Os Poderosos: A Ascensão do Mal - Interativa escrita por Eu Voltei


Capítulo 46
O Senhor das Sombras (Parte 2): As Duas Torres


Notas iniciais do capítulo

Hey pessoal, como vão?

Temos uma nova leitora na história. Obrigado por acompanhar e comentar GKarynG. Seja bem vinda!

Boa leitura!!!



MINAS DE TANTLIRON, REINO SOMBRIO

Milagrosamente a chuva havia diminuídO de intensidade, tornando-se uma leve garoa. Mas os trovões e relâmpagos ainda ressoavam e reluziam entre as nuvens negras, ainda carregadas. Yoseph apontou o dedo para o céu e Valerie pode ver alguns Elfos e Anões chegando, montados em pégasos. Os animais pousaram sobre o terraço do castelo na Cidade dos Homens, haviam ddois animais sozinhos, sem montaria.

— Ah não... - Yoseph engoliu em seco e procurou refugio atrás de Valerie ao ver os animais voadores.

— Assim chegaremos mais rápido nas minas - escutaram a voz de Lorde Anorrinde e o viram passar por uma das portas que dava acesso ao terraço. Um dos elfos desceu do pégaso para que seu líder pudesse montá-lo - e lá vamos nós mais uma vez... Black Jack - passou as mãos pálidas pela pelagem negra do cavalo alado - já voaram num desses antes? - O animal relinchou, mostrando satisfação com o carinho que recebia.

— São lindos - Valerie exclamou, desvencilhando-se de um medroso Yoseph e se aproximando do animal disponível, passando a mão por sua pelagem branca e macia. O Pégaso agachou no chão e a loira montou sobre ele - vamos querido, suba - olhou para Yoseph. O grandão aproximou-se relutante e no momento em que criou coragem suficiente para montar, o animal levantou-se novamente e mostrou-se agitado.

— Não demonstre medo - Lorde Anorrinde sugeriu - se ele sentir hesitação, não vai gostar de você.

— Meu problema não é com o cavalo... - Yoseph tomou impulso e montou sobre ele, sentando atrás de Valerie.

— Oh, sim... entendi - um sorriso zombeteiro surgiu no rosto de Peregrina. A mulher pulou por sobre o ombro do outro animal vago e então todos partiram dali, voando em direção às minas.

— Não olhe para baixo - Valerie orientou após algum tempo, sentia as mãos grossas e pesadas do grandão lhe apertando contra o tórax - assim você vai me sufocar, Yoseph.

— Eu não vou olhar para baixo - o herói respondeu, com a cabeça afundada contras as costas da mulher, segurando-se firmemente. Por um momento a loira sentiu um tom de voz manhoso em Yoseph.

— Espere só até eu contar para os outros sobre seu papelão, Yo - Peregrina passou voando ao lado dos dois, evidentemente se divertindo com a cena.

— Você não ousaria... - cometeu o grave erro de afastar o rosto das costas de Valerie e olhar para o lado - ai meu Deus, eu vou morrer! - Desesperou-se completamente ao ver em que altura estavam, enquanto Valerie e Lidy Carter riam, deleitando-se com a comicidade da situação.

— Lá embaixo! - Exclamou um dos elfos e apontou para o solo.

As duas Poderosas enxergavam com certa dificuldade àquela distância - Yoseph não arriscou-se a olhar para baixo mais uma vez - mas entenderam que a visão aguçada era uma das habilidade daquelas "divinas" criaturas élficas.

Os pégasos deram rasantes e começaram a descer. Valerie e Lidy seguraram firme nas rédeas. Yoseph abraçou a cintura da namorada com ainda mais força. Não precisavam fazer nada, aqueles cavalos alados eram bem treinados e sabiam voar e pousar sozinhos onde seus montadores desejassem, bastava ninguém atrapalhar.

Pousaram entre enormes árvores que serviam como esconderijo. Desmontaram dos pégasos, e os mesmo ficaram parados sem fazer qualquer barulho que chamasse a atenção do inimigo.

Observaram ao redor por alguns breves minutos, traçando uma estratégia de ataque. A mina estava a menos de cinquenta metros de onde estavam, alguns orcs negros montavam guarda na entrada, que ficava entre duas rochas. Anorrinde subiu em uma das árvores e poucos minutos depois desceu.

