Circus escrita por MaryDiAngelo, Semideusadorock


Capítulo 15
Ato XIV - Sequestro


Notas iniciais do capítulo

Hey cerejinhas e amorinhas, tudo bem?
Espero que apreciem mais um ato desse espetáculo.
Boa leitura!



— Não sai sozinho, lá fora é um lugar que nós não podemos te proteger, Matt. — Beryl orientou o vampiro novato que quase havia sido pego pelos caçadores, franzindo os lábios ao vê-lo sorrir minimamente, deixando com que suas presas ficassem a mostra.

— Eu sei me cuidar, sério. Eu só vou pegar algumas bolsas de sangue para os animais, não é nada demais, consigo lidar com isso. — Brincou. — Volto em um piscar de olhos, tudo bem?

— Tome cuidado, por favor. — Beryl murmurou, virando-se para vê-lo deixar a tenda do circo.

— O que foi, mãe? — ao seu lado, Thalia apareceu com as sobrancelhas juntas em um sinal claro de preocupação.

— Nada não, meu amor. — Respondeu de pronto, abrindo um sorriso doce e levando uma das mãos para acariciar o rosto de sua filha. — O que acha de um passeio com os unicórnios? Faz um tempo que eu não tenho um tempo com minha bebê, e temos um tempo antes de darmos início as sessões que vai ter hoje.

— É uma ótima ideia! — Thalia respondeu com sorriso, fechando os olhos para aproveitar o carinho. — Pensei que você estivesse preocupada que o cinema aberto roubasse nossos clientes, por assim dizer.

— Somos melhores. — Beryl respondeu convicta, fazendo com que a garota abrisse os olhos e soltasse uma risada baixa. — Somos, não é? Você que foi lá...

— Somos sim. — Apressou-se em responder, não querendo entrar em contato com o assunto “Nico” perto de sua mãe, ainda mais sabendo que ela poderia perguntar sobre sua antiga paixonite nele. — Vamos?!

A bruxa apenas sorriu, negando em reprovação levemente e tomando a mão da filha na sua, começando a caminhar para trás das cortinas junto dela, para onde passaram para seu mundo mágico.

Hades estava parado dentro de seu carro aos arredores do parque de diversão onde o circo ficava, esperando que qualquer ser saísse de lá um pouco mais distraído para colocar seu plano em ação e mesmo que Nico reprovasse, ainda queria acabar com aquele circo, então estava ali com ele.

— Ali! — ele apontou para o vampiro que estava saindo com as mãos nos bolsos, olhando ao redor com um ar muito suspeito. — Vamos.

O caçador deixou o carro, bem como Nico, que tinha uma seringa em suas mãos. Passou para o pai, deixando com que ele se aproximasse sorrateiro e, em um movimento rápido, injetasse a agulha no pescoço de Matthew, que arregalou os olhos quando teve a cabeça coberta por um saco. E assim deu-se por inconsciente.

— Foi muito fácil... — Hades comprimiu os lábios, pegando o corpo inerte e levando em direção ao seu carro, esperando que nenhum carro com uma família feliz dentro passasse bem a tempo de ver o sequestro, seria um pouco desanimador, não?

— Irônico que ele é um vampiro, não? — Nico respondeu, negando em reprovação já dentro do carro, estando no banco do carona e observando o corpo jogado de um jeito estranho no banco de trás. — Deveria ter sentido nossa presença.

— É uma rua, Nico. Muitas pessoas estão na rua. — Retrucou, ligando o carro e começando a dirigir para sua casa, onde eles iriam conversar civilizadamente com a raça sobrenatural.

 Não demorou muito para que Matthew estivesse voltando a consciência, juntando as sobrancelhas ainda com os olhos fechados quando sentiu dor gradativamente por todo seu corpo, partindo de seus braços. Assim, piscou atordoado, abrindo os olhos e notando que estava acorrentado e em uma espécie de porão, onde havia nada mais nada menos que uma mesa com algumas coisas que ele não soube identificar sobre a penumbra repousando em cima e algumas pessoas espalhadas pelo cômodo, bem como o homem que havia tentado o ajudar a alguns dias atrás.

— Vamos brincar um pouquinho, o que acha? — Hades comentou deliberadamente. — Acho que você já notou que tem sangue de homem morto entrando em suas veias em uma constante calma para que você fique consciente o suficiente para saber responder algumas perguntas e sentir mais dor ainda com o que vamos fazer se não souber ou se recusar a dizer a verdade. Então vamos começar com uma bem simples: quem controla o circo?

Matthew manteve seus lábios cerrados, não iria dizer uma palavra para aquele bando de caçadores nojentos. Beryl havia o avisado, mas vê se é possível?! Ele só queria ir buscar comida para os animais, nem isso se pode fazer mais em paz!

— Nada? — O di Angelo mais velho questionou, subindo as sobrancelhas com um ar de pouco caso. — Poxa eu vou ter que levantar mais rápido do que pensei que faria, mas tudo bem.

Suspirou, se levantando e indo até a mesa onde havia os instrumentos que iria torturar o vampiro em busca de informações, já que não pretendia devolve-lo, muito menos deixar viver para que contasse o drama que passou.

Pegou uma faca de prata, molhando em sangue de homem morto – que era o que fazia com que os vampiros fossem machucados em níveis extremos ou até mortos se banhado em uma estaca, o que tornava a morte mais agonizante – e voltando-se para o homem acorrentado na parede.

— É Matthew, não? — Hades questionou, vendo-o erguer o olhar para fita-lo com as sobrancelhas arqueadas com um semblante inexpressivo. — Eu tinha gostado de você, cara. Mas você não me dá outra escolha.

