Chiquititas - Revenge escrita por Geovanna Danforth


Capítulo 5
Chamas




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Minha primeira reação foi fechar a porta, mas antes que eu fizesse isso Tiago a empurrou antes que eu pensasse em empurrá-la de volta. Ele se pôs à minha frente e me olhou bem nos olhos.

Ah. Meu. Deus.

— Porque você voltou?

Merda.

A última coisa que eu queria era que alguém deixasse escapulir à Soraya que eu estava de volta; eu sabia que Tiago era bonzinho, mas era bonzinho demais.

— O que você veio fazer aqui Laurinha?

Caramba, como o meu nome soava bem na boca dele.

Eu não sabia o que falar nem o que fazer, só sabia que meu corpo queria ir na direção de Tiago, como se ele fosse um ímã e eu um ferro.

— Meu nome não é Laurinha. _ murmurei.

Que coisa mais patética pra se dizer!

Ele inclinou a cabeça para o lado e me analisou. Senti o sangue subir para o meu rosto então respirei fundo.

— Então... quem é você?

— Isso não te interessa. _ murmurei novamente. _ Saia daqui, por favor.

Encarei o chão. Se olhasse pra Tiago eu pediria pra ele ficar.

Ele recuou dois passos e antes de eu fechar a porta olhei seu rosto.

Droga. Droga. Droga.

Eu o havia magoado. Seus olhos estavam marejados por causa de mim. De novo!

Puxei os cabelos e grunhi. O que eu faria agora? Tiago já sabia sobre mim, e provavelmente espalharia a notícia rapidamente, mas não se...

Não se eu pedisse a ele pra guardar segredo!

Abri a porta e saí em disparada pelo corredor, Tiago estava apertando o botão do elevador.

— Tiago!

Ele me ouviu e olhou surpreso, nem dei tempo pra ele dizer alguma coisa e me joguei sobre ele, o abraçando com todas as minhas forças. Ele era tão forte...

— Laurinha, o que você está fazendo?

— Desculpa, por favor, eu... _ me atrapalhei todinha.

— Tudo bem, eu te entendo.

Olhei pro seu rosto, os traços continuavam os mesmos. Meu Tiago.

Ele me puxou para mais uma abraço e eu senti que deveria ficar ali pra sempre.

— Quer entrar?

Ele me analisou.

— Não tenho café... _ eu ri_ mas tem água.

Ele sorriu também e balançou a cabeça.

Quando entramos no apê eu senti que deveria ter varrido a casa mais cedo.

— Senta aí.

Tiago puxou uma cadeira da pequena mesa e eu fiquei tentando arrumar alguma coisa.

— Ei Laurinha, senta aqui. Quero conversar com você.

Me posicionei atrás da outra cadeira, ainda envergonhada e o observei.

— A quanto tempo você está por aqui?

— Hum... não faz nem uma semana.

— Não vai me dizer porque voltou?

Fiquei calada. Tiago me encarou.

—Olha... _ minha voz saiu _ eu tenho meus motivos... e antes de tudo você deveria ser mais educado.

— Hã?

— É muito feio entrar na casa das pessoas assim, fazendo perguntas. Você nem quis saber como eu estou!

—Isso seria uma pergunta.

Revirei os olhos. Tiago e seus joguinhos.

— Tá, eu voltei a pouco tempo e não tinha falado com você ainda porque preciso me estabilizar e...

— Quando iria me procurar?

— Há... não posso dizer quando seria porque...

— Seria nunca né.

Tiago levantou.

— Eu não disse isso.

— Eu acho que tenho que ir.

Ele se encaminhou para a porta.

— Espera Tiago, eu só preciso que você me prometa que não vai contar pra ninguém que eu estou aqui.

— Porque? Está se escondendo de alguém?

Tiago mirou meus olhos.

— Por favor... _ sussurrei.

Depois mirou minha boca. Então eu mirei a dele também.

Ficamos nos olhando até que ele se aproximou e me beijou. Um selinho. Como aquele que tínhamos dado quando crianças. Mas bastou pra que um fogo começasse a passear pelo meu rosto.

Tiago me analisou novamente e eu observei seus olhos. Famintos.

O segundo beijo não foi nada parecido com o primeiro, a não ser pelas chamas. Suas mãos estavam por toda a parte e a boca em seguida. Roupas evaporaram por conta do calor, eu não sabia que durante todo aquele tempo ainda existisse entre nós tamanho amor.

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Eu só conseguia pensar nos olhos de Tiago, o modo como ele me idolatrava com eles, e o modo como ele me olhava quando nossos corpos estavam unidos num só ritmo.

Depois que as chamas foram aplacadas nós dormimos, acordei com a respiração de Tiago em meu pescoço. Isso me deu a certeza de que tudo não havia sido simplesmente um sonho.

Tiago se mexeu e seus braços que estavam em minha cintura subiram mais um pouquinho, senti cócegas.

Tiago acordou com meu riso e me contemplou como se eu fosse uma deusa.

Beijou meu rosto e meu pescoço, seu corpo se pôs sobre o meu e ele começou a morder minha orelha.

— E então?

— Então o quê?

— Porque você voltou?

Paralisei. Tiago era bonzinho mas era esperto também. Muito persistente por sinal, ele não parou até me ouvir gritar o nome dele uma hora atrás, não pararia agora até obter sua resposta.

Eu tinha que contar, mesmo que aquilo fosse perigoso a mim e a ele, mesmo que aquilo comprometesse meus planos.

Perto de seu ouvido sussurrei o nome que fazia estremecer todos os meus ossos.

— Soraya.

Tudo aconteceu em questão de segundos, num momento Tiago estava junto a mim e no outro já estava na porta.

Que inferno! Será que até aqui ela tinha que estragar tudo?

Levantei desajeitadamente enrolada no lençol e fui na direção dele.

— Tiago, por favor me escuta... você tem que entender meu lado...

— Que lado? O lado de uma garota que não consegue esquecer o passado?

Paralisei. Meus olhos encheram de lágrimas.

— Você quer que eu te esqueça?

Tiago franziu a testa.

— Não, não... _ pôs sua mão embaixo do meu maxilar_ Não foi isso que eu quis dizer.

— Você não precisa fazer parte disso, eu voltei por questões do passado sim mas não quero que você se meta em problemas por minha causa...

Tiago inclinou a cabeça e me analisou, senti o rosto esquentar. Coloquei a mão no peito dele.

— Não vai. _ sussurrei.

— Você faz parte de mim e eu de você. Eu já sentia isso antes, e depois de hoje... _ Tiago mirou minha boca _ eu tenho certeza absoluta. Como eu “não posso fazer parte disso”?

Engoli em seco.

— Você não precisa disso Laurinha. Você pode ser feliz comigo, _ ele estava suplicando _ não pode?

Fechei os olhos e nem os abri já que Tiago colou a boca na minha outra vez. Passei os braços ao seu redor e o lençol caiu.

Tiago parou e me olhou nos olhos. Ele estava esperando sua resposta.

Fiquei na corda bamba, meus planos iriam por água a baixo caso resolvesse desistir.

Não poderia fazer isso, eu teria que cumprir meu objetivo ou então meu nome não era Laureen Mckessie.

— Eu nunca desisto dos meus objetivos.


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