Adele escrita por Camélia Bardon


Capítulo 19
XVIII. Banks


Notas iniciais do capítulo

É isso mesmo que vocês estão enxergando. Sim, é uma atualização dupla! E, querem um spoiler? Amanhã tem o epílogo. Aí vai ser tripla. Yay ♡

(a IA responsável pela postagem do capítulo pede para avisar que a autora nega ter escrito esse capítulo movida a café e ódio. E que também não escreveu e foi direto dormir.)

Boa leitura!



Nove meses.

Longos nove meses desde que o vi pela última vez. Quando o alcancei para um abraço, parecia ter passado ainda mais tempo. Tudo que assimilo do momento são os seus braços me envolvendo – primeiro, os ombros. Depois, descem um pouco mais pelas costas –, o arquejo de susto e, de minha parte, um choramingo.

— Opa! Olá — cumprimentou ele, apertando um pouco mais o abraço. Desta vez, tomei a liberdade de também passar meus braços em volta de seu pescoço. Harvey soltou o ar. Será que eu estava exagerando? — Hello, my dear.

Não sentia o chão abaixo de meus pés. Será que estava derretendo? Minha sorte era ele estar me segurando; caso contrário, já teria me tornado uma minhoca. Juntei forças do além para respondê-lo, a voz abafada contra sua camisa.

Hello, mo dere!

Nunca acertei a pronúncia. Todavia, Harvey jamais a corrigiu, porquanto que sabia de que eu estava ciente de estar errando.

— Senti sua falta… — ele murmurou, se desvencilhando do abraço para voltar os olhos azuis para mim. 

— E eu a sua! Foi execrável estar sozinha por tanto tempo.

— Ah, céus, tenho tanto a dizer!

Não consigo suprimir o riso. Ele escapa de mim como filetes de água escapando por entre os dedos.

— E eu tanto a perguntar!

— Bem… — Harvey abaixou-se para reaver sua maleta e a cartola. Colocou-a, amontoando os cabelos bagunçados, em seguida abriu um sorriso. De orelha a orelha. — Creio que sejamos mesmo uma dupla imbatível, afinal de contas.

Senti minhas bochechas esquentarem, contudo sorri de volta para ele. Com uma mesura desajeitada, Harvey segurou minha mão e depositou nela um beijo cuidadoso. Mal parecia que estivera ausente, agora. Resisti ao ímpeto de segurar sua mão e levá-lo junto a mim, mundo afora.

— Decerto que sim, senhor. Queira me acompanhar? Deve estar cansado da viagem.

Olhei ao redor, à procura da Irmã Lefèvre. Nem sinal dela. Ah, céus… 

— Certamente — Harvey baixou o tom da voz, engolindo em seco. Percebi que sua maleta retornou ao chão. E… não sei o que pensar sobre isso. Ele acabou de pegá-la, já está largando? — Por alguma sorte há chá?

— Posso preparar um — sorri.

— Por que não me permite preparar um chá para vosmecê, Adele?

Ergui o olhar para ele. Como assim?

— Sim, um chá — Harvey complementou, notando minha confusão. — E com leite. À moda inglesa. Todas as tardes. Que acha da proposta?

— Maravilhosa, mas… não… tenho certeza de ter entendido o que quer dizer com isso.

Novamente, aquele sorriso. Em outras ocasiões, eu teria adorado permanecer ali, somente olhando para seus olhos azuis intensos. Porém, naquele dia eu ansiava por respostas.

— De fato, há muito o que dizer, de minha parte. Sei disso. E peço desculpas por não estar aqui. E por aparecer desse jeito. Sinto muito mesmo, de todo o meu coração — Harvey terminou a sentença num sussurro. — Mas, no momento, o que mais quero é ficar aqui, quieto, e ao seu lado. E, depois, lhe preparar um chá e conversar até não aguentar mais acordado. Me permite isso, Adele?

