Personas in my Ice Heart escrita por Haruyuki


Capítulo 13
Mask 13 - The Greed


Notas iniciais do capítulo

Finalizando Palácio de Josef Karpisek. Decidi mudar certas coisas do final dele para fazer mais sentido, já que apenas Yuuri é um Phantom Thief.
No jogo e no anime, muito pouco foi explicado a relação entre Madarame e ‘Sayuri'. Minha teoria era de que ela era filha dele, assim fazendo Yusuke ser neto dele. Para mim, faz todo sentido, pois justificaria porque o pintor, mesmo sendo tão ganancioso, estava tomando conta dele e porque Sayuri era o tesouro dele.
Primeiro andar é o museu em si.
Segundo andar é o labirinto dos quadros, onde iremos saber mais sobre o quadro Masumi.
Terceiro andar é a sala do tesouro.



Não levou nem 15 minutos e já estou arrependido de continuar o Palácio de Karpisek com Christophe. O homem não para de me dar cantadas pervertidas, inclusive quando estou enfrentando Shadows, que eu tento de tudo para ignorar. Mas tudo tem seu limite, inclusive minha paciência.

“Será que dá, pelo amor de deus, para você calar a boca? Nada do que você falar vai me fazer ficar interessado em você.” Digo, depois de entramos em uma Safe Room. “Não sei se você está percebendo, mas eu preciso estar concentrado, se quisermos sobreviver por aqui.”

“Oh.” Christophe diz, me olhando com surpresa. “Me desculpe. Eu estava apenas querendo me distrair, sabe? Uma hora atrás eu era alguém que vivia preso a arte, só para ver ela sendo exibida em outro nome, por alguém que eu tentava respeitar desde pequeno. Agora eu sou alguém perdido, sem nada para me dar um motivo para sobreviver.”

“Do que você está falando?” Pergunto, franzindo a testa para ele. “Você não tem um motivo? E o nosso trato? Se não for o suficiente, seja meu amigo.”

Ele olha de olhos arregalados, e de repente o vejo cair na gargalhada. Cruzo os braços, esperando ele se acalmar, algo que graças a deus não leva muito tempo.

“Muito obrigado pela oferta, mas não acho que sua amizade possa me ajudar a ter um teto, comida, e meus sonhos do nada.” Christophe responde, e eu finalmente estou vendo o que ele realmente está sentindo agora.

“Podemos conversar sobre isso mais tarde, em LeBlanc. Mas antes disso, eu gostaria de chegar no fim deste Palácio o quanto antes.” Digo, comendo um onigiri com sopa para me recuperar, servindo para ele também.

“Que gostoso.” Ele diz, surpreso.

“Obrigado.” Digo, dando risada ao ver a cara de surpresa dele. “Agora, vamos indo.”

Desta vez, sem comentários pervertidos, avançamos bastante. Christophe, parando para estudar a estátua dourada de seu mestre, percebeu um estranho código no pé dele.

“O que você acha?” Christophe pergunta para mim, e eu abro um sorriso ao reler pela segunda vez o código.

“É uma nova senha para o sistema de segurança do Palácio. E eu já sei qual é essa senha.” Digo, dando uma piscadela para ele e o fazendo dar risada.

De fato, depois de enfrentar um inimigo difícil, encontramos uma nova sala de segurança e, ao usar a nova senha, eu desativo tudo. Mas acabo percebendo, em um grande salão com uma das paredes cheia de quadros, que não há mais para onde seguir. Solto um longo suspiro.

“Anteros?” Pergunto, observando Christophe admirar os quadros exibidos na parede.

“Me desculpe, Yuuri. Mas não consigo encontrar uma saída. Encontrei um sistema de tubulação que você poderia usar lá no alto, mas não sei como chegar até lá.” Escuto e eu franzo 7a testa, erguendo o rosto e notando o tal sistema que ele havia falado.

“O quê…??!!” Escuto e vejo Christophe dar dois passos para trás, olhando para os quadros com surpresa.

“O que foi?” Pergunto, me aproximando dele rapidamente.

Ele me olha com um sorriso no rosto.

