O Garoto da Porta ao Lado escrita por G a b i


Capítulo 14
Brigando com o garoto da porta ao lado?


Notas iniciais do capítulo

Oi, gente :)
*respira fundo* Sinceramente, eu não sei como eu ainda estou viva depois de tudo o que o Taehyung fez comigo em Singularity. Vocês tiveram sorte que eu não morri e estou aqui postando esse capítulo agora que estou um pouco mais calma *risos*
Esse é o penúltimo capítulo da fanfic. Espero que gostem. Boa leitura!



"Você pode me encontrar agora?"  

"Eu... estou meio ocupado no momento." 

  

Já passava das 6 horas da tarde; Yoongi estava com fome e desejava com todas as suas forças que Kim Namjoon escolhesse logo o livro que queria para que os dois pudessem, finalmente, seguir para o restaurante no qual Seokjin trabalhava. 

Depois de um dia cheio de trabalho na gravadora, tudo que Yoongi queria era uma boa refeição, ao mesmo tempo que poderia se encontrar com Kim Taehyung. Só que já haviam se passado mais de 15 minutos e Namjoon ainda estava por sabe-se lá qual corredor daquela livraria que ficava na esquina do lugar onde trabalhavam. 

Yoongi estava quase dormindo com a cabeça apoiada em uma mesa qualquer que escolhera, quando resolveu pegar o celular do bolso interno do casaco que vestia para checar o horário. 

Ao pegar o aparelho e desbloquear a tela do mesmo, um sorriso logo se formou em seu rosto. 

Uma mensagem enviada há 30 minutos, que Yoongi não vira antes pois não ouviu a notificação chegar. 

TaeTae.  

Um celular novo e ainda sem senha — que Yoongi fora obrigado a comprar logo após o Natal, pois o que tinha caíra dentro da privada — foi tudo o que Kim Taehyung precisou para salvar seu próprio número no celular do loiro sem nem ao menos consultá-lo. No entanto, Yoongi nunca chegou a renomear o contato. Ele achava TaeTae um apelido tão fofo quanto o garoto. 

Depois de ficar sorrindo feito um idiota para a tela do celular por alguns segundos, Yoongi finalmente leu a mensagem. Taehyung dizia que estava na empresa para a qual produzia os jogos e talvez fosse se atrasar um pouco para ir ao restaurante. 

Tudo bem, foi o que Yoongi pensou. Namjoon estava demorando tanto, que era capaz de Taehyung até chegar antes deles ao restaurante. 

Guardou o celular de volta no bolso interno do casaco. Mais cinco minutos. Se Namjoon não aparecesse, Yoongi estava decidido a ir atrás dele por entre aqueles corredores e arrastá-lo para fora daquela livraria de uma vez por todas. 

*** 

Yoongi nunca pensou que encontraria Kim Taehyung na livraria, muito menos que ele estaria acompanhado de outra pessoa. 

O loiro congelou no lugar quando viu a cena que acontecia no final do corredor. Taehyung ria de algo enquanto segurava uma pilha de livros para Jung Hoseok. 

Min Yoongi não sabia que podia ser tão impulsivo, até cerrar os punhos e sair batendo os pés na direção daqueles dois. 

— Você mentiu pra mim. Por causa dele. De novo. — Yoongi tinha um tom de voz um pouco mais alto do que deveria. Um tom ríspido que chamara a atenção de algumas pessoas ao redor. 

Taehyung tinha os olhos arregalados, surpreso em ver Yoongi ali. 

Hoseok pegou a pilha de livros das mãos de Taehyung em silêncio, totalmente desconfortável com a situação. 

— Hyung... — Taehyung murmurou. 

— Você sabe que eu odeio mentiras, Taehyung. 

— Mas, hyung, eu não... 

Yoongi agarrou o mais novo pelo pulso e o puxou para longe de Hoseok. 

— Vamos lá pra fora. 

E assim o mais velho saiu arrastando Taehyung para fora da livraria, atraindo os olhares e julgamentos de vários tipos de pessoas. Algumas acharam fofa a cena de ciúmes de Yoongi, outras ficaram horrorizadas em presenciar o que entenderam ser uma briga entre um casal gay; alguns jovens até pegaram seus celulares e filmaram tudo em meio a risadinhas. 