Dentro de mim, meu sangue gelou. Observei seu rosto, tão sereno. Sua mão repousou em meu ombro. A outra, subiu para a cintura e se detém ali – gesto esse que enviou arrepios por toda minha espinha. Meu instinto me orientou a fazer o mesmo. Mesmo que o ombro dele estivesse bem acima de mim. Então, a mão que estava em meu ombro se move para minha bochecha, e a que se encontrava na cintura puxou-me mais para perto, sem que eu tenha tempo para assimilar.

— Adele…? — Harvey repetiu, com certa urgência. 

Seus dedos estavam gelados, por mais quente que estivesse o dia, lá fora. O choque térmico me fez fechar os olhos e sorrir de escanteio. Meu lar.

— Sim — sussurrei. E, para o caso de ele não ter acreditado ou não ter escutado, repeti: — Sim.

Seu polegar acariciou minha bochecha. E, quando estava prestes a abrir os olhos, fui levada pela ponta de seus dedos. Primeiro desceram para meu queixo. Daí, a pressão foi gentil para que eu erguesse a cabeça. Minha cabeça girava. 

Mas tudo ficou bem quando não soube dizer onde se encontrava a distância entre nós. 

Havia figurado por muitos anos como seria um beijo. Recentemente, li em um livro ou outro as sensações. Até Sienna, no ano anterior, havia me confidenciado seus beijos roubados com um de seus pretendentes. Porém... era estranhamente bom. Era macio. E quente. E fazia meu coração se acelerar. Por quê?

Quero dizer, a mecânica individual, envolvida, era estranha. Mas o conjunto...! Sei que em algum momento, me coloquei na ponta dos pés, e minhas mãos foram parar em sua nuca. Logo, os dedos se enterraram nos fios de cabelo, fazendo a cartola cair no chão, com um baque surdo.

Nunca pensei que fosse estar beijando um homem. Muito menos, numa igreja. Sacrilégio era pouco para definir o momento. Que as Irmãs me perdoassem...

Pareceu levar uma eternidade para acabar – o que, de certa forma, foi excelente. No entanto, Harvey também se deu conta de onde estávamos (e como estávamos), e apartou-se de mim com cuidado. Soltou um suspiro, e tive de abrir os olhos para encarar seu rosto. Qual foi a minha surpresa em encontrar ali um sorriso meigo, e as bochechas coradas de vergonha. Tive vontade de voltar a beijá-lo, agora que tinha uma noção do que fazer, mas me segurei por pouco.

— Céus, que bom que correspondeu — ele murmura, pegando a cartola pela terceira vez no dia. Pobre homem. — Tive medo de vir aqui e não sentir nada em retorno...

— Eu seria louca se ignorasse o senhor, Harvey Banks.

Então, ele sorriu. Finalmente! Aproveitei da oportunidade de ninguém estar observando para segurar sua mão, como desejei há muito. E Harvey, nunca me decepcionando, entrelaçou os dedos nos meus. Atravessamos a Basílica comigo o puxando pela mão, como uma criança que ganhou um doce.

E não era mesmo?

❀❁❀

Eu e Harvey fingimos de nada pelo resto do dia. Por mais que tivesse a ligeira impressão de que as freiras estivessem plenamente cientes do que acontecera na igreja, também era da opinião de que elas fingiam cegueira.

Ah, como eu as amava!

Harvey, de fato, me preparou um chá. Então, todas as quatro freiras e nós dois nos sentamos no gramado do jardim do fundo da Basílica, como num alegre piquenique incomum. Naquela hora, mais do que em qualquer hora, tive de me segurar para não deixar minhas pernas expostas. Talvez eu deixasse de ser pálida em demasia...

— Creio que, agora que estamos num ambiente calmo, digno de um chá das cinco às duas da tarde, podemos começar com as narrativas — Harvey suspirou, estendendo-se no gramado. — Gostaria de começar, Adele?

Gostaria bem mais de saber como ele tinha chegado até ali, mas Harvey parecia determinado a estender o suspense pelo maior tempo possível. Então, respirei fundo e tentei detalhar os eventos desde janeiro, escolhendo bem as palavras, visto que o assunto era delicado – ainda mais para as freiras (afinal, eu também não entrei em detalhes quanto aos motivos de minha demissão). Talvez eu precisasse dizer tudo em voz alta, para que se tornasse mais aceitável...