“Acho que encontrei um modo de continuarmos.” Ele diz, voltando a se aproximar do quadro que se passa no deserto com a mão estendida.

O observo atentamente, até perceber que a mão dele atravessa o quadro. De repente, uma idéia maluca se passa na minha cabeça. E se…

“Espere aqui. E preste a atenção por onde vou.” Digo, já avançando para dentro do quadro.

Você quer ser um pintor? Acha mesmo que conseguirá sobreviver com um sonho tão patético?

Me assusto e olho em volta, procurando pelo dono daquela voz. Examino o quadro, até perceber ser direcionado para o próximo.

Você acha mesmo que esse sonho seu vai encher teu bolso de dinheiro? Criança patética, está na hora de aprender uma lição.

Eu finalmente começo a entender o que está acontecendo. Aquelas vozes, criticando uma criança pelo sonho dela. Está bastante óbvio para mim que aquela criança era Karpisek.

Escute bem, meus alunos. Hoje em dia, não importa se você tem talento. Enquanto ninguém chegar, apontar para você e disser seu nome, você é um merda na vida.

Por que eu estou vendendo quadros forjados? Meu caro pupilo. A coisa mais importante nesse mundo é o dinheiro e a fama. Sem eles, você é igual a um morto. Inútil… e sozinho.

Eu estou grávida e o filho é seu. Exijo que me pague uma pensão e todos os custos que tenho de arcar. O que foi? Eu sei que você tem bastante dinheiro, vendendo quadros falsificados.

Por que você está fazendo isso?! Ágape não é sua e sim de Chris! Devolva para ele! Não é justo que você esteja se aproveitando do talento dele para se promover. Não me diga… Outros quadros também? É por isso que seus pupilos o abandonaram? Você rouba as obras de arte deles e os deixa mendigando nas ruas? Eu vou para a Polícia… o que pensa que está fazendo? Por que está segurando isso? Não! Não se aproxime! PARE!! Pare...

25 mil dólares. É o que estou oferecendo para que seja minha testemunha. Conte para todos que aquele garoto me agrediu. Ele vai me pagar pela humilhação que me fez passar.

Eu congelo, de testa franzida.

Garoto? Mas o quê…

Após muitas tentativas, finalmente consigo chegar na beirada que dá para o sistema de tubulação. Eu observo e ajudo Christophe, que finalmente me alcança. Me agacho e sigo agachado, parando ao escutar um assobio atrás de mim.

“Mais uma vez e eu te chuto na cara.” Digo, o olhando com raiva.

“Desculpa.” Ele diz, mas eu não acredito, pelo fato de que ele está sorrindo.

O segundo andar do Palácio de Josef é um labirinto. Eu observo pelo caminho diversos quadros ‘Masumi’, mas logo de cara, vejo que pelo menos os primeiros são diferentes um do outro.

“Um deles é falso.” Comento, olhando para Christophe.

“Correto.” Ele diz, se aproximando e tocando em um dos quadros, que para mim é o mais parecido com o que vi naquele quarto.

Me surpreendo ao ver o quadro brilhar e flutuar até um dos portais, onde o brilho vermelho vira verde.

“Posso saber quem é Masumi?” Pergunto, olhando atentamente para o quadro. “Por que motivos Karpisek possui tanta obsessão com esse quadro?”

“Masumi é o filho indesejado de meu mestre e meu melhor amigo.” Chris responde, me olhando seriamente. “Eu planejava pedir ele em namoro em uma competição de patinação de gelo, mas eu fiquei doente e não pude ir. Naquela noite, recebi uma foto no meu celular, que me inspirou a pintar Ágape.  Ele adorou a pintura, mas quando Josef decidiu adicionar ela ao seu portfólio, ambos brigaram e feio. Foi a última vez que o vi.”

“Entendo.” Digo, mordendo o lábio.

Me pergunto se deveria revelar o que escutei nos quadros, enquanto o observo analisar os quadros.

“Melhor não arriscar. Talvez com o empurrão certo, Karpisek revele após ter seu coração mudado.” Phichit diz e eu respiro fundo, resolvendo aceitar isso.

