Storm escrita por Morgana Salvatore


Capítulo 13
Capítulo 13


Notas iniciais do capítulo

Obrigada pelos comentários no capitulo anterior prometo que leio todos e estou me organizando pra conseguir responder todo mundo.



—Edward que bom que você chegou ela voltou a se trancar naquele quarto. —Eu sabia que era egoísmo e que minha mãe ficava louca quando eu entrava no quarto do meu filho, meus piores dias eu tinha passado ali. Quando o Antony morreu eu permaneci ali dentro por semanas, me recusando a comer, beber e até mesmo me recusando ao irrecusável como banho.

—Deixe-a Renée ela passou por muita coisa, amanhã eu prometo que vou conversa com ela, mas hoje eu preciso ficar um pouco sozinho. —Eu nunca tinha visto ele tão entregue como parecia naquele momento. Depois da morte do nosso filho ele tinha sido o elo forte enquanto eu desmoronava e me entregava ele tinha sido forte a ponto de ir ao fundo do posso e me ajudar a sair. Mas naquele momento ele parecia está no fundo do poço e eu o entendia era muita coisa até pra mim que não tinha perdido outro filho imagina pra ele.

—Eu sinto muito estou sendo insensível né você acabou de perde um filho? E que eu fico tão mal quando eu vejo-a se entregando de novo.

—Todos nos ficamos. Eu vou subir e deitar um pouco amanhã eu converso com ela. —Me afastei do parapeito da escada e entrei no nosso quarto, não era nada educado ficar ouvindo conversa aléia, mas tinha sido acidentalmente.

—Eu imagino que isso não sirva de nada, mas meus pêsames. —Ainda pude ouvir antes de fechar a porta do meu quarto por completo.

[...]

Meu plano inicial era só ir ali e trocar de roupa e voltar ao quarto do Antony, lá era um lugar que eu me sentia bem que me trazia boas lembranças mesmo que meu filho nunca tenha entrado ali. Mas vendo o Edward daquela forma eu precisava ficar com ele da mesma forma que ele esteve comigo. Então fui ao banheiro e tomei um banho rápido e vesti uma camisola qualquer. Quando saí do banheiro ele estava sentado na cama, ele vestia apenas sua cueca, os olhos estavam repletos de lagrimas que ele tentou enxugar quando me viu pareceu realmente surpreso em me encontrar ali.

—Desculpa eu não sabia que você estava aqui. —Ele se pronunciou ficando de pé me encarando culpado, estávamos tão distante um do outro que está ali ambos vestindo apenas roupas intimas e ainda sim constrangidos até o ultimo fio de cabelo. —Sua mãe me disse que você estava no quarto do Antony eu pensei que você fosse dormi lá. —Ele estava nervoso e eu não precisava ser esposa dele pra saber isso. —É eu vou dormi no quarto de hospedes.

—Edward não precisamos resolver isso hoje. —Falei, eu e ele tínhamos muita coisa pra conversa, mas aquele momento era completamente inoportuno. —Nos ainda podemos dividir a cama.

Caminhei até a cama e me sentei nela.

—Vem deitar.

Ele olhou pra mim por alguns minutos como se considerasse aquela situação, mas depois ele apenas aceitou e veio se deitar ocupando o lado dele da cama. Ficamos alguns minutos apenas em um silencio desconfortável cada um encarando o teto como se tivesse algo de muito importante ali, era muito pra pensar. Muita coisa tinha acontecido, mas aquele não era o momento de pensar naquilo. Me inclinei e apoiei minha cabeça no peito dele e entrelacei minha perna a dele. Ele levou alguns minutos pra aceitar meu contato e começou a acariciar meu cabelo.

—Me perdoa por ter deixado o Thomas sozinho se eu não tivesse me descuidado ele ainda estaria vivo. —Eu precisava falar mesmo que eu quisesse deixar isso pra depois eu necessitava me desculpar.

—A culpa não é sua. —Ele garantiu. —Ninguém podia prever que ela era uma completa maluca. Eu que não devia ter me envolvido com ela.

—Vamos parar de disputar quem tem mais culpa. —Levantei a cabeça e encarei os belos olhos verdes deles e voltei a deitar a cabeça sobre o peito dele não querendo cair na armadilha que aqueles olhos eram para mim aquele não era o momento.

—Você sabe que não vai dá pra evitar falar sobre o que aconteceu pra sempre né?

Suspirei fundo sabendo que aquela era a mais pura verdade, mas eu tinha certeza de que ele apenas queria aquele assunto pra fugir da realidade, perde um filho não era algo fácil e eu sabia exatamente o que ele estava fazendo porque eu mesmo já tinha feito aquilo quando meu filho morreu concentrei toda minha energia na traição e nunca consegui superar a morte do meu filho. Eu tinha um ódio de quem dizia que depois de algum tempo aquela dor aliviava, já tinha quase um ano e eu ainda sentia aquele buraco no meu peito.

—Sei, mas esse não é o momento.