Yoongi não se importou com nada. Ele só queria Kim Taehyung o mais longe possível de Jung Hoseok. 

— Hyung, me solta! — Taehyung protestou, desvencilhando seu braço do aperto de Yoongi. 

Eles já estavam do lado de fora da livraria, em frente a uma das vitrines. 

Algumas pessoas ainda assistiam à cena de longe. 

O mais velho suspirou. 

— Você disse que estava na empresa de jogos, mas eu encontrei você com o amigo do Jin hyung. Por que mentiu? 

— Eu não menti! — Taehyung elevou o tom de voz. 

— Pois parece que sim. — Yoongi replicou. 

— Você nem 'tá me dando a chance de explicar. Por que está exagerando desse jeito? O que eu fiz de tão errado, hyung? E não teria como eu trair alguém que nem é meu namorado de verdade! — Taehyung desabafou. 

Yoongi fechou os olhos com força. Era como se tivesse levado um soco no estômago, estava sem ar; e por algum motivo seu peito parecia arder assim como seus olhos. 

Ele suspirou. 

— Você tem razão. É melhor eu ir embora. Eu vou pra casa. 

Yoongi simplesmente deu as costas ao garoto e saiu praticamente correndo pela calçada. 

— Hyung! — Taehyung o chamou, exasperado. — Yoongi hyung! — Gritou mais uma vez, sendo ignorado pelo loiro. 

*** 

Quando Taehyung voltou para dentro da livraria, encontrou Hoseok e Namjoon conversando enquanto acabavam de pagar suas compras no caixa e pegar suas sacolas. 

Taehyung deu um sorriso triste em direção aos dois. 

— Eu fiz ele esperar por muito tempo. Ele provavelmente 'tava cansado, estressado e com fome. — Namjoon explicou. — Hoseok já me contou o que aconteceu. 

— Ele foi embora sem nem querer conversar direito... — Taehyung suspirou enquanto os três começavam a andar em direção a saída da loja. — E... eu também meio que gritei e disse coisas que não deveria. 

— A culpa é toda minha. — Hoseok lamentou. — Jin hyung já tinha me contado sobre ele ter ciúmes de você, eu não deveria ter te chamado para vir me ajudar com os livros. Desculpa. 

— Não foi sua culpa, hyung. Yoongi hyung e eu é que temos uma relação estranha. — Taehyung sorriu fraco. 

Namjoon suspirou. 

— Enfim, o que acha de ir ao restaurante, Hobi? É seu último dia na cidade antes da viagem, Jinie vai gostar de vê-lo. 

— Podemos ir. — Hoseok sorriu. — Tudo bem pra você, Tae? 

Taehyung assentiu, mesmo que não tivesse muito animado no momento. 

*** 

Taehyung comeu tão pouco que fez com que seus amigos até ficassem preocupados. 

O Kim estava totalmente distante, alheio às conversas e às piadas, e praticamente calado o tempo inteiro. Até que seu celular vibrou sobre a mesa do restaurante. "Sweet Hyung" estava escrito na tela. Em outra situação Taehyung teria sorrido, agora estava com medo. 

— Não ceda tão fácil. Ele precisa pedir desculpas a você primeiro. — Foi o que Seokjin disse quando viu Taehyung hesitar por alguns segundos em atender a ligação. 

O mais novo assentiu. 

— Alô? — Finalmente atendeu, sinalizando para os amigos que iria para o lado de fora do restaurante. 

— Taehyung? — A voz de Yoongi soou um pouco rouca do outro lado da linha. 

— Sim. — Respondeu baixinho, se escorando na parede que ficava atrás do restaurante. 

— Você pode me encontrar agora? — O loiro questionou. 

Não ceda tão fácil, Seokjin dissera. Yoongi nem ao menos pedira desculpas ainda. 

Taehyung afastou o celular um pouco para poder suspirar. 

— Eu... estou meio ocupado no momento.  

— Ah, tudo bem. — Yoongi mentiu. Não estava tudo bem. Ele pigarreou. — Então... quando você puder, me liga.  

— Uhum. — Taehyung murmurou. 

— Vou desligar, então. — Avisou. 

