Dark Traces escrita por karollabele


Capítulo 5
Bar




 

 

Lisa estava sentada no balcão do bar ao lado do celebre doutor psiquiatra, Theodore Pitterson. Eles estavam rindo e conversando. O doutor Pitterson sorriu e abaixou a cabeça mexendo no seu drink. Ele voltou a olhar para ela.

— Que mal pergunte, senhorita Parker, por que está aqui sozinha?

— Eu tinha duas escolhas: ou ir para minha casa vazia ou vir para um bar cheio de gente e me sentir vazia.

— Eu compreendo. As vezes as coisas são complicadas. Voce nao tem família?

Lisa abaixou a cabeça. Theodore assentiu lentamente.

— Eu entendo, senhorita Parker. A senhorita já sentiu muita falta de alguém na sua vida e nao pode mais estar com essa pessoa? 

Lisa apertou os olhos e abaixou a cabeça.

— Eu sempre sinto isso.. 

— Eu também sinto isso senhorita.

— Voce também? - Lisa olhou para ele surpresa e Theodore assentiu

— Voce nao está sozinha.  - Theodore pegou a mão dela e apertou. Lisa sorriu para ela

— Obrigada, Doutor Pitterson.. Theodore. Eu vou no banheiro agora.

— Claro.

Lisa se levantou e caminhou até o banheiro feminino do bar. Theodore realmente podia entende-la talvez. Ela saiu do banheiro e foi abordada por dois homens.

— Quer dançar gata?

— Nao estou no clima.

— Acho bom voce mudar de opniao. - Disse um dos homens segurando o braço de Lisa a força

Theodore levantou do balcão imediatamente e caminhou até eles. 

— O que está acontecendo aqui? Nao ouviu a moça? Ela nao quer dançar. A deixem em paz. - Theodore os empurrou

— Nao se mete.

Um dos homens deu um soco na cara de Theodore fazendo o óculos dele se quebrar. Theodore colocou a mão no rosto e olhou para eles dando um soco no homem que havia batido nele.

— Thedore! 

Lisa sacou sua arma e apontou para eles.

— Policia. Voces estão presos! - Disse ela olhando para os dois homens

Theodore ajeitou a gravata e ficou ao lado dela. Os homens olharam para ela surpresa.

— Voce nao disse que ela era policial. - Sussurrou um deles para o outro

— Como eu ia saber? 

— Theodore, voce está bem?

— Estou, senhorita Parker. Só fiquei preocupado com voce. Um homem nao deve tratar uma mulher assim.

Lisa sorriu para ele. Theodore sorriu para ela.

Theodore acompanhou Lisa até sua casa. Lisa insistiu para que ele entrasse, mesmo que ele nao querendo. Theodore se sentou no sofá e Lisa foi até o armário do banheiro e pegou um remédio e uma bandagem. Ela se aproximou dele e o doutor Pitterson tirou os óculos e olhou para ela. Lisa sorriu para ele e limpou seu ferimento. 

— Obrigada pelo o que fez por mim.

— Nao precisa agradecer. Eu fiz o que deveria fazer.

 Theodore se levantou e sorriu para ela.

— Eles vao ser indiciados por agressão. O senhor nao vai querer prestar queixa?

— Prefiro deixar aqueles meliantes para lá. Eu agradeço senhorita Parker pelo curativo. Mas está na minha hora de ir. Nao acho certo ficar na casa de uma dama até essa hora. Eu só vim ver se voce ia ficar bem.

— Eu vou ficar bem, doutor. Nao se preocupe.

Theodore sorriu para ela gentilmente e colocou os óculos saindo da casa. Lisa ficou olhando para ele e depois fechou a porta.

No dia seguinte, Lisa tinha acabado de entrar na delegacia quando estava ouvindo um murmurinho. Matt estava em pé olhando para ela fixamente, com um pé encostado na mesa marrom e os braços cruzados. Lisa olhou para ele sem entender enquanto os policiais conversavam entre si. Lisa se aproximou dele.

— Oi Matt.

— Oi Parker. A noite foi boa? - Perguntou ele

— Como é? - Lisa piscou

— Ora, vai me dizer que nao sabe? Pensei que voce soubesse. Mas já que nao sabe eu vou esclarecer pra voce: Houve uma briga de bar onde voce estava envolvida, dois idiotas tentaram te forçar. E voce estava com aquele doutorzinho.

— Ah, qual é, Matt? O que eu faço fora da minha hora de trabalho é problema só meu.

Matt olhou para ela como se tivesse levado um soco no estomago. Matt se afastou dela.

— Tem razão. Se divirta com os bêbados da cidade e aproveite as companhias de quantos doutores de quinta voce quiser.

