Dark Traces escrita por karollabele


Capítulo 4
Biblioteca




 

 

 

Matt e Lisa caminhavam na direção do carro de Matt. Ele caminhava apressadamente para o carro enquanto Lisa tentava acompanha-lo. Os dois entraram no carro. Matt colocou a chave na ignição e bufou.

— Então.. Voce estava com o doutor Pitterson? Eu estava te procurando sabia?

— Voce estava falando com o barmen. Eu fui achar pistar em outro lugar.

— É, estou vendo. Conversando com o doutorzinho.

— Qual seu problema com ele? - Perguntou Lisa, olhando para ele

— Nada. Só nao gosto dele.

— Voce já leu algum dos livros que ele publicou? O cara é um gênio.

— Eu acho ele meio seboso..

— Que isso, Matt! 

— Nao é nada. Vamos embora. Por hoje já deu.

Matt revirou os olhos e deu partida no carro enquanto Lisa balançava a cabeça lentamente. Ela olhou para baixo pensativa.

Nao demorou muito até que Matt estacionasse o carro em frente da casa de Lisa. Eles saíram do carro, Matt nao tinha dito nenhuma palavra desde quando saíram da universidade. Será que Matt estava com ciúmes dela? Ela pensou. Nao. Isso nao seria possível. Lisa balançou a cabeça enquanto seguia Matt até a entrada da sua casa.

— Quer entrar? Tomar uma garrafa de cerveja?

— Acho que nós dois juntos com bebida alcoólica nao vai ser bom, Parker.

— Deixa de ser bobo, Matt. É só uma garrafa de cerveja. Voce pode até levar para viagem se quiser.

— Se é assim, tudo bem então.

Matt sorriu para ela. Lisa balançou a cabeça e sorriu levemente. Eles entraram na casa e Lisa se dirigiu até a cozinha abrindo a geladeira e pegando uma garrafa de cerveja. Matt ficou em pé na sala esperando. Ele olhou para o lado em uma pequena mesa redonda marrom com um abajur bege. Ele se aproximou da mesinha e pegou uma faixa com o nome "Charlize". Matt arqueou a sobrancelha ao olhar a faixa. Lisa se aproximou por trás dele com a cerveja na mão.

— Está aqui.

— Obrigado, Parker. Me diga, quem é Charlize?

Lisa ficou branca como um papel. Seus olhos se arregalaram como se ela tivesse faltado a ar. Matt arqueou ainda mais a sobrancelha ao ver a reação dela.

— Como.. Voce sabe sobre Charlize?

— Achei a faixa com o nome em cima da mesa. - Matt mostrou a faixa

— Ah.. Isso..

— Quem ela é? É sua filha? Está aqui?

Os olhos de Lisa se encheram de agua.

— Aqui está sua cerveja, Matt. É melhor voce ir.

— Lisa..

— Vai agora. Por favor!

Matt pegou a cerveja e saiu da casa. Lisa se sentou na poltrona cor marfim perto da mesinha e começou a chorar segurando a faixa na mão. Matt olhou para a casa de Lisa por um momento enquanto estava na calçada e depois suspirou abaixando a cabeça.

Horas depois, já de manha, Lisa estava dormindo na sua cama, com seus cobertores brancos a cobrindo. O celular dela nao parava de tocar e ainda nao era hora do serviço. Lisa se virou para o outro lado, irritada. Será que era Matt? Ela nao queria falar com ele agora. Ela falaria mais tarde quando fosse trabalhar.

O celular, insistente, continuou a tocar. Lisa ficou mais irritada ainda. Ela se levantou e pegou  o celular rapidamente e atendeu. Para sua surpresa, nao era Matt.

— Parker! Onde está voce?! Venha para cá agora! - Exaltou Clarker

— Chefe? Hummm.. Eu nao trabalho mais tarde? - Perguntou Lisa, ainda sonolenta

— Chega dessa conversa fiada! Voce trabalha na hora que eu mandar! Estamos com um novo caso de homicídio nas mãos! Venha pra cá agora!

— O que?!

Lisa se levantou em um pulo. Ela nao teve nem tempo para tomar café. Bebeu um suco rapidamente e pegou um pedaço de biscoito saindo apressada para a delegacia de homicídio. Aquilo preocupou Lisa.. Outro homicídio em menos de uma semana.. Aquilo estava realmente ficando mais serio do que ela imaginava.

Nao demorou muito até ela estacionar o carro e correr para a sala do departamento de policia. Quando ela chegou lá todos os policiais estavam apreensivos. Matt estava em pé, ele olhou para ela e depois abaixou a cabeça pensativo. Clarker estava mais exaltado que o normal. 

— A situação é grave pessoal! Temos mais um caso de homicídio nas mãos! Precisamos agir antes que os federais assumam o caso!

— Por que eles iam assumir o caso, chefe? - Perguntou um dos policiais

— Porque pode ser um serial killer. - Disse Lisa

Todos olharam para ela com olhos arregalados. Os policiais se sentiram desconfortáveis. Clarker abaixou a cabeça.

— Ainda nao sabemos. - Disse ele

— O que vamos fazer? - Perguntou um policial

— Eu vou para a cena do crime. Voces dois vem comigo. Enquanto vocês, façam os relatórios e cuidem dos telefonemas para possíveis informações. Quando eu voltar eu quero tudo pronto para a investigação.

— Por que ela vai? - Questionou Donavan

— Ela tem bons antecedentes e requisitos para essa investigação. E o Matt é um dos melhores policiais daqui.