Enumerei os fatos em ordem de acontecimentos: a descoberta da gravidez de lady Anneliese (de quanto tempo ela estaria agora? Seis meses?), a felicidade que tive ao encontrar Frankenstein entre meus pertences – e, é claro, neste ponto Harvey pausou a narrativa para perguntar minha opinião sobre o livro (e, em seu íntimo, sobre a dedicatória, igualmente...) –, a súbita trégua com lady Lilian... daí, passei para o casamento. Desde a diminuição da lista de suspeitos, as investigações-relâmpago acerca da cantora, srta. Armstrong, e, finalmente, sobre Pierre-August.

— P.A. era um homem? — Harvey indagou, em meio a um choque cômico. — E o quê, enviou uma carta ao noivo com respeito a lady Lilian?

— Foi o que pensei, de início... mas não era bem isso. Estava mais para... isso, só que ao contrário.

— Ao contrário? — ele franziu a testa, deixando a xícara na bandeja, ao chão.

Fiz que sim com a cabeça, tomando um gole do meu chá, ao passo que as Irmãs Josephine e Guyot trocavam um olhar ininteligível. Então, terminei minha história, contando sobre a relação de Thierry e Pierre-August, bem como a participação de Lilian no acordo. A Irmã Caron engasgou-se com o chá, já a Irmã Lefèvre arquejou um “santo Deus!” em resposta.

— Bem, é... de fato, é complicado — Harvey riu, nervoso. — Pensei que, mediante o que me contou, seria lorde Victor a lhe dar algum destino temível...

— Eu também. No entanto, nunca o vi tão indiferente quanto no casamento.

— Lorde e lady Hérault sempre quiseram um bom casamento para o filho — a Irmã Josephine comentou, num tom introspectivo. — Mas lady Hérault nunca falava nada próximo ao esposo. Parecia até um cachorrinho preso à coleira.

— Fico me perguntando o que será de seu filho ou filha agora...

A Irmã Guyot assentiu com a cabeça, sorumbática. Daí, acrescentou:

— Esperamos que não tenha o mesmo destino de seu irmão.

— Adoraria poder ter notícias deles... — murmurei. — O que me lembra de sua parte da história, sr. Banks. Eu certamente adoraria ter notícias da sra. Lambert.

— Já ia me esquecendo, perdoe-me...

Pego no pulo, Harvey Banks!

Com um gesto de cabeça, pedi para que ele ficasse à vontade. Por sua vez, ele estalou os dedos da mão enquanto respirava fundo.

— Depois de deixá-la no trem para Montpellier, retornei para Bordeaux. Permaneci com Ève até o fim do inverno, como havia lhe dito. Nesse meio-tempo, a pobre coitada sofreu com minhas novas tentativas com a máquina. Mas, no fundo, creio que ela tenha se acostumado comigo. Ofereci-me para levá-la de volta para Londres, mas aquela senhora é tão... teimosa e...

— Mantenha o foco, sr. Banks — gargalhei, ao passo que as bochechas dele assumiram um tom vermelho, envergonhado. — Que houve com a máquina?

— Desculpe, de novo. Sim, a máquina! Sim, consegui aperfeiçoá-la a tempo do inverno!

Tive o palpite de que meus olhos brilharam com a notícia. Harvey tinha estado tão melancólico, com conversas de desistência e tudo o mais... eu ficaria feliz apenas se ele tentasse novamente, porém Harvey fizera isso e tinha se saído bem!

— Que boa notícia! — sorri, feito criança. — Certo, certo. Prossiga, estou ansiosa!

— Como de costume, pensei em encontrar algum patrocinador que comprasse a ideia. E a sra. Lambert subitamente mudou de ideia quanto à Bordeaux. Pôs o chalé e as galinhas à vendam e retornamos para Londres.

— Ah! Bem, isso explica a carta não respondida.

