Circus escrita por MaryDiAngelo, Semideusadorock


Capítulo 12
Ato XI - Castigos


Notas iniciais do capítulo

Olar amorinhas e cerejinhas ♥
Como vocês estão? Esperamos que bem!

Good Reading ^-^



— Onde. Você. Estava? — a voz pausada e ameaçadora esperava Nico em frente a sua casa plena seis e meia da manhã. Nem mesmo o sol havia se erguido ainda e lá estava seu pai: de pijamas e os braços cruzados.

O di Angelo crispou os lábios, suspirando baixo e apenas jogando a chave do carro para Hades, que não mudou sua carranca de claramente “não vou te deixar passar se você não me contar onde estava, e ainda por cima vai levar esporro e uns tapas!”.

— Estava com Thalia, no cinema aberto. Precisei do seu carro e esqueci de te avisar. Pensei que Bianca o faria, mas notei que não fez. — Nico negou em reprovação, levando as mãos para os bolsos da calça.

— Descobriu algo? — Hades questionou sem nenhum sinal de que mudaria sua carranca enraivada.

— Ela come pipoca... Então... É... Não. — Ele passou a língua por seu lábio inferior, sabendo que provavelmente tomaria esporro no meio da rua e talvez fosse privado de entrar em sua própria casa.

Antes que o pai se pronunciasse, Bianca saiu de trás do carro passando as mãos no cabelo despreocupada, até que se viu de frente com seu irmão e seu pai.

— Onde. Você. Estava? — Hades usou o mesmo tom que havia usado com o filho, a fazendo arregalar os olhos ao constatar que tinha saído pela janela em um ato escondido.

— Onde. Você. Estava? — Nico perguntou, cruzando os braços com a voz repentinamente sombria, fitando sua irmã com um ar claro de ciúmes e desconfiado com sua saída repentina.

— Ah, ótimo. — Murmurou Bianca, engolindo em seco. — Eu estava dando uma volta, ok?

— Uma volta? Uma volta Bianca? Quem dá uma volta de madrugada? — Nico foi o primeiro se pronunciar e Hades deixou o trabalho de ciumento preocupado para o próprio.

— Uma pessoa com insônia? — ela respondeu meio hesitante, abrindo um sorriso nervoso. — Meus amores, estou com um pouco de sono agora, será que a gente pode pular a bronca para o dia que nunca vai acontecer e me deixem entrar para descansar?

— Como assim? — o irmão questionou incrédulo.

Bianca levou seus olhos para o lado, arregalando-os quando notou o estado do carro de seu pai.

— O QUE ACONTECEU COM ESSE CARRO?

O di Angelo arregalou os olhos, virando-se na direção do pai que parecia estar sendo possuído por alguma entidade maligna quando soube que havia algo de errado com o seu precioso. E olha que nem sabia o que havia acontecido. Pela primeira vez ele se arrependeu por ter dispensado a ajuda de Thalia para limpar o carro.

— Papai, meu amor, minha vidinha, vamos dormir, descansar um pouco, essa coluna, tirar as rugas! — Nico se apressou em subir na varanda, sorrindo nervoso e cercando qualquer movimento que o pai pudesse fazer para se certificar do que tinha acontecido com o carro. — Vai, vamos lá, vem Bianca boca aberta.

Se ele estava tentando enrolar seu pai para desencrencar os dois, não seria ela que iria dar para trás, então se apressou em subir também para agarrar o pai em um abraço, fazendo-o ir para trás com o impacto de seus corpos, o que foi a deixa para Nico trancar a porta e esconder a chave em seu bolso, se envolvendo também no abraço desajeitado no pai que segurava uma risada.

— Os dois estão de castigo! — disse, apesar do sorriso no rosto.

— SE EU NÃO OUVI, NÃO TÁ VALENDO! — Nico começou a correr escada a cima, tampando os ouvidos e deixando sua irmã a par da maldade do pai.

— Eu sou surda, não to entendendo o que você está falando, me desculpe. — Bianca se afastou também com a mesma desculpa.

— Bianca? — Hades a chamou.

— Oi? — ela virou-se nos calcanhares.

Ele apenas sorriu, o que a fez se tocar que havia caído na própria mentira.

— Oi? Eu ouvi alguém? Oh, não! As vozes na minha cabeça estão me deixando maluca! — Bianca abriu um sorriso travesso, apressando-se em subir correndo e deixando apenas seu pai rindo suavemente na sala.

Não demorou para que Nico caísse em sua cama já de pijama para dormir um pouco, suspeitando que seu pai não deixaria que dormisse tanto quanto era recomendado para um ser humano não se tornar um zumbi. Mas seus pensamentos não estavam de todo na bronca que havia levado, já que sabia que Hades seria obrigado a tira-lo do castigo para passar momentos descontraídos com a pessoa que tomava quase todos seus pensamentos: Thalia Grace.

Um sorriso inconsciente apareceu em seus lábios ao lembrar-se da brincadeira que tinha sido imposta para os dois com as pipocas, surgindo de muito tempo quando ainda eram crianças.

— Não se come biscoito assim! — o pequeno Nico repreendeu a menina com um tom severo e ultrajado, era impossível que alguém comesse seus preciosos biscoitos daquela forma tão ogresca!

Thalia parou o movimento de levar o biscoito para seus lábios, arregalando os olhos assustada e fitando-o sem entender. Quem se ofendia por uma comida?

— Não? Meu pai me disse que era assim...

— Não! Não! Não! E não! — ele negou em reprovação, a cabeça balançando de modo exagerado mostrando sua frustração a respeito disso. — Está muito errado! Muito, muito errado!

— Então como é? — Thalia perguntou começando a ficar apreensiva, seu sensor de timidez começando a apitar conforme seu rosto ficava vermelho por ter cometido um erro que era humano.

Nico pegou um dos biscoitos, repartindo-o no meio e lambendo o recheio. Depois, sorriu sapeca e jogou uma das partes para cima, indo para pegar com a boca e errando o alvo, acabando sendo acertado no nariz, ficando meio desnorteado.

Ao mesmo tempo a pequena Grace começou a rir.

— Você é muito ruim, Nico!

— Então faz melhor! — ele mostrou a língua, se sentindo mais ofendido do que estava antes.

E tudo só piorou quando ela o imitou e acertou de primeira sua boca. Nico levou a mão ao peito, ultrajado, soltando um arquejo sem acreditar que havia sido humilhado de tal forma em uma coisa que sempre fazia.

O italiano riu sozinho com a lembrança: sem duvidas eram bons tempos que havia compartilhado com a garota.

Ele continuou a refletir sobre os tempos que ambos eram crianças, franzindo o cenho ao se lembrar de um peculiar detalhe sobre um cachorro três vezes maior que uma pequena criança de dez anos.

— Ei, Nico! Esse é o meu cachorro: Totó. — Thalia anunciou com um grande sorriso iluminando seu rosto.

Assim, se deu conta que ele já havia conhecido Leo, mas com um codinome de Totó, o que não combinava tanto com si.

Enquanto isso, Bianca tinha se trancado no quarto, soltando um suspiro assim que se viu sozinha e livre dos homens ciumentos daquela casa. Havia passado por um triz dessa vez, então tinha que tomar cuidado das próximas. Isso se houvesse próximas.  



Notas finais do capítulo

YAY! Chegamos ao final de mais um capítulo! :3
O que vocês acharam? O que querem que aconteça? Alguma teoria? Nós gostamos de ouvir teorias!

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Até o próximo o/
Beijos de Escuridão ♥



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