Storm escrita por Morgana Salvatore


Capítulo 15
Capítulo 15


Notas iniciais do capítulo

♥ Capítulo dedicado a teresinha que recomendou a fanfic. Obrigada pelas palavras! ♥

Obrigada pelos comentários no capitulo anterior.



Isabella Cullen

O dia tinha sido bastante agitado. Depois que a Victoria tinha voltado com as caixas necessárias nos três conseguimos terminar aquilo rápido e fomos almoçar uma coisa que minha mãe preparou em tempo recorde, mas uma vez eu não consegui comer nem a metade do pouco que eu tinha colocado no prato e evitando o olhar de reprovação da minha mãe eu me retirei pro meu quarto, tomei meus comprimidos calmantes, anti-depressivos e os para dormir. Me deitei na cama sabendo que aquela mistura não deveria demorar a fazer efeito.

[...]

Fui acordada por um barulho de algo caindo no chão, o quarto estava todo fechado e escuro apenas uma luz vinha de uma das arandelas. O Edward estava apoiado na parede a camisa estava metade desabotoada e ele tinha uma garrafa de bebida na mão.

Me levantei e experimentei a terrível sensação de uma forte dor de cabeça, era como se eu tivesse batido com ela na parede com muita força eu sabia que era resultado de todo aquele tempo dormindo.

—Edward. —Chamei.

—Isabella. —Ele riu e apontou pra mim. —Você...

—Sim eu. Vem deitar. —Chamei.

Ele tentou dar um passo em minha direção, mas só conseguiu derrubar um enfeite qualquer que tinha ali em cima do aparador.

—Você vai se machucar.

Tirei as cobertas e me levantei indo até ele para ajudá-lo.

Eu o peguei pela mão e tentei ajudá-lo, mas ele era muito pesado e não estava cooperando.

—Como? Hum?— Eu olhei pra ele sem entender o que ele queria dizer. Conversa com gente bêbada não funcionava. —Eu pensei que você pode ser uma assassina? —Ele gargalhou e se virou pra mim colocando as mãos no meu ombro.

—Você que está assassinando o português. Como você ficou nesse estado? Você não estava nos seus pais?

—Eu fui embora não aquentava mais aquele clima e nem a Alice falando tentando tirar o foco como se isso fosse possível.

—Como eles deixaram você sair de lá? —Perguntei a Esme era bastante controladora pra deixar o filho simplesmente sair sozinho.

—Eu fugi pelos fundos. —Ele gargalhou alto. Realmente era engraçado imaginar um homem de 33 anos fugindo como um criminoso da própria casa.

—Você sabe que eu fui um trouxa em cair na teia daquela cobraaaa. —Ele estendeu bem mais o a do que o necessário. —Mas eu queria tanto fazer você sofre assim como você tinha feito comigo. —Olhei pra ele não entendendo o que ele queria dizer com me fazer sofre. —Eu nunca pensei que você me machucaria daquela forma eu só queria fazer o mesmo e olha o que eu fiz. —Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto querendo entender o que ele estava falando. —Nem confiar em você eu confiei. Eu sou uma bosta de marido porque você ainda está comigo? —Eu não sabia o que responder diante daquela pergunta. O que eu estava fazendo ali? Como eu podia manter aquele casamento mesmo depois de tudo? Logo eu que sempre disse tantas e tantas vezes que eu jamais perdoaria uma traição.

Dei dois passos pra trás tentando organizar meus pensamentos.

—Eu queria que você tivesse lá no enterro pelo menos eu ia ficar preocupado com você e esqueceria de todo o resto. —Ele mudou de assunto. —Foi um cu eu só queria que nada daquilo fosse real.

Ele se sentou e me encarou, naquele momento eu já sentia as lágrimas banharem meu rosto.

—Eu te amo não me deixa.

Fiquei paralisada sem saber o que fazer ele voltou a deitar agora de bruço.

Não demorou muito pra que ele apagasse, ele estava tão bêbado que roncava muito alto.

[...]

Não olhei pra ele quando ele começou a descer as escadas eu tinha passado a noite toda sentada naquele sofá pensando e mesmo tendo certeza do que eu tinha que fazer eu não sentia um pingo de coragem.

—Bom dia. —Ele desejou e parecia bem constrangido.

—Bom dia. —Respondi em tom baixo.

—Desculpa pelo meu estado de ontem eu precisava extravasar. —Tinha sido pouquíssimas vezes em que ele tinha bebido a ponto de ficar naquele estado. Ele se sentou no meu lado e as lágrimas caíram sem controle e eu nem fiz esforço em não chorar. —Eu sei que desculpas não servem pra nada, mas eu sinto tanto. —Pelo menos ele lembrava.

Ele pegou minha mão e apertou entre as deles. Respirei fundo tentando encontrar minha voz no meio daquele turbilhão de sentimentos.

—Esse não é o momento pra isso. —Tentei me levantar, mas ele me segurou no lugar. —Você acabou de perder seu filho não temos que fazer isso agora.

—Temos sim. Só fala o eu você tem que dizer. —Forçou.

Me mantive em silencio eu não precisava de que ninguém dissesse nada pra saber que aquele momento era inoportuno, muito inoportuno.

—O amor acabou? —Ele perguntou.

—Seria tão mais fácil se tivesse acabado.

—Então porquê? —Ele só podia está brincando me perguntando aquilo.

