Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 5
Something Just Like This


Notas iniciais do capítulo

Olá, mais um capítulo fresquinho, começando o arco dois da história agora.
Tenho diversos avisos no final, leiam por favor.
Espero que gostem!



 

[Colégio, Ala A, sala 4 – aula de biologia, 8:37 AM]

O fato de serem animais devia tornar as aulas de biologia mais fácil, mas não tornava. O fato de ser caloura também não ajudava, era a primeira vez que Natalia se deparava com aquela matéria. No ensino fundamental o máximo que ela aprendia era sobre ciências e ela só se lembrava das feiras que era obrigada a participar.

Por isso, não julgue se ela achar a biologia da vida animal difícil, ela aposta que se você estivesse no lugar dela também acharia. Não é todo o dia que simples oito matérias se transformam e desesperadoras trinta matérias práticas e teóricas.

Sua mãe, Zafrina Belova, sempre apoiou que a filha única fosse à escola de protetores. Era uma oportunidade única participar da escola e ter o ensino que eles ofereciam. Natalia se sentia em divida com a mãe, Zafrina havia perdido a oportunidade de cursas os outros dois anos do colegial por ter ficado grávida de Natalia. Sua mãe nunca havia reclamado, mas ver o brilho nos olhos da mesma sempre que falava do colégio era o suficiente para que Natalia tivesse completado a inscrição de entrada.

“Darei tudo de mim para prosseguir nessa escola, o orgulho da minha mãe vale isso.” Esse era o mantra que a jovem passava para si mesma todos os dias quando encontrava mais uma matéria difícil em sua frente. Ela focou os olhos nos slides que passavam a tão famosa cadeia alimentar.

O assunto biologia era dividido em três fases, a biologia básica, a biologia animal e a biologia humana. Eles precisavam de um destaque extra a biologia, dava para se imaginar por que. A escola era referente a proteção da selva, eles precisavam conhecer todos os tipos de animais considerando que cada aluno dentro daquelas salas possuía um espírito diferente em si.

Natalia via o leão acima de todos os animais, lembrou de Heather e como ela parecia dominar o grupo de amigos. Não de forma tenebrosa, mas como todos pareciam respeita-la, até mesmo quando ela estava aos amassos com Pietro, ele não tentou ultrapassar limites com ela. Ela tinha o dom natural de impor respeito onde estava.

Assim como a posição protetora em que Pietro agia, o gorila era conhecido como protetor do seu bando. Se você precisasse de um guarda costas, Pietro daria a vida por você. Assim como James, que representava os elefantes. Muitas vezes alguns mais velhos morriam para que a manada pudesse viver.

Ikky não ficava para trás no assunto proteção, o altruísmo do falcão peregrino era admirável. Assim como sua velocidade. Natalia sempre imaginou o quão divertido devia ser voar e como Ikky e Aurora deviam gostar disso. A abelhinha Aurora parecia a mais correta, um exemplo de menina que Natalia desejava seguir, uma grande referencia para a vida acadêmica.

E no meio dessa confusão ficava Lucian, a cobra. Ele não parecia à pessoa mais confiável no primeiro instante, ele não daria a vida por um amigo apesar de ser protegido pelos outros, mas ainda assim sabia como ganhar o seu respeito. A lábia era sua maior arma na socialização, quando você menos imaginasse, já estaria dentro do ninho e pronta para virar o almoço dele.

“Por mais que ele seja o meu almoço” Natalia pensou ao ver a figura de lobo na tela. Cobras não tinham lá um bom gosto, mas faziam boas sopas. A castanha pensou sorrindo enquanto pousava a tampa da caneta na boca pequena, os caninos levemente a mostra. Seus olhos brilhavam inocentes, por mais que de inocente aquela loba não tinha de nada.

[Colégio, Ala T, sala de treinamento – aula de duelo, 15: 10 PM]

O professor estava atrasado, por isso os alunos da turma do segundo e terceiro ano foram instruídos a começaram o aquecimento sozinhos. O problema? Nunca se deixa animais sem supervisão.

— Que tal começarmos correndo? – Ikky propôs ao grupo de amigos que se alongavam perto dele.

— Você e suas corridas. – Lucian reclamou. – Você é um trapaceiro, sempre se beneficia dos seus poderes para ganhar.

— Pelo menos ele tem espírito esportivo. – Pietro cutucou Lucian com o ombro o fazendo bufar.