— Sim. Então, após um mês viajando pelo país em busca de um comprador, finalmente o encontrei. Era um americano, o senhor A.J. Fisher, que tivera uma ideia semelhante à minha em 1858, mas não obteve sucesso na produção. Este sr. Fisher, então, me ofereceu a oferta de autoria-fantasma do projeto.

Franzi a testa para ele, desconhecendo o termo. Pelo visto, as Irmãs me imitaram, porquanto que Harvey riu e juntou as palmas das mãos para explicar:

— Uma autoria-fantasma trata-se de algo cujo uma pessoa A projeta, mas quem leva os créditos comerciais é uma pessoa B. Boa parte dos lucros retorna para a pessoa A, no caso, esse que vos fala, porém a “patente” fica com a pessoa B, no caso, o sr. Fisher.

— Quer dizer então que este sr. Fisher recebe em seu nome? — concluí.

— Exato. O que me dá o direito de ficar em minha casa sem fazer absolutamente nada. Quer dizer, isso quando a sra. Lambert não me coloca para correr atrás das galinhas.

Não resisti em rir de seu comentário. Realmente, sua expressão era do mais puro contentamento quanto à decisão. Conhecendo-o como conhecia, uma invenção como aquela exigia muito de sua paciência e disposição. Tudo em seu tempo. E sempre com intenções nobres. Concordei com a cabeça, pedindo em silêncio para que continuasse sua narrativa. Foi o que ele fez.

— Então, imagine mês passado qual não foi nossa surpresa, minha e da sra. Lambert, ao recebermos sua carta, Adele. Deve ter demorado uma eternidade para encontrarem o endereço que deixamos para contato em Londres!

Nesse ponto, Harvey me lançou um olhar carinhoso. Resisti ao ímpeto de desviar o olhar, e continuei encarando-o. Precisava ouvir o final da história.

Por incrível que pareça, a Irmã Lefèvre passou ao meu lado, recolhendo a bandeja do chão com uma piscadela divertida para mim, como quem diz aproveite. Não entendi o que quis dizer de imediato, porém dois minutos depois todas elas se retiraram do gramado. Engoli em seco e aí sim desviei o olhar para o gramado.

Aquelas freiras... ora as amava, ora preferia que fossem mais sutis...

— Pensei que nunca a receberiam — sussurrei, indo me sentar ao seu lado no gramado.

— E eu pensei que nunca fosse mandá-la!

Assustei-me com seu tom ríspido, tão assim, abruptamente. Virei-me para ele, perguntando em silêncio o porquê de tal reação. Foi a vez de Harvey baixar a cabeça, encabulado.

— Desculpe. Não tive intenção de...

— Eu sei. Não se preocupe. O que disse é verdade, afinal de contas.

— O que? — ele ergueu a cabeça novamente, voltando os olhos azuis para mim.

— Eu não pretendia enviar nada. Nem para vosmecê, muito menos para a sra. Lambert. Até pensei em lhe escrever, mas... eu não saberia o que dizer, além do corriqueiro. E creio que o corriqueiro, para mim e para vosmecê, nunca seria suficiente... seria?

Ele meneou a cabeça negativamente, mordendo o lábio inferior para pensar com mais lucidez.

— Lhe escrevi uma carta, mas não achei justo enviá-la — confessei, encarando as ruas de Avignon, ao longe. — Ela pertencia a mim. Era minha maneira de mantê-lo perto de mim. E... optei por... não dizer nada ou criar falsas expectativas, porquanto que sabia que nunca passaria de... de Bordeaux. Seria doloroso sonhar acordada e esquecer da vida real.

— Entendo.

Uma palavra. Foi tudo o que Harvey proferiu.

Então, oito minutos em silêncio. Ao menos, foi o tempo que eu contei. Respeitei seu tempo. Porque, depois de umedecer os lábios, ele soltou o ar audivelmente.

— Sinto muito, Harvey — pedi, contrastando seu ar com um tom quase inaudível de minha parte. — Pode me perdoar por não enviar notícias?

— Só se me perdoar por ter hesitado em vir vê-la.

Sorri em sua direção, indicando que a resposta era positiva. Um pouco mais desinibida, estendi a mão para alcançar a dele, tão delicada comparada à minha, cheia de calos. Harvey não a rejeitou. Isso encheu meu coração de felicidade.