“Você sabe quem era o patinador de Ágape?” Pergunto, ao atravessar para uma nova parte com muito mais quadros que antes.

“Não. Eu tentei descobrir quem era, mas ele literalmente desapareceu.” Ele responde, e eu abro um sorriso.

“É. Eu sumi mesmo.” Digo, passando por ele e observando também os quadros.

“Você?” Ele pergunta e eu, erguendo a mão, toco em um dos quadros.

Tal quadro brilha e flutua, revelando a porta correta com um brilho dourado. Continuamos a seguir em frente, até finalmente encontrarmos o tesouro. Mas percebo que ele está cercado pelo sistema de segurança do museu. Logo na frente, o Shadow de Josef grita ordens para os seguranças. Em um balcão na parte superior, percebo do lado oposto um conjunto de janelas iguais as das salas de segurança. Retornamos para o térreo, e passamos para o lado oposto, encontrando não só a sala em questão, mas uma janela que dá para logo em cima do tesouro.

“Eros, se aproxime de um dos computadores e digite On My Love: Eros.” Escuto Phichit e franzo a testa.

“Como é que é?” Pergunto, me aproximando do único computador daqui que está ligado.

“Confie em mim. Já é embaraçante demais ter que dizer em voz alta. Mona está morrendo de rir aqui ao meu lado.” Escuto, e dou risada, digitando no computador.

On My Love: Eros.

Loading data…

Installing Alibaba System Manipulation Virus...

“Um vírus?” Christophe pergunta, ao meu lado. “Genial.”

“Concordo.” Digo, de olho na tela. “Anteros?”

“Eu criei este vírus usando o código do meu navegador e estou usando Necronomicon para transferir os dados daqui para o computador na sua frente.” Ele diz, me surpreendo. “Como você conseguiu por si próprio as senhas anteriormente, não vi a necessidade de falar alguma coisa. Mas agora a situação é diferente. Meu vírus, como o próprio nome está dizendo, me permite manipular o sistema usando Necronomicon. Com isso, posso desativar as luzes, manipular o guindaste para descer até o tesouro, e outras coisinhas mais.”

“Isso… É incrível!” Exclamo, surpreso.

Alibaba System Manipulation Virus is now installed. Want to execute now? (Y/N)

Y

Alibaba System Manipulation Virus is now running.

Arcana Bond Update: The Hermit ~ Nível 04

“Muito bem, estou dentro.” Escuto e abro um sorriso.

“Meu parceiro Anteros está acessando o sistema do Palácio. Ele vai me ajudar a pegar o tesouro após eu mandar o Calling Card para Karpisek.”

“Calling Card?” Christophe pergunta, bastante curioso.

“Você viu a névoa prateada atrás de josef? Aquilo é a forma primordial do tesouro dele. Com um Calling Card, nós iremos o desafiar, assim fazendo com que o tesouro tome sua verdadeira forma.” Explico, saindo da sala de segurança. “Agora que a rota para o tesouro está aberta, nós podemos voltar para o mundo real.

“Como?” Ele pergunta, entrando comigo na Safe Room.

Eu fecho a porta e retiro meu celular, abrindo o navegador.

“Encerrando navegação.”

~x~

Em LeBlanc, Yuuko comenta para Yuuri que Takeshi Nishigori teve alta do hospital, enquanto Chihoko ainda estava em coma. Olhando para ela, respiro bem fundo e decido perguntar algo que está me incomodado desde que obtive Carmen. Decido falar com ela em japonês, assim podendo garantir a privacidade da conversa.

“Yuuko-san.” Digo, a fazendo me olhar com surpresa. “Posso te perguntar uma coisa? É muito importante.”

“É claro.” Ela responde, me olhando seriamente.

“Na verdade, tem dias que eu me sinto estranho. Tipo… eu tenho vontade de usar maquiagem, por exemplo. Você notou que eu mudei de uma hora para outra, certo?” Ela afirma com a cabeça e eu continuo a me explicar. “Eu senti que mudei sim. Nesses dias, eu me sinto… como uma garota.”

