Dark Traces escrita por karollabele


Capítulo 46
Final




Theodore Pitterson foi levado para a delegacia, complemente algemado, enquanto a população se juntava na porta junto com os repórteres, fervorosos, e não podendo acreditar que o renomado psiquiatra e reitor da universidade era na verdade um assassino frio e cruel. 

Enquanto a população gritava em pura revolta, Theodore não demonstrava nenhum arrependimento pelo o que tinha feito, pelo contrario, ele sorria de lado, orgulhoso de si mesmo e adorando toda aquela atenção. Os policiais levaram Theodore para dentro da delegacia e Clarker esperava por ele, completamente revoltado.

— Como voce pode ter feito uma coisa dessas? Como voce pode ter feito isso comigo? Nossa amizade nunca foi real?

Theodore soltou uma gargalhada.

— Voce é uma pessoa muito movida ao ego. Foi facil me aproximar e fazer sua cabeça. Voce é um homem frágil, Clarker.

— Levem ele daqui! Agora!

Theodore sorriu e os policiais o levaram para a cela. Matt se aproximou de Clarker.

— Como fica a situação do meu irmão agora? Andrew será solto?

— O seu irmão? Bem Matt.. Seu irmão querendo ou não, mesmo nao sendo o assassino, ele foi o cumplice em todos aqueles assassinatos. Ele estava ciente sobre tudo o que Theodore fazia e pior, ele fingiu ser o assassino algumas vezes, quando invadiu o departamento por exemplo.

— Ele fez para me proteger! Estava coagido e drogado pelo Theodore Pitterson! Fora que o meu irmão ajudou na investigação dando pistas precisas da onde Theodore poderia estar.

— Eu sei de tudo isso, Matt. Mas as coisas nao são fácies assim. Seu irmão vai precisar se solto através de um juiz. No maximo que eu posso fazer é dar meu testemunho alegando que ele ajudou na investigaçao, mas isso nao tira a cumplicidade de Andrew nos crimes hediondos cometidos por Theodore Pitterson. Em todo o caso, acho que o juiz irá entender isso. Seu irmão pode pegar uma pena leve.

— Obrigado Clarker.

Clarker sorriu para ele e se afastou. Donavan estava distante com Camille. Eles esperaram Clarker se afastar e se aproximaram de Matt.

— E ai gente? - Perguntou Matt

— Nós vamos dar apoio ao seu irmão. Onde Lisa está?

—  Ela está em casa. Ela ainda está um pouco.. Perturbada com tudo o que aconteceu.

— Não é para menos. Ela ficou nas mãos daquele maluco.

— Sei que Theodore não é facil, e que ele é um homem doentio. Mas na visão distorcida dele, ele devia gostar dela, afinal, ele não a matou. - Disse Camille

— Theodore não sabe o que é amor. Ele é apenas um homem perturbado. - Rebateu Matt

— Nós vamos aguardar o julgamento dele. Camille irá testemunhar.

— É mesmo? Estou contente por voce. Eu espero que a justiça seja feita.

— Eu fico feliz também, ao menos vão ouvir uma prostituta, é um bom começo. - Ela sorriu

— Eu tenho que ir agora gente. Até mais.

Matt saiu do departamento. Donavan olhou para Camille e fez carinho no rosto dela.

Lisa estava em casa, com a cabeça entre os joelhos, não parando de se balançar a cada minuto. Ela não podia acreditar em tudo o que tinha vivido naquele lugar com Theodore, em como ele fingia ser uma pessoa boa quando na verdade ele era um assassino.. Um psicopata. Lisa pegou o retrato da sua irmã, Charlize e as lagrimas vieram. Sua irmã não merecia isso. Lisa ficou com o rosto serio, se levantou e saiu da casa.

Não demorou muito tempo até Matt chegar na casa dela e encontra-la vazia. Matt colocou a mão na cintura.

— Droga. Essa não.

Na sala de interrogatório, Theodore Pitterson estava com um uniforme laranja de presidiário e estava sentado e algemado. Lisa entrou na sala e olhou para ele.

— Veio me ver, amor? Eu sabia que sentiria saudades.

 - Cale essa boca imunda.

