Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 7
We Could Be Heroes


Notas iniciais do capítulo

Capítulo fresquinho saindo do forno, mas tenho que confessar que atualizei agora no meio da semana porque preciso falar umas coisinhas.
Mas nos vemos la embaixo hihihi



[Colégio, Enfermaria – quarto da Heather, 9:30 AM]

— O-Onde eu estou? – Heather perguntava confusa olhando para as paredes brancas e não reconhecendo-as.

— Enfermaria. – A voz fria de Lucian se aproximaram trazendo conforto ao coração descompassado de Heather. – Você levou uma surra e tanto.

— Cala a boca, Viktor. – Heather deu um sorriso fraco enquanto Lucian a ajudava a tomar um copo de água, sua voz e aparência não estavam das melhores.

— Jocelyn venceu? – A ruiva perguntou depois de diversos minutos em silêncio, querendo matar sua curiosidade.

— Empate. – Lucian se mantinha distante, preso em outro mundo. – O que aconteceu com seu espírito?

Heather suspirou fraco, então todos haviam percebido. A cor alaranjada de sua juba não havia passado despercebido por nenhum dos olhos atentos do ginásio. Os espíritos possuíam fases que eram classificadas por cores, amarelo para os leões jovens, laranja para os adultos e vermelho para os velhos.

— Eu progredi. – Heather esclareceu passando a mão pelos fios vermelhos de sua cabeça, ela sabia que poucos protetores conseguiam a forma adulta antes os 25 anos.

— Bom... – Lucian parecia sentido com a revelação. – Eu tenho aula.

— Seja o herói por mim hoje. – Heather pediu sorrindo, vendo o outro suspirar. – você sabe, nós podemos ser heróis.

— Eu e você? – ele se virou para a menina. – Quem sabe um dia.

Lucian depositou um beijo casto na testa dela e deixou a sala, era doloroso ouvir que tinha sido deixado para trás no quesito poderes. Seu ego estava ferido, mas seu orgulho não se deixava admitir: ele havia se descuidado.

Os olhos verdes de Lucian vagaram pelas paredes brancas, seu estado de melancolia o deixando de mau humor, ele precisava melhorar seus poderes e rápido. Nunca Lucian Viktor Haid II foi passado para trás, até hoje. Mas o jovem estava determinado, iria reconquistar seu lugar.

[Colégio, Enfermaria – quarto da Jocelyn, 9:30 AM]

— Derek? – Jocelyn perguntou confusa ao vê-lo sentado na poltrona enquanto lia um livro.

— Finalmente, bela adormecida. – Derek sorriu retirando os óculos de leitura e fechando o livro. – Como se sente?

— Exausta. – Jocelyn reclamou. – que dia é hoje?

— Dia 12. – Derek respondeu se aproximando da cama da amiga. – você ficou desmaiada por 3 dias.

— E mesmo assim está um caco. – A voz de Maxine foi ouvida ao entrar no quarto, ela sorria. – É bom ver que você está viva.

— Eu posso ter gastado toda a minha energia naquela luta, mas eu estou bem. – Jocelyn os lembrou. – Eu ainda sou a Jocelyn que vocês conhecem.

Os três ficaram em silêncio, pareciam pensar na luta dos dias anteriores. Derek havia ficado preso com Chai no quarto, mas quando chegou ao ginásio, se lembrava muito bem da cena que via.

“Jocelyn atacava ferozmente com seus dois espíritos, uma covardia para o lado da leoa, mas aquela era a realidade. Eles não eram como as outras pessoas e durante suas vidas de protetores, encontrariam desvantagens e vantagens em certos momentos.

Heather mantinha os braços em ‘X’ na frente do corpo, um bloqueio máximo que era ensinado no terceiro ano, Somchai havia contado ao namorado. Por isso, nenhum dos ataques de Jocelyn surtiam efeito na ruiva, porém Heather não conseguia fazer mais nada além de defender.

— O que é aquilo? – Chai perguntou ao outro menino enquanto observava a cor alaranjada do espírito animal de Heather.

— Ela evoluiu. – Derek respondeu.

Ele não sabia como aquilo havia acontecido em tão pouco tempo. Antes das férias de verão, o espírito de Heather continuava amarelo. Aquilo era praticamente impossível, ninguém conseguia ativar o espírito adulto em tão poucos meses. Derek suspirou, ele mesmo havia levado anos para atingir seu espírito verde escuro, que representava a fase adulta.

