A filha de Pã escrita por Cor das palavras


Capítulo 7
Imune ao charme


Notas iniciais do capítulo

Desculpem a demora... Tenho tido tanta coisa para estudar que as vezes até me esqueço de postar!



Acordei bastante transtornada me lembrando da noite passada. A conversa com o deus do vinho não foi especialmente agradável. Ele havia me acordado me sacudindo. Eu tinha dormido encostada na parede da casa grande. As palavras dele voltavam a minha mente a todo momento. Umas me deixavam confusa, outras doíam, a dor de como eu compreendi algumas palavras.

       Ele havia dito: "acorde menina! tem que me escutar. Não tenho muito tempo para te falar isso.Você sabe que seu caminho esta cheio de empecilhos, ainda vai ter que passar por muita coisa. Eu prometi te proteger, outros também fizeram isso. Você é muito importante para o mundo, porém a maldição te persegue, e temo que ela a esteja te enfraquecendo a cada vez que volta. Não deixe que ela te pare, você tem um futuro, em que muitas pessoas vão fazer parte, ficar com você do começo ao fim, outras se perderão no caminho, e terão aquelas, que você perderá. Sei que o responsável por deixar esses recados geralmente é o oráculo, mas hoje e quando precisar, posso ser sua segunda cobra verde. E por último um presente. tome" nesse momento ele me deu uma pulseira, provavelmente de ouro, com o pingente de um flauta, aquela que os sátiros levavam para lá e para cá. Depois ele estalou o dedo, e eu estava no meu quarto.

       Agora estou aqui pensando no que ele falou. Não deveria fazer isso, aquilo me fazia voltar as partes da minha vida que eu preferia esquecer. O incêndio, a morte de Rebecca, Minha mãe. Meu irmão. Tudo. Tudo por que eu era uma criança fugindo da porcaria de um monstro que fazia parte da porcaria da  maldição, que faz parte, da porcaria da minha vida.

       Será que o universo gosta tanto de me fazer sofrer assim? Claro, faço parte do elenco da novela que eles assistem, minha vida é uma tragédia e eles se divertem comendo pipoca, mas que legal.

       Resolvi sair do quarto, se continuasse ali eu iria morrer de caduquice. Ao pisar fora do chalé de Hermes, que por acaso estava vazio, dei de cara com o garoto que me sequestrou. Aquele tal de Gabriel La Rue. Ele estava com um grupo de garotos fortes e com caras de mal. Quando fui passar por eles um deles trombou em mim. Eu já suficientemente irritada o mandei ir para aquele lugar, e ainda algumas outras palavras educadas. Como resposta ele grunhiu e falou:

       --Que é isso docinho, aprende a falar inglês de ontem para hoje e já tem um vocabulário tão extenso assim?--Como eu tinha entendido ele?! Como ele tinha me entendido?!--Não vai responder não fofura?-- ele falou debochando, fazendo os outros que estavam atrás rirem, inclusive o sequestrador. 

             Como eu já disse, eu não estava muito bem, e ele ainda me chega com provocações? Não resisti.

       --Que é isso docinho--falei enquanto colocava a mão no ombro dele. --Claro que vou responder--completei, para logo depois ainda segurando o ombro dele, o puxar para baixo, o que fez ele se desequilibrar e cair de cara no chão.

       Os outros amiguinhos atrás dele vieram todo felizinhos, como se tivessem achado alguém legal. Porém eu conheço o jeito de fazer amizade desse tipo de pessoa. Me esquivei no soco que tentaram desferir contra meu rosto. E aí, foi uma delícia. Socos para cá, chutes para lá, nada de recuar, nada de defender, só atacar. Ah como foi bom! Até que a diversão acabou quando um garoto, que eu não sabia de onde tinha saído, prendeu meus braços e falou para pararmos de brigar. Como eu não parei, e a única coisa que fiz foi arrumar confusão com ele também, uma garota que estava do nosso lado gritou: PAREM!

       Todos que estavam a volta imediatamente pararam. Por que? Eu sem paciência para cerimônias, me soltei do garoto e saí andando, fazendo com que a cara de incredulidade dos demais a volta crescessem.

       Depois, quando já estava no chalé de noite fui descobrir. Eu havia comprado briga com Jason Grace, e Piper McLean. Eu não fui atingida por seu charme.





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