Storm escrita por Morgana Salvatore


Capítulo 8
Capitulo 08


Notas iniciais do capítulo

♥ Capitulo dedicado a Annie Frida Volgere que recomendou a fanfic. Obrigada pelas palavras!

Capitulo com conteúdo para maiores de +18 (sexo).



Acordei. Eu sentia um forte enjoou e estava bastante confusa.

—Oh querida como você se sente? —Era a Esme, pisquei os olhos tentando me localizar. Muitos rostos conhecidos me cercavam minha mãe, meu pai, Edward, Carlisle, Alice e tantos outros assim como alguns policiais. Ela parecia está medindo minha pressão e realmente parecia preocupada e eu quis muito saber se era pelo juramento que como medica ela fez ou apenas por se importar comigo. —A ambulância já foi chamada.

Tentei me sentar, mas as gentis mãos da Esme me impediram, eu estava deitada no que parecia ser o chão do auditório onde estava acontecendo a audiência.

—Fique deitada.

—Eu não quero ambulância. —Tentei me levantar, mas a tontura me vez deitar de novo. Eu comecei a me recordar o porquê daquilo, as coisas que aquela mulher tinha me falado. Eu iria matar ela, ai sim iriam me julgar por algo que eu fiz.

—Querida relaxe não queremos outro desmaio.

[...]

Eu estava em uma das salas particulares do Center Medical Cullens, o hospital que meu sogro tinha comprado única e exclusivamente para sua esposa, Esme, exerce sua tão amada profissão sem a rotina comum de um medico. Eu tinha passado tanto tempo naquele lugar que eu já o conhecia tão bem, era como se fosse a minha casa e não precisava que ninguém me dissesse que depois daquele desmaio na audiência eu tinha sido levada pra lá. O que era estranho afinal eu imaginei que eu não seria bem vinda em mais nenhum lugar com o logotipo C’s.

—Eu vou pedir alguns exames só por desencargo porque sabemos o que a fez desmaiar. —Eu ouvi a voz da minha sogra. Ela falava com alguém bem próximo a porta do meu quarto então eu conseguia ouvir a conversa com perfeição já que a porta estava entre aberta.

—Não é necessário ela desmaiou pelas coisas horríveis que aquela mulher disse eu mesma queria ir lá e fazer ela engolir tudo aquilo, ainda tem aqueles remédios e ela mal se alimentou então uma noite bem dormida e tudo que ela precisa.

—Eu sinto muito pelas coisas que a Irina disse, mesmo com tudo ela não tinha o direito.

—Eu sei que você não tem culpa.

—Os medicamentos que foram aplicados nela são bem forte garanto que ela vai dormi até amanhã. Vá para casa amanhã vai ser um dia longo. —Ficou um silencio do lado de fora. Aqueles remédios realmente não fizeram efeito nenhum em mim já que eu estava acordada, um pouco confusa, mas ainda sim consciente.

—Eu não posso.

—Eu vou mandá-lo pra casa agora eu mesma vou colocá-lo em um taxi prometo.

—Sinto muito. —A voz da minha mãe estava chorosa eu não conseguia entender de quem elas estavam falando. —Só que foi muito difícil.

—Imagino, mas você sabe que não era a intenção dele.

—Só que se o Charlie não tivesse aparecido a tempo hoje estaríamos no enterro dela.

Elas estavam falando do Edward e isso me doía porque nada do que minha mãe disse ali era mentira, mas ainda sim era difícil de escutar. A única coisa que eu não consegui entender foi o porquê dele está ali ele achava o que? Que eu iria fugir? Realmente esperava que a Esme convence-se ele a ir pra casa.

—Você sabe que nenhum de nos achamos que ela realmente fez isso. —Minha mãe não respondeu nada. Não achavam, conduto nenhum deles apareceu pra me dar nenhum apoio. —Eu vou o mandar ir embora se você quiser ver ela fique a vontade, mas vá pra casa depois descansar um pouco amanhã o dia vai ser cansativo.

Quando ouvi o barulho da porta abrindo fechei os olhos querendo que minha mãe me visse dormindo e quem sabe seguisse o conselho da Esme e fosse pra casa descansar.

Através da audição eu percebi ela se aproximando de mim e senti o toque dela dos dedos dela no meu rosto. Controlei-me muito pra não chorar, não era justo fazê-la passar a noite no hospital, mas senti o toque e o carinho dela era uma coisa tão boa.