— Ui, olha só quem está com poder só porque está do outro lado da mesa. Eu ainda tenho amigos influentes, Lisa. Posso sair daqui rapidinho.

— A casa caiu, Theodore. Voce é um psicopata e assassino notório. Ninguém vai te ajudar a sair daqui, a menos que seja tão doente quanto voce.

— Não duvide disso. O mundo está cheio de pessoas doentes. Mas algo me intriga.. Por que voce está aqui? Pensei que não quisesse vir me ver, ainda mais depois do que eu fiz com o seu pai e o que eu falei sobre sua irmã..

— Cale a boca! É sobre ela mesma que eu vim falar. Eu quero saber o porque. O porque voce fez o que fez com ela.

Theodore olhou para Lisa por um momento com uma expressão vazia.

— Não há um porque. Ela estava sozinha e chorando. Ela queria voltar para casa, para voce. Meu primeiro pensamento foi ajuda-la e era o que eu ia fazer. Mas tinha uma coisa em mim.. Eu não sei. Eu comecei a vê-la como uma boneca. Não havia mais uma criança na minha frente, só uma linda boneca. E foi o que eu fiz.

— Eu vou te matar seu desgraçado! - Exasperou Lisa

— Voce pode tentar. Mas ai vai parar atrás das grades assim como eu. - Theodore sorriu

— Ao menos vai valer a pena.

— Lisa!

Lisa olhou para trás e viu Matt olhando para ela. Ela suspirou e saiu da sala. Matt entrou na sala e fechou a porta.

— Deseja alguma coisa, agente? - Perguntou Theodore, irônico 

— Eu consegui o que eu queria. Ter voce preso.

— Para ficar com a Lisa só para voce.

— Deixa de palhaçada, Theodore. Não é por isso. Mas pelo o que voce fez. E eu quero saber: Por que meu irmão? Por que Andrew?

— Hoje é o dia das respostas? - Perguntou ele, revirando os olhos

— Responda!

— Eu o achei ferido no acidente de aviação. Eu cuidei dele, mas ele havia sido dado como morto. Eu vi uma utilidade para ele, para que meu disfarce perante a sociedade fosse mais forte. Não tem como voce cometer um assassinato ou dois sem ter a policia na sua cola. Eu precisava ficar fora de suspeita, e um homem com Andrew era perfeito para isso.

— Voce não tinha o direito de fazer isso com ele..

— Seu irmão era um drogado, Matt. Passava o dia inteiro se drogando, nada mais importava.

— Porque voce o drogou!

— É, droguei. Mas era porque ele queria. Todo mundo tenta fugir da dor de alguma forma, sabia? Alguns usam o whisky, outros se drogam como Andrew, eu mato gente. - Theodore sorriu

— Voce é um doente psicopata.

— Talvez tenha razão. Mas quantos de nós está por ai, e voce nunca percebeu? 

Matt olhou para ele. Theodore sorriu.

Dias se passaram, até começar o julgamento de Theodore Pitterson. Ele foi levado para o banco dos réus enquanto sorria para as câmeras. Todos estavam ali. Thedore estava mais orgulhoso ainda de si mesmo vendo aquela multidão ali, só para vê-lo. O juiz ouviu cada um dos depoimentos dos sobreviventes e das famílias das vitimas, e Theodore enquanto ouvia, não demonstrava nenhum remorso. Sua expressão permanecia seca e sem emoção. 

Theodore foi chamado para depor, enquanto o advogado de defesa sussurrava no ouvido dele. Mas Theodore sabia que era inútil. Ele não se importava em pegar uma pena leve ou não. Ele não sentia nenhum medo.

— Por que voce fez o que voce fez?

— Eu fiz porque eu quis. Eu estava querendo contar uma historia, estava fazendo uma arte, uma historia que ninguém queria ouvir, mas eu fiz todos ouvirem. Há muitas historias não contadas por ai, e essa era minha. Tudo o que eu fiz foi uma homenagem a minha mãe. Eu estava sem ela e estava completamente desorientado, não sabia mais o que fazer. Minha função era cuidar dela. Como ela não estava mais ali, a única forma que eu encontrei de estar perto dela, era fazer o que eu fiz.

— Voce se arrepende pelo o que voce fez?