— Atrás dos guardas há mais soldados, alguns montando guarda dentro da mina e outros trabalhando na extração do metal - o elfo relatou o que conseguiu observar de cima da árvore.

Se reuniram numa rodinha e bolaram um plano para retomar o controle da mina.

— Então vamos - Valerie estendeu a mão para Lidy Carter e a mesma a segurou, as duas se tornaram invisíveis.

Usando seu poder de invisibilidade Valerie levou ela e Peregrina para diante da entrada da mina.

— Vá, agora - sussurrou para Lidy e soltou sua mão.

— Olá senhores, será que poderiam me ajudar? - Lidy indagou para os orcs retornando a ser visível.

— Que bruxaria é essa? - Os quatro orcs que faziam guarda na entrada se colocaram de pé num pulo, empunhando suas lanças-mosquetes, o maior deles tomou iniciativa em se dirigir a mulher.

— Ah, é... eu estava indo levar uma cesta de doces para minha vó e acabei me perdendo... - Peregrina improvisou, segurando o riso por debaixo da máscara.

— Oras, conte outra sua humana imunda! - O orc mais a frente apontou sua lança-mosquete contra a estranha, mas então...

— O que foi isso? - Os outros três orcs perguntaram assustados e apontaram suas armas para Lidy quando viram o seu amigo cair repentinamente no chão, desacordado.

Mas não tiveram tempo para reação alguma, pois alguma coisa os atingiu por trás, um de cada vez foi caindo, também desacordados.

— Foi mais fácil do que eu pensei - Valerie exclamou voltando a sua forma visível - esses orcs negros são tão podreira quanto os "convencionais".

O problema foi que Valerie havia comemorado cedo demais. Os orcs que estavam dentro da mina perceberam que estavam sendo atacados. Porém, os elfos haviam subido por uma das rochas e lá de cima lançaram suas flechas contra eles, matando a todos com tiros certeiros.

— Um pelotão maior está a caminha daqui - um dos orcs atingido entre as costelas por uma flecha, entre um vão da armadura, murmurou em seu último suspiro.

— Do que esse idiota está falando? - Perguntou Yoseph. Mas logo em seguida sua dúvida foi sanada. Houve alguns pequenos impactos de tremores no chão e puderam escutar o som de buzinas e trombetas.

— Mais orcs se aproximando! - Exclamou um dos elfos de cima de um dos rochedos - é um número muito grande, não daremos conta de todos!

— Damos conta sim, parceiro - gritou Yoseph de onde estava e criando coragem montou num dos pégasos e voou lá para cima, pousando em cima do rochedo e desmontando do pégaso - temos o Bracelete - apontou para o artefato preso em seu pulso.

Levantou seu braço direito para frente, em direção ao enorme pelotão de orcs, e deixou que o artefato mágico fizesse todo o resto. Apenas fechou os olhos. Era como se o Bracelete de Energia fosse senciente. "Destrua os orcs", o grandão pensou.

Uma enorme e poderosa rajada de energia emanou do bracelete, atingindo o exército de inimigos que se aproximava para assegurar o controle da mina, e dizimou a todos, os transformando em cinzas. Yoseph correu até a beirada do rochedo.

— Para a mina! - Clamou o mais alto que conseguiu e um grupo de anões e anãs saiu correndo dentre as árvores onde estavam escondidos, e empunhando picaretas, martelos, formões e outras ferramentas entraram na mina.

***

MONTANHAS DOS DRAGÕES, REINO SOMBRIO

Kathe e Mel estavam montadas sobre um robusto hipogrifo, que cortava as nuvens e o céu com seu veloz voo. Porém ao se aproximar das montanhas dos dragões o ser alado as deixou no topo de uma das montanhas, onde se iniciava uma trilha dificultosa entre rochas.

— Não poderei seguir adiante com vocês - urrou o hipogrifo - nossa raça e os dragões não nos damos muito bem - e com isso alçou voo.

— Entendemos - Kathe acenou sorridente para o animal - obrigada por nos trazer até aqui.

— São adoráveis - falou Mel - deveríamos encontrar um jeito de fazer essas raças conviverem em paz.

— Podemos dar um jeito... - Kathe concordou e tomou a dianteira, iniciando a caminhada.

