Depois das Refeições, é Hora do Mistério. escrita por Haruyuki


Capítulo 2
Livro 01 - Death Train [Parte II]




Entrevisto o resto dos funcionários, não ganhando muitos detalhes novos. Com exceção da ausência de um dos funcionários, e que um dos concierges foi requisitado para vigiar o menino Plisetsky enquanto seu avô ia fumar do lado de fora do vagão, às 3 da madrugada. Estranho, pois deveria estar muito frio para se estar do lado de fora neste horário. Hmm, que interessante.
"Que interessante mesmo." Escuto e ergo meu rosto, vendo Condessa Babicheva ali, se encostando na mesa, com uma piteira fina com um cigarro aceso na mão esquerda, que está erguida na altura do rosto dela.
Eu ergo as sobrancelhas para ela, surpreso. 
"Bom dia, Condessa." Digo, me levantando e a cumprimentando com um beijo na mão direita dela.
"Bom dia, Senhor Nikiforov. Pelo visto já está fazendo seu trabalho, não é?" Ela pergunta, sorrindo. "É uma pena que o velho do Feltsman tenha morrido. Ele era um grande homem."
"São belas palavras, para alguém que não está nem um pouco triste com a morte dele." Comento, a vendo desfazer o sorriso dos lábios que agora estão na ponta da piteira.
De repente, ela bate as duas mãos, que estão com luvas ruivas até o antebraço e se abaixa, me fazendo ver um pouco dos seios pelo decote do vestido negro dela.
"Aquele maldito me vendeu quadros roubados! Quadros que também foram roubados de mim meses depois! Eu fui humilhada! Tive minha herança cortada porque meus pais descobriram o que eu fazia em minha mansão. Fui obrigada a vender tudo e aprender a sobreviver sozinha! Por causa deles dois, eu deixei de ser Condessa" Ela exclama, me surpreendendo e chamando a atenção dos outros passageiros e tripulantes. "Se aquele maldito do Ciadini é o demônio das artes, nada mais justo Feltsman assumir o lugar do diabo."
"Então você acha que Senhor Feltsman sabia dos esquemas de Lorde Ciadini?" Pergunto, a olhando seriamente. 
"Mas é claro! Por que diabos ele levaria Ciadini para nossa casa e o amostraria nossa coleção inteira?" Ela pergunta, e eu me surpreendo. 
Agora faz sentido em como Lorde Ciadini sabia onde se encontravam os quadros a serem roubados. 
"Poderia me informar onde estava às 11 da noite?" Pergunto, a vendo me olhar com surpresa.
"Exatamente aqui, conversando com Madame Baranoskaya." Ela responde e eu ergo a sobrancelha para ela. "Negócios. Ela precisa de um herdeiro, e como não teve filhos, ela decidiu me adotar, agora que fui deserdada por meus pais. Eu estou feliz com isso, apesar de temer muito aquela mulher."
"Hm. E às 2 da madrugada?" Pergunto, a vendo franzir a testa para mim.
"Por que?" Ela pergunta e eu a olho seriamente.
"Porque declarei que o Senhor Feltsman faleceu neste horário." Respondo, a surpreendendo. 
"Oh!" Ela diz, levando novamente a cigarrete para a boca. "Eu lembro de estar lendo na cama de minha cabine até bem tarde da noite, e acabei dormindo com o livro aberto em cima de mim."
"Muito bem. Notou algo de estranho entre esta noite e esta manhã."
"Um dos funcionários não está aqui, sabe. Cabelos pretos, de minha altura. Eu acho que ele é japonês ou chinês, sabe?" Ela diz, e eu escrevo tudo o que ela me disse.
"Sim, sim. Já me falaram disso." Digo, concentrado no caderno.
"Ele deve ser o assassino, sabe? Por isso que ele não está aqui." Ela comenta e eu paro de escrever.
"Não podemos julgar sem provas." Digo, tentando conter minha raiva. "Além disso, ele não está aqui porque está realizando um pedido meu. Algo mais?"
"Eu acho que não. Com sua licença." Ela diz, e se levanta. 
A vejo retornar para junto com outros passageiros e conversar entre eles. Noto que Madame Baranoskaya, Senhor Popovich e Senhor Plisetsky estavam ali, a escutando também, com expressão de surpresa no rosto.
Eles não me forneceram nenhuma outra informação, com exceção de Madame Baranoskaya, que afirmou a o álibi da ex-Condessa às 11 da noite e senhor Popovich, que diz ser o homem que estava com Sr. Feltsman nesse horário para discutir com ele e beber vodka para falar de negócios. Eu estou ficando cansado e com fome, quando sinto cheiro de um delicioso e familiar perfume de cerejeiras. Eu me levanto e me aproximo de Makarov.