Houve um silencio, todo mundo olhava para Theodore. Ele sorriu de lado.

— Não.

— Eu considero o réu, Theodore Pitterson, culpado por mais de 6 assassinatos, com requintes de crueldade e tortura. O reu pegará mais de 100 anos de prisão, e sem direito a pedido de revisão da pena. Julgamento encerrado.

As pessoas comemoram a prisão de Theodore que olhava para eles friamente. Os policiais levaram Theodore para a cela, que gritou.

— Isso não acabou. Isso nunca acaba de verdade. Há mais de nós por ai, matando, estripando pessoas inocentes com o maior prazer do mundo. 

Um tempo depois, Matt estava saindo da sala de Clarker enquanto Lisa esperava por ele.

— E ai, como foi? - Perguntou ela

— Parece que Andrew tem uma chance. Ele pode pegar de 6 meses a um 1 ano de prisão. Para quem achava que ia ficar a vida toda atrás das grades, é um bom começo.

— Isso é ótimo, Matt! Eu estou feliz por voce.

— Lisa, eu preciso te dizer uma coisa.

— Eu também.

— Então, pode ser no baile? Vamos comemorar a captura do serial killer.

— Mas é claro, Matt.

— Pessoal! Clarker e eu temos uma noticia para voces.

— O que é? - Perguntou Matt

— Estou gravida, pessoal! Dessa vez é verdade.

— Meus parabens, Chyntia.

Matt e Lisa abraçaram Chyntia e Clarker.

Horas depois, o salão estava cheio de policiais e repórteres, todos felizes comemorando a captura de Theodore Pitterson. Donavan dançava uma musica lenta com Camille que sorria para ele. Matt estava no centro do salão com um terno preto. Lisa apareceu no meio do salão com um vestido de alça vermelho. Matt sorriu para ela e se aproximou.

— Lisa.

— Matt.

— Podemos conversar?

— Agora que o pesadelo acabou, eu acho que podemos.

— Eu.. Eu queria me desculpar por ter agido como um idiota com voce. Eu sei que voce não merece. Me desculpe mesmo. 

— Voce não tem que se desculpar. Eu já agradeci a Donavan, mas eu agradeço voce por ter salvado minha vida.

— Obrigado, ao menos dessa vez eu tinha que salvar minha parceira. Ao menos tinha que salvar voce.

— Matt.. Tem algo que eu..

— Espera, eu primeiro. Eu menti pra voce, e pior, menti para mim mesmo. Eu odiava te ver com Theodore, porque eu sabia que quem devia estar ali do seu lado era eu. Me perdoa, Lisa, por ter agido como babaca na nossa primeira noite, me perdoa por todas as vezes que eu hesitei, me perdoa por não ter te dito que te amava sabendo que eu te amava. 

— Voce me ama?

— Eu amo. Eu te amo. Me desculpa por te fazer sofrer. Eu sei que eu não mereço voce, mas..

— Shh.. Agora é minha vez de falar. Voce me machucou, Matt. É verdade, doeu tanto que voce não pode nem imaginar. Mas desde o primeiro dia, eu sabia, eu sabia que eu amava voce. Como eu não poderia perdoar o homem que salvou minha vida? Eu te amo, Matt. 

Matt sorriu para ela e a beijou. Lisa retribuiu o beijo. Matt colocou os braços em volta dela enquanto a beijava.

As vezes uma agente feminina entra em uma corporação e não é bem vista, sofre preconceito por ser mulher, por acharem que ela não dará conta, sofre piadinhas tolas, mas ela se mostra persistentes até o fim. As pessoas tem cicatrizes, algumas mais profundas que as outras. As vezes um sonho de infância pode ser realizado com muita perseverança. Há pessoas que voce vai adorar conhecer, mas há outras, que usam mascara e nunca sabem quem realmente são, afinal quem conhece alguém realmente? As pessoas são o que elas demonstram, mas nunca se sabe o que mais elas podem ser.

Fim.