Era mais difícil do que eu imaginava fingir que eu estava dormindo. Depois de alguns minutos eu percebi que ela estava rezando, minha mãe sempre foi muito religiosa e naquele momento eu sabia que ela recorreria a Deus. Eu era muito fiel a ele também, mas diante de tudo aquilo que eu já tinha sofrido eu simplesmente não conseguia, cadê Deus quando meu filho morreu? Porque ele simplesmente não fez nada pra impedir? Eu tinha prometido absolutamente tudo que eu podia e o que eu não podia pra que meu filho se curasse, quantas noites eu virei rezando e ele apenas ignorou.

Virei dando as costas pra ela como se eu estivesse dormindo, eu não conseguia evitar as lagrimas e não queria que de forma nenhuma ela me flagrasse chorando. Senti as primeiras lagrimas banhando meu rosto enquanto ela continuava sua oração e a caricia gostosa que agora ela fazia no meu cabelo. Não sei quando tempo ela permaneceu em sua oração, mas depois de alguns minutos ela apenas depositou um beijo no meu rosto e deixou o quarto.

Quando eu tive certeza de que ela já estava longe eu me permiti chora abertamente, me matava ver ela chorar, me matava ver ela sofre e saber que era por minha causa. Eu imaginava como devia está confusa a cabeça dela, o esforço que ela devia está fazendo pra acreditar que eu não tinha feito aquilo quando todo o resto apontava pra mim como culpada. Eu só desejava que pudesse ser provado que eu não era culpada por ela, única e exclusivamente por ela.

[...]

Alguns momentos depois, eu não sabia exatamente quantos minutos podiam ter se passado horas eu ouvi uma movimentação do lado de fora. Passei a mão pelo meu rosto enxugando-o não querendo que ninguém me visse chorando.

—Edward eu estou confiando em você. —Era novamente a voz do Edward e não acreditei que ele ainda estava do lado de fora. —Estou quebrando a promessa que eu fiz a Renée não me faça me arrepender.

—Eu prometo que eu não vou fazer nada contra ela. Eu ...só preciso de alguns minutos. —Não acreditei que ele realmente iria entrar ali, fechei os olhos sem condição nenhuma de encarar ele e voltei a fingir dormi eu sabia que com ele seria mil vezes pior para ele acreditar na minha mentira, ele dormia todos os dias comigo e sabia exatamente como era eu dormindo. Naquele momento eu desejei que aquele tal remédio que a Esme disse ter me dado fizesse efeito e que eu caísse em um sono profundo porque eu não tinha condições nenhuma de encará-lo e se ele descobrisse que eu estava mentindo e estava acordada eu não saberia como agir.

A porta foi aberta tentei controlar e acalmar minha respiração, mas simplesmente não dava. Eu senti o calor que a aproximação dele provocava em mim, quando eu senti o toque dele no meu rosto eu estremeci não sei se por medo ou por causa daquele sentimento que eu sentia por ele e que mesmo com tudo aquilo ainda não tinha sumido.

—Baby. — Eu consegui controlar as lágrimas, mas as emoções eram conflitantes. Ouvi ele me chamar daquela forma carinhosa era estranho depois de tudo aquilo que tinha acontecido. —Por quê? —As lagrimas permaneceram contidas, mas meu coração estava partido em diversos pedacinhos, mesmo estando ali ele não acreditava na minha inocência. —Eu só queria poder voltar atrás e desfazer todas as merdas que eu fiz eu sei que se você fez isso o maior culpado sou eu. —Eu queria ser corajosa o suficiente pra abri os olhos e falar pra ele que estava tudo bem e que ele não tinha culpa de nada, mas eu estaria mentindo e não era corajosa pra isso. —Eu te amo tanto. —Quase não contive a mentira quando eu senti os lábios dele contra o meu eu não acreditava que ele estava realmente me beijando. Foi um beijo suave e muito delicado e eu sabia que era o ultimo, aquela era nossa despedida.

Ele se afastou e eu respirei mais aliviada pensando que ele estava indo embora, mas não, ouvi uma cadeira sendo arrastada e alguns minutos e senti a cabeça dele sendo apoiada na minha cama, os cabelos dele roçando delicadamente no meu braço.

—Você não está dormindo. —Não parecia uma pergunta.