—E quando vai ser?

—Talvez amanhã depois que você enterrar seu filho. —Eu queria parar de sentir aquelas coisas, senti aquela dor, aquela vontade de chorar, contive. Eu estava ali para consolar ele e não ser consolada. —Ou depois. Eu realmente não sei, mas não agora.

—Eu nunca imaginei que eu teria que passar por isso de novo. —Senti meu coração doer em ver ele assim, eu não precisava nem olhar pra saber que ele estava chorando e sabia que nada do que eu dissesse poderia aliviar aquilo que ele sentia. —E o pior é que não passa, eu queria muito como na primeira vez me apegar ao que todo mundo fala que depois de alguns meses eu ia está melhor, mas não fica essa dor nunca cede.

Eu queria consolar ele dizendo que passaria, mas eu estaria mentindo e eu nunca tinha mentido pra ele não e não queria começar a fazer aquilo logo naquela hora.

—O que nos dois fizemos de tão grave pra sermos castigados assim? —Ele tinha a mesma duvida que eu.

—Eu também queria saber.

Passaram se horas em um profundo e total silencio, eu estava aproveitando o carinho que ele fazia na minha cabeça enquanto eu acariciava o peito dele com as pontas dos dedos. Cada um perdido nos seus próprios pensamentos, eu tinha tanta coisa pra decidir. Queria e deveria ter gritado com ele, como ele merecia depois de tudo aquilo que ele tinha feito eu já tinha perdoado tanta coisa até mesmo o imperdoável, mas eu o amava mesmo com tudo era obvio que não podíamos continuar aquele casamento muita coisa tinha se perdido com o tempo algumas por conta dele outras por mim, não dava pra culpar só uma parte pelo fim de um casamento.

—Posso te pedir uma coisa. —Ele falou do nada, eu sabia que ele não estava dormindo era praticamente impossível quando você está preste a enterrar seu filho. Balancei a cabeça indicando que ele podia fala.

As mãos dele foram pro meu quadril e ele nos virou na cama ficando por cima de mim.

—Isso não vai resolver nada. —Virei o rosto antes que ele conseguisse beijar minha boca, mas ele não parou e beijou meu pescoço de forma provocativa.

—Eu só preciso tirar isso da minha cabeça nem que seja por algumas horas.

Era errado, mas eu não tinha muito o que fazer e nem conseguia dizer não a ele enquanto eu sentia uma necessidade, fazia tanto tempo que eu não tinha ele e eu até aquele momento eu não fazia idéia de quanta falta eu sentia dele.

Colei a boca na dele e o beijei nos movíamos sem nenhuma delicadeza conhecíamos muito bem. As mãos desceram pelo meu corpo sem nenhum pudor. Eu sentia um arrepio de excitação percorrer meu corpo. Mesmo que tivesses sem aquilo a um bom tempo nos dois nos conhecíamos tão bem. Sua boca desceu pelo meu colo, adentrando da forma possível no decote do busto da minha camisola.

—Eles mudaram bastante. —Eu disse enquanto aproveitava o toque das mãos dele no meu seio esquerdo, eles tinham mudado bastante e aumentado consideravelmente de tamanho durante a gestação do Antony o que eu realmente podia admirar pelo menos algo bom naquela situação.

Ele não disse nada subiu minha camisola e a tirou jogando-a em algum lugar do quarto. Fechei os olhos afastando o máximo possível as memórias negativas e me permitindo aproveitar aquele prazer, mesmo que fosse um prazer físico.

[...]

Tomei um susto com batidas tímidas na porta, senti ele se mexer do meu lado, mas não acordou. Eu tinha me assustado por que estava concentrada observando-o dormi. Ele tinha apagado fazia pouco tempo e não queria acordá-lo. Levantei-me pegando minha camisola no chão e vestindo e fui até a porta abrindo-a antes que a insistente pessoa jogasse a porta no chão.

—Isabella? —Minha mãe parecia realmente surpresa em me ver ali, eu tinha planejado ir avisá-la que eu já tinha saído do quarto do Antony e que ela não precisava se preocupar que eu não iria me entregar tão fácil novamente, mas eu tinha acabado encontrando o Edward e aconteceu tudo o que aconteceu e eu esqueci completamente dela.

—Oi mamãe. Bom dia!

—Eu fico feliz que você não tenha passado a noite no quarto do Antony. —Ela parecia realmente feliz e aquilo simplesmente servia para me deixar ainda mais culpada, ela já estava a muito tempo vivendo um inferno por minha culpa eu precisava aprender a lidar com a minha dor de forma mais discreta para que eu pudesse pelo menos fingir está bem e pra que ela pudesse ter sua paz de volta. —Acho que hoje não tem como ser um bom dia.

Só ali percebi que ela estava toda de preto.

—O enterro do Thomas vai ser hoje, daqui a pouco na verdade. —Percebi o receio dela em me comunicar aquilo e só de ouvir as palavras enterro eu senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Enterro tinha sido em um que eu acabei perdendo minha vida, aquelas horas intermináveis velando o corpo do meu filho foi a pior coisa que eu já passei ouvi-la falando aquilo me fez reviver tudo de novo.