Musicas Usadas:

Three Days Grace - Take Me Under - Theodore Pitterson

Daughtry - September - Lisa e Matt

Three Days Grace - Never Too Late - Matt

Three Days Grace - Goin' Down

Andrew Belle - The Enemy - Theodore e Lisa

 

 

 

 

 

 

Theodore Pitterson foi levado para a delegacia, complemente algemado, enquanto a população se juntava na porta junto com os repórteres, fervorosos, e não podendo acreditar que o renomado psiquiatra e reitor da universidade era na verdade um assassino frio e cruel. 

Enquanto a população gritava em pura revolta, Theodore não demonstrava nenhum arrependimento pelo o que tinha feito, pelo contrario, ele sorria de lado, orgulhoso de si mesmo e adorando toda aquela atenção. Os policiais levaram Theodore para dentro da delegacia e Clarker esperava por ele, completamente revoltado.

— Como voce pode ter feito uma coisa dessas? Como voce pode ter feito isso comigo? Nossa amizade nunca foi real?

Theodore soltou uma gargalhada.

— Voce é uma pessoa muito movida ao ego. Foi facil me aproximar e fazer sua cabeça. Voce é um homem frágil, Clarker.

— Levem ele daqui! Agora!

Theodore sorriu e os policiais o levaram para a cela. Matt se aproximou de Clarker.

— Como fica a situação do meu irmão agora? Andrew será solto?

— O seu irmão? Bem Matt.. Seu irmão querendo ou não, mesmo nao sendo o assassino, ele foi o cumplice em todos aqueles assassinatos. Ele estava ciente sobre tudo o que Theodore fazia e pior, ele fingiu ser o assassino algumas vezes, quando invadiu o departamento por exemplo.

— Ele fez para me proteger! Estava coagido e drogado pelo Theodore Pitterson! Fora que o meu irmão ajudou na investigação dando pistas precisas da onde Theodore poderia estar.

— Eu sei de tudo isso, Matt. Mas as coisas nao são fácies assim. Seu irmão vai precisar se solto através de um juiz. No maximo que eu posso fazer é dar meu testemunho alegando que ele ajudou na investigaçao, mas isso nao tira a cumplicidade de Andrew nos crimes hediondos cometidos por Theodore Pitterson. Em todo o caso, acho que o juiz irá entender isso. Seu irmão pode pegar uma pena leve.

— Obrigado Clarker.

Clarker sorriu para ele e se afastou. Donavan estava distante com Camille. Eles esperaram Clarker se afastar e se aproximaram de Matt.

— E ai gente? - Perguntou Matt

— Nós vamos dar apoio ao seu irmão. Onde Lisa está?

—  Ela está em casa. Ela ainda está um pouco.. Perturbada com tudo o que aconteceu.

— Não é para menos. Ela ficou nas mãos daquele maluco.

— Sei que Theodore não é facil, e que ele é um homem doentio. Mas na visão distorcida dele, ele devia gostar dela, afinal, ele não a matou. - Disse Camille

— Theodore não sabe o que é amor. Ele é apenas um homem perturbado. - Rebateu Matt

— Nós vamos aguardar o julgamento dele. Camille irá testemunhar.

— É mesmo? Estou contente por voce. Eu espero que a justiça seja feita.

— Eu fico feliz também, ao menos vão ouvir uma prostituta, é um bom começo. - Ela sorriu

— Eu tenho que ir agora gente. Até mais.

Matt saiu do departamento. Donavan olhou para Camille e fez carinho no rosto dela.

Lisa estava em casa, com a cabeça entre os joelhos, não parando de se balançar a cada minuto. Ela não podia acreditar em tudo o que tinha vivido naquele lugar com Theodore, em como ele fingia ser uma pessoa boa quando na verdade ele era um assassino.. Um psicopata. Lisa pegou o retrato da sua irmã, Charlize e as lagrimas vieram. Sua irmã não merecia isso. Lisa ficou com o rosto serio, se levantou e saiu da casa.

Não demorou muito tempo até Matt chegar na casa dela e encontra-la vazia. Matt colocou a mão na cintura.

— Droga. Essa não.

Na sala de interrogatório, Theodore Pitterson estava com um uniforme laranja de presidiário e estava sentado e algemado. Lisa entrou na sala e olhou para ele.

— Veio me ver, amor? Eu sabia que sentiria saudades.

 - Cale essa boca imunda.

— Ui, olha só quem está com poder só porque está do outro lado da mesa. Eu ainda tenho amigos influentes, Lisa. Posso sair daqui rapidinho.

