The Last Days escrita por Fabiih Pink


Capítulo 4
5 dias... Perdendo o controle!


Notas iniciais do capítulo

Olá meus amores, mais um dia marcado trazendo o capítulo esperado!
Espero que estejam gostando, e que estejam ansiosos para ver o que vai acontecer a seguir...



 

Já haviam se passado das cinco e meia da manhã e os Potter ainda discutiam uma boa maneira de fazer aquele plano funcionar juntamente com Sirius, que fez questão de estar ao lado deles. Não haviam pregado os olhos nem um minuto e a única pessoa que havia conseguido descansar fora Harry, que ainda dormia tranquilamente, como um bom bebê que era, em seu carrinho ao lado de Lily.

Decidiram então que seria melhor consultar Dumbledore, para saber se seria algo seguro e sensato de se fazer, então James mandou um patrono com uma mensagem a ele, e resolveram esperar, enquanto isso Lily decidiu que estava na hora de comerem alguma coisa depois de terem passado a noite em claro apenas com café.

— Vou preparar algo para comermos, poderiam ficar de olho no Harry para mim? — pediu.

— Pode deixar Lily, pode ir que eu cuido do meu afilhado. — sorriu complacente.

— Obrigada. — disse indo até a cozinha, mas ainda pode ouvir Sirius dizendo:

— E você Pontas, vai tomar um banho porque está realmente necessitado.

— Eu só vou porque eu realmente estou precisando, porque senão eu lhe daria um soco nessa sua fuça, Almofadinhas. — disse entrando na brincadeira.

Lily riu sozinha na cozinha, mas fora um riso fraco, totalmente sem forças e vontade. Ela estava exausta fisicamente, sentia-se extremamente cansada por ter ficado a noite toda acordada lendo e procurando sobre algum feitiço que poderia lhes ajudar, e em seguida discutir o que seria melhor fazer. No entanto, essa exaustão física nem se comparava a psicológica, ela sentia-se inútil por não poder fazer quase nada por sua família, apavorada pelo que poderia acontecer a eles, mas principalmente pelo que poderia acontecer com seu filho. Ela sentia que havia falhado como mãe e esposa por ter permitido que aquilo estivesse acontecendo.

Quando ela era criança, tudo o que ela queria era ter uma família. Um marido que a amasse e um filho que pudesse cuidar e proteger de tudo, esse era o único sonho que ela tinha e quando finalmente conseguiu se encontrou tão realizada e feliz, nada poderia tirar aquela felicidade dela, porque não importasse o que acontecesse ela sempre teria sua família. Mas agora estavam ameaçando arrancar-lhes dela da forma mais brutal que jamais imaginaria, e aquilo... Bem, aquilo estava acabando com ela.

Antes que pudesse perceber ela já estava chorando compulsiva e incontrolavelmente, ela não conseguia mais aguentar tudo aquilo quieta como se estivesse tudo sobre controle, porque não estava nada sobre controle. Estava tudo desmoronando sobre ela. Ela largou tudo e ajoelhou-se no chão chorando descontroladamente, até que Sirius chegou correndo para ver o que estava acontecendo e encontrou-a daquele jeito.

— Lily! — chamou-a abaixando do seu lado e abraçando-a — Calma, calma...

— Não tem como ficar calma, Sirius! — conseguiu dizer entre o choro — Está tudo desmoronando! Ele vai nos matar! Vai matar o meu bebê!

— Ei, não vai! Não vamos deixar, já estamos trabalhando nisso, não estamos?

— Ele é mais esperto, ele vai conseguir arrumar um jeito, eu sei disso! Eu sinto isso!

— O que está acontecendo? — indagou James quando encontrou a esposa chorando e Sirius tentando acalmá-la.

— Ele vai nos matar! — contou.

Ele entendeu na hora o que havia acontecido, na verdade até esperava que isso uma hora fosse acontecer. Era típico de Lily esconder tudo o que estava realmente sentindo e fingir que tudo estava sobre controle, e depois, quando ela não aguentava mais segurar toda aquela barra sozinha, simplesmente desmoronava.