— É claro que perdoo.

— Pode perdoar-me também por outra razão?

— E qual seria desta vez? — gargalhei.

Harvey me acompanha no riso, com exceção de que o seu saiu com um pouco mais de tensão implícita. Estudei sua face, e decidi esperar uma vez mais. Não foi necessário, visto que ele disparou a falar:

— Por não a pedir em casamento naquele trem de Bordeaux para Montpellier.

— Perdão? — é tudo em que pensei em dizer, no calor do momento. Já ele, permaneceu impassível.

— Ouviu bem.

— Está...?

— Ah, sim. Estou. Quer dizer, não esperava que eu a beijasse e saísse correndo de volta para Londres, esperava?

— Não! Mas... com todas as letras? — arqueei as sobrancelhas.

— Letras, vogais, consoantes, e quaisquer outros que vierem depois desses.

Encarei meus próprios pés na grama. E sua cartola, há alguns centímetros. Não pude deixar de soltar um riso juvenil, seguido do maior sorriso que já dei. Ele me encarou de volta, curioso.

— Mas é claro!

— Sim? — Harvey gaguejou, incrédulo.

— Ah, sim. Com todas as três letras. Porém, também podem ser cinco se preferir um aceito. Ou, ainda, se quiser um esperava que me beijasse e eu não o aceitasse como esposo?, podem ser... — Até parei para contar, mesmo que tenha sido interrompida por um aperto sutil em minha mão. — O quê?

Harvey também ostentou seu sorriso infantil no rosto. Pensei que meu coração fosse estar acelerado num momento como esse, contudo foi o oposto; nada poderia interromper minha calmaria. Me senti tentada a me inclinar para beijá-lo mais uma vez, porém me recordo de que ainda não é o momento.

— Obrigado. Por me aceitar.

— Não, Harvey. Eu que agradeço por voltar.

Suspirei alegremente, me contentando por apenas encostar minha cabeça em seu ombro. Harvey acompanhou meus movimentos, erguendo uma mão para acariciar minha bochecha. Fechei os olhos para apreciar o momento. Mas, é claro, como eu sempre seria eu mesma e nunca haveria eventos terrestres ou astronômicos que mudassem a mim em mim mesma, acrescentei num tom espirituoso:

— Mas, vosmecê sabe que, enquanto estava investigando aquela história confusa, conversei com uma cópia sua em meu subconsciente?

— Não... — Harvey estendeu a sílaba tônica, me fazendo morder o lábio para não rir. — E o que a sua cópia de mim dizia?

— Chamou-me de “máquina pensante”.

Sua risada ecoou por todos os cantos de minha mente. E eu amei todos os segundos. Fiz com que se prolongassem até o infinito.

— Ora, de certa forma, não nego que diria algo do gênero em algum momento.

— Veja bem como fala comigo, sr. Banks!

Harvey riu novamente, dessa vez com ironia.

— Vá se acostumando, futura sra. Banks.

Após vinte e seis anos sem um sobrenome, eu viria a descobrir que o adquirir daquela maneira era adorável.

Assim como ele. Eu sequer tinha dúvidas de que meu coração derreteria todas as vezes em que estivesse próximo a mim.

Ainda com os olhos fechados, entrelacei seus dedos nos meus e acariciei as costas de sua mão.

— O que me diz daquele chá agora? — sussurrei.

— Quantos quiser.

— Todos os dias?

Oui, madam.



Notas finais do capítulo

A propósito, a primeira máquina de lavar, de fato, foi patenteada por Alva J. Fisher EM 1910, mas, até onde eu sei, não há provas de que tenha sido ele a INVENTÁ-LA. Usei da liberdade fictícia para me divertir um pouco aqui.

Ai, gente... prometo que terei mais a dizer no epílogo, agora tô emoção à flor da pele. Um beijo no coração de vocês, é último até o próximo daqui...

É.
Até o próximo, xuxus ♡ Qualquer dúvida, comentário, correção ou surto, podem ficar à vontade :')



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