— A casa caiu, Theodore. Voce é um psicopata e assassino notório. Ninguém vai te ajudar a sair daqui, a menos que seja tão doente quanto voce.

— Não duvide disso. O mundo está cheio de pessoas doentes. Mas algo me intriga.. Por que voce está aqui? Pensei que não quisesse vir me ver, ainda mais depois do que eu fiz com o seu pai e o que eu falei sobre sua irmã..

— Cale a boca! É sobre ela mesma que eu vim falar. Eu quero saber o porque. O porque voce fez o que fez com ela.

Theodore olhou para Lisa por um momento com uma expressão vazia.

— Não há um porque. Ela estava sozinha e chorando. Ela queria voltar para casa, para voce. Meu primeiro pensamento foi ajuda-la e era o que eu ia fazer. Mas tinha uma coisa em mim.. Eu não sei. Eu comecei a vê-la como uma boneca. Não havia mais uma criança na minha frente, só uma linda boneca. E foi o que eu fiz.

— Eu vou te matar seu desgraçado! - Exasperou Lisa

— Voce pode tentar. Mas ai vai parar atrás das grades assim como eu. - Theodore sorriu

— Ao menos vai valer a pena.

— Lisa!

Lisa olhou para trás e viu Matt olhando para ela. Ela suspirou e saiu da sala. Matt entrou na sala e fechou a porta.

— Deseja alguma coisa, agente? - Perguntou Theodore, irônico 

— Eu consegui o que eu queria. Ter voce preso.

— Para ficar com a Lisa só para voce.

— Deixa de palhaçada, Theodore. Não é por isso. Mas pelo o que voce fez. E eu quero saber: Por que meu irmão? Por que Andrew?

— Hoje é o dia das respostas? - Perguntou ele, revirando os olhos

— Responda!

— Eu o achei ferido no acidente de aviação. Eu cuidei dele, mas ele havia sido dado como morto. Eu vi uma utilidade para ele, para que meu disfarce perante a sociedade fosse mais forte. Não tem como voce cometer um assassinato ou dois sem ter a policia na sua cola. Eu precisava ficar fora de suspeita, e um homem com Andrew era perfeito para isso.

— Voce não tinha o direito de fazer isso com ele..

— Seu irmão era um drogado, Matt. Passava o dia inteiro se drogando, nada mais importava.

— Porque voce o drogou!

— É, droguei. Mas era porque ele queria. Todo mundo tenta fugir da dor de alguma forma, sabia? Alguns usam o whisky, outros se drogam como Andrew, eu mato gente. - Theodore sorriu

— Voce é um doente psicopata.

— Talvez tenha razão. Mas quantos de nós está por ai, e voce nunca percebeu? 

Matt olhou para ele. Theodore sorriu.

Dias se passaram, até começar o julgamento de Theodore Pitterson. Ele foi levado para o banco dos réus enquanto sorria para as câmeras. Todos estavam ali. Thedore estava mais orgulhoso ainda de si mesmo vendo aquela multidão ali, só para vê-lo. O juiz ouviu cada um dos depoimentos dos sobreviventes e das famílias das vitimas, e Theodore enquanto ouvia, não demonstrava nenhum remorso. Sua expressão permanecia seca e sem emoção. 

Theodore foi chamado para depor, enquanto o advogado de defesa sussurrava no ouvido dele. Mas Theodore sabia que era inútil. Ele não se importava em pegar uma pena leve ou não. Ele não sentia nenhum medo.

— Por que voce fez o que voce fez?

— Eu fiz porque eu quis. Eu estava querendo contar uma historia, estava fazendo uma arte, uma historia que ninguém queria ouvir, mas eu fiz todos ouvirem. Há muitas historias não contadas por ai, e essa era minha. Tudo o que eu fiz foi uma homenagem a minha mãe. Eu estava sem ela e estava completamente desorientado, não sabia mais o que fazer. Minha função era cuidar dela. Como ela não estava mais ali, a única forma que eu encontrei de estar perto dela, era fazer o que eu fiz.

— Voce se arrepende pelo o que voce fez?

Houve um silencio, todo mundo olhava para Theodore. Ele sorriu de lado.

