Dark Traces escrita por karollabele


Capítulo 38
Surpresas




Lisa acordou na manhã seguinte e olhou para o lado completamente atordoada. O que ela tinha feito com Theodore na noite passada? Por que ela continuava repetindo isso? Ela se deitou e colocou a mão na cabeça. Eles estavam juntos agora, nao devia ser errado.. Mas, por que ela nao conseguia se livrar da sensação de que estava fazendo algo errado? 

Theodore levantou de bom humor e preparou o café para eles e depois leu o jornal enquanto comia os ovos mexidos que havia preparado. Lisa olhava para ele sentada na sua frente, estática. Ela ainda nao sabia o que estava acontecendo e principalmente se aquilo que estava acontecendo era certo. Theodore percebeu que Lisa olhava para ele e piscou.

— O que foi, Lisa? Gostaria de falar alguma coisa?

— Eu não sei bem o que está acontecendo aqui.. Se isso é certo..

— Ora, e por que nao seria certo? Voce e eu somos pessoas livres e desimpedidas. Ou há algum laço inconciente que te prenda?

— Nao. Nao há. - Lisa olhou para o lado

— Então nao há problema nenhum.  Apenas deixe isso rolar, Lisa. Voce pode se surpreender.

 - É, espero.

O telefone de Theodore começou a vibrar.

— Com licença.

Theodore limpou a boca com um guardanapo e se levantou olhando para a tela do celular:

"Pai de Lisa ligando."

Theodore olhou para ela e depois se afastou.

Dias depois, Matt saiu do hospital. Ele nao aguentava mais ficar em um quarto sem trabalhar, e principalmente sabendo que a qualquer hora um assassino poderia entrar e tentar mata-lo. Mas a defesa policial de Clarker se mostrou bem eficiente. O policial ficava dia e noite com ele, o que era reconfortante, mas nao totalmente. Matt queria estar na ação, investigando o assassino.

Demorou alguns dias até a parte que foi explodida do departamento ficasse pronta. Matt caminhou até a saída do hospital. Donavan sempre que podia ia ver Matt. Os dois tinham combinado de investigar Theodore, mas Donavan estava cheio de trabalho, o que dificultou um pouco. Matt estava esperando Donavan que iria com ele para o departamento. Donavan entrou no corredor e olhou para ele.

— Está pronto para ir?

— Mais do que nunca.

— Bora.

Donavan e Matt seguiram até o departamento onde a parte que houve a explosão estava sendo inaugurada. Clarker ao olhar para Matt sorriu. Os outros policiais aplaudiram Matt, que ficou sem jeito. Um carro estacionou e Lisa saiu do carro de Thedore. Matt olhou para ela.

— O que ela faz no carro do doutor Pitterson?

— Eles estão juntos agora. Nao sabia?

— É, nao sabia. Mas nao me importa. - Matt olhou para o lado

Lisa caminhou na direção dele. Matt se manteve firme olhando para ela.

— Matt, que bom que voce está de volta.

— Igualmente, Parker.

— O departamento nao é o mesmo sem voce.

— Eu sei disso. - Matt sorriu

— Que exagero. - Disse Donavan

Clarker se aproximou deles.

— Estamos todos felizes por ter voce de volta, agente Matt. Por sua causa a vida de varias pessoas no departamento foram poupadas. Devemos isso a voce. Ao herói Matt!

Os policiais aplaudiram.

— Eu nao fiz nada, chefe. Fiz o que tinha que fazer. Falando nisso, obrigado pelo reforço.

— Ótimo. Agora que está melhor.. Todos de volta ao trabalho!

Os policiais correram e entraram no departamento. Matt se virou e entrou no departamento junto com Donavan. Lisa caminhou atrás deles.

Na hora de almoço, Matt se afastou e foi até a recepcionista que o abraçou. Lisa olhou para Matt e depois abaixou a cabeça. Donavan se aproximou dela.

— Eu estou saindo para almoçar, Parker. Está afim de vir?

— Nao, Donavan. Obrigada.

— Voce que sabe. Sou uma ótima companhia.

Lisa revirou os olhos e Donavan se afastou. O celular de Lisa começou a vibrar. Lisa se levantou e atendeu o celular.

— Alo?