"Podem servir o café-da-manhã." Digo, e com um 'sim senhor', ele me obedece. 
Ao voltar para a mesa, noto que meu caderno de investigações não se encontra mais nela. Levo a mão no rosto, tentando esconder o sorriso no meu rosto. Então 'ele' está aqui.
Volto a me sentar na mesa, pegando do bolso o outro caderno e continuo a escrever sobre o que aconteceu no trem até agora. Eu preciso ser rápido, pois logo logo 'ele' irá dar as caras. Eu termino, e passo a continuar a escrever sobre Lorde Ciadini antes de ser interrompido. 
'Lorde Celestino Ciadini é um homem que cresceu no mundo das artes, principalmente depois do assassinato da família Katsuki, na pequena cidade de Hasetsu, no Japão. Segundo relatos, Hiroko Katsuki, famosa pintora dos quadros Katsukis comentados anteriormente; seu marido, Toshiya Katsuki, dono de uma pousada de fontes termais que era também o lar da família; e Mari Katsuki, filha mais velha do casal, foram encontrados mortos com um tiro na cabeça e imersos dentro de uma das fontes termais. A Polícia, completamente incompetente, deu o caso por encerrado sem nenhum suspeiro duas semanas depois, deixando apenas o desaparecimento do filho mais novo, Yuuri Katsuki e de quadros Katsuki para resolver. Em dois meses de investigação, Yuuri Katsuki foi declarado como morto pela polícia e os quadros como perdidos.

Muitos dizem que foram coincidência, quando meses depois Ciadini chocou o mundo ao abrir uma galeria com quadros Katsuki. Imediatamente, ofertas surgiram de toda parte do mundo, e Ciadini contratou pessoas como Yakov Feltsman para ajudar a controlar as vendas. Por 7 anos, Celestino vendeu quadros, e recebeu muito dinheiro por isso. E então, quadros começaram a desaparecer de museus, galerias e coleções pessoais. Foi uma loucura. E então, surgiram na Polícia gravações de Celestino com outro homem, em que ambos conversam sobre os roubos abertamente. Um certo jornalista de São Petersburgo recebeu fotos de Celestino e outros quatro homens invadindo, retirando quadros e escapando de uma residência na cidade. Residência que pertencia a Condessa Babicheva. Essas mesmas fotos depois foram espalhadas por todo o mundo, e então a surpresa. Registros e fotos apontam Celestino Ciadini na pousada dos Katsukis no dia da morte deles. E então, 'ele' surgiu.

Lupin, o Ladrão. Em uma única noite, toda a coleção roubada que estava em posse de Ciadini... Foi roubada. Ou melhor, devolvida aos seus donos. Exceto os quadros Katsukis, claro. Em compensação, Lupin devolveu o valor gastado em dinheiro e a promessa de ir atrás do resto das coleções, que Ciadini havia se desfeito anteriormente.'
"Me perdoe. Eu já irei providenciar café-da-manhã para a Senhorita." Escuto, e encerro por enquanto minhas escritas.
Eu me levanto, e observo que todos ali estão olhando com surpresa para uma mulher de cabelos castanhos claros presos firmemente, com a longa franja caindo pelos lados do rosto dela. Olhos castanhos escuros, em um rosto maquiado que não esconde as feições asiáticas naquela pele de tom mais claro que o normal. Ela está usando um vestido negro longo de manga curta, com uma fenda que deixa exposta a perna direita dela praticamente toda, nas mãos, um par de luvas longas vermelhas com braceletes e pulseiras adornam os pulsos dela. Ela segura meu caderno em uma das mãos e na outra, uma piteira em ouro acesa.
Engulo em seco, me aproximando dela e me curvando, a cumprimentando. 
"Gran-Duquesa Okukawa. É uma honra estar em sua presença novamente." Digo, fazendo todos ali presentes se surpreenderem.
"Igualmente, meu caro Senhor Nikiforov." Ela diz, balançando o caderno dele. "E acredito que li coisas muito interessantes sobre um certo assassinado. Interessantes sim, ao mesmo tempo, desapontantes."
"O que quer dizer com isso?" Pergunto, usando as duas mãos para me apoiar em minha bengala.
"Primeiramente, temos a hora da morte. O senhor determinou que foi às 02 da manhã. Observação interessante, se não fosse pelo fato de que a janela do quarto dele estava semi-aberta. Ou seja, a verdadeira hora da morte poderia ser um bom tempo depois. Eu diria uma hora e meia depois, mais ou menos? Ou seja, os álibis de todos que você investigou estão inválidos. Mas existe uma certa peculiaridade em uma das informações que você coletou que me chamou a atenção." Ela diz, os surpreendendo. "Informação dada pelo concierge Illya Markarov, que disse ter sido chamado pelo Sr. Plisetsky para cuidar do neto dele enquanto ele ia fumar do lado de fora do vagão às 3 da madrugada. Bastante peculiar, não concordam? Fumar no frio que fez essa madrugada? Agora, vamos à outro detalhe da investigação que me chama muito a atenção: Como foi que Sr. Feltsman não percebeu a presença de um assassino em seu quarto, e como o assassino entrou na cabine dele?"