— Parece que você não é o único especial agora. – Chai observou a feição do menino de perplexidade. – Heather é igual a você.

— Eu sei. – Derek ainda tentava entender como Heather havia conseguido adquirir aquilo, enquanto Jocelyn tombava de cansaço por seus ataques múltiplos. Domar 2 espíritos demandava mais força do que um, ela investiu em um golpe final que estava treinando a um tempo, Heather continuou na mesma posição desde o inicio da luta. Logo a poeira subiu quando o poder combinado da onça e da pantera atingiram a proteção das patas do leão. Jocelyn foi jogada para o outro lado da arena e Heather caiu no chão, desmaiada.

— É, parece que o jogo acabou. “

— Porque a Heather não te atacou? – Maxine perguntou a negra deitada, ela esperava uma luta de gigantes, porém Heather sabia que perderia se tentasse lutar de igual para igual.

— O espírito dela foi criado para proteger e liderar. – Jocelyn respondeu. – Os meus, para atacar. Ela não conseguiria me vencer no ataque.

— Mas isso ainda não explica como ela conseguiu o espírito adulto. – Derek lembrou-as.

— Eu não sei o que a rainha má tramou para conseguir isso,  – Jocelyn travou seu maxilar e fechou os punhos. – mas eu descobrirei.

[Colégio, Ala A – Aula de Literatura, 11: 12 AM]

Somchai ouvia o professor de literatura despejar suas sábias palavras sobre as cabeças ocas dos alunos, porém ele não se sentia interessado por estudar algo da qual já possuía conhecimento.

“Tente namorar o Derek e não decorar todos os fatos de todos os livros do mundo” ele pensou consigo mesmo com um sorriso. O relacionamento era recente, mas o fazia muito feliz. Derek Strauss podia ser muito diferente de si, mas isso os fazia se completarem.

O jovem asiático descente dos chineses rabiscava algumas palavras em seu caderninho de anotações, um dos hobbies do garoto era compor música. Por mais que não tivesse sucesso em canta-las, ele adorava escrevê-las. Ele passava seus sentimentos para a folha de papel e isso o ajudava a não precisar se abrir com os outros, muitas pessoas eram problemáticas pela quantidade de sentimentos que mantinham dentro de si mesmos, mas Chai não tinha problemas com isso.

Escrever lhe dava a mesma sensação de desabafar. As letras iam se combinando e quando menos percebeu, havia redigido um pedido de desculpas a Pietro. Apesar de ser considerado frio e sozinho pelos outros, Chai sempre procurava resolver os conflitos que criava. Ele se importava com o que fazia aos outros, principalmente se fosse sem querer, como no caso de Pietro.

— Senhor Nivans? – o professor chamou a atenção de Chai pela pronuncia. – Fico feliz que tenha saído da enfermaria, pode entrar.

Os cabelos cor de fogo de Pietro entraram na sala, ele segurava seus livros de literatura e seus óculos refletiam a luz do sol do lado de fora da sala. Ele se sentou algumas carteiras de distancia de Chai, mas isso não impediu que o ‘china’ transformasse sua letra de musica em um aviãozinho e jogasse em direção ao outro.

A pontaria excelente do jovem por anos de pratica com arcos e flechas fez o aviãozinho cair diretamente na mesa de Pietro. Alguns minutos se passaram até que Pietro processasse toda a música e devolvesse o papel agora em forma de bolinha que quicou na cabeça de Somchai antes de cair no chão.

Em letras redondas e limpas o papel trazia como resposta: “A letra parece muito boa, mas... as flores já haviam adiantado cara.” Somchai riu baixo ao perceber que Pietro não o pintava como vilão ou algo do tipo, ele parecia tranquilo quanto ao tiro de flecha que havia recebido, porém ao olhar mais abaixo do papel observou um “PS: Aposto que meu gorila te perdoa se você me contar o que aconteceu entre você e o Lucian ;) #FicaADica”.

Pela ultima vez o papel voltou para Pietro, o professor havia lançado um olhar feio aos dois alunos que pareciam brincar em sua aula. Pietro parecia extasiado para descobrir o que havia causado uma intriga entre Lucian e Somchai, que normalmente evitava esse tipo de comportamento.

Somente uma palavra jazia no papel, clara e direta, mas que deixava uma incógnita ao gorila ruivo: Porque diabos o nome “Claire” era sua resposta?

