Seven Deadly Sins escrita por Bird


Capítulo 8
Luxury


Notas iniciais do capítulo

EU SEI QUE DEMOREI!
Exatamente dois meses depois do último capítulo, aqui estou eu com a maior cara lavada por ter feito vocês esperarem tanto tempo, mas com algumas desculpas também.
Comecei o primeiro semestre da faculdade (que está sendo um desafio, não vou mentir), perdi TODOS os papéis com planejamento da fic e fiquei com muito medo de escrever uma história sem pé nem cabeça, até porque SEVEN DEADLY SINS RECEBEU SUA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO! Escrita pela Dir Fernanda Oliveira, isso me motivou demais a não abandonar a história e continuar escrevendo, mesmo que a Fernanda seja minha amiga há uns três anos e seja suspeita para elogios, porque ela é um AMOR de pessoa!
Obrigada por não terem abandonado a minha história, mesmo quando eu tive vontade de fazê-lo.
Espero que aproveitem!
(PS. Capítulo fofo e leve depois do último né pessoal, preparem-se para o início do próximo arco.)



LUXURY, Luke Castellan 

Sentado no estofado preto do sofá da sala do Jackson, eu relaxava enquanto o próprio preparava alguns arquivos para eu levar à gráfica. Meu trabalho na empresa era de relações internacionais, mas eu sempre terminava essas besteiras e ficava zanzando pelo prédio, bancando o mensageiro, levando e trazendo informações. 

Eu era o faz tudo da Olympius, e no momento eu deveria pegar os projetos de Percy e Jason para imprimir suas demonstrações e preparativos para a apresentação. 

— Aqui está, Luke. — Ele entregou o pen drive. — Obrigado pelo favor, fico te devendo uma! 

— Você sempre me deve uma, Percyto. — Meu bom humor hoje, era claro como o sol, sem olheiras gigantes abaixo dos olhos, sem reclamações e sem forçar o Luke feliz e alto astral que todos conhecem.  

Partindo da sala do meu melhor amigo, entrei na sala no meu quase conhecido. Jason afastou todos o suficiente para se fechar em sua bolha de trabalho e dinheiro. Era incompreensível para mim essa sua compulsão, e depois que Piper o deixou, só pareceu piorar mais. 

— Vim buscar seu trabalho, Jas... — Minha boca caiu para o que vi em seguida. 

Reyna Ramírez, a não oficializada ex de Percy no colo do Grace que tinha a boca manchada de batom e a camisa social bagunçada. A vergonha instalada ali vinha de ambas as partes, e comecei a dar leves passos para trás.

— Bom, acho que você mesmo pode ir deixar o arquivo. Com licença. 

Saí de lá imediatamente, deixando os projetos de Percy na gráfica e depois saindo da companhia, visto que já havia terminado meus trabalhos e permanecia apenas fazendo favores. 

Fui para minha casa, esperava chegar mais tarde do trabalho, mas precisava contar isso para Thalia, além de que minha ajuda não era mais necessária na empresa. Ela estava temporariamente morando em minha casa, com o coerente medo que Nico voltasse novamente para terminar o que começou. 

Ela dormia no meu quarto e eu no sofá, se deu inexplicavelmente bem com minha mãe, e as coisas pareciam avançar, mesmo eu não querendo forçar a barra depois dela sair de um relacionamento curto, que durou o suficiente para ser um pesadelo. 

Mas dando notícias boas, o bebê não havia sido afetado com as agressões de seu “pai”. Eu acompanhava ela nas consultas, e aos três meses de gestação sua barriga já dava os primeiros indícios de aparição, e ela parecia feliz com isso. Thalia ainda trabalhava, mas foi contratada por outro café, ganhando um pouco mais no cargo de gerente. 

Nós vivíamos felizes, por incrível que pareça, após Nico Di Ângelo nunca mais dar as caras. Confesso que metade das coisas que disse à ele eram completamente mentira, eu não teria coragem de machucar nem uma mosca, se não fosse Percy para me incentivar a vingar Thalia. E bem, se ele voltasse, provavelmente seria Percy a dá-lo novamente uma lição. 

Quando cheguei em casa, deixei as chaves no balcão e abracei minha mãe, que assistia seu programa de tv favorito, com uma bola de pelos alvos no colo, proclamado Tofu por sua dona, que recebia carinho e parecia estranhamente interessando na televisão também. 

— Chegou mais cedo, querido. — Ela sorria, com os olhos exatamente iguais os meus sorrindo junto. — Fiz alguns biscoitos para vocês, Thalia está tomando sol na piscina, aquela menina é muito branca! 

Eu ri, May e seus comentários. 

— Vou levar os biscoitos para ela, se precisar de algo é só chamar. — Baguncei seu cabelo loiro, como se ela fosse uma doce criancinha, e parti para a cozinha, pegando o pote de biscoitos e me dirigindo ao deque. 

Realmente, Thalia estava tomando sol, deitada na espreguiçadeira com alguma música barulhenta no fone de ouvido. Sua barriga exposta pelo biquíni preto, estava inegavelmente maior e seus olhos permaneciam fechados, aproveitando o som e o calor. 