“Isso acontece todos os dias?” Ela pergunta e eu nego com a cabeça.

“Alguns dias, eu me contento em usar apenas perfume ou creme. Mas teve um dia em específico que me fez desejar mais. Eu me vesti usando roupas que normalmente jamais usaria, passei um bom tempo no banheiro, tomando banho e colocando produtos na pele, chegando ao ponto até de ficar me analisando no espelho, à procura de imperfeições e usei até um colar.”

“Oooh. Isso me parece comportamento de uma garota que está para ir a um encontro. Ou um homem que possua traços femininos em si.” Ela responde e eu sinto meu rosto ficar vermelho. “Antes de entrar em detalhes, o que você pensa sobre gêneros sexuais não-binários?”

“Eu não me incomodo, se é isso que você quer saber.” Respondo, a fazendo rir.

“É bom saber.” Ela responde, tomando um pouco de café. “No seu caso, talvez a resposta seja essa. Gênero Fluído, ou em inglês, Gender Fluid. Eu posso te mandar um link para você entender melhor sobre isso, se quiser.”

“Onegaishimasu.” Peço, sorrindo ao vê-la afirmar com a cabeça.

Arcana Link Update: The Lovers ~ Nivel 03

“Isso é esteticamente terrível!” Christophe exclama ao ver uma cópia do Calling Card do professor Leonardo Monteiro.

Eu e ele estamos no quarto de Phichit, discutindo sobre como trabalhar em cima do Calling Card de Karpisek. É óbvio que Christophe ia criticar meu design. Eu mesmo estou fazendo isso mentalmente.

“Por isso mesmo que eu gostaria de pedir a sua ajuda.” Digo, soltando um suspiro. “Você o conhece melhor do que nós, então nada mais justo que pedir sua ajuda nisso.”

“Hmm. Eu gostei do vermelho e da ideia de usar a tipografia inclinada.” Ele analisa os dois lado do cartão. “Vamos trocar nossos números de telefone? Assim poderei avisar que está tudo pronto.”

“É claro.” Afirmo, erguendo meu aparelho.

~x~

Na noite seguinte, recebo a seguinte mensagem.

Chris

Está pronto.

E… fui expulso da cabana. Algo que eu já esperava que acontecesse.

Eu

Venha para LeBlanc. Estarei te esperando.

...

Naquela noite, um grupo de pessoas entra na porta dos fundos da galeria e começa a espalhar diversos cartões pelas paredes, placas de identificação dos quadros e vitrines. Na manhã seguinte, a vida de Josef Karpisek será um verdadeiro inferno.

~x~

De fato, eu e Christophe observamos Josef ser cercado pela imprensa, exigindo um comentário dele com relação aos cartões que surgiram misteriosamente na galeria. Além disso, outras pessoas também estão desejando ouvir uma explicação dele sobre isso. E então, Karpisek perde a cabeça.

“Malditos! Pensam que podem se meter comigo?! Pois é o que veremos.”

Satisfeito, pego meu celular. Olho para Christophe, que me dá uma piscadela e sorri.

“Iniciando navegação para Yuuri Kunogi e Christophe Giacometti.”

Roubar o tesouro foi fácil. Fácil demais, na minha opinião. Exceto que quando chegamos nos jardins, eu finalmente pude verificar o quadro em minhas mãos. Me surpreendo ao ver um quadro branco com um grande ‘X' vermelho.

“HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!” Escuto a voz de Karpisek e olho em volta, procurando por ele.

Logo o vejo se aproximar de nós. Atrás dele, um segurança se aproxima, carregando um outro quadro.

“Achou mesmo que eu ia deixar que roubassem meu tesouro?” Ele ri novamente, e eu franzo a testa ao ver que o segurança revela a pintura em suas mãos.

Masumi.

Mas… não como o conhecemos. O quadro mostra não um mas dois garotos, rindo e abraçados um ao outro, findo animadamente. Ao meu lado, Christophe se assusta.

“Sou eu…” Escuto, e o olho com surpresa.