[Colégio, corredor do refeitório, 12: 25 PM]

— Natalia! – Aurora chamava a menina enquanto segurava a saia do colégio para conseguir correr.

Natalia parou no corredor em direção ao refeitório sentindo sua barriga roncar, estudar dava mais fome do que batalhar para salvar o universo.   

— Oi, Natalia. – Aurora finalmente parou a frente da menina de cabelos castanhos cobre. – Tudo bem?

— Tudo... eu acho. – Natalia respondeu incerta, era estranho ter uma segundanista correndo atrás de si, ainda mais Aurora Weeber. – Está precisando de mim?

— Na verdade, - Aurora abre um sorriso gentil. – sim. Você se inscreveu para o projeto social do primeiro ano?

— Fomos meio obrigados a fazer isso. – Natalia explicou, não colocaria seu nome em um projeto social nunca, social não era exatamente a palavra que combinava consigo.

— Pelo menos você ganhará uns pontos a mais pra faculdade com isso. – Aurora tentou ignorar o fato de que teria que trabalhar com um lobo solitário num projeto social. – Mas o importante, eu vou ser o seu par no projeto.

— Legal. – Natalia avaliou, por mais que não soubesse dar um tom real de excitação sobre aquilo. – O que vamos fazer exatamente?

— Eu vou ter que agir como sua guardiã legal postiça por 2 semanas. – Aurora exemplificou. – Só devemos descobrir coisas uma sobre a outra e trabalhar juntas nessas duas semanas para a apresentação no projeto.

— Ok. – Natalia concordou e um meio sorriso apareceu em seus lábios, não seria tão ruim trabalhar com Aurora, ela pelo menos era uma pessoa gentil e sábia. – O que quer saber de mim?

O estômago das duas roncaram, eles se entreolharam constrangidas pela situação.

— Que tal conversamos enquanto almoçamos? – Aurora ofereceu entrando no refeitório.

— Ai está uma oferta que eu nunca recusaria.

As duas jovens se juntaram em uma mesa para conversar e interagir entre si, os projetos sociais da escola aconteciam sempre e Aurora estava envolvida em praticamente todos, o título de aluna exemplar não havia aparecido em seu currículo por nada.

[Colégio, Aula de esportes – turma masculina, 15: 45 PM]

James caiu morto de cansaço no chão da quadra de triatlo. Ele nunca fora bom na modalidade, sabia muito bem correr, anos de fuga de valentões o haviam ensinado a como usar suas pernas, mas isso não queria dizer que ele se dava bem com a bicicleta ou com a natação. Por isso, ele havia chegado em penúltimo.

— Está tudo bem ai embaixo? – Kenai um dos colegas de classe de James estendeu a mão ao menino que estava estendido no chão.

— Cansado. – James reclamou enquanto aceitava a mão do rapaz, mas quase cai ao tentar ficar de pé sozinho. – Minhas pernas viraram gelatina.

— Eu te ajudo. – Kenai jogou um dos braços de James em seus ombros e o seguro pela cintura o ajudando a andar até as arquibancadas. – você corre muito bem.

— Obrigado. – James agradeceu com um sorriso ao elogio, por mais que não se sentisse o máximo pela forma como havia aprendido a correr daquela forma. – Mas eu acho que eu devia estar te parabenizando, você chegou em primeiro.

Kenai tinha habilidades excelentes nos esportes, natação, atletismo eram dois dos cincos esportes preferidos do rapaz. Com os anos de prática, o esporte havia se tornado algo divertido para ele. Kenai gostava de ter seu corpo em movimento, conseguia pensar melhor enquanto seus braços e pernas trabalhavam. Esse era um dos motivos de gostar tanto de cozinhar, ele rodava pela cozinha sem parar.

James fechou os olhos e recostou a cabeça no metal frio da arquibancada branca e preta. Ele estava cansado, desejava tirar uma soneca, mas sábia que tinha mais duas aulas pela frente. Ele inspirou chamando a atenção de Kenai, o jovem negro adorava assistir James fazer isso. Por mais de um ano ele se pegava observando o loiro acastanhado dos cabelos de James, observando a curvatura de suas costas e o doce som de sua voz, ele não podia controlar a vontade imensa que seu coração tinha de se apaixonar.

James abriu os olhos e Kenai observou as orbes claras do outro, ele podia passar o dia observando os olhos de James e não se cansaria. Logo a risada melódica de James invadiu seus ouvidos o despertando de seu transe.

— O que? – ele perguntou levemente constrangido.