Ela olha em volta, sorrindo ao ver os rostos pálidos da maioria das pessoas ao redor dela. Eu apenas a observo, também sorrindo.
"Isso poderia ser bem mais fácil se, por exemplo, um sonífero fosse posto na garrafa de vodca que havia sido entregue na cabine dele. E enquanto ele bebia, seu acompanhante apenas segurava o copo, falando e falando sobre tudo e sobre nada. Artes, negócios, amor.. E apenas uma pessoa que havia convivido com ele por um bom tempo, poderia saber que ele costuma beber vodca todas as noites antes de dormir. Aí só faltaria outra pessoa para garantir a segurança, e outra que cedesse a arma do crime." Ela diz, me fazendo erguer as sobrancelhas, apesar de sorrir.
"Você fala como se soubesse onde está a arma do crime." Ex-Condessa Babicheva diz, mal-humorada.
"Interessante ponto, pequena Mila. E se eu tivesse mesmo a arma do crime?" Ela agita novamente meu caderno de notas e de repente, ao invés dele, surge... Um punhal manchado de sangue, para o horror das pessoas ao nosso redor.
"Yurothka, feche os olhos!" Nikolai grita, tampando os olhos do neto.
"Por que, Senhor Plisetsky?" Ela pergunta, colocando a cigarrete na boca. "Não é como se o menino realmente não soubesse o que estava acontecendo, não é, Yuri."
"Eu ouvi." O menino, que está palido e se tremia todo, diz. "Eu ouvi meu avô conversando com ela, ela e ele."
O menino aponta para Madame Baranoskaya, a Ex-Condessa e o Sr. Popovich, que o olham em choque.
"Por isso escrevi uma carta pedindo para que 'ele' impedisse meu avô de ser um assassino." O menino diz, assustando o avô.
"Para quem você escreveu, Yuri?"
"Querido Lupin," A Gran-Duquesa começa a dizer, brincando com o punhal. "Por favor me ajude. Meu avô pretende matar alguém. Me desculpe por não poder nada em troca. Yuri R. Plisetsky."
"Como você sabe o que estava escrito na minha carta, moça?" O menino pergunta, surpreso.
"Não se preocupe, pequeno Yuuri. Seu pedido foi realizado." Ela diz, se levantando.
Ela me entrega o punhal, que eu o cubro com um guardanapo limpo. E então, ela joga meu caderno de notas para o ar, para chamar a atenção de todos. Quando o caderno cai, não e uma mulher e sim um homem asiático que o pega.
"Você e o garçom de ontem!" Markarov exclama, surpreso.
"E o concierge de hoje de manhã." Sr. Popovich diz, de testa franzida. "Quem é você?"
"Ora, ainda não perceberam?" O homem, que está usado uma begala, roupas masculinas e cartola toda preta, olha para mim.
"Lupin." Digo, o fazendo sorrir.
"Correto." Ele diz, começando a andar de um lado para o outro, brincando de girar a bengala com a mão direita. "Curioso, pequeno Yuri, é que quando você colocou a carta na caixa de correios, eu já estava de olho em seu avô. Quando o vi rezar para que a carta me alcance, eu achei super fofo e decidi ler a carta e realizar seu pedido."
"Do que você está falando?! Meu avô matou aquele homem sim!" Ele exclama, chorando.
"Yurathka..." Sr. Nikolai diz, também chorando.
"De fato, o Sr. Plisetsky, o Sr. Popovich, A Ex-Condessa e Madame Baranoskaya esfaquearam Sr. Feltsman. Mas antes de eu continuar a falar sobre isso, me permitam ler uma outra carta, que foi enviada para mim, mas que também contem mensagens direcionada à todos que foram prejudicados por causa dele e do lixo do Ciadini." Ele diz, com um papel branco com marcas de dobradura na mão direita. "Sr. Lupin. Escrevo esta carta para pedir-lhe sua ajuda. Esta carta será entregue a alguém que eu sei que é de sua confiança, por isso não tenho dúvidas de que esta carta chegará em suas mãos em segurança. Já faz um tempo que tenho recebido ameaças de morte e em uma delas fala sobre Ciadini. Eu sei que estou sendo um hipócrita, e nenhuma desculpa tenho para justificar as ações de Ciadini.
