Rebirth | NamJin escrita por Pauline


Capítulo 15
Better Place


Notas iniciais do capítulo

Olha quem está de volta!
Não há nada que eu possa dizer para me desculpar pela demora. Muitas coisas aconteceram na minha vida nos últimos meses, e isso acabou afetando minha escrita. Peço perdão por fazer vocês esperarem por tanto tempo, mas cá estamos, de volta e dessa vez é pra ficar!

Música do capítulo: Better Place - Rachel Platten
Com amor, Pauline ♥



A batida animada soava em um volume alto dentro do estúdio, e Hoseok até se permitiu inventar uma pequena dança para acompanha-la. Suga encarava o programa concentrado, com seus ouvidos treinados tentando captar toda e qualquer falha naquela base, embora Namjoon tivesse passado a noite toda conferindo o trabalho. Falando em Namjoon, este estava sentado no sofá do estúdio de seu hyung, o nervosismo exposto em seu rosto, já que ao seu lado ninguém menos que o próprio Bang PD, o CEO da empresa, escutava seu trabalho pela primeira vez.

Claro, o CEO já tinha escutado algo produzido por Namjoon algumas vezes, mas nunca sentado ao lado do produtor, e se os nervos de Namjoon não estavam o atacando antes, estavam agora. A base chegava ao final (finalmente) e assim os três olharam surpresos para o rapaz, que olhou para as mãos.

—Desde quando você está trabalhando nisso, Namjoon-ah? – Yoongi questionou.

—Faz uns dois meses, três no máximo – o mais jovem se limitou a dizer – Claro que a minha voz não soa tão boa quanto a sua, hyung, mas a base ficaria estranha sem uma linha vocal...

—Yah, você está louco? – Hoseok praticamente gritou – A sua voz se encaixa perfeitamente com a música, Namjoon-ah.

—Concordo – o CEO finalmente se pronunciou – e acho que você deve ter uma parte nessa canção.

—Eu? Eu não sou rapper, sunbaenim, apenas produtor.

—Yah, o que o Rap Monster diria sobre isso? – Yoongi protestou.

—Rap Monster está aposentado há mais de dez anos, hyung – Namjoon sussurrou, corando a menção de seu antigo apelido.

—Então o tiraremos da aposentadoria – Bang afirmou sorrindo – Você é um artista nato, Namjoon-ah, vamos fazer você crescer.

Jin suspirou ao entrar no quarto que pertencia a Hiroshi. A cama dele ainda não tinha sido desmontada, embora as cobertas e lençóis já tivessem sido dobrados e guardados. Os desenhos que o menino tinha feito tinham sido tirados da parede e realocados para o escritório de Jin. Se ele fechasse os olhos, conseguia ouvir o som da risada do menino enquanto desenhava, ou enquanto os dois brincavam com os sabres de luz de plástico que ele ganhara de Natal.

A cômoda estava vazia, já que quase todas as roupas de Hiroshi tinham sido doadas. Apenas algumas ficaram pra trás, as favoritas e das quais Jin não conseguiria se livrar. Eram aquelas que ele fora buscar nesse momento, para que pudessem desmanchar aquele móvel também.

A roupa com a qual ele saiu da maternidade, a primeira camiseta que usara na vida, sua camiseta favorita de Star Wars (era um conjunto com uma de Jin e uma de Miyuki) e um par de All Stars que vivia usando. Era o que restava da pessoa a qual mais amava.

Jin respirou fundo novamente, secando uma lágrima que lhe escapara, começando a pegar as roupas de dentro da cômoda e as dobrar delicadamente. Hiroshi era tão pequeno quando nasceu que nadou dentro do tecido de sua saída de maternidade. Foi assim sua vida inteira, pequeninho para a sua idade.

Não sabia quando começara a chorar, apenas percebendo quando as mãos delicadas de Jimin limparam suas lágrimas. Abraçou seu dongsaeng, soluçando em seu ombro.

—Quer fazer isso outro dia, hyung?

—Eu preciso fazer hoje, Jiminie. Pelo aniversário dele.

—Não precisa ser hoje – Jimin murmurou baixinho, apertando Jin contra si – Você tem todo o tempo do mundo.

Jin sorriu fraco, se afastando e secando as lágrimas com as costas da mão. Ele nunca esteve tão agradecido por ter Park-Min Jimin em sua vida. Aquele rapaz tinha crescido diante dos seus olhos, se tornando o grande homem que era. O ajudou em seus piores momentos, o escutou nas piores dúvidas, gargalhou e comemorou com ele todas as suas vitórias. Jimin era o irmão que ele e Tae nunca tinham tido, e Jin lembrou-se de agradecer por ter esbarrado nele.

—Jiminie, você deixou o Tae sozinho na minha cozinha?

—Eu deixei ele com o Jungkookie – o mais novo sussurrou, percebendo seu erro e saindo correndo até o andar de baixo, o que fez o homem de cabelo rosa rir alto.

Jin voltou a dobrar as roupas de Hiroshi, sentindo o perfume de Namjoon adentrar o quarto, e logo o produtor estava abraçando ele.

—Meu homem é tão corajoso – o moreno sussurrou, beijando a bochecha de Jin.