— Ah, nao fala isso nao, Matt. Ela até que se deu bem. O doutor Pitterson é um dos caras mais ricos de Nova York. Ela está usando os atributos femininos para ficar bem de vida. Ela sabe que a carreira de policial nao vai durar muito tempo. - Zombou um policial

Matt ficou calado olhando para ele, com os punhos fechados. Lisa sentiu seus olhos se encherem de agua. Ela se virou e foi rapidamente para a sua mesa. Por que Matt estava assim com ela? Por que os policiais estavam a atacando desse jeito? Tudo o que ela queria era fazer um bom trabalho. Lisa apertou os punhos na mesa. Ela nao ia chorar.. Ela nao ia chorar. Lisa parou o pensamento assim que a porta da sala se abriu. Um homem de terno cinza e cabelo branco saiu junto com Clarker.

— Olá a todos. Esse é o prefeito da cidade, como sabem. Ele veio saber sobre o caso.

— É uma preocupação para a população saber de um crime tão hediondo assim. Temos que garantir que nossa população se mantenha segura. Ao menos no meu mandato vai ser. Estava conversando com o delegado Clarker sobre o caso. Tem alguma novidade?

— Estamos esperando o resultado da pericia.  - Disse um dos policiais

— E o que mais? Eu espero que solucionem isso o quanto antes. Caso precisem de qualquer coisa, nao hesitem em entrarem em contato comigo.

— Nós estamos investigando o passado das duas vitimas. - Disse Lisa

— Não foram crimes isolados? - Perguntou o prefeito

— Eu.. Acho que nao.

— Nós estamos averiguando ainda, prefeito. - Disse Matt

— Clarker disse sobre voce. Voce parece ser uma boa agente.

— Obrigada, prefeito.

— Agora, com licença a todos.

O prefeito saiu. Clarker olhou para Lisa e Matt.

— Temos que descobrir sobre os dois casos.

— Tem ligação chefe. Eu sei que tem. - Disse Lisa

— Voces dois vao para sala e busquem todas as relações possíveis entre os dois casos. - Disse Clarker olhando para Matt e Lisa

Clarker saiu seguindo o prefeito. Um policial se aproximou dela.

— Nao fique se achando. O prefeito só te elogiou por voce ser mulher.

O policial se afastou dela. Lisa abaixou a cabeça.

Lisa e Matt entraram na sala de investigação e olharam para um quadro branco com a foto das vitimas. Matt colocou as mãos na cintura e Lisa olhou para o quadro atentamente. Depois de um tempo em silencio, Matt olhou para ela.

— E então.. O que voce acha? - Perguntou ele, desconsertado

— Está na cara que os homicídios tem ligação. Temos que descobrir o motivo.

— Como voce sabe disso?

— Pela a mesma forma que elas foram mortas. Estavam com a mesma maquiagem de boneca que o assassino fez.

— Algo que será bom ser avaliado pela pericia. - Disse Matt, anotando em um caderninho

— Boa, Matt. Talvez haja alguma pista nas maquiagens.

— Apesar que podem ser vitimas aleatórias de um cara e a maquiagem seja a única coisa que liga o caso.

— O assassino é um exibicionista, mas sinto que tem coisa ai. Acho que devemos investigar mais sobre a vida pessoal das vitimas para tentar descobrir alguma coisa.

— Está certo, Parker. Faremos isso.

— Acho que já acabamos por enquanto, nao é?

— É. Acabamos. Parker.

— O que?

— Eu.. Queria te pedir desculpas pela forma que eu agi. Eu nao tenho nada haver com a sua vida e o que voce faz fora do trabalho, eu nao devia.. Me desculpe.

— Está tudo bem, Matt. Eu te entendo. Voce estava sendo um bom parceiro.

— Eu me preocupo, Parker..

Lisa deixou um objeto em cima da mesa cair. Os dois ao mesmo tempo foram abaixar para pegar o objeto. Matt olhou nos olhos dela, Lisa olhava nos olhos dele. Ele estava com uma mão no braço dela. Eles estavam próximos. Donavan abriu a porta sem os dois perceberem e quando ele viu os dois ele fechou a porta com cuidado. Matt se afastou dela.

— Pode deixar, Parker.. Eu pego.

— Obrigada, Matt. Eu estou indo para casa.

— Claro.

Lisa saiu da sala. Matt olhou para a direção que ela tinha ido.

Enquanto Lisa estava caminhando, Donavan que estava sentado na sua mesa a chamou:

— Ei, Parker.

— O que voce quer? - Perguntou Lisa, impaciente

— Se voce quiser saber o porque dos policiais terem provocado Matt sobre o assunto da outra, me procura. - Donavan deu para ela um cartão e depois se levantou, se afastando

Lisa olhou para o cartão na sua mao, pensativa. Ela abaixou a cabeça.

 

 

 

 





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