Abri os olhos, eu já previa que seria difícil convencer a ele. Ele levantou a cabeça também e nossos olhos se encontraram e eu me senti nervosa aquele era nosso primeiro encontro realmente depois de tudo o que tinha acontecido na delegacia e eu não sabia como ele reagiria. —Eu queria me desculpas pelo que eu fiz com você. —Ele inclinou a mão como se fosse me tocar, mas parou no meio do caminho.

—Desculpa mais eu não vou perdoar você. —Pelo menos não naquele momento, ali diante de tudo aquilo era impossível perdoá-lo.

—Tudo bem. Acho melhor eu sair. —Ele se levantou e eu senti meu coração aperta em ver ele naquele estado, mas o que eu podia fazer. Pensei em me desculpar e dizer a ele que eu sentia muito pelo ocorrido com o filho dela, mas o medo do que isso pudesse provocar me fez mudar de assunto.

—Se quiser ficar eu não me importo vou dormi mesmo. —Me fazer de forte era complicado quando tudo parecia está desmoronando. Fechei os olhos ignorando ele e me focando em qualquer coisa. Eu queria muito ele longe e ao mesmo tempo eu precisava dele perto o mais perto possível e parecia que ele sentia o mesmo que eu.

[...]

Eu fiquei muito tempo ali parada fingindo está dormindo, tudo bem que ele podia até não acreditar, mas ele também não saiu. Alguns minutos depois eu pude sentir o cabelo dele espetando meu braço o que indicava que ele estava com a cabeça apoiada na maca. Depois do que pareceu horas em um total silencio eu apenas abri os olhos e o encontrei dormindo eu me sentia tentada a acariciar os cabelos dele, mas tinha medo de acordá-lo então apenas fiquei ali observando-o dormir.

Minha mente viajou pra nossa ultima noite juntos e mesmo com o luto, depressão e tudo mais eu ainda sim conseguia sentir vontade dele.

(...)

—Deite aqui. —Ele chamou. Caminhei até a cama e me sentei ao lado dele, eu estava me sentindo estranhamente feliz naquele dia, uma felicidade comum e meu lado ruim ficava jogando em cima de mim uma culpa que eu não conseguia deixar de sentir. Meu filho estava morto e eu estava conseguindo voltar a viver e sentir prazer em pequenas coisas como assistir televisão ou ler bobagens na internet. Inclinei-me e antes que eu pegasse meu remédio, o que eu usava para dormi, senti as mãos do meu marido me pegando pela cintura e me puxando pro meio da cama.

—Você não precisa disso pra dormi. —Ele me garantiu com uma propriedade que era difícil não acreditar nas palavras dele.

—Preciso sim e você sabe bem disso. —Se eu não tomasse meus remédios eu era atormentada por insônia e pesadelos terríveis, terríveis ao ponto de me causa até uma crise de pânico.

—Você passou o dia todo bem. —Sim, eu tinha ficado o dia inteiro melhor do que qualquer outro dia. Fomos almoçar na casa dos pais dele, fiquei na beira da piscina observando enquanto todos se divertiam, consegui me concentra no livro que eu estava lendo, comi bem e até exagerei em um bolo de chocolate que minha sogra tinha feito e que simplesmente estava delicioso, consegui sorri em alguns momento de verdade e não apenas fingindo pra agradar e não preocupar os outros, chegamos em casa e ainda nos divertimos mais assistindo um programa na televisão no qual eu simplesmente fiquei rindo até meu rosto doer.

—Exatamente por isso eu não quero terminar o dia em um hospital.

Ele suspirou e pareceu compreender que eu tinha que fazer aquilo.

—Eu quero você. —Ele afirmou e abaixou a cabeça dando delicadas mordidinhas no meu pescoço. Gemi, aproveitando e me contorcendo diante do toque naquela área que era tão sensível.

As mãos dele desceram pela lateral do meu corpo me provocando, barriga, cintura, coxas e levou a mão até meu joelho puxando minha perna abrindo-a pra ele se ajustar melhor em cima de mim. Ele desceu os beijos pelo meu colo, intercalando entre delicados beijos e mordidas delicadas que serviam pra me provocar. Suas mãos subiram novamente pela minha perna se infiltrando dentro da minha camisola subindo o tecido de seda, ergui meu corpo deixando que ele puxasse a camisola quando ela passou do meu quadril eu me sentei e deixei ele tirar completamente o tecido do meu corpo ficando somente com a calcinha.

