Meu nome não é Demi escrita por Caique Morningstar


Capítulo 2
2 — Chapéu Seletor


Notas iniciais do capítulo

Obrigado MeireMRL pelo comentário! Esse capítulo é dedicado à você.



 

“Acalme-se, Samie! Precisamos pensar, precisamos tomar uma atitude agora!”

 

 

 

Scorpius e Albus não ficaram muito tempo na cabine, a despeito do que Albus havia dito sobre “família”, e assim que Rose e Demi ficaram sozinhas o assunto se voltou para as casas de Hogwarts.

— Eu quero ir para a Grifinória, assim como meus pais! Mas também ficaria feliz se fosse para a Corvinal. E você, Demi?

— Na verdade, eu não sei ainda. Todas as casas parecem igualmente boas… — respondeu, se lembrando do que lera no livro. Ainda bem que havia se adiantado.

— Bom, a Lufa-lufa e a Sonserina não tem boa fama na escola. Se você não se importar com os boatos e o bullying…

— Acho que consigo lidar.

— Seria uma pena ficarmos em casas separadas! Adeus, fofocas de pijama na frente da lareira! Adeus, mesas juntas na aula! Adeus, ó deliciosas conversas no café da manhã! — Rose fez um gesto dramático de sofrimento. Demi riu, embora pensasse que ela estava exagerando um pouco. Elas tinham acabado de se conhecer e Rose já estava supondo que eram amigas?

— Tenho certeza que ainda vamos nos falar, mesmo se formos pra casas diferentes — disse Demi, embora duvidasse. —  Você não vai espalhar boatos e fazer bullying comigo, vai?

— Nunca!

— Então tá resolvido.

— Eba! Vamos continuar amigas!

Demi não chegou a responder, desviando seu olhar para a janela do trem. Não quis murchar a felicidade da garota ao dizer que aquilo não era amizade.

Mas será que realmente não era? O que Demi sabia sobre amizade? Tentou se lembrar de seus amigos na escola, até lhe ocorrer que nunca teve nenhum. Reprimiu um arrepio. Talvez aquele fosse o jeito certo de fazer amizades, e ela nunca soube.

Olhou para Rose, tão alegre e entusiasmada, e pensou nos tipos de relacionamento que teve durante a vida. Dominância. Violência. Oportunismo. Competição. Nada daquilo era bom o suficiente para Rose. Ela merecia ter amigas, amigas de verdade, e não competidoras.

Será que Demi conseguiria assumir esse papel?

Ou, uma pergunta mais importante: será que Demi queria isso?

 

 

 

Quando o carrinho de lanches chegou, Demi descobriu que a bolsinha que sua mãe lhe dera ao sair continha várias moedas diferentes, e também tinha aquela vareta de madeira que ela vira as pessoas usando para fazer magia. Ela pagou pelas tortinhas de abóbora e pelos sapos de chocolate com uma moeda de ouro — supondo que tivesse um valor maior que a de prata ou a de cobre — guardou o troco e pegou a vareta com incerteza. Causava uma sensação estranha na sua mão, quase um formigamento.

Rose a olhava com curiosidade.

— Você já tentou usar alguma magia?

Demi fez que não.

— Quer aprender? Eu te ensino!

— Sério? Quero sim! — Será que ela conseguiria, sendo uma estranha num corpo novo?

Rose pegou um dos livros que carregava em uma mochila — que cabia uma quantidade impressionante de coisas apesar do seu tamanho diminuto — e lhe mostrou a magia mais simples de todas: Lumus. Bastava fazer um pequeno movimento com a varinha — Demi finalmente descobriu o nome certo daquela vareta — em formato de um V invertido, como se estivesse espantando um mosquito da sua ponta, e então dizer a palavra mágica que faria a varinha acender.

Demi sacudiu a varinha.

— Lumus! — disse. Nada aconteceu.

— Você está sacudindo demais — disse Rose. — Olha como eu faço. — Ela pegou a varinha e fez um movimento quase imperceptível, e com elegância tal que a impressionou. — Lumus! — A varinha se acendeu.

Demi tentou de novo, se esforçando para imitá-la.

— Lumus! — Uma pequena luz surgiu na ponta da varinha, assustando Demi. Rose riu.

— Você conseguiu! Agora, pra apagar ela, é só dizer “nox”.

Demi seguiu as instruções e a varinha se apagou. Ela abriu um sorriso, sentindo uma sensação engraçada no peito — uma sensação de pertencimento, de realização, coisa que jamais sentira na outra vida. Sua certeza de que havia tomado a decisão certa se reafirmou.

— Mamãe me disse que as aulas podem ser bem difíceis se não estivermos preparadas. Podemos nos reunir todo dia na biblioteca pra estudar e sermos as melhores da nossa turma, o que acha?