Lucian gostava de exercícios, ele não gostava de correr. Caminhar era um bom exercício para ele, tanto que caminhava todos os dias depois do horário de aula, nada melhor do que caminhar e observar as belezas naturais e selvagens ao seu redor.

— Aurora? – Ikky perguntou convidativo.

— Ah, eu prefiro terminar meu alongamento primeiro. – ela sorriu suando frio, Ikky era bem sério quando se tratava de competir para correr, até mesmo Aurora fugia dessa.

— Eu topo. – Heather que terminava de esticar uma das pernas no ombro de Lucian jogou os braços pro alto e arrumou o rabo de cavalo na cabeça. – No três?

— Claro. – Ikky parecia feliz em ter uma parceira para correr. – Juro que eu pegarei leve, gatinha.

Heather ficou encurvada na posição de corrida enquanto olhava para Ikky e piscava jogando o ombro, uma clássica cena de leve sedução, James pensou. Ela devia estar tramando alguma.

— Nada de usar sua velocidade máxima, ouviu? – a voz dela tinha o tom doce e convincente.

— Não vou precisar. – Ikky respondeu, sempre confiante.

— Um, dois, três!

Assim que Pietro terminou de contar, Heather e Ikky começaram a correr, entretanto Heather acionou seu espírito animal fazendo a forma de leão expandir de seu corpo. Ela rugiu, seus olhos acaju ganharam uma coloração vermelha e sua velocidade aumentou.

— Ela não disse nada sobre não trapacear. – Lucian sorriu passando a mão no cabelo, essa era sua garota.

— Espertinha essa menina. – Aurora reconheceu, por mais que não apoiasse a trapaça da colega, havia de reconhecer que foi inteligente não infringir regras a si mesma.

— Vamos praticar tiro ao alvo? – James propôs.

— Eu aposto que acerto uma maçã em cima da sua cabeça. – Pietro comentou fingindo mirar em algo acima dos cabelos loiros acastanhados do James.

— Isso é morte na certa. – Aurora brincou. – Aposto que eu sou muito melhor do que você.

— Aposto 50 pratas que eu acerto o alvo. – Pietro que nunca declinava um desafio propôs.

— Aposto 100 pratas que ela acerta. – Lucian apostou.

— Você devia ficar do meu lado! – Pietro reclamou. – Você é meu amigo.

— Ela pode não gostar de mim, mas eu nunca me meteria em uma furada como essa. – Lucian explicou. – Ela é uma abelha, você um gorila, não tem comparação.

— Ok, agora você me deixou bravo.

Pietro não podia ser considerado como uma pessoa calma assim como Lucian, sua paciência era menor do que uma ervilha e a frieza do Lucian sempre despertava isso.

— Vai apostar? – Lucian perguntou a Aurora que assistia aos dois.

Ela torceu os lábios, era viciada em jogos de azar, seus blefes eram maravilhosos, ela sempre conseguia enrolar alguém e acabar vencendo. Sua leve provocação de aposta não havia sido à toa.

— 50 pratas. – ela apertou a mão de Pietro.

— Estou adorando isso. – Os olhos azuis de James brilharam, ele adorava ver o circo armado e pronto para pegar fogo. – qual o alvo que vocês vão acertar?

— Você. – os outros três responderam em uníssono enquanto Ikky parecia chantagear Heather do outro lado da quadra, mesmo sem seu espírito ativado, Ikky sempre seria o mais rápido.

— E-Eu? – o loiro gaguejou e logo se viu sendo posto do meio da quadra com uma maçã na cabeça.

— Assista e aprenda. – Pietro piscou querendo mostrar o quão era bom naquilo.

James fechou bem os olhos quando a flecha do arco voo em sua direção, ele torcia para aquilo não atravessar sua cabeça. Por mais que houvesse uma placa de ferro que eles usavam para o treinamento na frente do seu rosto, ele não sabia qual era a exata força que Pietro tinha quando estava com raiva e não queria descobrir desse modo.

Por sorte a maçã foi acertada, a flecha parou ao meio dela fazendo a fruta cair da cabeça do menino. Pietro gritou em vitória, havia acertado o meio corretamente. Lucian moveu a cabeça para Aurora como se em um pedido silencioso para que ela acertasse, não queria dever 100 pratas para Pietro.

— Faça melhor do que isso. – Pietro piscou para Aurora que revirou os olhos, aquela aposta já estava ganha.

A maçã foi recolocada na cabeça de James, que parecia mais tranquilo agora que o arco estava nas mãos de Aurora. Ela treinava com o instrumento desde sua infância, não havia ninguém melhor do que ela para isso. A flecha de Pietro ficou do outro lado da maçã, como uma afronta para Aurora.