— Eu nunca tinha percebido isso, mas você fica extremamente bonito com o uniforme de corrida. – James elogiou. – Talvez você tenha mais a me mostrar do que eu imagine, Kenai.

“Eu poderia lhe mostrar o mundo se você pedisse, Jay” foi a única coisa que Kenai conseguiu pensar ao ver o outro jovem se afastando e o deixando sozinho com seu silêncio amigo.

[Colégio, Ala G, quarto 54, 20:24 PM

Claire mantinha seu corpo estirado na cama, seus ouvidos sendo cheios do falatório de Maxine, sua colega de quarto. “Tédio” era a única coisa que se passava pela cabeça da castanha, e tédio não era exatamente o modo favorito de vida de Claire.

— Max? – Claire chamou fazendo a jovem de feições delicadas olha-la.

— Pode falar. 

— O que você achou da luta de sexta? – Claire perguntou o que não saia de sua cabeça.

A luta havia sido cheio de surpresas, por mais que não tivesse vencedor, Jocelyn havia sido drenada até o fundo dos seus poderes espirituais e Heather havia adquirido uma nova cor para o seu espírito. Isso nunca havia acontecido antes, porém Claire não deixava de pensar em como era estranho o ato de Heather de não contra-atacar a meia-irmã.

Por ser a única a conhecer o segredo de ambas, achou que veria mais sentido em ver as irmãs se atacando até a morte, mas a batalha só havia se mantido enquanto Jocelyn estava de pé. Heather não parecia disposta a brigar com a negra, como se o fato de se proteger de qualquer dano fosse mais importante do que infligir uma lição bruta a irmã mais nova.

— Foi insatisfatória. – Max respondeu, estava esperando o circo pegar fogo com aquelas duas rivais escolares. – Heather se aproveitou do fato que a  Jocelyn usaria todo o seu poder tentando atacar e simplesmente tornou a luta mais épica do ano em algo chato.

— A luta não foi exatamente chata. – Claire discordou. – Mas tenho que concordar que a Heather transformou uma luta épica em uma batalha com o tempo contado.

— E aquele sinal de mão? – Max relembrou. – Aquilo drenou toda a energia do espírito dela só para proteção, ela parecia proteger um diamante ou coisa do tipo.

“Como se ela tivesse que proteger algo tão mais valioso do que lutar por seu trono...” Claire se levantou e agarrou a blusa de frio a vestindo e indo até a porta.

— Onde você vai? – Max perguntou irritada por ter sido deixada de lado falando sozinha.

— A uma expedição atrás da verdade. – Claire sorriu satisfeita com o desafio. – Heather está escondendo alguma coisa e eu vou descobrir o que é.

[Colégio, exterior, 21: 33 PM]

Ikky Ezra voava envolta do castelo da escola com rapidez, observando com seus olhos de águia os olhos brilhantes e malvados de um felino. Seu desejo de salvar humanidade gritando dentro de si, ele seria um herói, custando o que custa-se. 



Notas finais do capítulo

A nossa lindíssima menina da foto hoje é a Natalia Belova.

Bom, os avisos são simples.
Amanhã eu começo as minhas aulas e como estou no terceiro ano do ensino médio, as postagens vão ficar pro fim de semana e não prometo pros feriados porque eu também faço um curso de administração e estou no ultimo ano também, dai vou ter que fazer o famosos TCC. Além de preocupações com trabalhos, ENEM, trabalho domestico e tudo mais kkkkk Mas prometo continuar postando.
O segundo, é algo que eu não queria fazer, mas vou precisar. Eu acho super injusto uma galera super legal comentar e me incentivar a continuar, corrigindo meus erros e me elogiando e um pessoal simplesmente não comentar nada e o personagem continuar aparecendo. Eu não vou obrigar ninguém a comentar, mas é provável que seu personagem apareça menos pelo fato de que você não comenta a sua opinião sobre um personagem seu. Sinceramente, eu não ligo pra tamanho de comentário, só que ele tem que ser sincero e conter críticas/elogios.
Se você comenta, esse sermão não é pra você kkkkk isso é só mais um aviso do porque alguns personagens estão aparecendo mais do que outros. Acho que todos conseguiram ver a mudança na aparição de alguns por ai.

Mas isso é só, espero que tenham gostado do capítulo.
O Arco 3 será mais focado em cada personagem, por isso se preparem para uma abordagem diferente a partir de agora hehehe
Beijinhos



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