Com o passar das horas a noite foi caindo, o frio aumentando e as duas mulheres sentindo-se mais cansadas. Resolveram parar numa gruta que saia pela lateral da trilha e descansar por uma hora. Encostaram suas costas contra a parede de pedras e sentaram lado a lado. Kathe criou uma fogueira logo a frete para as aquecer.

— Como se sente? - Kathe indagou repousando sua mão macia sobre a mão da loira e a acariciando.

— Estou me sentindo bem - respondeu Mel aproximando-se mais da amiga - espero que a garota ao menos espere até sairmos desse mundo para nascer - soltou uma risada ao pensar em quão problemático seria se sua filha resolvesse nascer em meio a guerra. Bocejou cansada.

— Vai dar tudo certo - Kathe passou seu braço pelas costas de Mel e fez com que a loira deitasse com a cabeça repousada em seu colo, acariciou seus cabelos dourados enquanto encarava seus olhos azuis - parece que a família de heróis vai aumentar cada vez mais - deu uma piscadela para Mel.

— Como assim?

— O pequeno Thomas... - nesse momento levou sua mão delicadamente até a barriga de Melanie e com carinho a acariciou - a sua Serena e... - levou as mãos até seu ventre...

— Oh! - Mel exclamou e se colocou sentada, levando uma de suas mãos até o rosto delicado de Kathe, sentindo o calor de sua pele macia - não me diga que está grávida novamente? - Abriu um sorriso quando Kathe anuiu com a cabeça. Mel a abraçou e desceu sua mão até onde estava a mão de Kathe sobre seu ventre, a repousando ali - Você é uma mãezona!

— Você também vai ser - Kathe sorriu - mas agora trate de descansar mulher, você precisa.

Mel gostava de contestar quando os outros a mandavam descansar. Mas Kathe havia pedido isso de um jeito tão carinhoso e... ela realmente estava cansada. Logo adormeceu.

***

Uma hora depois as duas se colocaram de pé, e com a ajuda do mapa que haviam recebido da Sociedade das Sombras, continuaram seguindo pela trilha. Até que por fim chegaram ao seu destino, estavam diante de um penhasco que dava para um enorme abismo, ou vale. Lá embaixo estava repleto de dragões.

A presença das duas mulheres humanas foi notada por um dragão cor de escarlate que voou em sua direção e estava pronto para atacá-las, Kathe invocou chamas de suas mãos e Mel criou um escudo de energia, reforçado pelo uso do Colar do Poder. Porém antes que pensassem em fazer qualquer outro movimento, um enorme dragão azul de energia se pôs entre as duas mulheres e o dragão cor de escarlate.

— Pare Henfal! - Ordenou o dragão azul, e batendo as asas virou-se em direção das humanas.

— Alfonso! - Melanie exclamou e desfez seu escudo de energia, enquanto o dragão pousou em sua frente. Mel correu em sua direção e o abraçou.

— Quanto tempo, humana - Alfonso a envolveu com suas asas - sempre serei grato por ter me salvado.

— Kathe - Mel se virou para a amiga - esse é o Alfonso, aquele dragão que te falei, que ajudei a voltar para cá quando ele se perdeu em Londres por causa de uma fenda no espaço-tempo.

— Oh, sim - exclamou Kathe indo em direção a eles - lembro que você me falou dele. Prazer, Katherine, mas pode me chamar de Kathe - a mulher se apresentou abrindo um enorme sorriso para o dragão.

— Mas o que está acontecendo aqui, rei? - Henfal, o dragão cor de escarlate pousou ao lado deles.

— Henfal, meu conselheiro e amigo, esta é a mulher que lhe falei, que me ajudou quando me perdi em outra realidade - respondeu Alfonso - mas me diga, o que a trouxe até aqui?

— Como dever saber, a séculos é travada uma longa e sangrenta batalha entre os orcs liderados por Vampirão e Gul'Dakh contra a Coalizão - Mel começou a explicar - nós viemos ajudar nosso amigo e rei auto-exilado Shadow a retomar o trono e acabar com essa guerra. Mas os orcs são muitos e para isso precisamos de sua ajuda.

— Nós juramos não nos metermos nos conflitos dessas raças tolas - a expressão de Henfal tornou-se séria - a última fez em que dragões quebraram o pacto de neutralidade que fizemos foi quando alguns rebeldes se aliaram aos orcs. Os caçamos por décadas até que por fim matamos cada um deles.

