Além do Tempo escrita por Tha


Capítulo 22
Capítulo 21


Notas iniciais do capítulo

Não tenho nada a declarar, apenas espero que gostem do capítulo e boa leitura :)



Seattle 07:05 am, Quarta-Feira

O céu de Seattle era completamente escuro e o ar gélido, a chuva caia sem nenhuma trégua assim como os raios e os trovões que apareciam a cada instante. Dentro do prédio Delfi colocava o seu sobretudo de couro preto, limpou os seus óculos de gatinho, ajeitou o cabelo e por fim abriu a gaveta tirando de lá sua amada varinha.

Dando um suspiro pesado, olhou cada canto da sala e sorriu amplamente.

— Finalmente – murmurou ela – Elias.

Um homem entrou na sala, fez uma pequena mesura e olhou para Delfi diretamente.

— Sim, senhora?

— Comecem a liberar as criaturas, especialmente aquela – mandou ela

— Claro, madame

Ele se retirou e começou a andar a passos largos até que aparatou diretamente para o subsolo, quando chegou lá o barulho das criaturas se jogando nas grades era ensurdecedor, Elias chegou perto de outro bruxo dando as ordens que foram gritadas para os outros.

— ABRAM AS PORTÕES! – berrou um dos bruxos

Lá de cima os outros começaram a ouvir os barulhos, Jane Volturi se encaminhou para a janela vendo varias criaturas correndo outras voando todas em uma mesma direção, a vampira questionava o que Aro estava pensando, sabia que os outros da guarda também se questionavam, mas ninguém iria contra Aro.

— Jane – chamou Alec em um sussurro

A vampira olhou para o irmão e ele apontou para frente, ela olhou na direção que lhe foi apontada e viu a causadora de tudo. Era uma mulher jovem que usava um sobretudo preto e óculos em forma de gato, absurdamente magra e pálida.

— Pois então chegou o nosso tão esperado momento – começou a mulher ignorando os berros do lado de fora e sorrindo de forma diabólica – Hora de limpar o que já deviam ter limpado antes, matem qualquer tipo de estorvo de magia sem piedade alguma.

Jane, Alec, Dimitri e Felix se entreolharam não gostando nada, nada do discurso daquela mulher, pela primeira vez eles sentiram o medo crescendo e tentaram banir aquilo.

Quando Delfi parou de falar, ela deu a ordem para que saíssem e começassem o que estava planejado. Os bruxos começaram a sair porta a fora do hall de entrada, Aro, Caius e Marcus também deram a ordem para que sua guarda saíssem.

Delfi olhou para os lados discretamente vendo dois de seus seguidores ainda ali e se virou para Aro.

— Sabe Aro, quando algo saiu muito errado ou vai contra as suas ordens o que você faria? – perguntou ela puxando discretamente a varinha de seu casaco

— Mataria a pessoa sem hesitar – respondeu ele prontamente

— Entendo – murmurou Delfi andando para trás ficando no meio de seus dois seguidores – Eu mudaria a metodologia, mas em uma coisa concordamos meus caros, a morte seria bem-vinda, vocês caíram iguais uns patinhos na minha jogada.

Ela levantou a varinha sendo seguida pelos outros dois, os irmãos foram para trás e Aro deu uma leve risada nervosa.

— Mas o que é isso? – perguntou Caius – Irá nos matar?

A bruxa fez uma cara de surpresa, abaixou a varinha e deu uma risada sarcástica.

— Mas é claro que.... – Olhou por cima dos óculos e sorriu – AVADA KEDRAVA!

Os outros dois bruxos disferiram o mesmo feitiço matando Marcus e Caius. A senhora Bennett se aproximou dos três estralando a língua em negação.

— Tão bobos, mas é claro que iria matar vocês, é para um bem maior – sussurrou ela e se virou para os dois bruxos – Vamos meus caros, temos que terminar isso.

Enquanto na entrada de Seattle

Os aurores do ministério iam na frente como uns peões de um jogo de xadrez e foram os primeiros a verem o que estava acontecendo.