Não que ela não fosse forte. Ela a mulher mais forte que já conhecera em toda a sua vida, ele não conseguira suportar nem metade do que ela conseguia suportar, em silêncio e como se tivesse tudo sob controle. Não, ele nunca conseguiria, e era exatamente por isso que Lily desmoronava as vezes, por ser forte demais quando não era necessário ser. James e Lily eram mais do que marido e mulher, eram cumplices, eles compartilhavam toda a alegria e tristeza e ele estava ali para ajuda-la a passar por essas coisas, mesmo que ela não quisesse dividir o peso com ele. Sempre, de alguma forma, ele ajudava ela com isso.

— Não, meu amor. Ele não vai! — disse na esperança de acalmá-la — Estamos cuidando disso, não estamos?

— Ele é Voldemort! — gritou — Nunca vamos conseguir se esconder dele!

Enquanto James tentava acalmar a esposa, Sirius resolveu fazer um chá de camomila para ela, porque tudo o que ela precisava nesse momento era se acalmar e, mesmo ele não tendo boas lembranças de sua mãe ele se lembrava de que sempre que ele precisava se acalmar era isso que ela lhe dava, ela mesma fazia questão de preparar. Fazia isso até o momento em que ele envergonhou a família entrando na Grifinória e “associando-se a nascidos trouxas”, como ela costumava dizer.

Assim que o chá ficou pronto ele despejou um pouco em uma caneca e deu a ela, que aceitou sem protestar.

— Obrigada, Sirius. — sussurrou.

— Não precisa agradecer. — disse sentando-se a mesa, onde eles estavam.

— Você precisa dormir um pouco, está exausta. — James observou.

— Não sei se conseguirei. — murmurou.

— Tem que tentar. — reforçou — Se tivermos qualquer novidade relevante nós te acordamos, Harry vai precisar de você descansada quando acordar.

— Tudo bem então, mas irei dormir na sala mesmo. — disse indo até a mesma e deitando no sofá.

James foi até o quarto e buscou um travesseiro e uma manta para ela, assim que voltou ela já havia dormido. Levantou cuidadosamente sua cabeça com seus lindos cabelos ruivos e acomodou o travesseiro embaixo, em seguida a cobriu com a manta.

— Ela aguentou firme muito tempo desta vez, se levarmos em consideração o grau de gravidade que estamos enfrentando. — comentou James para Sirius.

— Lily sempre fora uma pessoa forte, guerreira, e posso ousar dizer destemida. Mas estão lidando com algo muito além de grave no momento, acho até que a reação dela foi bem natural. — disse.

— Não sei o que eu faço, cara. Minha família corre perigo e não posso fazer nada, isso é frustrante! — desabafou.

— Você não está sozinho, amigo. Estou do seu lado, e não vou deixar você desistir de lutar nessa guerra. Se eu mesmo tiver que entrar na frente de Voldemort para proteger Harry, não pensarei duas vezes em fazer isso. — o tranquilizou.

— Não sei como te agradecer por tudo que está fazendo por nós.

— Vocês fariam a mesma coisa por mim. — sorriu para o amigo. — Vocês são a minha família.

Eles ficaram quietos por alguns minutos, não havia o que dizer naquele momento, e o silêncio era quase reconfortante. Na verdade o silêncio que havia entre eles era o único que existia, pois em suas mentes seus pensamentos e medos não paravam de gritar um só minuto.

— Acha que conseguiremos salvar o Harry? — indagou por fim — Quer dizer, Lily e eu não pensaremos duas vezes em morrer para salvar a vida dele. Esse é o único objetivo, salvá-lo. Sobrevivermos será um bônus quase impossível de se conseguir.

— Eu não acho que conseguirão salvá-lo. Eu sei que vão! E eu prometo que vamos conseguir! E um dia, Harry será famoso por isso.



Notas finais do capítulo

O que acharam? Dia 18 eu posto o próximo capítulo!
Espero que estejam gostando, e deixem comentários.



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