Ela posicionou o arco, fechou um dos olhos e respirou fundo enquanto esticava a corda junto da flecha. Ela tinha a maçã em sua mira, ela sorriu e então disparou. A flecha voo mais uma vez na direção de James, acertou o meio com esplêndida força e precisão, o que a fez empurrar a outra flecha e quebrar a maçã em dois gumes.

James sorriu aliviado, Lucian olhava para Pietro seu ego confirmando que havia ganhado mais uma vez enquanto assistia o amigo murchar aos poucos. Os ombros caindo.

— Você pode me pagar em euros, dólares ou reais se desejar. – Aurora piscou para Pietro que fechou a cara.

— Posso tentar? – James pediu se aproximando.

— Fique lá, James – Lucian pediu. – Eu vou tentar.

“Alguém me salva” James pensou enquanto Aurora colocava uma das outras frutas que Pietro tinha para o seu lanchinho da tarde. Lucian mirou e atirou, ele não era dos melhores, mas tentava. A flecha passou de raspão pela maçã e continuou seu caminho.

Todos abriram os olhos assustados quando perceberam a direção que a flecha tomava: Somchai Uttanum, o arque-inimigo de Lucian Viktor.

A flecha fez um corte na orelha do jovem, que colocou a mão no local rapidamente. Todos na quadra pararam para olhar a cena, não havia uma única pessoa que não soubesse da rivalidade desses dois. A antipatia de Aurora não se comparava ao ódio que Chai, o escorpiano e Lucian, a cobra, sentiam um pelo outro.

Os olhos negros do asiático se viraram para Lucian, que estava estático. O tempo pareceu parar, o ataque foi inevitável. A cauda de escorpião do jovem Somchai cresceu no mesmo instante, seu espírito animal não admitia que seu hospedeiro fosse ferido. Seus ataques pareciam invisíveis a todos, eles só perceberam quando a mesma flecha, embebedada em veneno de escorpião voava em direção a Lucian.

James foi o primeiro a agir, seus instintos ao perigo conseguiam quebrar o encantamento do escorpião. Ele se aproximou o suficiente para jogar Lucian no chão que já começava a se mexer para sair dali, porém James estava muito próximo de ser acertado quando Pietro entrou na frente. Apesar de estar bravo por perder, ele nunca deixaria um amigo se machucar.

A flecha passou de raspão pelo ombro dele, Aurora visualizou a cor do veneno. Tóxico, foi a única coisa que sua mente pensou ao gritar em aviso quando a flecha passou em direção a Heather que conversava com Ikky.

O jovem falcão de cabelos castanhos puxou a ruiva consigo para um abraço os jogando de lado. A flecha cravou no alvo atrás dos dois. Todo o ar parecia consumido nos poucos segundos ao qual a flecha voava, assim como em poucos segundos, ele voltou.

Aurora correu até Pietro, ele segurou o braço, à mancha verde começando a se espalhar. Aurora arrancou a pulseira de pressão que ficava ao pé de James, “nunca achei que essa porcaria seria tão útil” pensou enquanto passava pelo braço do ruivo e com a ajuda de sua boca prendia o mais forte possível, assim o veneno não se espalharia.

— Estais insano? – Lucian que se levantava do chão ajudando James parecia pronto para pular do pescoço de Chai.

— Esse machucado não se fez sozinho. – ele apontou para a orelha que corria sangue, sua voz neutra. – Sinto muito por isso, não desejava criar problemas, mas meu instinto é esse.

— O que está acontecendo aqui? – o professor entrava na sala vendo o atrito de uma briga se formar.

Antes que Somchai conseguisse se desculpar pelos instintos auto-defensivos do seu espírito ainda rebelde, uma mão negra se levantou. Os cabelos encaracolados presos em uma fita decorativa das onças, os olhos vorazes de uma pantera.

— Ele não teve culpa. – A jovem se aproximou de Somchai e apoiou seu braço no ombro do menino. – Os outros começaram.

— Você só pode estar brincando comigo.  – Heather que havia se levantado do chão junto de Ikky, rugiu de raiva e partiu para o ataque.

James que estava de pé no meio da quadra previu o ataque da amiga e usou de seu espírito animal para para-la, ela não conseguiria passar pela sua forma de elefante. Heather bateu seu corpo no de James e foi parada, as garras para fora pronta para atacar.

