Dark Traces escrita por karollabele


Capítulo 11
Fuga




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Matt estacionou o carro perto da entrada da casa de Lisa. Ele estava se sentindo um pouco frustrado. Ele saiu do carro, olhou em volta e depois fechou o porta malas rapidamente. Ele se aproximou da varanda e depois bateu a porta na casa de Lisa.

Lisa atendeu a porta transtornada, sem parar de chorar. Ela se encostou na mesinha do telefone e colocou a mãos no rosto. Matt olhou para Lisa preocupado. Ele se aproximou dela e se agachou.

— Lisa? Me diz.. O que houve?

— Minha irmã.. Charlize.. - Disse Lisa com dificuldade

— O que tem sua irmã? Lisa! Aguente firme! Estou com voce aqui! Lisa!

Matt pegou o rosto de Lisa, e ela olhou para ele. Ela apontou para um bichinho de pelúcia marrom em cima do sofá. Matt se levantou e pegou o bichinho.

— Um bichinho de pelúcia? Eu nao entendo.

— Charlize tinha um bichinho de pelúcia como esse. Eu sei que era dela.. Eu sei..

— Voce sabe onde sua irmã está, Lisa?

— Não. Ela desapareceu há anos em uma floresta. Mas eu sei.. Era dela, era dela Matt!

— Calma Lisa! Voce está muito transtornada! Esse bichinho pode ser de qualquer pessoa.

— Deixaram na minha porta, Matt! Por que deixariam o ursinho da minha irmã na minha porta? Eu tenho que..

— Lisa.. Só estão querendo confundir sua cabeça! Estão brincando com voce. Nao deixe isso acontecer!

Matt segurou os braços de Lisa com força. Lisa olhou para os olhos castanhos de Matt com seus olhos verdes. Matt olhava para ela preocupado. Lisa colocou a cabeça no peito de Matt e começou a chorar. Matt a abraçou.

Enquanto isso, Camille corria o máximo que podia, com toda a dificuldade que tinha, que já que estava com um pé torcido na luta com o seu sequestrador. Camille olhava para trás algumas vezes, ela nao acreditava que estava realmente livre. Toda a dor que ela sentia ao andar nao se comparava a alegria de fugir do seu cativeiro. Ela estava livre.. Livre..

Donavan caminhava na rua, rodando um molho de chave com uma mão. O dia tinha sido frustrante como todos os outros. Por que Clarker queria faze-los perder tempo em procurar por uma prostituta? Uma prostituta! Aquilo era o fim. Eles deviam se concentrar no assassino e nao em possíveis desaparecimentos, Donavan sabia disso.

Enquanto Donavan caminhava, ela viu uma mulher machucada caída no chão. Ele foi na direção dela. Quando ele foi na direção dela, ele se surpreendeu ao ver a mulher na frente dele.

— Ora, ora. Nao é meu dia hoje? Eu estava procurando por voce.

— O que?

— Suponho que isso seja seu. - Disse Donavan mostrando a carteira de identidade para mulher

— Voces estavam me procurando..

— Voce tem muito a explicar, Camille. - Disse Donavan rudemente

Donavan pegou Camille pelo braço e a levou até um posto policial que ele estava de guarda. Camille se sentou no banco e Donavan se sentou perto do computador.

— Mais cuidado! Voce nao tem ideia pelo o que eu passei! 

— E voce mais respeito! Quer ser presa? Já nao basta o trabalho que meu deu hoje.

— Quem voce acha que é? 

— Um policial falando com uma prostituta.

— Voce se acha tão melhor que eu assim?

— Preciso mesmo dizer por que? Francamente, isso nao importa. Onde voce esteve? Em que muquifo, ou bordel de quinta voce estava enfiada?

— Eu fui sequestrada por um homem.

Camille olhou para ele seriamente. Donavan a olhou surpreso.

Enquanto isso, Matt olhava para Lisa. Os dois estavam em silencio. Matt suspirou e olhou para cima.

— Voce já não se perguntou.. Se tem alguém disposto a fazer voce sentir a dor da perda da sua irmã toda de novo? Alguém que queira brincar, mexer com os seus sentimentos? 

— Por que alguém faria isso, Matt?

— Talvez para atrapalhar a investigação.

— E por que iriam fazer isso comigo para atrapalhar a investigação?

— Voce é uma boa agente, Parker. Talvez a melhor que eu conheço.

Lisa olhou para Matt surpresa. Ele olhou para cima.

— Além do mais, eu entendo como voce se sente. Eu também perdi alguém que eu amava.

— Eu sinto muito, Matt.

— Não precisa. Eu só quero voce esteja bem.

— Eu vou ficar. Com voce aqui, eu vou.