— Não.

— Eu considero o réu, Theodore Pitterson, culpado por mais de 6 assassinatos, com requintes de crueldade e tortura. O reu pegará mais de 100 anos de prisão, e sem direito a pedido de revisão da pena. Julgamento encerrado.

As pessoas comemoram a prisão de Theodore que olhava para eles friamente. Os policiais levaram Theodore para a cela, que gritou.

— Isso não acabou. Isso nunca acaba de verdade. Há mais de nós por ai, matando, estripando pessoas inocentes com o maior prazer do mundo. 

Um tempo depois, Matt estava saindo da sala de Clarker enquanto Lisa esperava por ele.

— E ai, como foi? - Perguntou ela

— Parece que Andrew tem uma chance. Ele pode pegar de 6 meses a um 1 ano de prisão. Para quem achava que ia ficar a vida toda atrás das grades, é um bom começo.

— Isso é ótimo, Matt! Eu estou feliz por voce.

— Lisa, eu preciso te dizer uma coisa.

— Eu também.

— Então, pode ser no baile? Vamos comemorar a captura do serial killer.

— Mas é claro, Matt.

— Pessoal! Clarker e eu temos uma noticia para voces.

— O que é? - Perguntou Matt

— Estou gravida, pessoal! Dessa vez é verdade.

— Meus parabens, Chyntia.

Matt e Lisa abraçaram Chyntia e Clarker.

Horas depois, o salão estava cheio de policiais e repórteres, todos felizes comemorando a captura de Theodore Pitterson. Donavan dançava uma musica lenta com Camille que sorria para ele. Matt estava no centro do salão com um terno preto. Lisa apareceu no meio do salão com um vestido de alça vermelho. Matt sorriu para ela e se aproximou.

— Lisa.

— Matt.

— Podemos conversar?

— Agora que o pesadelo acabou, eu acho que podemos.

— Eu.. Eu queria me desculpar por ter agido como um idiota com voce. Eu sei que voce não merece. Me desculpe mesmo. 

— Voce não tem que se desculpar. Eu já agradeci a Donavan, mas eu agradeço voce por ter salvado minha vida.

— Obrigado, ao menos dessa vez eu tinha que salvar minha parceira. Ao menos tinha que salvar voce.

— Matt.. Tem algo que eu..

— Espera, eu primeiro. Eu menti pra voce, e pior, menti para mim mesmo. Eu odiava te ver com Theodore, porque eu sabia que quem devia estar ali do seu lado era eu. Me perdoa, Lisa, por ter agido como babaca na nossa primeira noite, me perdoa por todas as vezes que eu hesitei, me perdoa por não ter te dito que te amava sabendo que eu te amava. 

— Voce me ama?

— Eu amo. Eu te amo. Me desculpa por te fazer sofrer. Eu sei que eu não mereço voce, mas..

— Shh.. Agora é minha vez de falar. Voce me machucou, Matt. É verdade, doeu tanto que voce não pode nem imaginar. Mas desde o primeiro dia, eu sabia, eu sabia que eu amava voce. Como eu não poderia perdoar o homem que salvou minha vida? Eu te amo, Matt. 

Matt sorriu para ela e a beijou. Lisa retribuiu o beijo. Matt colocou os braços em volta dela enquanto a beijava.

As vezes uma agente feminina entra em uma corporação e não é bem vista, sofre preconceito por ser mulher, por acharem que ela não dará conta, sofre piadinhas tolas, mas ela se mostra persistentes até o fim. As pessoas tem cicatrizes, algumas mais profundas que as outras. As vezes um sonho de infância pode ser realizado com muita perseverança. Há pessoas que voce vai adorar conhecer, mas há outras, que usam mascara e nunca sabem quem realmente são, afinal quem conhece alguém realmente? As pessoas são o que elas demonstram, mas nunca se sabe o que mais elas podem ser.

Fim.

Musicas Usadas:

Three Days Grace - Take Me Under - Theodore Pitterson

Daughtry - September - Lisa e Matt

Three Days Grace - Never Too Late - Matt

Three Days Grace - Goin' Down

Andrew Belle - The Enemy - Theodore e Lisa

 

 

 

 

 

 

 





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