Aproximei-me dela e sentei ao seu lado, tirando um dos fones, ato que fez ela lançar um olhar mortal, mas logo depois transformá-lo em ameno.  

— Oi. — Ela sentou-se, sorrindo. — O que te fez chegar mais cedo? 

— Uma cena horrível que vi no trabalho. — Ela pegou um biscoito. 

— Que cena? 

— Jason e Reyna. — Peguei um biscoito também. — Em beijos ferozes, ela podia ter arrancado a boca dele naquele beijo. 

A cara de espanto da morena me fez rir. 

— Bem, eles acabam se merecendo, sinceramente. — Esperei ela terminar a linha de raciocínio. — Jason o maior ganancioso e ela a maior invejosa. 

— Então estamos aplicando pecados nas pessoas? — Sorri divertido. — Você seria a maior personificação de ira então, Grace. 

— Não sou mais, não é? Vou ter um bebê e não quero que ele seja babaca igual o pai. — Nós rimos, apesar de saber que certas lembranças ainda doíam nela. — Diferente de você, que ainda pratica seu horrível pecado. — Ela falou irônica. 

— Qual pecado eu pratico, então? — Eu senti o clima pintar no seu olhar. 

— Aquele pecado das pessoas sedutoras... — Eu ri, mas ela repreendeu. — É sério, idiota. Como se chama mesmo? 

— Luxúria? 

— Esse mesmo. — Ela comeu o seu biscoito. — Seu pecado é luxúria. 

— Eu chuto que passaria longe deste aí, nunca consigo ficar com ninguém por quem tenho interesse. — Soltei, me autodepreciando. 

— Mas luxúria é também sobre sedução, bobinho. 

— E me diga a quem eu venho seduzindo, porque se fiz, não me lembro. — Rebati, ainda em tom de ironia. 

Ela pareceu pensativa antes de falar:

— A mim, Castellan. — Eu estava quase rindo da piada, mas ela parecia séria demais, o clima novamente em seus olhos. — Isso pode parecer estranho, mas esse foi esse pecado. 

Pus seu cabelo para atrás da orelha e a trouxe para mim, selando nossos lábios num beijo cuidadoso e ansioso ao mesmo tempo. Um beijo profundo, esse que esperei quase uma vida para experimentar, mas que logo cessou. 

— Desculpe-me. — Disse e recolhi as mãos de volta, próximas ao corpo, com vergonha, mas sem nenhum arrependimento. 

— Está tudo bem. — Ela disse. — Eu gostei, mas se vamos em frente com isso... Eu preciso parar de morar aqui. 

— Por que? —Perguntei confuso. 

— Por que eu quero ficar com você, mas se vamos ficar juntos, parece errado para mim continuar me aproveitando dos benefícios que sua amizade trazia, como hospedagem. Eu preciso superar o medo bobo e voltar para meu apartamento, afinal, se Nico ainda estivesse atrás de mim, certamente já teria me procurado no café, então... 

— Eu entendo, vou te apoiar nisso, Thals. 

— Eu sei, e por isso me apaixonei por você, seu idiota. — Ela sorriu. — Sua gentileza, seu apoio e sua preocupação. Obrigado por tudo. 

— Não há de quê. 

Depois desse dia, fiz exatamente o que havia prometido, apoiei-a na volta a sua rotina e na mudança. Eu e Annie limpamos o apartamento como bons amigos fariam, garantindo de abrir bem as cortinas, nos livrar dos restos de bebida e cigarro, e o lugar já parecia bem mais amplo. Arrumamos o cantinho para Tofu, e o cômodo que era o famoso quartinho da bagunça foi transformado e pintado, virando um aconchegante quarto, esse que declarei ser do bebê. 

Todas as mudanças demoraram cerca de duas semanas, e todos os amigos de Thalia foram convidados para uma social na “nova” casa. Durante a festa, encontrei ela na varanda, tomando algo que parecia champagne. 

— Isso tem álcool? — Puxei assunto, e ela sorriu ao me ver. Thalia estava excepcionalmente bonita hoje, com longos brincos, maquiagem e um vestido preto. 

— Óbvio que não, eu estou me acostumando com a ideia de ser mãe. — Foi minha vez de sorrir. — A minha lista de agradecimentos para te fazer é tão grande que nem sei por onde começar. 

— Vamos deixar essa lista pra lá. — Me aproximei. — Não precisa agradecer por nada, fiz porque gosto e você. 

A beijei sob a luz fraca do luar, com nossas taças tinindo levemente, ao som de alguma música serena que tocava na sala de estar.  



Notas finais do capítulo

E então? O que acharam???
Um pequeno aviso para fazer, agora que terminamos os sete pecados, se inicia as sete virtudes da humanidade, um arco ainda em linha de produção, que terei o prazer de tornar a postar por aqui, então começa a acompanhar a fic pra não perder isso!
Um beijo a todos e até o próximo!



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