“Exatamente, meu pupilo estúpido. Este é o verdadeiro Masumi, pintado por sua mãe antes de ela morrer, e que ela nomeou como ‘Alegria'. Uma pena que parte do quadro foi danificada quando o assassino que contratei a matou.” Karpisek diz, acenando para o guarda se afastar deles. “Agora, vocês que ousaram invadir minha propriedade, terão o fim que merecem.”

Finalmente pude ver a verdadeira forma dele. Dois olhos, nariz e uma boca emoldurados e flutuando à nossa frente. A luta é tensa, pois uma das partes é capaz de curar e ressuscitar as outras. Decido focar nela primeiro. E então, sou atingido por uma estranha tinta vermelha, que me deixa muito fraco. Necronomicon me cura, e vejo Christophe usar um balde de tinta para atingir ele, o fazendo também ficar gráfico. Eu avanço, lançando diversos ataques e o derrotando.

“Im… impossível!” Ele exclama, assustado.

“Admita para todos os seus erros, Karpisek.” Digo, me aproximando dele. “Admita tudo o que você fez para o mundo. Admita que os Phantom Thieves estavam corretos e mostre ao mundo o quão podre você é.”

“Heh. Quem diria que seria logo você quem me exigiria isso.” Ele diz, me fazendo franzir a testa. “Yuuri Kunogi.”

“Como sabe o meu nome?” Pergunto, retirando a máscara de meu rosto.

“Ha! Mas é claro que você não me reconheceria. Já faz quanto tempo? 3, 4 meses? Desde seu julgamento?” Eu arregalo os olhos com o que escuto. “Eu quero é te agradecer, moleque idiota. Graças à você, recebi uma grana boa ‘dele'.”

“Você…” Digo, mas sinto minha garganta fechar.

“Pois é! Eu e aquele ex-professor de sua escola fomos testemunhas contra você.”

“Yuuri?”

“Rápido! Recolha o tesouro e saia imediatamente!” A voz de Phichit me faz olhar para o quadro nas mãos de Josef.

“O quadro nos pertence agora.” Digo, nao gostando do quão rouca minha voz saiu. “Não se esqueça de revelar para todo mundo sobre seus podres e pedir desculpas para todos que você enganou e se aproveitou.”

Pego o quadro dele e o entrego para Chris, invocando Johanna. Monto nela e o olho para Christophe.

“Vamos. Não temos tempo a perder.” Digo, percebendo o Palácio começar a se desfazer.

Ele se senta e eu ergo meu celular, tocando no navegador e dando partida nela, avançando cada vez mais rápido pelo Palácio.

“Encerrando completamente a navegação de Josef Karpisek, Cabana e Museu para Yuuri Kunogi e Christophe Giacometti.”

~x~

“Senhoras e senhores, estamos aqui para dar início ao julgamento de número 49.762, cujo réu Yuuri Kunogi é acusado de agredir fisicamente __________. Representando a promotoria, temos o advogado _____________.”

“Muito obrigado. Eu começo este caso chamando minhas primeiras testemunhas. Senhor e Senhora Kunogi, pais do acusado.”

“Ele costuma sim ser violento conosco…”

Mentira

“Não ia para a escola, bebia e usava drogas…”

Mentira

“Chegou a me bater quando recusei a lhe dar um videogame…”

É Mentira.

...

“Agora, chamo como testemunha senhor Leo Monteiro.”

“Foi ele sim, eu o vi agredindo _____________ quando estava saindo da academia.”

Pare de mentir!

“Agora chamo senhor Yosev Karpisekovich.”

“Ohhh, foi ele! Eu estava observando tudo da janela de meu apartamento…”

Por que estão mentindo?

Eu não fiz nada com ele!

Por que estou passando por isso?

Tudo o que queria era ajudar a pobre moça.

Por quê?

~x~

Acordo de repente, com o corpo encharcado de suor e ofegante. Percebo que também estou chorando e, abraçando meus joelhos, passo o resto da noite assim, refletindo sobre as palavras do professor, do artista e as pequenas memórias de meu julgamento.



Notas finais do capítulo

Status
Compendium active
Personas: 06 - active
Arcana Bonds: 08
Hearts Changed: 04



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