— Estou sentindo cheiro de sangue – comentou Kate Denali

— Isso não é imaginação sua Kate – murmurou Luna apontando para a estrada

A Denali seguiu o dedo da loira e encontrou um humano morto sem a cabeça, cada vez que ia avançando mais e mais corpos iam aparecendo, as feições de cada um eram de puro pavor.

O som de gritos, barulhos de criaturas e berros de feitiços foram ficando cada vez mais altos e constantes, Kate soltou o ar que condensou rapidamente, ela se abraçou por instinto humano e olhou para cima congelando em seguida.

— Kate, está tudo bem? – perguntou Irina seguiu o olhar da irmã – Mas que porra é essa?

Isabella escutou e olhou para cima também arregalando os olhos.

— Dementadores – falou a menina Swan correndo

— BELLA! – berrou Edward que avançou, mas foi impedido por Renesmee

Olhe e não interfira pensou ela sem o olhar, Edward seguiu o conselho da bruxa e não fez nada a não ser observar o que Isabella estava fazendo. Ele a viu se concentrando, levantando a varinha e desferindo o feitiço.

— EXPECTRO PATRONUM! – berrou ela

O vampiro viu uma luz azul clara saindo da varinha e ela tomando a forma de um morcego, o animal bateu as asas e atingiu o dementador. A atitude de Isabella foi seguida pelos outros que convocaram os seus patronos, Jacob se pudesse estava de boca aberta ele nunca viu tantos animais diferentes aparecendo e expulsando aquelas coisas horríveis.

— Vamos em frente – falou Jorge Weasley com a varinha em mãos

Assim que chegaram finalmente na cidade a viram totalmente destruída, janelas estavam quebradas, carros amaçados, paredes, postes, placas, sinais de trânsito, tudo quebrado. No chão haviam vários corpos de trouxas mortos com marcas violentas no pescoço ou peito, ou simplesmente sem nenhum sangue. Rosalie olhava tudo aquilo horrorizada nunca imaginou que iria ver algo assim antes em sua eternidade, ela olhou para frente vendo a nevoa passar e a confusão apareceu.

— Sectusempra – falou um dos bruxos passando correndo pela vampira matando uma criatura que parecia um zumbi

Pela sua distração a loira não viu que um lobisomem tinha chegado perto dela, mas após ouvir um rosnado próximo Rosalie se virou encarando um enorme lobo.

— Então o cachorrinho quer brincar – sussurrou a vampira sorrindo largamente – Vamos nessa.

O lobo a atacou tentando agarra-la, mas o que agarrou foi o vento, ela deu uma rasteira nele que caiu no chão, se aproximou do lobo para mata-lo, mas foi impedida por um recém-criado que a puxou a lançando para trás. Rosalie deu uma estrelinha e voltou a atacar pegando o vampiro pelo braço, o torcendo para trás, pegou impulso, grudou suas pernas na cintura dele e mordeu a jugular do recém-criado arrancando a sua cabeça.

Ela logo correu para matar o lobisomem que tinha levantado.

— Só um pouquinho de veneno – murmurou ela desviando do ataque e arranhando o braço do lobo que uivou de dor. – Vem cá vem, doguinho filho da mãe.

Ele atacou novamente com mais intensidade, dessa vez pegou a loira pelo pescoço e a lançou para a parede do prédio mais próximo quebrando a mesma por causa do impacto.

— ROSALIE! – Gritou Isabella que correu para lá após matar um vampiro – DEPRIMO!

O feitiço acertou em cheio o lobisomem o que causou uma enorme ruptura no mesmo que morreu em seguida.

— Você está bem? – perguntou a morena ajudando a vampira se levantar

— Sim, obrigada Bella – agradeceu Rose surpreendendo a bruxa – Bem, tenho alguns vampiros e lobisomens a matar.

