Os Guardiões do Tempo: Agentes da Ordem - Parte II escrita por R G Assis


Capítulo 24
Capítulo 22 – Pelo futuro




Quantos ainda se perderiam pelo poder?

Quantas crianças ainda sofreriam com abuso, violência, desumanidade para se tornarem adultos vazios, despedaçados, com almas corroídas pelo caos?

Infelizmente, muitos ainda, Merlin sabia disso, sempre tentara ensinar da melhor forma que podia a seus pupilos, mas não poderia fazer escolhas por eles, todos teriam de fazer suas próprias escolhas para o bem ou para o mal.

A tristeza maior para qualquer mestre, era ver aquele que ensinou se perder para o caos, ter sua alma corrompida e consumida, saber que uma vida fora perdida e não pudera fazer nada a respeito.

Olhou ao redor de sua sala de feitiços, de todos os lugares do mundo não existira para ele um mais acolhedor e repleto de lembranças.

Diversos objetos estranhos encontravam-se sobre a mesa, engenhocas criadas através dos tempos, diversas delas, de tamanhos, cores e formatos diferentes.

Continuou olhando para aquilo, recostou na cadeira pensativo, há sempre um preço por saber o futuro e geralmente não é você quem paga.

O peso doloroso caia sobre seus ombros, quase causando uma dor física, não que fosse jovem e não sentisse dores, mas ultimamente estava pesando ainda mais.

Olhava fixamente para o livro.

Uma capa surrada de couro marrom, com desenhos entalhados, arabescos que cobriam toda sua extremidade em volta de uma fechadura. Encontrava-se aberto, em uma página em branco, que logo estaria preenchida com uma nova história.

O livro do Tempo.

Devo dizer, é um nome realmente adequado.

O primeiro feitiço dera certo.

Cerrou os dentes, quanta dor ainda iria ter que causar?

Quanto sofrimento ainda estaria por vir?

Quantas almas ainda teriam de queimar?

Não.

Não poderia se permitir pensar dessa forma, se não nunca faria o que deveria fazer, estava escrito, sabia disso, já viajara muito, tinha visto maravilhas que nenhum ser humano sequer pode imaginar (pelo menos, não nessa Era).

Continuou parado olhando-o, atrasando o inevitável, buscando coragem.

Tirou todos os pensamentos que o assolavam, pegou o livro, fechou-o com uma chave, aproximou sua boca da lateral e sussurrou um feitiço:

“Através dos tempos irás buscar e o teu verdadeiro herdeiro encontrarás.

Pelo momento certo esperarás, e o escolhido protegerás.

Este com um poder de uma alma pura e corajosa.

Dará ao mal o seu derradeiro fim encontrando a paz desejada.”

No instante em que termina, a magia lacra o livro (por enquanto) e uma luz roxa é emitida de dentro dele, sua imagem fica translúcida em sua mão, treme como uma miragem até desaparecer.

O que está feito, está feito.

Não pode ser mudado.

Agora tudo está em suas mãos...Benjamin Pendragon.





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