Tu mirada - Lm escrita por Débora Silva


Capítulo 1
☆ Capítulo um ☆


Notas iniciais do capítulo

Mais uma para vocês amores espero que gostem ♥



Outubro 2018...

Parecia mais uma manhã como outra qualquer para ela que estava sentada a mesa com sua xícara a frente, ele estava ali junto a ela mais era o mesmo que nada. O jornal cobria todo seu rosto e era como se ela não existisse ali para ele, suspirou e levou a mão a seu ventre ali tinha um bebê, um bebê que ele tanto quis, mas que agora parecia não mais importar se ela daria aquele filho ou não para ele.

Apenas um mês de gestação que para ela era um sonho, mas ele não sabia ainda já que não ficava em casa quase nunca e sempre com a desculpa de que precisava trabalhar. Maria sabia que não era somente trabalho, mas confiava que o amor sempre vencia, mas não era assim.

"Um ventre seco" foi o que ouviu dele em uma das brigas em que ela contou que não tinha chegado a hora de serem pais que mais uma vez seu ciclo tinha vindo. Ele surtou como um animal e nunca mais foram os mesmos. Maria levava esse ressentimento desde então, mas parecia que Deus era justo e deu em seu momento aquele filho tão esperado para os dois... Para ela.

Dez anos de casado nos quais os primeiros foram um sonho como é para qualquer casamento no início, ela o ajudou a crescer com a empresa e agora podiam gozar de uma vida boa e de extravagâncias, mas não ter um filho balançou a relação. Maria queria contar, mas naquele momento não era o certo o casamento deles estavam acabando e ela não queria que ele ficasse ali com ela somente pelo filho ou pior que a julgasse...

— Chegará tarde hoje também? - quebrou aquele maldito silêncio.

Ele abaixou o jornal e a olhou.

— Tenho uma reunião não sei que horas chegarei. - falou como se não devesse explicações a ela. - Por que?

— Apenas para saber se terei a companhia de meu marido para o jantar, apenas por isso! - usou o mesmo tom que ele.

— Por que não chama uma amiga? Assim não ficará tão só. - voltou os olhos ao jornal.

— Porque eu tenho um marido e uma amiga não me dará o que preciso! - foi direto em sua cobrança. - Somente porque eu tenho um marido!

— Maria, não fale assim porque transamos não tem nem dois dias. - nem a olhava.

— Eu quero todos os dias, todas as horas, você é meu marido! - alterou a voz e ele de imediato dobrou o jornal e o colocou sobre a mesa.

— Eu vou trabalhar! - levantou depois de terminar seu café. - Espero que esteja mais calma quando eu chegar! - foi a ela para um selinho que ela virou o rosto e sentenciou.

— Quando voltar será tarde demais! - falou com ódio dele por não dar atenção a seus sentimentos.

Ele sorriu e beijou seus cabelos saindo de casa com sua pasta na mão. Maria bufou, ficou de pé e foi até a janela e o viu ir... seria a última vez que veria aquele homem que um dia tanto amou, mas não iria permitir que o filho nascesse em um lar que não seria feliz. Saiu dali para o quarto.

Foi ao cofre e pegou uma boa quantia de dinheiro e colocou em uma bolsa simples e somente com a roupa do corpo, ela saiu daquela casa que um dia foi seu lar... E essa foi a última vez que Maria foi vista.

(...)

CINCO MESES DEPOIS...

Ela deu um salto na cama assustada estava suada e respirava pesado sentada na cama, olhou para os lados e aquele barulho todo doía sua cabeça ainda mais. A visão ainda um pouco turva foi normalizando e ela olhou para baixo encontrando uma pequena barriga estranhou, mas mesmo assim tocou sentindo um pequeno chute.

Sorriu de imediato parecia a reconhecer ou saudar aquele cumprimento dela. Olhou novamente para os lados e percebeu que estava em um hospital estranhou tudo até ali era vago e ela tratou logo de ficar de pé arrancando aquelas agulhas de seu braço e a roupa que estava ali um pouco suja ela vestiu sem nem saber se eram suas.

Tinha pressa ou alguém iria pegá-la ali fugindo, respirava pesado quando pegou a bolsa que ali estava e saiu descalça mesmo tentando ser invisível e deu graças a Deus de estar vazio o corredor, não sabia onde estava, mas não queria ficar ali...

Quando conseguiu sair daquele enorme hospital caminhou desarvorada por aquelas ruas sempre olhando para trás como se alguém estivesse a seguindo, não sabia quem era mais tinha a estranha necessidade de sair da vista de qualquer um. A cabeça doía um pouco e ela foi atravessar a rua sem olhar quando a buzina soou em seus ouvidos e ela foi para trás sentindo que iria cair e a primeira coisa que pensou foi no bebê que estava em sua barriga e fechou os olhos.

Mas diferente do que ela pensou não sentiu o chão e sim braços a segurar seu corpo e ela abriu os olhos o olhando de imediato...

— Tu mirada...





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