— Tchau, hyung. — Taehyung desligou. O arrependimento já o consumindo por inteiro. 

*** 

Yoongi sabia que tinha exagerado. E teve ainda mais certeza disso quando Taehyung negou se encontrar consigo. 

Taehyung tinha razão. Eles não eram namorados. Não era como se depois de alguns beijos trocados e uma noite juntos eles estivessem em um relacionamento. Quer dizer, Taehyung até sugerira isso em outra ocasião, mas Yoongi nunca chegou a dar uma resposta concreta ao garoto. 

E se Taehyung tivesse chegado à conclusão de que Yoongi não queria um relacionamento sério? E se Taehyung tivesse desistido? 

Yoongi não tinha direito de cobrar nada do mais novo. Não tinha o direito de ter uma crise de ciúmes, de ser grosseiro, de gritar e nem ao menos dar uma chance para o garoto explicar tudo. Yoongi sabia dos erros que cometera; estava arrependido e agora tudo o que mais queria era ter uma chance de pedir desculpas por tudo. Chance que Kim Taehyung não parecia estar disposto a dar tão facilmente. 

Yoongi suspirou, encarando a tela do celular; passava das 8 horas da noite. Perdera a fome, mas precisava de algumas latas de cerveja. 

Vestiu um casaco e saiu, batendo a porta do apartamento. 

*** 

— O que ele queria? — Namjoon perguntou assim que Taehyung voltou para dentro do restaurante e sentou-se à mesa com os amigos novamente. 

— Encontrar comigo. — Taehyung suspirou antes de beber um pouco d'água. 

Jin riu. 

— Garanto que está arrependido e não sabe como pedir desculpas. É a cara do Yoongi esse tipo de coisa. 

— Jinie... — Namjoon ponderou. 

— E o que você disse, Tae? — Hoseok questionou. 

— Que estava ocupado. — Murmurou. 

— Já vejo alguém arrependido... — Jin balançou a cabeça de um lado para o outro. — Se meu intervalo não estivesse quase acabando e eu não tivesse que voltar ao trabalho aqui, levava você pra casa e daria um belo puxão de orelha no Yoongi por deixar você assim!  

Namjoon foi obrigado a rir do namorado. 

— Taehyung, se você quer encontrar com ele, vá. 

— Eu vou com você. Quero explicar tudo para o Yoongi hyung. Não quero que ele me odeie pro resto da vida sem motivos. — Hoseok riu. 

O mais novo à mesa não conseguiu evitar um breve sorriso. 

— Eu acho que ele queria mesmo se desculpar... Acho que vou pra casa e depois ligo pra ele. 

— Ligar? É só bater na porta ao lado, Taehyung. — Jin riu. 

— Ele tem razão. — Namjoon concordou, rindo também. 

— Posso ir com você? — Hoseok perguntou. 

— Pode. 

*** 

Da esquina já era possível ouvir a sirene do caminhão de bombeiros, sentir o cheiro de queimado, ver o fogo, as chamas que saíam de uma das janelas. Um aglomerado de pessoas se formara em frente ao prédio no qual Taehyung e Yoongi moravam. 

O Kim saiu correndo pelo meio da rua, Hoseok o seguindo ainda segurando as sacolas com os livros que comprara. 

— O que aconteceu? — Taehyung perguntou assim que conseguiu avistar o síndico do prédio em meio a alguns moradores e outros curiosos. 

O garoto ofegava devido a corrida e encarava, de olhos arregalados, o momento em que a escada do caminhão de bombeiros era erguida. 

— Taehyung-ssi, graças aos deuses! — O homem suspirou, aliviado. — Outro curto-circuito. — Explicou. — Mas... — o síndico do prédio olhou em volta, o cenho franzido em preocupação. — Onde está o senhor Min? Ele não está com você? 

— Eu... — Taehyung observava os bombeiros segurando as mangueiras. Jatos fortes de água sendo lançados em direção ao terceiro andar. — Yoongi hyung não estava comigo... — O garoto sentiu um nó se formar em sua garganta. — Ele... tinha vindo pra casa... — Taehyung sentiu lágrimas se formando em seus olhos. 

— Não me diga que ele... Será que ainda está no prédio? — O síndico perguntou. 