— Pois eu acredito que aqueles dragões rebeldes escolheram o lado errado - Alfonso falou - e acho que já é hora de colocarmos um fim nessa guerra e destruirmos esses orcs malditos de uma vez por todas! - Urrou - e se minha amiga precisa de nossa ajuda, é meu dever retribuir - levantou voo batendo suas majestosas asas - Henfal, junte todos os machos, partiremos agora mesmo para por fim nessa guerra!

***

CIDADE DOS HOMENS, REINO SOMBRIO

A chuva havia dado uma trégua naquela madrugada, mas as ruas ainda permaneciam lamacentas. A cada pisada que Antony dava seus pés afundavam e respingavam lama para todos os lados. Passara as últimas horas procurando por Shadow em tavernas e bordéis espalhados pela cidade, até que uma ideia lhe clareou os pensamentos.

"Por que não pensei nisso antes?", praguejou para si mesmo apressando os passos em direção para uma viela onde os lampiões eram raros e tudo se tornavam mais escuro, "poderia ter poupado um tempo precioso". Estava com os pensamentos à mil, sentia que toda uma carga de responsabilidade estava sobre seus ombros, mas por sorte sabia que poderia contar com a ajuda de sua família.

Logo parou diante de uma porta de madeira, havia marcas de garras, tiros e golpes de espadas, três flechas estavam cravadas nela. Acima do batente da porta estava escrito numa placa dependurada : Taverna Três Flechas. "Nossa primeira aventura juntos" Tony murmurou, lembrando-se - com desgosto - da primeira vez em que ele e o amigo das Sombras, ainda jovens e solteiros, saíram juntos.

Abriu a porta e assim que colocou o pé para dentro do estabelecimento, conseguiu desviar a tempo antes que uma adaga o atingisse. Num dos cantos estava em curso uma briga entre bêbados. Luxúria, brigas, palavrões, baixarias, bêbados. Balançou a cabeça negativamente e suspirou, odiava aquele lugar. Caminhou até o balcão e sentou-se num banquinho, apoiando os cotovelos sobre o tampo de carvalho rústico do balcão.

— Algo para beber? - Indagou o barman colocando uma caneca em sua frente.

— Garapa - respondeu de maneira pouco amigável. Sabia melhor do  que todos que não deveria dar confiança para gente daquele lugar. Na primeira oportunidade que tivessem, lhe passariam a perna. O homem velho o serviu e Tony tomou o um gole da bebida.

— Você não vai me convencer - escutou a voz de Shadow e então viu uma figura coberta por um manto sentada no banco ao lado.

— Pensei que eramos amigos - Antony levou a caneca até a boca, tomando mais um gole - mas estava profundamente enganado sobre você, Shadow - limpou com as costas da mão um poco do líquido que correu pelo canto da boca.

— Não venha com essa ladainha! - Shadow alterou seu tom de voz, parecendo irritadiço - você não sabe tudo o que passei. A morte de meus pais, minhas falhas como governante, minhas derrotas nos campos de batalha!

— Não venha com essa! - Tony exclamou num volume alto o suficiente para desviar o olhar de todos para onde estavam.

— Por minha culpa esse lugar está uma desgraça, desmoralizado!

— Ah, não me venha com autopiedade Shadow! - Tony socou a mesa com o punho fechado, fazendo com que sua caneca de Garapa caísse, derrubando a bebida sobre o balcão. Num movimento violento arrancou o capuz que cobria a cabeça de Shadow, revelando a aparência de sombras do Ser - você clamou por nossa ajuda, e todos nós aceitamos embarcar nessa por sua causa. Pense na Mel, em tudo o que ela perdeu e ainda assim mesmo grávida veio junto, ou então na Kathe ou na Valy ou no Alexander ou Yoseph! Estamos arriscando nossas vidas não por este mundo, mas por você Shadow! E como você retribuí isso? Agindo como um covarde - houve silêncio por alguns segundos que pareceram longos minutos - aliás, você sempre foi um covarde...

Definitivamente Antony Carter havia escolhido as palavras erradas. Um punho de sombras o atingiu no peito com força, o lançando para longe. Caiu rolando no chão, ficou caído arfando, os olhos arregalados. O Ser das Sombras estava parado de pé diante dele, a expressão em seu rosto exibia fúria, uma áurea tenebroso o rodeava.