Matt fez carinho no rosto dela. Lisa olhou para ele. Os rostos estavam próximos. Matt se aproximou do rosto dela até ser interrompido por um barulho de celular tocando. Ele se afastou de Lisa e atendeu.

— Alo? Donavan?! O que te faz pensar que pode me ligar a essa hora da noite.. Espera. O que?

— O que ele disse? - Perguntou Lisa

— Nós vamos tentar fazer o possível para chegar ai. 

Matt desligou o telefone. Lisa se aproximou dele.

— A mulher desaparecida foi achada. Donavan está com ela.

— Mas isso é uma boa noticia, Matt! - Lisa sorriu

— Vamos. Temos que checar que a pessoa está bem. Vamos comunicar o departamento de desaparecidos enquanto isso.

Lisa pegou o casaco e os dois saíram da casa de Lisa rapidamente.

Enquanto isso, Donavan parecia inquieto em sua mesa no posto policial. Ele as vezes olhava para Camille, que estava com um manto sobre os ombros, tomando uma bebida em uma caneca branca, e as vezes ele olhava para a tela de computador. Donavan a olhou por um momento e depois voltou a fazer seu trabalho. Camille olhou para ele.

— Por que me encara tanto, agente?

— É meu trabalho verificar se voce está segura, mesmo nao querendo.

— Voce sempre é tão educado assim? - Ironizou Camille

— Principalmente com prostitutas. Agora diga. Quem te sequestrou?

— Eu nao sei, eu nao conheço.

— Tantos clientes, nao é mesmo?

— Talvez. Não se sabe.

Donavan balançou a cabeça. Camille sorriu de lado.

— Quem garante que isso tudo nao seja uma alucinação sua? Um cara te sequestra injeta uma substancia em voce, e tem caras de bonecas pela casa? 

— Eu nao alucinei! Por que seria uma alucinação?! Nao ve que eu estou machucada?! - Exaltou Camille

— Voce pode ter se machucado em qualquer lugar. De qualquer forma, iremos solicitar alguns exames e verificar a substancia que foi injetada.

— Qual seu problema com as prostitutas? Eu conheço essa ferocidade no olhar.  Tem alguma historia por trás.

— Voce nao sabe de nada, tá legal?

— Vamos lá, só tem a gente aqui. O que foi? Uma delas nao fez o serviço direito?

Donavan se levantou da cadeira irritado. Ele apertou os punhos e olhou para ela.

— Minha mãe era uma prostituta.

Camille se surpreendeu e olhou para ele. Donavan olhou para o lado envergonhado.

— Sua mãe..

— Ela entrou nessa vida quando eu era muito pequeno. Ela mal tinha tempo para cuidar de mim, de ser uma boa mãe. Fora que muitas vezes ela levava os clientes para a nossa casa. Algumas vezes eu.. - Donavan se sentou ao lado dela

— Ei, voce nao precisa falar mais nada.  - Camille colocou a mão no rosto dele. Donavan olhou para ela

— Voce é a primeira pessoa que eu contei isso.

— Por que resolveu contar pra mim?

— Acho que são historias parecidas. Mas nao sei porque. Como voce entrou nessa vida?

— Eu nao queria, mas eu recebi uma proposta para ser modelo, na época parecia uma boa coisa, mas quando eu entrei e vi que nao era assim, eu fui forçada, e estava longe de casa, quando eu vi.. Era tudo o que tinha restado..

Donavan abaixou a cabeça, pensativo. Camille o observou.

— Voce parece ser um homem bom.

— Por que acha isso? - Donavan olhou para ela, se surpreendendo

— Porque eu já vi muita coisa nessa vida, agente Donavan. Mas ver voce foi uma coisa boa.

Donavan sorriu. Camille se aproximou do rosto dele e o beijou. Donavan retribuiu o beijo. Ela se afastou um pouco e Donavan olhou para ela. Não demorou muito até que Ethan tenha aparecido na porta do posto policial.

— Tudo bem por aqui?

— Preciso ligar para o departamento de desaparecidos. Preciso avisar que ela foi encontrada. Ethan cuide dela.

Donavan se afastou. Camille olhou para Ethan e sorriu.

— Vou lá fora fumar um cigarro.

— Espere, eu vou com voce. Só tenho que pegar algo que esqueci no posto.

Ethan se aproximou da mesa e pegou um objeto. Assim que ele colocou o objeto no bolso, ele ouviu um grito. Um homem encapuzado pegou Camille e jogou atrás de uma van. O homem rapidamente entrou no carro e deu partida. Ethan arregalou os olhos e entrou dentro de um carro para segui-lo.

Donavan saiu correndo quando viu Ethan dirigindo seu carro e perseguindo a van. Matt e Lisa tinham acabado de chegar e olharam para Donavan sem entender, e ele colocou as mãos na cabeça, desesperado.

 

 

 

 

 

 

 





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