— Vou adorar — disse Demi, reprimindo uma careta. Todo dia? Aquilo era proximidade demais. —  Na verdade, isso tudo parece muito divertido! — afirmou, dessa vez com mais sinceridade. Demi sempre fora fã de aprendizado, e aquele mundo novo lhe oferecia uma oportunidade de estudar coisas fantásticas, ou, melhor dizendo, mágicas.

Resolveu experimentar os sapos de chocolate. Ao abrir a pequena embalagem, uma figurinha caiu no chão.

— Oooh, — disse Rose — vê quem você tirou! Estou tendo falta de sorte em encontrar o Merlin.

Demi não entendeu nada, mas pegou a figurinha do chão e a olhou. Um bruxo de cabelos pretos muito espetados e óculos redondos — extremamente parecido com Albus — a olhou de volta e deu um aceninho, no que ela deu um pequeno pulo de susto. Abriu a boca para exclamar o que acontecera, mas então se deu conta de que aquilo provavelmente era perfeitamente normal. Afinal, os quadros em sua casa se mexiam.

Rose se curvou para olhar a figurinha.

— Ah, você tirou o tio Harry. Não sei por que eles colocam tantas dele e tão poucas dos meus pais…

Demi olhou a figurinha com mais atenção. Abaixo da foto havia a legenda “Harry James Potter”. Definitivamente era o pai de Albus. Ao virar a figurinha, encontrou a seguinte descrição:

“Famoso por ter sobrevivido ao ataque do maior bruxo das trevas do século XX, Lord Voldemort, quando ainda era um bebê e o derrotar definitivamente 17 anos depois. Harry foi uma espécie de pupilo de Albus Dumbledore, considerado por muitos o maior bruxo dos últimos tempos. Outros de seus feitos incluem ter vencido uma edição do famoso Torneio Tribuxo, além disso foi escolhido como apanhador para o time de quadribol de sua casa, a Grifinória, onde demonstrou ser um excelente jogador ao quebrar um recorde pela captura mais rápida do Pomo de Ouro da Escola de Hogwarts, em apenas 5 minutos. Juntou-se ao departamento de aurores após a escola, tornando-se chefe do mesmo em 2007.”

— Ele teve uma vida bem impressionante — disse Demi, embora não entendesse tudo que estava escrito ali. Agora entendia porque Albus esperava que ela já o conhecesse, ele era uma cópia mais jovem de Harry Potter, que aparentava ser muito famoso. Talvez até mesmo uma celebridade do mundo bruxo, o que automaticamente tornava seus filhos celebridades também.

 

 

 

O dia passou; o sol percorreu toda a extensão do céu e a chegada a Hogwarts estava próxima. As duas meninas vestiram o uniforme e esperaram o trem parar para saírem.

— Alunos do primeiro ano, primeiro ano aqui! — Um homem gigantesco assomava na penumbra da noite, segurando uma lanterna que iluminava parcialmente seu rosto. Demi se assustou, mas Rose foi até o gigante com um sorriso no rosto.

— Hagrid! Que bom ver você!

O gigante deu um tapa de leve nas costas dela, fazendo os joelhos da garota dobrarem.

— Rose! Finalmente em Hogwarts, huh? E quem é essa? — O gigante olhou para Demi, um passo atrás de Rose.

— Essa é Demi Castlebury! Nos conhecemos no trem.

— Castlebury? — Hagrid ergueu as duas sobrancelhas como se algo o assustasse, e então pareceu perdido em pensamentos durante alguns momentos. — Bom, vamos indo! Alunos do primeiro ano, me sigam!

Demi se aproximou de Rose para sussurrar.

— Você viu o jeito que ele olhou pra mim quando você disse meu sobrenome? Será que ele conheceu meus pais?

— Não sei, mas foi bem estranho mesmo. Podemos passar na cabana dele depois pra tomar um chá e ver se descobrimos alguma coisa. Meus pais disseram que o chá é gostoso, mas é bom evitar a comida dele.

Todos os estudantes do primeiro ano foram até uma flotilha de barquinhos. Demi e Rose se acomodaram junto com duas outras crianças, e os barcos se moveram todos juntos, silenciosamente, feito mágica. Demi observou com um sorriso no rosto o castelo ficando cada vez maior conforme se aproximavam.

— Incrível, não é? — disse a garota que dividia o barco com eles. — Meu nome é Alissa Zabini, e o de vocês?

O garoto desviou o olhar aterrorizado do lago por um momento e olhou-as.

— Eu sou Ben Creevey.

— Demi Castlebury.

— Rose Weasley.