Taehyung saiu correndo em direção a porta de entrada. 

— Taehyung! Taehyung, você não pode entrar aí! — Hoseok gritou ao fundo. Era difícil correr segurando duas sacolas de livros. 

*** 

— Você não pode entrar no prédio, garoto! — Um policial se intrometeu na frente de Taehyung. 

O garoto olhava desesperado para os bombeiros que tentavam conter as chamas. 

— Eu preciso entrar! Eu preciso procurar meu hyung! — Taehyung não percebeu que começara a chorar. Ele deveria ter aceitado se encontrar com Yoongi antes. 

— Deixa os bombeiros cuidarem disso. Uma equipe já adentrou o prédio para conferir se ainda há moradores lá dentro. — O policial explicou, tocando o ombro de Taehyung. 

O garoto se afastou, irritado e nervoso. Andou alguns passos para longe daquelas pessoas, passando as mãos pelos cabelos, preocupado.  

Taehyung sentou-se sobre o meio-fio; e então se deu conta de que estava chorando. 

*** 

— O que está acontecendo aqui? — Yoongi questionou enquanto encarava o fogo. 

— Outro curto-circuito. — O síndico respondeu, virando o rosto para o lado. — Senhor Min! Graças aos deuses! — Suspirou, aliviado. 

— Como?  

— Pensei que estivesse lá dentro. 

Yoongi franziu o cenho, confuso. Voltou a olhar em direção ao prédio. Um, dois, três. Ele contou os andares. 

— Por acaso, o fogo é no meu apartamento? — Perguntou, mesmo já sabendo a resposta. 

O síndico assentiu. 

— Taehyung, onde ele está? Você o viu? — Yoongi preocupou-se. 

— Ele está em algum lugar aqui fora. 

O loiro suspirou, aliviado. 

— Mais especificamente sentado no meio-fio e chorando. — Hoseok apareceu ao lado do mais velho. 

— O que disse? Ou melhor, o que está fazendo aqui? — Yoongi tinha o tom de voz ríspido. 

— Taehyung não mentiu pra você. Ele estava saindo da empresa dele quando nos encontramos por acaso na rua. A livraria e a empresa de games ficam perto uma da outra. — Hoseok explicou. 

— E...? — Yoongi fez sinal para que ele continuasse; impaciente. 

— Eu vou viajar para Hong Kong amanhã. Ficarei fora por 3 meses por causa do trabalho. Estava indo comprar alguns livros para levar na viagem e pedi ajuda ao Taehyung. E você deve saber, melhor do que ninguém, que ele parece não saber como dizer não quando se trata de ajudar os outros. 

Yoongi assentiu, o cenho franzido. 

— E do que vocês estavam rindo quando eu cheguei? 

Hoseok riu. Yoongi era muito ciumento. 

— Do dia em que eu fiquei bêbado e ele teve que me ajudar a pegar um táxi a pedido do Jin hyung... — Hoseok voltou a rir. — Eu estava pedindo desculpas a ele por isso. 

— Eu... — Yoongi não sabia o que dizer. Ele encarou o prédio a sua frente. A escada do caminhão de bombeiros sendo retirada. O fogo parcialmente controlado. 

— Eu não vejo o Taehyung de uma forma romântica, você não deveria se preocupar. — Hoseok riu. — Além do mais, tenho certeza que ele te ama. 

— O quê? — Yoongi arregalou os olhos com aquela afirmação. 

— Eu já disse, ele estava até há poucos minutos sentado no meio-fio próximo ao caminhão de bombeiros chorando porque acha que você está dentro do prédio. 

— Por que você não me disse isso antes? — Yoongi elevou o tom de voz. 

— Eu tentei... — Hoseok riu. — Vá cuidar dele. Eu estou indo embora. E... me desculpe qualquer coisa. 

Yoongi suspirou. 

— Hoseok. — Chamou, fazendo o mais novo virar-se para ele novamente. — Me desculpe. Por tudo. — Foi sincero. — E... obrigado. 

Hoseok assentiu com um pequeno sorriso e acenou, se despedindo. 

Yoongi saiu correndo à procura de Taehyung. 

*** 

— Sinto muito, garoto. Mas não havia mais ninguém no prédio. — O chefe dos bombeiros informou a Taehyung. 

