esperado, queria que ele tivesse sido o único a me tocar, mas não foi, a vida nem sempre é como queremos e preciso aprender a tirar o melhor dela, preciso aprender antes de tudo, a reagir a ela.

   — Pareceu uma eternidade esse tempo que passamos longe. Senti tanto sua falta, Carl. Tanto!

   — Também senti a sua, mas agora, é minha namorada e isso significa que vamos recuperar o tempo perdido. – Balanço a cabeça afirmando e ele me solta para prender sua mão a minha mais uma vez. – Vamos para casa, Daisy está sozinha e quero acordar bem cedinho amanhã. Soube que uma ótima pescadora me espera para acordar os peixes.

  Daisy ressona no sofá, eu a pego com cuidado, Carl me espera na ponta da escada, sorrindo para a cena de me ver com Daisy. Nenhuma pressão, nenhuma magoa, ele não parece ofendido, pelo contrário, me compreende, talvez melhor que qualquer outra pessoa.

   — Ela adorou a casa. – Ele comenta quando subimos juntos, deixo Daisy sobre minha cama. Carl não passa do batente da porta.

   Todos esses dias em que passamos juntos, ele avançou com cuidado, sempre respeitando os limites do meu conforto, sempre investigando minhas reações e sempre parando antes que as coisas esquentassem demais.

   Volto até ele sem acreditar que vamos nos despedir, indecisa sobre se quero isso ou não.

  — Me acorda se precisar. – Ele diz se curvando para um beijo de boa noite. Aceito o beijo, quero mais, sinto isso bem claro. Eu quero mais que um beijo de boa noite.

   Assisto quando ele se afasta me deixando com o coração apertado. Preciso aprender a reagir, reagir, não posso mais ser a menina que espera, que aceita. Preciso ter coragem de tomar posse da minha vida.

   — Carl. – Ele se volta já na porta do seu quarto. Perco a coragem, fico na porta de frente para ele parado em sua porta, esperando, assistindo, meu coração descompassado. Meu corpo queimando e ao mesmo tempo mergulhando em solidão e ansiedade.

   Eu preciso dizer, eu não consigo, eu quero e não sei como mostrar.

   — Vem! – Ele ergue a mão. – Minha mão sempre vai estar estendida, me deixa te mostrar como pode ser bonito.

   O amor é um sentimento maluco, acabo de descobrir que ele pode explodir. Como agora, quando uma força que não sabia existir em mim me toma e eu caminho para ele cheia de certeza e determinação. Sua mão estendida é a força que preciso para descobrir como é amar e ser amada.

   Ele me leva pela mão para dentro do quarto, tento encontrar aquela velha indiferença, a pequena repulsa, a angustia. Só tem ansiedade, emoção, coração pulando, paz, só tem os olhos de céu a me receber com sua verdade. Amor.

   Ainda sou eu, a Dakota tímida, não esperava me transformar no furacão Dominique, mas não tem medo em mim, nenhum medo.

   Carl me envolve, seu beijo é longo, envolvente, me deixa flutuando, me solto um pouco, deixo minhas mãos seguirem seus desejos, elas tocam seu peito, braços, sobem pelo pescoço para mergulharem nos cabelos espessos.

   — Minha doce Dakota! – Sua voz soa quente em meu ouvido, cuidadoso, me olhando nos olhos, Carl toca os botões do vestido, meu corpo agitado se torna mais ansioso. Minhas mãos tocam os botões de sua camisa e a cada botão do vestido que ele abre, um botão de sua camisa é aberto por mim, até que ele cuidadoso tira primeiro a própria camisa, seu peito nu me deixa encantada de um jeito diferente e me arrisco a toca-lo.

   —Você é tão bonito. – Ele sorri quando meu rosto cora, queria dizer a coisa certa, mas eu não sei, eu só sei sentir.

   — Linda! Perfeita. – O senhor perfeito é ele, ainda que não sabia e morreria de vergonha se descobrisse. Carl toma meus lábios e é provando o sabor de seu beijo que ele vai lentamente despindo meu vestido.

   Quando sinto a peça escorregar até meus pés e suas mãos correrem minha pele o que era arder se torna uma chama insuportável e quero me colar a ele. Quero sua pele queimando como a minha.

   Carl vai me ensinando sobre como é bonito e suave, se despindo, me despindo. Ele parece sentir quando fico tensa, toma meus lábios, me espera ficar pronta.

   Os dois de pé, ao lado da cama, com uma meia luz a dourar nossos corpos nus, de novo ele me estende a mão, de novo me convida, oferece tudo que tem e eu aceito o convite, aceito a mão estendida e caminhamos para cama.

   Me deito e Carl não cobre meu corpo com o seu, não pesa sobre mim, se deita ao meu lado, acaricia minha pele, beija meu corpo, me faz sentir algo tão novo, tão intenso.

   — Temos todo tempo do mundo, namorada, quero conhecer você, quero que me conheça.

   — Me ensina? – Peço e ele consegue sorrir, é um sorriso cheio de desejo, Carl se deleita com meu desejo, com minha entrega.

   — Não há o que ensinar. Vamos dividir. Vamos conhecer.

   Fecho meus olhos quando sua mão toca meu corpo, sei que ele admira cada parte minha e gosto de sentir seus olhos sobre mim, não é vergonha que me faz fechar os olhos, quero aguçar meus sentidos todos, quero mais do que os olhos podem ver e resolver. Quero o olfato, o tato, o paladar, a audição.

   Sua respiração, seu gosto, sua pele, seu cheiro. Tudo em mim se conecta a tudo nele e deixo meu corpo falar, me entrego as sensações, procuro por novas, demora até me sentir completamente desesperada por mais, me emociona que eu queria isso, que eu não tenha medo, nem pressa, nem dor.

   Quando nos unimos finalmente, quando seu corpo sobre o meu é prazer e não peso sinto tudo que antes achei não existir, tudo que antes era desgosto agora é amor.

   — É bonito! – Digo olhando em seus olhos, me movendo em seu ritmo. – É lindo!

   — É você. – Ele diz e eu quero seu beijo, quero mergulhar nesse paraíso quase inconsciente sentindo o sabor de seu beijo.

   A noite escura e pesada perdeu sua força quando Carl voltou para minha vida, a aurora trouxe de paz e agora se transforma em dia, o sol brilha em meu coração. Sim, é bonito. Puro.

   Meu corpo e o dele no mesmo ritmo, a perfeição do que sentimos traduzida em movimento e paz. Vou retomando a respiração, a consciência em seus braços, ele não me deixa só um único segundo e preciso domar a vontade de chorar.

   — Tem tanta vida em mim! – Digo a ele. – Eu sou aquele arco-íris depois da tempestade. Acha muito bobo?

   — Não. Você sempre foi um arco-íris, sempre foi cor e luz, está de volta.

   — Você fez isso, Carl. – Ele nega, me beija com carinho e cuidado. Um longo beijo, depois uma dezena de pequenos beijos pelos lábios, nariz, olhos, queixo.

   — Foi você que fez. Sempre esteve aí dentro.

   — Pode ser mais perfeito que isso? – Ele nega rindo.

   — Acho que não, mas estou completamente disposto a investir em tentativas.

   — Aceito o desafio. – Digo mesmo sentindo vergonha. – Acho que não podemos perder tempo, devemos começar agora mesmo.

   —Garota Paradise, quem sou eu para contraria-la? – Nós dois rimos, é bom rir em seus braços, rir depois de fazer amor é algo novo e sim. É bonito.



Notas finais do capítulo

BEIJOS!!!!!!



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