— Ninguém me chama de covarde - apontou o dedo para Tony e então soltou uma gargalhada maníaca - acho que eu estava precisando mesmo disso - exclamou estendendo a mão para Tony e o ajudando a se levantar.

— Para a guerra? - Tony aceitou a ajuda.

— Para a guerra - afirmou Shadow.

FRONT DA FLORESTA DA FRONTEIRA, REINO SOMBRIO

A batalha no front principal se estendeu para a manhã seguinte. Alexander e Diógenes lutavam bravamente lado a lado com os vampiros, lobisomens, elfos e humanos do Reino Sombrio. Alexander lançava socos contra o chão, causando ondas sonoras que jogavam os inimigos para trás, quando sentia que o uso exagerado de seus poderes o deixava exausto, sacava seu sabre da bainha e o cravava nos orcs, entre os vãos da armadura.

Diógenes disparava com suas pistolas tiros de balas eletrizadas, que por sua vez eletrocutavam os orcs negros ao atingirem suas armaduras de liga metálica.

Porém a Coalizão estava perdendo terreno. Os orcs negros avançavam cada vez mais, ganhando chão com o uso de catapultas, trebuchetes e aríetes. A chuva havia cessado o que tornava aquela brutal luta menos cansativa, porém ainda mortal.

O jovem soldado Anan lutava com coragem e determinação, empunhava um arco e disparava flechas certeiras que cravavam nas aberturas dos elmos dos orcs. Já o capitão Duton empunhava uma espada de duas mãos, lutando com toda sua bravura que o fizera ser o guerreiro honrado que havia se tornado. Porém cinco orcs o cercaram. Seria o fim para o bravo guerreiro? Duton avançou contra um dos orcs que bloqueou o golpe com seu escudo e por trás um outro orc armou um golpe fatal com sua espada, porém foi atingido por uma flecha, caindo morto.

Duton aproveitou um momento de distração do orc a sua frente e lhe decepou a cabeça. Os outros três orcs foram derrubados pelas flechas disparados por Anan.

— Lhe devo uma - Duton deu uma piscada para o jovem, porém logo correu em sua direção, armando um golpe com a espada e atingiu um orc que se aproximava pela retaguarda do garoto.

— Agora não deve mais - Anan riu enquanto disparava flechas contra outro grupo de orcs que se aproximava.

O campo de batalha se estendia por quilômetros. Orcs negros saíam marchando em fila das Duas Torres e passavam por um enorme portal aberto por Vampirão, encurtando o caminho até o campo de batalha.

Porém logo a cena da luta mudou quando pelo lado leste viram se aproximando voando em pégasos um exército de anões e elfos liderados por Yoseph, Valerie e Lidy Carter. E dessas vez estavam armados com a liga metálica mais resistente daquele mundo. Assim que Lorde Anorrinde deu o comando, os elfos dispararam seus arcos e uma chuva de flechas caiu sobre os orcs negros, matando vários deles. Yoseph apontou seu braço que empunhava o Bracelete de Energia contra o exército inimigo e raios de energia foram disparados os atingindo.

Logo a frente das tropas da Coalizão foi aberto um portal negro e de dentro dele saltaram Alpha e Shadow. Finalmente Antony Carter havia conseguido convencer o Ser das Sombras a lutar por seu mundo, seu povo, seu reino. Shadow criava tentáculos de sombras que atacavam os orcs.

— Tragam-me o Vampirão! - Bradou Tony na forma lobisomem do Alpha correndo em direção das tropas orcs e então empunhou a Lightsoword para o alto e raios luminosos brilharam do céu de nuvens enegrecidas e ricochetearam sobre os orcs negros matando milhares deles.

Também nos céus surgiu um gigantesco exército de dragões, dezenas, talvez uma centena inteira. Puderam ver Mel montada num dragão azulado de energia e Kathe voando ao lado da tropa alada, em sua forma binária repleta de chamas ao redor do corpo. Lançava intensas rajadas de fogo contra os orcs lá embaixo. O mesmo faziam os dragões. Chovia fogo e energia sobre o exército das trevas de Vampirão e Gul'Dakh. Foi questão de poucos minutos para que fossem dizimados. Mas logo outras centenas de orcs começaram a vir do portal.