Eu fiz muitos inimigos, em troca da segurança de minha querida amada ex-esposa, minha filha que foi tomada de mim quando criança, o filho que adotei quando o encontrei nas ruas de São Petersburgo, meu eterno melhor amigo e o neto dele. Apesar de lamentar saber que eles também se tornaram meus inimigos e caíram na armadilha de Ciadini, que sob ameaça de matar nossos entes mais queridos, controlou donos de galeria como bem entendesse. E agora, estou sozinho por minha inteira conveniência. Eu já estou morrendo, então não me incomodo em saber que querem me matar, mas eu não gostaria que esses quatro e ninguém mais manche suas mãos de sangue por minha causa. Então eu vos peço, por favor, me mate antes deles. Você encontrará todo o resto dos objetos lacrados em meu armazém secreto. Por favor, devolva-os para seus respectivos donos. E passe meus sentimentos para minha filha de sangue, Mila; meu pupilo que é na verdade um filho de coração, Georgi; minha querida Lília e meu melhor amigo, Nikolai. Todos vocês estarão sempre em meu coraçao. Espero que tenha de volta o que pertence por direito. Yakov Feltsman."
De repente, a carta na mão dele pega fogo, e ele amassa as chamas como se fosse algo normal. E então, ele assopra as duas mãos, fazendo surgir um pombo branco, para a surpresa e alegria das pessoas.
"Exatamente como a carta diz, Yakov foi ameaçado por Celestino Ciadini. Ele não foi o único. E todos sabiam que ele poderia matar mesmo. Basta lembrar o que aconteceu com os Katsukis 12 anos atrás. Apesar disso, Sr. Feltsman não tinha conhecimento nenhum dos roubos dos quadros, só notando que havia algo de errado quando Madame Baranoskaya e a galeria de Sr. Popovich foram saqueadas. E então, ele decidiu reaver os objetos roubados e tentar devolver tudo por si próprio. Infelizmente ele só conseguiu guardar as peças de arte que eu não havia encontrado em posse de Ciadini." Ele diz, abrindo a janela para o pombo sair do vagão do trem. "Tirando os quadros Katsukis, todos os objetos estão seguros no vagão de bagagens. Tomei liberdade de deixar um de cada em suas cabines, para aliviar vossas consciências um pouco. Além deles, deixei dinheiro no lugar dos quadros Katsukis. Afinal eles são meus por direito."
"E quanto à morte de meu pai?! Eu não entendo?!" Mila grita, chorando junto com Lília e Georgi.
"De fato." Lupin diz, a olhando seriamente. "Eu não sou um assassino. Sou apenas um ladrão. Como Senhor Feltsman disse, ele já estava morrendo. Câncer no pulmão. Então eu não pude bem matar ele. Apenas dei uma mãozinha."
Da mão dele, um frasco com líquido escuro surge. Georgi arregala os olhos.
"Eu me lembro desse frasco! Ele tomou antes da vodca chegar e me disse que era remédio." Ele exclama, assustado. "Isso é..."
"Veneno." Lupin responde, abrindo um sorriso. "À pedido de Sr. Feltsman, eu entreguei um frasco desse para ele ontem, aqui neste mesmo vagão. E por isso, pequeno Yuri, seu avô e ninguém mais não cometeram nenhum assassinato. Agora, como vocês se sentem depois de tudo o que falei? Sentem ódio? Alívio? Culpa?"
"Só me responda uma pergunta, Lupin. Por que você insiste em afirmar que os quadros Katsukis pertencem a você?" Madame Baranoskaya pergunta, o olhando seriamente.
"Por que eu sou um Katsuki, Madame." Ele responde, erguendo as mãos, agora vazias, e se curva para todo mundo. "Todos vocês podem agora retornar para suas cabines e seus afazeres normais. Se me derem licença, eu gostaria de me ausentar também." 
Lupin passa por mim, me tocando por cima do paletó. Quando toco nesse lugar, noto que há algo no bolso interior e meto a mão no bolso, retirando meu caderno de notas, aberto em uma página com os dizeres.
'Estou esperando por você.'
Sorrindo, devolvo o caderno para o bolso, peço licença a todos, já saindo do vagão. Abrindo a porta de minha cabine, me surpreendo ao ver Lupin deitado na cama, nu. Ele fecha a porta e a tranca, começando a se despir.
"Termine de escrever. Temos todo o tempo do mundo, Vitenka." Escuto, surpreso.
"Tem certeza?" Eu pergunto, o vendo sorrir.
"Claro. Eu sei o quão é importante para você escrever um livro sobre mim." 
"Yuuri~!" Exclamo, caindo na cama e o abraçando.
Ele ri, e me enche de beijos.
"Eu te amo." 
"Eu te amo também."
E eu me levanto, indo para mesa, finalizando assim a história de meu novo livro, o nomeando "O Trem da Morte."





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