— Há, ele nao é mesmo. - Retrucou Donavan

— Se ele nao fosse, quem estaria indo era voce. - Rebateu Clarker

Donavan abaixou a cabeça enquanto Lisa e Matt seguiram Clarker.

Quando eles chegaram no local, a mídia já estava em volta de uma biblioteca publica. Os curiosos que estavam na rua tentavam se aproximar. Clarker ao ver a mídia ficou mais estressado ainda. Ele nao estava gostando nada disso. Alguns repórteres tentaram se aproximar de Clarker que os ignorou passando pela faixa de "nao ultrapasse". Lisa e Matt o seguiram.

— Ótimo! A mídia! Era só o que faltava! - Resmungou Clarker

Alguns policiais já estavam lá, junto com outros funcionários da biblioteca. Clarker, Lisa e Matt se aproximaram da mesa principal. 

— Que é isso.. - Disse Clarker limpando o suor da testa com o lenço

Lisa olhou atentamente para o corpo. Ele estava bem posicionado em cima da mesa, os braços e as pernas bem dobradas e o rosto pintado da mesma forma que o corpo de Mayra. Um policial se aproximou de Clarker.

— O que temos? - Perguntou ele

— Nao sabemos o nome da vitima por enquanto, senhor. Só que ela trabalhava aqui há muito tempo. O corpo foi achado de manha. Nao tem antecedentes criminais pelo o que sabemos. 

— O corpo da vitima foi encontrado no mesmo horário que o corpo de Mayra Simons? - Perguntou Lisa

Clarker e Matt olharam para ela. O policial estava lendo a prancheta e depois olhou para ela.

— Nós nao sabemos, mas especulamos que foi por volta das 8 horas da manha.

— Algum funcionário viu o corpo dela trazido para cá?

— Como voce sabe que o corpo foi locomovido, Parker? A pessoa pode ter entrado aqui no final do expediente. - Perguntou Clarker

— Nao, senhor. Ve essa terra na mesa e no chão perto da mesa? Isso é indicio de que ela foi carregada até aqui. Ela tinha saído do trabalho, mas por alguma razão o assassino e a trouxe para cá. Fora que a mesma maquiagem do primeiro corpo, só que em uma posição e cenários diferentes.. Ao que tudo indica estamos lidando com um serial killer. - Avaliou Lisa

Clarker e Matt ficaram chocados olhando para Lisa e em como ela era talentosa. O policial também ficou surpreso.

— Nossa, voce é incrível Parker. - Exclamou Matt

— Obrigada. - Lisa sorriu

— Muito bem.. descubra o que puder. Vamos falar com os funcionários. - Disse Clarker limpando a testa com o lenço

— Senhor, ela se chama Becky. - Disse o policial rapidamente

Lisa e Matt se aproximaram dos funcionários que estavam muito exaltados.

— Becky era uma boa funcionaria, ela nunca fez nada de errado e nem tinha briga com ninguém. - Disse uma funcionaria

— A senhora nao sabe nenhum motivo de alguém que queria fazer mal a ela?

 - Nao. Como eu disse.. Ela nao tinha brigas com ninguém. Era uma bibliotecária reservada e calma, e também muito simpática, nao tinha porque alguém fazer isso contra ela.

— O crime parece ser só contra mulheres. - Constatou Lisa

— Isso é verdade.. Parece ter um padrão.  - Disse Matt

Nesse momento, o doutor Pitterson entrou na biblioteca. Matt olhou para ele e se aproximou.

— O que ele está fazendo aqui? É uma cena de crime! 

— Eu vim aqui prestar meu auxilio. Eu conhecia a bibliotecária.. Sempre li meus livros aqui. Fora que eu vim prestar meus serviços a testemunha que encontrou o corpo.

— Ele está certo. Foi uma cena chocante. A pessoa que encontrou vai precisar de um psiquiatra. Doutor Pitterson, é um prazer. - Clarker apertou a mão dele

— O prazer é meu, senhor. - Thedore sorriu para ele

— Chegou o seboso. - Matt revirou os olhos, falando baixo

— O senhor pode me levar até a testemunha?

— Claro. Por aqui.

Os dois se afastaram. Lisa olhou para Matt.

— Qual é o seu problema, Matt? O que voce tem contra o Theodore?

— Theodore? É intima dele agora? Nao importa, nao vou com a cara dele.

— Por que?

— Nao sei, mas todo mundo gosta dele. Ele é o queridinho. O Clarker fica bobo quando fica na presença desse cara.. Só por que ele publicou livros e faz sucesso? Grande coisa.. Até voce..

— Eu o que?

— Nada. Vamos continuar o trabalho.

Matt se afastou dela. Lisa suspirou.

Horas depois, já a noite, Lisa estava sentada no bar tomando um drink. Aquele dia tinha sido cheio e o comportamento de Matt tinha sido mais estranho ainda. Mas o que mais a preocupava era o caso de homicídio. Ela tinha certeza agora.. Era um serial killer e eles precisavam pega-lo. Enquanto ela bebia o drink ela sentiu alguém se sentar ao lado dela.

— Senhorita Parker, é um prazer revê-la.

— Doutor Pitterson.  - Ela sorriu

— Como vai? Seu parceiro parecia agitado na cena de crime.

— Acho que é normal.. Todos os ânimos estavam exaltados.

— É compreensível. Mas me diga, o que faz bebendo aqui sozinha?

— Eu precisava de uma folga.

— Bom, se nao se importar, nao está bebendo sozinha essa noite.

Lisa sorriu para ele. Theodore sorriu para ela. Os dois bateram o copo de bebida levemente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Dark Traces" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.