Rebirth | NamJin escrita por Pauline


Capítulo 4
River Flows in You


Notas iniciais do capítulo

Um capítulo mais calmo e com NamJin para preparar o coração de vocês ♥
Música do capítulo: River Flows In You - Yiruma
Com amor, Pauline ♥



Namjoon tinha certeza de muitas coisas na vida. Tinha certeza que amava seu cabelo na cor cinza que estava, tinha certeza que amava sua filha como nunca amou ninguém na vida, tinha certeza de que era um bom professor.

E também tinha certeza que não fora feito para cozinhar.

Jun-Ho estava extremamente certo em uma coisa que falava: seu marido era o Deus da Destruição, sem dúvida alguma. Nos poucos segundos que sua tentativa durou, tinha conseguido queimar três dedos diferentes de três maneiras diferentes. Como era possível?

Ele considerou pedir ajuda a Jimin, afinal o Park era um chef com apenas vinte anos na cara, mas sabia que o pobre garoto estava puros nervos com seu casamento chegando, e também era do tipo que não deixariam Namjoon tentar, acabando por fazer qualquer trabalho por si mesmo.

Foi quando o nome de Seokjin surgiu na mente do ex-professor. Fazia uma semana desde que se viram na estação, quando a mãe de Namjoon viera visitar, e agora parecia o tempo adequado para aquelas consultorias que os dois tinham combinado. Com isso em mente, o Kim ligou para Seokjin, que imediatamente concordou em ajudá-lo.

Não demorou muito para Seokjin estar na cozinha de Namjoon, tentando fazer sentido da bagunça. Chae estava dormindo tranquilamente no colo do Kim mais velho, já acostumada com o colo do mais novo tio, e seu pai apenas ria de si mesmo.

—Eu te disse que precisava de ajuda, hyung – coçou a nuca, envergonhado – e se tem uma coisa que eu não sei fazer é cozinhar!

—Pelo menos você tentou, tem gente que nem tenta – Jin riu – O que você estava tentando fazer aqui mesmo?

—Nem eu sei – Namjoon deu de ombros – me esqueci na metade do caminho.

—Começaremos do zero então – o mais velho olhou para seu saeng, reconhecendo aquele olhar de derrota – Namjoon-ssi, eu ensinei meu irmão a cozinhar, e acredite em mim, se ele não envenenou ninguém até hoje você consegue cozinhar.

Acontece que Jin tinha subestimado o quão desastrado Namjoon poderia ser. Era um ótimo aluno, em compensação, e aprendia rapidamente. A única verdadeira dificuldade que encontrou foi quando tentou aprender a cortar cebolas, mas como o professor de matemática que era, sabia que dificuldades eram superadas com treinos.

Pelo menos agora tinha várias receitas penduradas na geladeira e potinhos cheios dos condimentos já picados no eletrodoméstico. Não tinha mais nenhuma desculpa para não cozinhar, ou para não fazer algo. Jin o ensinou de tudo naquela tarde, inclusive nesse momento estava o ensinando a usar um sling, uma espécie de canguru feito apenas de um longo pedaço de pano e alguns nós precisamente amarrados.

Isso é, se você fosse Kim Seokjin, seria fácil e quase uma terapia, mas para Namjoon era uma tortura.

—De novo, por que esse é melhor que o outro? – perguntou enquanto tinha o sling amarrado em seu corpo pelo mais velho. Chae, enquanto isso estava deitada no sofá, rodeada por almofadas para evitar que se virasse ou caísse. Ela tinha descoberto sua mãozinha, e agora tinha a mania de colocá-la na boca, e parecia gostar muito mais de sua mão do que da chupeta.

—Não é questão de ser melhor – Jin explicou – É mais leve, mais fácil de levar na bolsa, mas fácil de usar quando o bebê pegar no sono...

—Porém muito mais difícil de montar – o mais novo suspirou – Eu não fui feito para ser pai.

—Deixe disso, Namjoonie – o loiro se afastou depois de ter feito o último nó – Pronto, agora tenta colocar a Chae aí.

—Na altura do beijo, né? – disso Namjoon lembrava: a altura correta para ter a filha presa ao peito, quando podia beijar a testa da menina apenas olhando para baixo.

—Isso. Viu, já está pegando o jeito!