Deu de ombros, encravando a faca na perna do vampiro que soltou um grito alto, tentando jogar o corpo para frente em uma tentativa de morder Hades, mas falhou miseravelmente e, de brinde, acabou fazendo com que ele negasse em reprovação como uma mãe que briga com o filho, puxando a faca para baixo e começando a rasgar a pele, ouvindo mais gritos estrangulados saírem de Matthew.

— EU NÃO VOU TE FALAR NADA! — gritou o vampiro entredentes, ofegando quando Hades se levantou, deixando a faca cravada na perna dele.

Ele sorriu, pegando um pano de tonalidade negra e passando as mãos para limpa-las.

— Então nós vamos passar muito tempo juntos. — Declarou, por fim.

No entanto, um “bip” soou um pouco mais adentro no porão, fazendo com o que clima de ameaça se dissipasse completamente.

— Opa... — Nico murmurou meio constrangido quando teve atenção de todos os caçadores ali, inclusive o vampiro que estava sendo torturado. — Desculpa aí...eu vou...sair...com meu celular...

Hades comprimiu os lábios, negando em reprovação, mas deixando com que o filho saísse dali, seria até melhor para ele.

Ei, Nico! — Thalia.

Você quer vir aqui no circo? — Thalia.

Meu pai me deu uma folga e...bem, a gente poderia andar em alguns brinquedos — Thalia.

Conhecendo ela bem, Nico diria que a garota estaria corada enquanto o convidava, mas não pode deixar de sorrir para a tela do celular enquanto digitava que só iria tomar um banho e avisava quando estivesse saindo de casa.

Abriu a porta do porão novamente, ouvindo um grito alto saindo dali de dentro e comprimindo os lábios com um semblante cúmplice conforme iria para perto de seu pai, que agora parecia se divertir.

Psiu...pai! — Nico chamou como quem não quer nada, o vendo se virar. — Eu... — limpou a garganta. — Eu vou sair com Thalia, ok?

Hades juntou as sobrancelhas, quase pensando em lembra-lo do castigo, mas de nada adiantaria, ele mesmo já havia saído com o filho para dar uma volta na sorveteria. Então apenas assentiu.

— Não chegue tarde. — O adulto orientou antes de voltar sua atenção toda para Matthew.

— Pode deixar! — Nico disse, fechando a porta atrás de si.

Depois de tomar banho, vestindo as roupas clássicas em tons de preto e branco consistindo em uma calça jeans, blusa e jaqueta de couro por cima. Ele avisou Thalia que estava saindo de casa e foi para o circo, não demorando a vê-la parada em frente a uma barraquinha do beijo, conversando com o homem que estava ali com um sorriso de flerte.

— Estou interrompendo? — o di Angelo questionou, colocando as mãos nos bolsos da calça e vendo-a ter um sobressalto, virando-se para trás com os olhos arregalados e o rosto enrubescendo.

— Nico! — ela boquiabriu-se, mas aproveitou para disfarçar o constrangimento para dar uma bronca: — Você veio correndo de carro? Que velocidade você veio, garoto?

— E a Thalia mãezona encarnou — o homem dono da barraca de beijos chamou a atenção. Ela olhou por cima do ombro, torcendo o nariz em uma careta reprovadora. — É verdade!

Revirou os olhos azuis, voltando-se para Nico.

— Nico, esse é o meu... — hesitou, mas decidiu dizer a verdade —...primo, Luke. Luke, esse é o meu amigo, Nico.

— AH! — Luke Castellan fez, como se tudo houvesse clareado em sua mente. Tinha cabelos cor de areia e olhos azuis. — Então é você o tal de Nico... — ele desceu os olhos, analisando-o. — Leo falou bastante de você.

O di Angelo abriu os lábios sem entender, juntando as sobrancelhas e o olhando desconfiado, mas apenas comprimiu os lábios em sinal de aceitação, assentindo e dando de ombros.

— Nós vamos conversar depois. — Thalia deixou claro, falando baixo para que apenas Luke ouvisse. — Até mais, Luke. Nos esbarramos por aí.

— Você sabe onde me encontrar. — O Castellan apontou para a placa acima de si com um sorriso brilhante nos lábios.

Ela assentiu com um sorriso divertido nos lábios, olhando para Nico que acenou levemente para o loiro, se despedindo, depois começou a andar lado a lado com ela.

— Então — a Grace murmurou. — Onde você quer ir primeiro?

— Montanha russa? — Nico questionou, observando-a de soslaio.

Thalia juntou as mãos em frente ao corpo, seu rosto começando a tingir-se em vermelho mostrando que estava constrangida com o que viria a dizer:

— Podemos...fazer algo...embaixo?

Ele subiu as sobrancelhas, surpreso.

— Você tem medo de altura?!

Juntou os lábios, mordendo o lábio inferior em um ato nervoso. Depois, esboçou um sorriso que Nico julgou fofo.

— Para ser sincera? Tenho sim.

— A única coisa que eu consigo pensar é como você faz trapézio e tem medo de altura, mas entendo bem o que é isso.

Thalia se esforçou muito para não mostrar que estava surpresa. Havia sido pega em seu próprio jogo mental. Literalmente.

— O que acha de carrinho bate-bate? — Nico sugeriu. Ela abriu um sorriso travesso.

— Só se você aceitar levar um banho, porque eu vou te eliminar!

Sendo assim, começou a correr em direção ao brinquedo sem aviso prévio, o que fez com que o garoto ficasse boquiaberto com tamanha provocação e trapaça em menos de dez segundos. No entanto, a seguiu com um sorriso divertido no rosto.



Notas finais do capítulo

- O que acharam?
Beijos e até!



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