Nunca é tarde... escrita por Tah Madeira


Capítulo 2
Revelação


Notas iniciais do capítulo

Demorei mas voltei, essa história será bem curtinha, acho que mais dois capítulos.... Mas pretendo escrever uma nova... Vamos ver.... Espero que goste...




Aurélio não podia mais esperar por uma atitude da Rainha do Café, já não dormia mais, não comia mais, pensava só em Julieta, escreveu a carta querendo uma resposta imediata, mas sabia que isso poderia demorar para acontecer, conhecendo o pouco que conhecia da Rainha do Café, resolveu ir ao Vale, foi o caminho todo pensando nela, nos poucos beijos que trocaram, já nem lembra mais em que momento se apaixonou por ela, nem sabia se ela lhe correspondia da mesma forma, sentia que ela não era totalmente indiferente aos seus sentimentos, sabia que algo a deixou naquele estado fria, dura e seca  para com os outros.

Aurélio nem se deu conta de como o tempo passou e já estava no Vale, nem bem chegou foi direto para a mansão da sua amada, não podia esperar um minuto, estava para entrar na casa quando algo mais adiante chamou sua atenção em um banco distante, uma figura de preto, não precisava pensar muito para saber quem era, Julieta, de seus lábios brotou um sorriso, caminha com passos lentos para lá, ela está de costas, não quer assustá-la,  mas nem conseguiria, percebe que ela se encontra distraída, consegue ver por cima do ombro dela a sua carta em mãos, fica de frente para ela decidido a ter uma resposta.

 

— Podemos conversar —ele consegue dizer, Julieta só o olhou, Aurélio vê o olhos vermelhos dela, sinal de que andou chorando, ele senta ao seu lado e limpa delicadamente o caminho molhado que as lágrimas deixaram, ela não recusa fecha os olhos e aprecia o toque dele.

 

— Acho que não temos nada… —ela diz um tempinho depois de matar a saudades de ter as carícias dele em sua face.

 

—Como não? E os nossos sentimentos…

—Não são nossos, são seus sentimentos Aurélio. —ela retira os dedos dele de seu rosto, aquele contato tiram a sua razão.

—Você não é indiferente ao que sinto, senão porque permite que eu a toque, a beije, fique perto de você.

 

Ela fica de pé, sabe que ele fala a verdade, olha para aqueles olhos azuis e continua...

 

—Confesso que também prezo muito por sua companhia, sua amizade, que sou grata a toda ajuda que me deu diante as últimas coisas que passei antes da sua viagem. —vira de costas pois não tem coragem de dizer olhando nos olhos dele. —Mas não posso sentir o mesmo que o senhor, não posso mais alimentar esse sentimento do senhor, não posso mais.

— Se confessa que sente algo —ele levanta também e a vira para olhar para ela —Porque não, diga olhando para mim… —ela faz que não com a cabeça —Diga.

— Eu sou casada… —ela diz com a voz ofegante, os olhos cheio, coração acelerado, Aurélio fica sem entender.

—Você foi casada, és viúva…

—Não eu continuo casada.