— Se não destruirmos as Duas Torres, onde são fabricados os orcs, essa batalha não vai ter um fim tão cedo - urrou Alfonso e voou rumo ao portal.

— Para o portal! - Gritou Yoseph, e ele, Valerie e Peregrina voaram com seus pégasos para lá.

— Para as Duas Torres! - Bradou Antony, e ele, Shadow, Alexander e Diógenes também correram para o portal, enquanto o restante da Coalizão ficou lutando contra os orcs que ainda restavam no campo de batalha, cujo solo estava inundado de sangue e lama.

Passaram sem dificuldades pelo portal, matando os orcs que encontravam pelo caminho. Pararam bem diante das Duas Torres. No topo de uma delas estavam Gul'Dakh e Vampirão.

— ATACAR! - Gritou Tony. Levantou a Lightsword e rajadas de luz atingiram as torres. Mel montada em Alfonso voava ao redor das enormes construções, o dragão lançava rajadas de energia contra elas. Katherine fazia a mesma coisa as incendiando e Alexander socou o chão com toda a sua força, causando um terremoto que fez as construções começarem a desmoronar, destruindo o exército de orcs que era criado dentro das torres.

— NÃO! NÃO PODE SER! - Gritou Gul'Dakh desesperado com o chão abaixo de si sedendo e caindo entre os escombros.

Os heróis se juntaram, quando tudo desmoronou num enorme amontoado de escombros.

— Seu rei retornou... - Shadow sussurrou.

Vários minutos depois a poeira baixou.

— Finalmente colocamos um fim nessa guerra - Antony suspirou, se aproximando da esposa e colocando o braço ao redor dos ombros da mulher, que estava demasiadamente exausta.

Porém um movimento vindo dos escombros chamou a atenção de todos e logo puderam ver Vampirão se erguendo do meio dos destroços.

— Voltem para a cidade - a expressão de Tony tornou-se séria e sombria, Katherine notou um brilho diferente nos olhos do marido e só então notou que pendurado por uma corrente em seu pescoço estava o Anel que Tudo Vê - essa luta é minha.

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Gul'Dakh se ergueu dos escombros, ainda havia poeira no ar. Estava com o braço sangrando, possivelmente quebrado. Caminhou mancando e auxiliou alguns outros orcs.

— O que faremos senhor? - Indagou um soldado.

— Nós... - Gul'Dakh parou por um momento e olhou para frente, podia ver Vampirão e Tony Carter parados frente a frente, prontos para o embate final - bateremos em retirado e nos refugiaremos nas Terras Raras até que arquitetemos nossa vingança - e com isso ele e os poucos orcs que restaram fugiram dali.

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— Então, é aqui onde tudo acaba - Vampirão falou zombeteiramente se aproximando de Tony Carter - vou arrancar sua cabeça e pendurá-la como troféu na minha sala.

— Só se for por cima dos nossos cadáveres - Katherine exclamou se colocando ao lado do marido - essa luta não é apenas sua, querido, é de todos nós! - As mãos de Kathe tornaram-se flamejantes.

— E nós não vamos deixar isso acontecer! - Yoseph bradou se colocando na frente do casal.

— Vamos acabar com sua raça, Vampirão - Valerie parou ao lado de Yoseph e cruzou os braços, cuspindo no chão em direção ao inimigo.

— Será um enorme prazer socar essa sua cara pálida - Alexander soltou uma risada.

— Ouvi dizer que o cara que matou meu tio estava sob suas ordens - Diógenes fuzilou Lorde Vampirão com o olhar enquanto rodeava suas pistolas nas mãos.

— Vou vingar o sangue derramado do meu marido! - Energia emanou da loira e ela começou a levitar.

— Mexeu com um de nós... - Peregrina se colocou ao lado do irmão.

—... Mexeu com todos nós! - Exclamou Shadow e ergueu as mãos para cima, uma áurea sombria, de trevas e escuridão tomou conta do ambiente ao redor, enquanto tentáculos negros brotavam do chão ao redor de Vampirão.

— Você tá muito ferrado! - Tony Carter soltou um sorriso e transformou-se no Alpha.

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Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado!

Quero agradecer a Jupiter L pelas sugestões dadas.

Obrigado e até!!!

#VoltaPeregrinAgbora