— Heather, ela não vale o esforço. – James tentava segurar a menina que tentava sair da parede dura que ele havia criado com seu espírito sólido e cinza, muito parecido com um espelho.

Ikky usou de sua velocidade para segurar Heather, ele era mais forte do que James e conseguiria acalmar a jovem.

— Eu sinceramente não quero saber o que aconteceu aqui. – O professor suspirou exasperado. – Depois teremos uma conversa, levem os senhores Nivans e Uttanum para a enfermaria.

Aurora ajudou Pietro, ninguém parecia disposto a ajudar Somchai, mas James foi até ele. Afinal de contas, eles eram amigos. James foi pego no meio da batalha entre Chai e Lucian quando o primeiro ano acabou, seus dois amigos em uma batalha que havia durado até agora e só parecia piorar.

— Nada do que aquele ruivo de meia tigela não tenha merecido. – A jovem negra comentou com um sorriso perverso.

— Você só diz isso porque ele terminou com você. – Ikky defendeu o amigo.

— Como se você entende algo disso, Ezra. – Ela revirou os olhos. – Pelo o que eu saiba você não namorou ninguém, ou melhor dizendo, alguém o rejeitou.

Ikky sentiu a pressão que subiu pelo corpo de Heather, ele a soltou. Ela parecia mais vermelha do que o normal, mas manteve os seus braços longe do pescoço da jovem morena.

— Oras, Jocelyn – Lucian se juntava aos amigos. – porque você não vai se...

— Chega! – a voz do professor se propagou na sala. – Depois quero vocês quatro na minha sala.

Lucian bufou irritado. O professor repetia as normas da escola contra brigas e explicava o motivo de seu atraso, ele estava conversando com o diretor Carpenter, estava decidindo as ultimas duplas dos duelos.

Ele colou as listas no quadro da sala. As pessoas se dispersaram para verem com quem lutariam, a aula estava no final por isso Lucian se sentiu livre para sair quando o professor disse que ele podia ir ao banheiro espairecer.

Heather encarava Jocelyn com ódio no olhar quando Ikky foi até a lista. Logo um burburinho se instalou, as duplas pareciam uma decisão do destino.

— Eu não acredito. – alguns alunos diziam.

— Só pode ser brincadeira.

Ikky se esforçou com sua visão e averiguo os primeiros nomes da lista, para sua surpresa: Heather VS Jocelyn encabeçavam a lista. 



Notas finais do capítulo

Tensões no capítulo de hoje kkkk Finalmente vocês conheceram a Jocelyn, ela ainda tem muita história, mas conheceremos mais dela no decorrer dos capítulos.
Ok, avisos.
O primeiro aviso é meio triste, não teremos capítulo por uma semana. Eu vou viajar para a casa do meu pai e lá é um lugar totalmente isolado, quase no meio da floresta kkkk e o sinal de lá é péssimo, por isso eu não consigo entrar na internet e infelizmente não vou poder postar.
Dois: No capítulo passado eu esqueci de explicar que a "Clareira" que a Natalia diz é um labirinto do livro Maze Runner, o mesmo livro que ela carregava.
Três: Resolvi mostrar a aparência da Heather logo no capítulo que a Jocelyn aparece hehehe, quem interpreta ela é a Madelaine Petsch (https://data.whicdn.com/images/292449611/original.gif) Espero que vocês não tenham se frustrado com a visão dela.
Quatro: O segundo arco é sobre a escola, as aulas e etc, por isso os próximos dois capítulos serão centrados no estudo ou nos afazeres da escola.
Quinto: Todas as informações dos animais que eu coloquei aqui e na ficha são completamente fictícias, eu não entendo nada de biologia, por isso não levem as informações daqui a sério kkkkk
Sexto, especialmente para o criador do Somchai: Eu espero que você tenha gostado da reprodução do seu personagem, meu intuito não foi coloca-lo como vilão, mas eu precisava demonstrar os poderes deles e trazer novas informações sobre os espíritos, e a personalidade do Chai veio a calhar nesse momento. Espero que você compreenda.
Sétimo e ultimo: Apesar de muitos alunos terem mais controle do que outros, os espíritos animais ainda não são completamente controlados pelos alunos. Por vezes o espírito é mais forte do que o hospedeiro, por isso eles estão no colégio, para aprender a dominar esses poderes e usa-los para o bem. Por isso, o Chai tenta se desculpar depois de ter atacado o Lucian.
Praticamente uma carta, mas nos vemos no dia 12 provavelmente.
Até!



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