—Adoro o seu pensamento positivo, hyung – porém, enquanto se zombava, o Kim mais novo conseguiu colocar a menina no sling com facilidade. Chae, como se aprovando o colo, sorriu levemente. – Esse sorriso dela... É só um reflexo, eu sei, mas é a coisa mais linda que eu já vi.

—Você é realmente do tipo que faz um pai babão – Jin sorriu – e é um ótimo pai, Namjoon, de verdade. Chae tem sorte de ter você.

—Obrigado pela ajuda, Jin hyung – ele sorriu para o mais velho – Acha que consegue me ajudar em mais uma coisinha?

—Se estiver ao meu alcance...

—Chae ainda não tem roupa para usar no casamento de Yoongi hyung...

—Deixa comigo! – Jin logo disse – Ela será a mais bonita da noite!

Jin tinha visto amor verdadeiro, tinha vivenciado isso com sua esposa, tinha sentido tal coisa por si mesmo, mas ainda era do tipo que se emocionava quando o via em outras pessoas.

Estava sentado sozinho em sua mesa, já que Taehyung e Jungkook foram os primeiros a se juntar aos noivos na pista de dança. Observava seu irmão ser girado pelo namorado, um sorriso de pura felicidade estampado no rosto, e Jungkook não estava diferente, com o tal sorrisinho de coelho que Taehyung adorava a mostra. Era claro para todos naquele lugar o quanto os dois estavam apaixonados.

Tirou os olhos do irmão para ver Jimin puxando o marido de volta para a pista. Yoongi não era dançarino e com certeza preferia estar sentado, mas também era a noite do seu casamento e honestamente, ele não conseguia dizer não para Park-Min Jimin.

Hoseok tinha sumido uma vez que a animação começou, mas os olhos treinados de Jin o viam paquerando alguém do outro lado do pátio. Esses mesmos olhos treinados o permitiram ver Namjoon se aproximando com Chae dormindo no colo, fazendo Jin virar para seu dongsaeng e sorrir.

—Esse assento está vago? – Namjoon perguntou acima da música, apontando para a cadeira de Hobi.

—O dono não vai voltar tão cedo, sinta-se confortável – o loiro riu – Ela apagou, não é?

—Nem me fale – Namjoon ajeitou-se na cadeira, cobrindo o corpinho da filha com uma manta que tinha trazido. Estava ficando frio, de verdade, e o vestido que ela usava não tinha mangas. – Acho que eu serei o próximo a dormir, de verdade.

—São apenas duas da manhã, Namjoon-ssi, a noite é uma criança – Jin brincou – Eu também estou cansado, mas tenho que ficar cuidando aqueles dois ali – apontou para Taehyung e o namorado, que tinham trocado de par para que Taehyung pudesse dançar com Jimin, seu melhor amigo.

—Dependendo deles, você não vai embora nunca, hyung.

—Eu sei – o mais velho riu, percebendo o leve tremor em Namjoon – Namjoon-ssi, coloque o terno, vai ficar gripado.

—Minhas mãos estão levemente ocupadas, hyung – balançou os braços levemente, para não incomodar Chae.

—Não seja por isso, me dê ela aqui – habilidosamente, pegou o bebê no colo, a enrolando na manta sem acordá-la – Chae ama o tio Jin, não é?

—Se acostumou com você – o mais novo disse enquanto ajeitava seu casaco no corpo – Obrigado...

—Ah não, agora eu vou segurar ela mais um pouco. Chae cresceu muito desde que os vi.

—Dois meses – desde que Jun-Ho se foi, completou Namjoon amargamente. Não tinha tido tempo para sofrer pelo marido, e quando não podia evitar as lembranças, doía. Doía estar sozinho.

—Já? – Jin exclamou surpreso – Parece que foi ontem...

—Realmente. Eu pisco e ela descobre algo novo, é fantástico – o mais novo riu, afastando seus pensamentos amargurados para outra hora.

—Aproveite bem essa época, logo ela vai ter vergonha de andar de mão dada com você – o loiro deu uma piscadela, fazendo os dois rirem. Namjoon não pode evitar pensar no passado de Jin novamente, seu hyung parecia certo demais sobre tais fases das crianças. Claro, ele era professor, mas aquele conhecimento tinha algo a mais.

E Jin já não usava aliança.



Notas finais do capítulo

Mais NamJin em desenvolvimento no próximo capítulo, eu juro ♥ E me perdoem se eu escrevo demais sobre a paternidade/Chae, me empolgo!
Com amor, Pauline ♥



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