— Nossa! — exclamou Alissa. — Você é a filha de Hermione e Ron Weasley?

Rose deu um pequeno sorriso e confirmou, enquanto Demi se perguntava se os pais da amiga eram famosos, e porquê. O que ela havia dito mesmo? Por que havia tantas figurinhas daquele Harry Potter e tão poucas dos pais dela? É, deviam ser famosos, mas ainda restava descobrir o motivo.

— Eu sou muito fã da sua mãe! Ela é uma inspiração pra qualquer mulher.

— Ah, obrigada! — disse Rose.

— Eu não disse nada sobre você pra você me agradecer. Estou falando só da sua mãe. — Alissa ergueu as sobrancelhas, fazendo a ruiva fechar a cara e virar o rosto.

— Não precisa ser tão rude — disse Delilah, encarando Alissa com firmeza. A garota apenas estalou a língua e voltou a olhar para o castelo.

Os barquinhos chegaram à costa e todos desembarcaram, subindo passagens estreitas e úmidas até chegar a uma grande porta de carvalho. Rose quase dançava de excitação. Hagrid olhou por um momento para os alunos, e então ergueu o enorme punho e bateu três vezes na porta.

Uma mulher usando um coque muito apertado e vestes de um roxo profundo abriu a porta.

— Alunos do primeiro ano, professora Minerva McGonagall.

— Obrigada, Hagrid. — Com um gesto, a professora guiou todos os alunos à uma sala vazia. Demi podia ouvir murmúrios de centenas de conversas vindas de algum ponto à direita mas, quando a Profa. McGonagall fechou a porta da sala onde estavam, todos os ruídos cessaram.

— Bem vindos a Hogwarts. O banquete de abertura do ano letivo vai começar logo, mas antes de se sentarem, vocês serão selecionados por casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts.

Demi teve vontade de rir. Família. Como se soubesse o que era isso.

— Vocês assistirão às aulas com os demais alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre no salão comunal. As quatro casas se chamam Grifinória, Lufa-lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e cada uma delas produziu bruxos e bruxas extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts, os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto seus erros a farão perder.

Será que nas famílias tradicionais a vida também funcionava assim? Se os filhos errassem, perdiam pontos com os pais?

— No final do ano, a casa com o maior número de pontos recebe a Taça das Casas, uma grande honra. Espero que cada um de vocês venha a ser um orgulho para a casa à qual vierem a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai começar dentro de alguns minutos.

Sem mais nada a dizer, a Profa. Minerva se retirou da sala.

— Você sabe como é que eles selecionam a gente para as casas, Rose?

— É pelo Chapéu Seletor. Mamãe disse que ele vê dentro da nossa cabeça quem realmente somos e escolhe a casa certa.

Demi sentiu um arrepio na espinha. O chapéu podia ver quem ela realmente era? Então ele claramente veria que Demi era, na verdade, Delilah, e que Delilah não pertencia àquele lugar. Ela olhou em volta, angustiada, mas as paredes extremamente altas e a porta fechada não lhe davam opção de saída. Seu cérebro rapidamente imaginou os piores cenários possíveis: o chapéu gritando “IMPOSTORA! IMPOSTORA!”, os professores a arrastando para fora, o olhar incrédulo e magoado de Rose. O que fariam com ela, jogariam no lago?

Quando a Profa. Minerva voltou para guiar os alunos ao salão principal, Demi sentia suas pernas feito gelatina. Pela primeira vez se deu conta da vulnerabilidade de sua posição: uma pré-adolescente sozinha num mundo desconhecido, à mercê de tudo que as pessoas pudessem fazer contra ela.

Mas, quando entrou no Grande Salão, as preocupações de sua mente foram varridas por um momento diante da magnificência do lugar. Era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar diante de quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já estavam sentados. Havia taças e pratos dourados, e o teto refletia as estrelas do lado de fora.

— É encantado para parecer o céu lá fora. Mamãe me contou.

A Profa. Minerva os guiou em uma única fila até diante da mesa dos professores, onde colocou um banquinho e, em seguida, um chapéu pontudo, rasgado e muito velho. Por um momento fez-se total silêncio no salão; então o chapéu se mexeu, um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:

 

Sei o que estão pensando, posso ver em suas cabeças

Quem esse chapéu velho pensa que é para me dizer onde ficar?

Mas prestem atenção, vou lançar um desafio

Engulo a mim mesmo se puderem encontrar

Um chapéu mais inteligente que o papai aqui.

Não há segredo em sua mente que eu não possa ver

Pois fui tirado da própria cabeça de Gryffindor

E dotado de cérebro, para poder escolher

Em qual das quatro casas você encontrará seu lugar.