—Eu adoro seu corpo. —Ele gemeu no meu ouvido e senti as mãos dele no meus seios. —É completamente perfeito.

Depois da minha gravidez eu tinha voltado ao meu corpo normal e nem fiz nenhum tipo de esforço para aquilo, apenas meu tempo ao lado do meu filho no hospital e comendo só aquela comida tinha sido o suficiente na verdade eu até estava mais magra, mas sabia que aquilo era culpa da minha depressão.

Ele abaixou e tomou meu seio direito na boca, mordendo e chupando delicadamente.

—Eu te amo tanto. 

—Eu também. —Minhas mãos deslizaram pelo cabelo dele de forma sentindo um prazer incrível com a caricia que ele me proporcionava com a boca. Desci minhas mãos pelo abdome sarado dele e puxei a cueca pra baixo pegando o pau dele e acariciando de forma a proporcionar prazer a ele.

Ele tirou minhas mãos do seu pênis e desceu a boca ainda mais lambendo minha barriga e com as mãos ele puxou minha calcinha pra baixo tendo acesso a minha intimidade.

Graças a minha mãe eu estava com a minha depilação em dia, ela tinha me obrigado a algumas boas horas em um SPA para serviço completo.

Os dedos dele deslizaram pela minha vagina, espalhando minha umidade antes de se firmarem sobre meu clitóris iniciando movimentos circulares da forma que ele sabia que era o suficiente pra me levar a loucura.

—Você é tão gostosa. —Ele me penetrou com o dedo médio enquanto continuava a estimular meu clitóris com o dedão. Gemi alto sem me importar com nada, era a nossa casa e estávamos completamente sozinhos.

—Shiu baixo não queremos acordar o Thomas. —Eu simplesmente travei ao ouvir o nome do filho dele que estava dormindo no quarto ao lado. Como ele fazia questão de aproveitar cada segundo do filho a baba não dormia aqui e ele ficava responsável por acordar de madrugada para tarefas normais que um bebê exigia, como trocar fraldas, dar mamadeiras e até mesmo quando o garotinho não queria dormir e precisava de companhia.  

Um filme passou pela minha cabeça, um filme bem ruim que mostrava em destaque que ele tinha me traído e tido aquela mesma coisa com uma mulher qualquer e que todos aquelas juras de amor podiam ter sido também direcionada a outra pessoa. O toque dele na minha vagina já não era tão prazeroso. Segurei a mão dele impedindo-o de prosseguir.

—Eu sinto muito não estou no clima. —O empurrei de forma delicada, ele não ofereceu resistência e deitou ao meu lado. Me levantei pegando minha camisola, ajeitei minha calcinha e vesti a peça que ele tinha tirado. Agarrei o frasco de comprimidos e peguei duas pílulas ingerindo-as logo em seguida, era muito e eu sabia, mas eu precisava daquilo pra simplesmente apagar e não discutir sobre aquilo que tinha acabado de acontecer.

(...)

Ele tinha sido bem mais compreensivo do que eu imaginei ser possível e eu me recordava que naquela noite ele tinha me puxado para os braços dele e me abraçado deixando que eu adormecesse sem nem tocar no assunto.

Se eu soubesse que aquela seria nossa ultima noite provavelmente eu não teria parado-o, teria sentindo todo prazer que ele era capaz de me dar. Agindo de forma irracional e sem me importar que ele acordasse iniciei um carinho no macio cabelo dele, aquele cabelo que era tão similar ao do meu filho, aquele cabelo que eu sempre adorei ficar acariciando enquanto estávamos deitados em nossa cama conversando ou apenas curtindo a presença um do outro. Talvez como ele tinha feito eu dei uma trégua, quando o dia amanhecesse os problemas voltariam e eu me daria com eles, ele voltaria a me odiar e eu voltaria a sentir raiva dele por não acreditar em mim, mas naquele momento eu só aproveitaria aquilo.



Notas finais do capítulo

Estou apaixonada por todo amor que eu estou recebendo com essa fanfic, quando eu publiquei (pelo tema) eu tinha medo dela não ser bem aceita.

COMENTÁRIOS? RECOMENDAÇÕES?

Me desculpa por ainda não ter respondido os comentários, mas estou me organizando pra colocar isso em dia.

COMENTÁRIOS? RECOMENDAÇÕES?

https://morganasalvatore1.blogspot.com.br/