— Agente Parker?

— Isso mesmo. No que posso ajudar?

— Eu sou o gerente da loja de carros onde voce esteve outro dia.  Voce se lembra?

— Claro, eu me lembro. No que eu posso ajudar o senhor?

— É o seguinte, eu acho que posso ajudar a senhora.

— Como é? - Lisa piscou

— Lembra que voce e seus parceiros vieram aqui e pegaram registros de nossos clientes? Nós fizemos copias e recentemente um homem veio aqui trocar uma peça de uma van. Da mesma van que a senhora está procurando.

— Como é que é? Voce tem certeza? - Perguntou Lisa, exaltada

— Eu tenho. Voce tem papel e caneta? Vou te passar o endereço que ele deixou. 

— Eu sei onde é. Obrigada senhor.

Lisa desligou o telefone nao acreditando no que acabara de ouvir. Ela tinha o endereço do assassino. Era bom demais para ser verdade.  Ela se aproximou de Matt, que estava beijava a recepcionista.

— Matt.. - Lisa virou o rosto

— O que foi, Lisa?

— Temos uma pista do assassino. Temos que ir agora. 

— Eu nao acredito. - Disse Matt pegando o casaco 

Enquanto iam até o carro, Lisa contou para Matt como ela havia descoberto a pista. Eles entraram no carro e Lisa nao falou nada sobre o beijo de Matt, apesar que ela sentia aquilo doer por dentro. Mas ela sabia, nao era hora para isso. Ela tinha um assassino para prender.

Um tempo depois, enquanto Lisa dirigia, ela nao parava de pensar na boneca que ela tinha achado na casa do assassino, havia alguma coisa ali que ela sabia que estava deixando passar. Até que Lisa teve um clarão. Ela de repente virou o carro para uma outra pista.

— O que é isso? Nao é o nosso endereço.

— Eu preciso dar uma passada em um lugar primeiro.

Lisa olhou para frente, firme.

Ela parou em frente a casa de Mayra, a primeira vitima do serial Killer, e bateu na porta. A mãe de Mayra abriu a porta e ficou confusa.

— Agentes? Tem alguma informação sobre a morte de Mayra?

— Isso vai depender da senhora.

— Como é?  - Perguntou ela, mais confusa ainda

— Eu me lembro que havia uma boneca antiga no quarto de Mayra e na sua casa também.  Sua filha gostava de bonecas?

— É claro que ela gostava! Ela herdou esse gosto de mim.

— O que está havendo Parker? - Sussurrou Matt

— Obrigada.

Lisa saiu da casa e olhou para ele.

— Acho que eu descobri algo.. Bonecas. Mayra gostava de bonecas.. Acho que as outras vitimas também..

 -Acha que as bonecas é a ligação entre os assassinatos? - Perguntou Matt surpreso

— Acho.  Nao podia ser gatos, afinal Mayra era alérgica. Eu me lembro do seu relatório da autopsia.

— Nossa.. Isso foi incrível..

— Agora vamos pegar o nosso assassino.

Enquanto isso no departamento, uma perita se aproximou de Donavan que tinha acabado de voltar do almoço.

— Isso foi achado no local da explosão. Sabe onde está Clarker?

— Isso.. Eu já vi antes..

Donavan pegou a peça metálica da van e olhou para trás pensativo.

Um tempo depois, Lisa estacionou estrategicamente perto de uma casa simples e isolada no meio do mato. Ela nao ia deixar o assassino escapar dessa vez. Matt sacou sua arma prontamente e Lisa o seguiu. Os dois se dividiram e entraram na casa. Lisa pela frente e Matt pelos fundos. Quando Lisa entrou o local estava silencioso. Quando Lisa fazia a vistoria no local, foi surpreendida por um soco de um homem com um capuz verde. O homem ia dar outro soco, mas foi impedido por uma coronhada na cabeça por Matt.

— Finalmente, pegamos o canalha. - Disse Matt

— Eu nao acredito..

— Nem eu.. Eu estou louco para ver a cara dele.

Matt tirou o capuz e ficou completamente branco com os olhos arregalados. Seu irmão, Andrew, estava debaixo do capuz. Matt nao conseguia acreditar no que via. Lisa olhava para ele sem entender.





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