Talvez a Grifinória será a sua casa

Onde a ousadia é a marca da nobreza

E a coragem e sangue-frio inspiram grandes feitos.

Ou quem sabe a Corvinal está mais perto do seu coração

Onde a mente aguda e inegável inteligência

Serão sempre prezadas acima de todo o resto.

Ou então fará de Lufa-lufa sua morada

Onde seus irmãos serão justos e leais

E ali encontrarão sua verdadeira família.

Ou será o seu lugar a Sonserina?

Onde habitam os corações ambiciosos

E a amizade dura mais que gerações.

Venham! Deixem-me ler! Não devem temer

Até hoje não me enganei

Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!¹

 

Todo o salão irrompeu em aplausos. A Profa. Minerva desenrolou um longo pergaminho.

— Quando eu chamar seus nomes, venham até o banquinho, sentem-se e experimentem o chapéu. Abbott, Dean!

Demi xingou mentalmente o fato de seu sobrenome começar com C. Não demorou muito até ouvir:

— Castlebury, Demetria!

Seus joelhos sacudiram conforme ela se aproximava do banquinho. Pelo canto do olho, ela observou alguns dos professores cochichando entre si. Com as mãos trêmulas, colocou o chapéu, que desceu direto até suas orelhas, tampando sua visão.

— Ora, ora, que mente interessante — disse uma vozinha dentro de sua cabeça. — Delilah Savage dentro de Demetria Castlebury, se não estou enganado? Curioso, muito curioso.

Demi começou a suar frio.

— Vejo um poder muito grande, uma vontade imensa de se provar… Ah, sim, você quer o topo, e o poder de seu desejo é capaz de levá-la até lá. Sangue-puro… Curioso, curioso. Bem, sei onde irei colocá-la. A melhor casa para você é a SONSERINA!

Demi tirou o chapéu enquanto a mesa mais à direita aplaudia. Ainda suava frio e sentia o estômago revirando. Não foi tão ruim quanto esperava, no fim das contas. O chapéu sabia que ela era uma impostora, e mesmo assim a deixou continuar sua mentira. Não sabia se sentia aliviada ou assustada.

Ao erguer o olhar procurando sua amiga, Demi se deparou com a expressão da Profa. Minerva. Esta a olhava e parecia ansiosa, preocupada e… Com medo? Demi não conseguiu entender aqueles sentimentos, então desviou o rosto, se sentindo incomodada. Seus olhos caíram em Rose, que acenou.

Os nomes foram passando, e a fila ficava cada vez menor.

— Malfoy, Scorpius!

— SONSERINA!

O garoto loiro se sentou ao lado de Demi.

— Oi — disse ele. Ela apenas acenou em resposta. Imaginou que ia se dar bem com aquele garoto, se os dois não gostavam muito de conversar.

— Potter, Albus!

— SONSERINA!

Todos na mesa bateram palmas, mas Demi podia ouvir um murmúrio percorrendo o salão, embora não conseguisse entender o que era dito. Albus veio se sentar ao lado de Scorpius.

— Parabéns, Albus — disse Demi.

— Oh, oi amiga da Rose! Demi, não é? Que legal, a gente está na mesma casa! Pena que Rose não vai vir pra cá também.

— Como você sabe?

— Ah, eu conheço ela.

— Weasley, Louis!

Demi ergueu o olhar, confusa. Será que era algum parente de Rose? Pela cor do cabelo e sardas, deduziu que sim.

— GRIFINÓRIA!

A mesa à extrema esquerda aplaudiu ruidosamente. Demi reparou que havia uma grande quantidade de ruivos ali.

— Todos aqueles ruivos são Weasley? — perguntou. Scorpius riu.

— A maioria, sim.

— Tá rindo da minha família, Scorpius?

— Euuu? Jamais seria capaz disso!

— Ah, tá bom, vou fingir que você me engana.

— Weasley, Rose!

— GRIFINÓRIA!

— Viu? Eu disse que ela não ia vir pra cá.

— Uma pena… — disse Demi, observando Rose ganhar abraços e felicitações de todos os seus parentes ruivos.

 

 



Notas finais do capítulo

¹Música de minha autoria, criada exclusivamente para esta fanfic. Reprodução proibida de acordo com a Lei de Direitos Autorais 9610/98.

Desculpem a demora para lançar o próximo capítulo! Só gostaria de deixar claro que eu NÃO abandonei a fanfic, nem tampouco vou abandonar, nem me esqueci dela, nem perdi a inspiração. Estou trabalhando junto com uma beta reader para entregar capítulos com o máximo de qualidade possível para vocês, então pode demorar um pouquinho até sair o próximo.

Enquanto isso, faça um autor feliz e deixe um review! Eu respondo todos eles assim que posto o novo capítulo.



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