(...)

Eu não sabia se eu devia está ali e muito menos como eu tinha chegado ali, não me lembrava de nada além das palavras daquela que tinha sido a medica do meu filho por um longo tempo. “Eu sinto muito senhora Swan não existe forma fácil de falar isso, tentamos tudo que estava no nosso alcance, mas ele faleceu.” Depois daquelas palavras nada mais fez sentindo, eu não sabia como eu tinha saído do chão daquele hospital que eu tinha caído assim que as palavras foram por mim entendidas.

Eu percebi o caixão e mesmo que minha mãe tenha tentando me impedir eu precisava me aproximar, precisava ver saber que aquilo era real. Aproximei-me e antes que eu fraquejasse e caísse ali mesmo alguém me amparou. Aquela imagem jamais sairia da minha cabeça, meu pequeno bebêzinho ali frio, pálido, imóvel.

—Eu sinto muito. —Era a voz do Edward e como se eu tivesse levado um choque muito forte me afastei. Ele não tinha o direito de está ali, ele devia ter aparecido quando eu liguei diversas vezes, quando eu implorei pra secretária dele pra achá-lo, mas ele tinha simplesmente desaparecido e me deixou enfrentar tudo aquilo sozinha.  As duas paradas cardíacas, o desespero dos médicos, aquele monte de gente pelo corredor, o momento sozinha implorando pra que algum medica saísse daquelas portas e me deixasse ver meu filho, rezando todas as orações que eu conhecia clamando por um milagre divino que pudesse fazer meu bebêzinho sobreviver a mais aquela situação. Mas nada aconteceu e não tinha uma única pessoa ao meu lado quando eu recebi aquela noticia, não consegui me mover nem mesmo me levantar do chão que eu tinha caído. Não tomei nenhuma providencia porque eu não tinha capacidade de nada. Então ele não tinha o direito de aparecer na minha frente depois de eu ter ficado aquele tempo todo sozinha, dei uma breve olhada ao nosso redor e percebi como estava cheio, e ele tinha aparecido somente naquele momento então ele que voltasse pra onde estava e me deixasse em paz.

Eu não consegui sair dos braços do meu pai pra nada, sem o apoio dele eu teria desmoronado, a dor que eu sentia era tanta que chegava a ser física. Não respondi a nenhum cumprimento, aquelas pessoas realmente achavam que duas palavras era suficientes pra no mínimo aplacar um pouco aquela dor.

[...]

Não me lembrava de muito a maioria das coisas eu apaguei, me lembrava de desmaiar na hora em que ele foi enterrado e ali eu senti que uma parte tinha ido junto pra baixo da terra, uma parte que eu jamais poderia recuperar e que eu não conseguia viver sem. Acordei no hospital completamente desorientada e sem saber quanto tempo tinha se passado e nem se aquilo tudo era real. Implorei pra ir pra casa e quando não fui atendida fugi e me tranquei no quarto do meu filho mesmo que ele nunca tenha estado ali era a única memória dele que agora eu possuía.

(...)

—Isabella. —A voz da minha mãe me tirou das memórias daquele que foi o pior dia da minha vida. —Está tudo bem?

Balancei a cabeça afirmando. Só percebi que chorava quando as mãos dela enxugaram as traiçoeiras lagrimas.

—O Edward está aqui?

—Sim. —Memórias da noite anterior vieram a minha cabeça, mas as afastei com força. Eu não precisava de muito e nem de palavras para saber que aquela tinha sido nossa despedida. Os beijos apaixonados, seguidos de lágrimas, múrmuros, gritos de prazer seriam nossas ultimas memórias boas. Eu não sabia se eu ou ele daríamos o primeiro passo pra oficializar o que já era bem obvio, nossa relação estava falida. Mas aquele não era o momento para aquilo, dessa vez ele estava realmente triste pela morte do filho não tinha sido como quando foi o nosso filho ali, aquele dia ele tinha muitos motivos pra está feliz afinal enquanto seu filho nascia o meu morria.

Eu tinha alguns pensamentos maldosos e dolorosos que eu não deveria está tendo naquele momento, mas eu não conseguia evitar eu não estava nada bem aquela dor profunda me preenchia o peito não era o mesmo tipo de dor que eu senti ao perder o Antony, era uma dor diferente e que eu não conseguia demonstrar ou talvez não o quisesse fazer só que ela estava ali pronta pra aumentar ainda mais o buraco no meu peito. —Ele está dormindo. —Completei, como se aquele detalhe fizesse alguma importância.

—Acorde-o eu acho que ele não vai querer perde a hora.

—Irei chamar. —Ela me deu um beijo na testa e se afastou me dando privacidade.

[...]



Notas finais do capítulo

Comentem me deixem saber o que estão achando da história.

RECOMENDAÇÕES???

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