O mais velho sorriu, repousando sua cabeça no ombro de Namjoon. Suspirou, olhando para as estrelas fluorescentes que havia colocado no teto, antes de fechar os olhos e deixar a sensação de conforto e proteção que o namorado lhe trazia tomar conta do seu corpo.

—Como foi na empresa?

—Eles gostaram da base. Querem que eu cante.

—Wow, isso é incrível, amor – Jin sorriu genuinamente, olhando orgulhoso para o moreno – Meu namorado será um idol.

—Não exatamente – o mais novo riu – apenas uma música no álbum do Yoongi hyung.

—Não ouse se menosprezar Kim Namjoon – o mais velho se virou para o namorado, o abraçando – você é fantástico, e essa é a oportunidade da sua vida.

—Não exagere – Namjoon riu novamente – eu vi que você precisava de mim.

—Ah – o homem de cabelo rosa cora – eu estava sendo um pouco dramático. Não precisava prestar atenção nas minhas mensagens.

—Hyung...

—Okay, eu precisava de um abraço seu – Jin admite e o outro é rápido em apertá-lo contra si – desmontar o quarto dele é mais difícil do que eu pensei. Tentei ir desmontando pouquinho em pouquinho, mas parece que assim dói mais.

—Desde quando está tentando desmontá-lo?

—Um ano. Eu inventei umas desculpas pra mim mesmo no ano passado, mas agora – o mais velho olhou de relance para as roupas – nem acho que ele caberia nelas.

Namjoon abraçou o namorado mais forte, sabendo do poder que aquele toque tinha. Algumas horas depois, ele e Jin terminaram de guardar as últimas coisas que não seriam doadas e juntos fecharam a porta do quarto de Hiroshi, dessa vez pra sempre.

Uma melodia suave preenchia a sala, junto com a voz de Jimin. Era Jin praticando suas habilidades no violão enquanto Jimin queria provar que sabia ao menos cantar no tom certo (uma aposta boba que tinha feito com Jungkook). Hoseok, Yoongi e Namjoon escutavam apreciando o som, enquanto Taehyung gravava os dois, orgulhoso, e Jungkook às vezes decidia fazer uma harmonia. Chae-Won tinha se entretido com a música, mas de vez em quando puxava a camiseta do pai para receber atenção.

—Viu! Eu disse que conseguiria! – Jimin ri, fazendo um High-Five com Jin antes de olhar em volta – Yoon, você tá chorando?

—Você canta muito bem, jagi-ah – Yoongi sussurrou, e sua declaração foi seguida por sons de vômito (cortesia de Hoseok e Taehyung), risadas (a mais alta sendo a de Jin) e um Jimin envergonhado, corando até a raiz do cabelo rosa.

—Não vai elogiar meu maravilhoso namorado? – Namjoon perguntou, fazendo Jin corar um pouco, mas ninguém percebeu, pois ele estava guardando o violão.

—Pra ele ficar mais egocêntrico do que o normal? Não, obrigado – Min fez uma careta, apertando a mão do marido enquanto despejava elogios sobre ele.

—Ele perdeu totalmente a noção de respeito – Jin revirou os olhos, ainda rindo – Nem me chama mais de hyung.

—Do jeito que você se comporta, não parece mesmo ser o hyung – Jungkook ri – O Namjoon hyung é o mais sério.

—Yah, e eu? – Yoongi protestou, logo sendo rebatido e começando uma discussão.

Entre os gritos de Yoongi e Jungkook e Jimin tentando defender seu marido enquanto Taehyung apoiava seu namorado, Jin sentiu-se bem. Não tinha mais Miyuki e Hiroshi e a ausência deles nunca poderia ser remediada, mas tinha aqueles homens idiotas que brigavam como se ainda estivessem no colegial.

Tinha Taehyung, seu irmão, e Jimin, que já era da família desde sempre. Tinha Jungkook e Yoongi, seus cunhados. Tinha Hoseok, seu melhor amigo e confidente. Tinha Chae-Won, a menina que roubara seu coração.

Tinha Namjoon, que era tão parecido consigo, que lhe ensinara a amar novamente. Que o apoiava nas horas mais difíceis e aproveitava todos os minúsculos segundos que tinham juntos.

Chae estendeu as mãos para Jin, e imediatamente o Kim mais velho a pegou no colo, sorrindo para a alegria da menina. Namjoon se aproximou do namorado, deitando sua cabeça no ombro dele.

—O destino trabalha de formas complicadas, não acha? – Jin sussurrou para Namjoon, rindo ao ver Tae jogar uma almofada em Hoseok.

—O que quer dizer, amor? – o moreno sussurrou.

—Ele me tirou muitas coisas – o mais velho explicou – mas me deu você.

Os dois se perderam do mundo em um beijo suave antes de serem interrompidos por Jungkook. Jin riu alto, pegando uma almofada e a jogando no maknae do grupo.

Estava num lugar melhor quando eles estavam por perto.



Notas finais do capítulo

E então? O que acharam desse meu comeback? Haha
Um capítulo a cada domingo, essa é a promessa!
Amo vocês ♥
Com amor, Pauline ♥



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