As duas voltaram para a confusão tentando proteger os humanos que restavam e matavam as outras criaturas, mas também elas matavam os que tentavam interferir em seu banquete. No meio dessa confusão toda, Delfi Bennett aparatou para a torre mais alta de Seattle vendo toda a matança, logo em seguida um jovem extremamente pálido e absurdamente magro apareceu ao seu lado.

— As piores estão ainda lá embaixo, senhora – falou o jovem com a voz fraca

— Obrigada Cristopher, vamos deixa-los para o final – Delfi colocou a mão no ombro do rapaz – Agora vamos ao espetáculo.

Sorrindo largamente, ela viu suas criaturas recuando deixando um espaço considerável para ela que vendo as caras confusas dos outros aparatou para o meio levando o menino junto.

— Finalmente, pensava que nunca iria encontra-los – falou a bruxa em alto e bom som – Pena que os esforços de vocês foram em vão.

Ela abriu os braços fazendo todos olharem em volta vendo vários trouxas, vampiros, bruxos, mestiços e lobisomens mortos.

— Sabe, foi muito fácil fazer tudo isso sem chamara a atenção de qualquer ministério da magia, assim como fácil manipular as cabeças frágeis dos humanos, vampiros e lobisomens – Andou para um lado e para o outro – Consegui fazer algo que nem Grindelwald conseguiu finalizar... Derrubar um mistério em poucos minutos e criar um exército de Inferius, algo que Lord Voldemort fez com grande excelência e eu aprimorei adicionando criaturas.

— Devo lhe lembrar que ambos estão mortos – lembrou Hermione

— Ahhh, nunca me esqueci disso, eles eram de certa forma... Fracos, não eram bons bruxos das trevas deixaram... Como posso falar.... – Ela olhou para Harry por cima dos óculos de gato dando um sorriso sarcástico – Estorvos de magia mal aplicada.

Isabella segurou o braço de Harry o impedindo de avançar, a atitude do Potter fez Delfi gargalhar assim como seus seguidores.

— Sabe o que está me lembrando, o dia em que Voldemort falou em alto e bom som que você – apontou para o moreno – estava morto... Que momento glorioso, pena que a mamazinha do pobre coitado do Draco Malfoy mentiu para o milorde.

Harry olhou para Draco sem entender, o mesmo olhar se encontrava nos olhos de Draco que não estava entendendo nada.

— Sim, sim, podem duvidar o que quiserem, mas uma coisa é certa, Narcisa Malfoy é uma tremenda vadia de quinta categoria – provocou Delfi vendo Draco sendo segurado por incrível que parecesse pelos irmãos Weasley – Tudo isso prova que Voldemort era fraco, mesmo com toda sua ‘’majestosidade’’ foi enganado resultando em sua morte e a vitória desse... Estorvo de magia, ele devia ter te matado assim que matou Lilian Potter, mas...

— O que você quer? – perguntou Carlisle atraindo a atenção da bruxa

— Então você é o famoso Carlisle Cullen, que honra – se inclinou fazendo uma reverencia debochada – Ouvi falar muito de você, pena que estamos em lados opostos, tsc, tsc. Bem, Carlisle respondendo a sua pergunta, quero acabar com tudo e implantar uma nova ordem, assim não teremos mestiços ou qualquer coisa do gênero....

— Alguém lhe avisou que Hitler já morreu e que os ideais dele não deram certo no final – falou Renesmee

—Hitler era outro idiota – resmungou a senhora Bennett – Mas voltando ao assunto de interesse, como vocês querem que isso acabe se ajuntem a minha causa e tudo ficara em paz.

— Mas é claro que não – falaram vários ao mesmo tempo fazendo Delfi suspirar

— Se vocês querem, LIBEREM AS CRIATURAS E DEIXEM QUE ELAS MATEM TUDO SEM PIEDADE OU CLAMOR! – berrou ela – Espero que morram.

Continua...



Notas finais do capítulo

E então gostaram? Espero que sim
Comentário para o capítulo, perguntas ou críticas podem mandar elas são bem vindas
Bjs Bjs Tha