Ele levantou do meio-fio, as lágrimas ainda escorrendo pelo seu rosto. 

— Então aonde ele está? — Taehyung quase gritou. 

Yoongi riu baixo mais ao fundo, observando a cena. 

— Estou bem aqui. 

Taehyung virou-se bruscamente para trás. 

— Yoongi hyung! — Ele correu em direção ao loiro, o abraçando apertado. 

O chefe dos bombeiros riu e se afastou, indo em direção ao síndico e ao dono do prédio que acabara de chegar. 

— Está tudo bem, eu estou aqui. — Yoongi murmurou, acariciando as costas de Taehyung que ainda o abraçava. 

— Hyung... — O mais novo murmurou de volta, o abraçando ainda mais apertado. — Eu pensei que... 

— Shhh... — Yoongi o interrompeu, desfazendo o abraço para poder encarar o rosto do mais novo. 

Taehyung enxugou as lágrimas rapidamente. Seus olhos e nariz levemente avermelhados. 

Yoongi deu um sorriso culpado. 

— Você chorou... por minha causa?  

Taehyung negou com a cabeça.  

— Eu não chorei. — Mentiu. 

Yoongi riu; Taehyung ficava ainda mais fofo quando estava envergonhado. 

— Tae... 

— Hm? 

Yoongi suspirou e chegou mais perto do garoto. 

— Desculpa. Desculpa por tudo. Hoseok já me explicou o que aconteceu. Eu... fui um idiota. De verdade, me desculpa. 

Taehyung sorriu. 

— Tudo bem, hyung. 

— E sobre aquilo de relacionamento amoroso que você falou naquele dia... Eu quero, se você ainda quiser. — Yoongi encarou os próprios pés. Não sabia de onde tirara coragem para tudo o que estava dizendo. 

Taehyung diminuiu o espaço entre os dois, puxando Yoongi para outro abraço. 

— Você quer mesmo namorar comigo, hyung? — Perguntou baixinho ao pé do ouvido do mais velho. 

— Quero. Por quê? Você não me quer mais? — Yoongi riu contra o peito do mais novo. 

Taehyung segurou Yoongi pelos braços e o afastou um pouco para poder encarar seu rosto. 

— Então a partir desse momento nós estamos namorando, hyung. — Taehyung sorriu e o beijou na bochecha. 

Alguém pigarreou atrás deles. Era o síndico do prédio. 

— Eu ainda não consegui me acostumar com vocês dois. — O homem riu, um tanto desconfortável. 

— E eu não vou me acostumar com esses incêndios. — Yoongi replicou. — Qual será o próximo? O 303? O quarto andar? O prédio inteiro? 

— Eu estou me mudando amanhã mesmo! — O vizinho americano gritou mais atrás. 

Taehyung puxou a manga do casaco de Yoongi levemente para atrair a atenção do loiro. 

— Ele não só entende coreano, como fala coreano. — Sussurrou. 

Yoongi arregalou os olhos, também estava surpreso. 

O síndico suspirou. 

— Vocês todos serão devidamente indenizados em breve. O 301 não foi danificado, senhor Min. Então você... 

— Deve morar comigo no 301 até tudo se ajeitar. — Taehyung completou. 

— Isso mesmo, Taehyung-ssi! Como você adivinhou? 

Yoongi revirou os olhos, mas não conseguiu evitar rir. 

— Era meio óbvio para todos, eu acho. 



Notas finais do capítulo

Só pra avisar, eu pretendo postar o último capítulo no final dessa semana. E tipo, tem muita coisa pra acontecer ainda! O último capítulo tem mais de 4.000 palavras e também já está pronto faz tempo. E eu confesso que estou ansiosa pra saber as opiniões de vocês sobre o desfecho da fanfic haha

Então, se você leu até aqui, desde já muito obrigada pelo seu interesse e pela sua paciência. E, por favor, se notarem algum erro de digitação ou qualquer outro erro, eu gostaria muito que avisassem para que eu possa consertar.
E que tal deixar um comentário dizendo o que achou desse capítulo? Eu ficaria ainda mais agradecida!
Até logo õ/

Xoxo,
G a b i.
(06/05/2018)



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