—Você se lembra dos nossos votos de casamento? “Amar, confiar, respeitar... Destaquei os pontos principais.” Eram palavras simples e únicas que moviam nosso relacionamento. Mas você me mostrou que não me respeita quando no primeiro momento de fraqueza se deitou com aquela mulherzinha, mas tudo bem eu nem tinha cabeça pra me importar. Eu aceitaria desconfiança de todo mundo, menos de você. Eu só queria que antes de me condenar você tivesse ouvido a minha versão da história, me dado o direito da duvida, naquele dia quando você chegou na cadeia eu estava tão assustada e confusa e só queria que você me ajudasse, me abraçasse e dissesse que acreditava em mim e que ia me ajudar a entender o que estava acontecendo. Mas nos sabemos o que você fez. E eu já não tenho mais tanta certeza se você me ama.

—Como você pode duvidar que eu te amo? —Ele parecia realmente incrédulo, era como se ele estivesse preparado pra tudo menos para aquilo.

Não respondi depois de algumas das palavras dele ontem eu realmente já não acreditava que ele me amava. Percebendo isso ele continuou.

—Era o meu filho, você tem idéia de como foi pra mim receber uma ligação de uma delegacia me comunicando que meu filho tinha morrido e que a minha esposa que o tinha matado? —Ele falou e se levantou me encarando o corpo tremia em resposta as minhas acusações por isso eu não queria fazer aquilo naquele momento, eu realmente não queria sair dessa história ainda mais magoada e nem magoando ele. —Eu estava cansado, muito cansado de tudo o que tinha acontecido eu só explodi e isso não é justificativa, eu sei que não é mais...

Eu via que ele estava se controlando, mas a mascara não estava muito bem posta, tinha algo por trás. Ele passou a mão pelo cabelo e respirou fundo tentando se acalmar.

—Eu só posso me desculpar por ter feito aquilo. Nada do que eu dizer vai apagar aquilo, e mesmo que um dia você me perdoe eu nunca vou conseguir me perdoar. Nunca.

—E a traição? O que você quis dizer com fez de propósito? Hum? Por que você queria me machucar? O que eu fiz de tão grave pra você querer me machucar tanto a esse ponto? —Joguei, eu tinha passado a noite inteira tentando entender o que tinha por trás das palavras dele. Levantei-me encarando ele. Agradeci por minha mãe ter ido pra casa não queria ela ai vendo nada daquilo, sabia que se ela tivesse ali já teria interrompido nossa discussão e mesmo sem querer machucá-lo eu precisava falar.

—Para traição nem eu mesmo acho que tenha uma justificativa, mas se coloca um pouco no meu lugar. Você me deixou sozinho, estava insuportável não ouvia ninguém. Quantas vezes eu pedi você parar com aquelas cirurgias e apenas deixá-lo ir? Mas não você quis, fez só o que você queria da forma que você queria como se fosse só seu filho. —Não acreditei que estava realmente remexendo naquilo. —Todo mundo estava cansado daquela situação nem os médicos acreditavam mais na melhora dele, todo mundo sabia que ele iria morrer e tudo o que você fazia era apenas tentar adiar o inadiável sem nem ligar em como com aquilo você só aumentava o meu sofrimento, o dos seus e meus pais, o seu próprio. Olha o seu estado. Olha o que essa obsessão fez com você. —Ele apontou pra mim.

—Era o meu filho e eu faria tudo de novo. —Olhei pra ele não crendo que era por isso, então era mais mesquinho do que eu pude imaginar. —Por amar o meu filho? Você quis me machucar a esse ponto só porque eu amava e não desisti dele? Isso não é possível.

—Não era o seu filho era apenas um corpo sem vida, ele teve morte cerebral, ele teve um AVC, além das seqüelas que ele teve pelo problema de oxigenação no cérebro. Se por um milagre ele retomasse a consciência ainda sim ele viveria entrevado em uma cama, tendo diversos problemas. Mas pra você tudo bem porque você pelo menos poderia dizer que era mãe.

—Você não sabe o que está falando. —Meu coração parecia que iria parar diante das palavras dele. —Quando você esteve por perto pra saber de alguma coisa? —Gritei.

—Não seja injusta.

—Injusta? —Perguntei incrédula. —Injusto pra mim é eu ficar em um hospital com meu filho morrendo enquanto no andar de baixo você comemorava o nascimento do seu filho, quantas horas você levou pra finalmente consegui disfarça sua felicidade e querer saber dele? —O destino ou sei lá o que tinha sido bem cruel, a diferença entre nascimento e óbito era de minutos.

—Não vou negar que fiquei feliz aquela foi a única forma de finalmente te tirar daquela obsessão. Meu filho morreu no dia em que recebi a noticia de que ele tinha tido uma morte cerebral eu lidei com o luto ali mesmo só não tive um corpo pra enterra. Já você permaneceu naquela esperança que não te levaria a lugar nenhum.

—Era o meu filho eu jamais desistira dele.

—Acho melhor pararmos por aqui. Eu vou embora, peça seu pai pra cuidar dos papeis do divorcio eu não ligo pra divisão de bens nem nada pode ficar com tudo. —Ele virou as costas e saiu andando falando querendo esconder as lágrimas de mim.

—Eu não vou ficar aqui vou pra casas dos meus pais. —Eu ainda não tinha dito nada a eles e nem perguntado se eu podia, mas acho que e seria bem vinda. Eu também dei as costas e sai andando e senti que o único pedaço do meu coração que tinha restado depois da morte do meu filho tinha virado pó.



Notas finais do capítulo

E aí o que acharam do Capítulo?

♥ ♥ ♥ ♥ ♥

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