Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 23
The Nights


Notas iniciais do capítulo

Não tenho nem vergonha na cara de aparecer aqui depois de tanto tempo, mas vou ser breve.
Parei de postar porque meu pai faleceu e eu perdi toda a vontade de escrever, mas desde que o ano virou, eu voltei a sentir aquela vontade enorme de escrever e eu sempre disse que ia terminar essa história, então eu vou.
Não sei se alguém vai ler ainda, mas nunca se sabe.



[Jungle High School, 31 de outubro, segunda-feira – 20:21 PM]

O Halloween não demorou em tomar conta das paredes e da decoração da escola. As turmas se empenhavam para decora-la enquanto o grupo de organização escolar fazia seu trabalho anual ao construir a festa daquela noite.

Todos poderiam estar fantasiados, havia doces espalhados pelas mesas no salão de festas da escola. Assim como bebidas não alcoólicas e uma mesa para um DJ. Os alunos aproveitavam a festa para extravasar toda a sua tensão e poderem se divertir dentro dos perímetros escolares.

Pietro respirou fundo, pela primeira vez não parecia ansioso para uma festa. Sua melhor amiga não queria ver sua cara, seus pais estavam com problemas e ele não conseguia tirar a mente dos problemas para se divertir. Ajustou o escudo da sua fantasia se olhando uma ultima vez no espelho e saiu do dormitório.

A música alta entrou por seus ouvidos como melodia, ao descer até o salão era cumprimentado por todos que passavam. As meninas pareciam suspirar ao vê-lo fantasiado, muitas provavelmente desejariam que aquilo fosse real e que ele fosse o Capitão América que iria resgata-las.

Mas esse Capitão América não conseguia tirar uma viúva negra da cabeça. Pietro sentiu o tempo parar ao cruzar seus olhos com Natalia, a roupa preta deixava suas curvas marcadas, a maquiagem semelhante da personagem a deixavam com um ar selvagem e suas presas pareciam convidativas, para não dizer apaixonantes.

Natalia parecia petrificada. Ambos não conversavam a mais de uma semana e ali estavam com fantasias que combinavam. Talvez eles tivessem uma conexão maior do que ela gostaria de admitir.

A viúva negra desviou sua atenção do capitão América, determinada a tira-lo da cabeça nessa noite. Pietro suspirou derrotado e deixou que seus amigos do time de lacrosse o divertissem do modo que podiam.

[Salão de festa, 21:01 PM]

James, que era membro oficial do grupo de organização, havia ficado responsável pelo controle de bebidas daquele ano. Era uma decisão unanime ter o filho do diretor cuidando das bebidas, o loiro sempre excedia as expectativas do pai ao entregar aqueles alunos que bebiam demais e James fazia vista grossa com o restante da escola.

Desse modo, por anos as festas nunca tiveram qualquer problema com alunos bêbados ou agarrados a objetos vomitando tudo o que podiam. James andava com um caderninho para fazer anotações, o que combinava  com sua fantasia de Sherlock Holmes.

— Sherlock. – James virou para encarar Heather, trajada com sua fantasia de anjinho. – Como vai à busca?

— Ninguém bêbado ainda. – James sorriu. – isso é um alivio, você principalmente.

— Bom, eu não posso. Como você sabe. – Heather deu um sorriso singelo.

Depois do jantar com os pais, a jovem havia percebido a mentira que havia vivido por tantos anos. Estava se sentindo péssima e pediu distância do pai naquela noite, mas James foi um bom amigo, agora futuro meio-irmão. A confusão em sua mente foi a gota d’agua para que ela contasse a James por tudo o que estava passando.

Agora mais um nome se acrescentava a lista. Claire, Aurora, Jocelyn e James. O mesmo havia questionado se Lucian já sabia, mas percebeu a insegurança de Heather, ela não sabia como contar, ou se devia. Porém James a convenceu de fazer aquilo o quanto antes, ele estava perdendo tempo precioso para vivenciar essa experiência.

James tinha a certeza de que Lucian seria maduro o suficiente para assumir sua responsabilidade, já que apesar da surpresa que seria, seu sonho era ser pai. Naquela noite, James sentiu como seria ter uma irmã a partir de agora.

— Como foi à conversa com sua mãe? – James perguntou curioso enfiando diversas balas na boca.

— Ela me esclareceu muita coisa.  – Heather se lembrava vividamente da conversa que tivera com a mãe sobre a razão do termino do casamento com seu pai.

Para a surpresa de Heather, tudo havia acontecido simultaneamente. Sua mãe havia traído seu pai com o pai de Jocelyn, porém ao contar ao marido, descobriu que o mesmo era gay e tentaram lidar com isso da melhor forma que podiam na época.

Separaram-se e ela foi morar com o pai de Jocelyn, não houve ressentimento, já que ambos decidiram que esse era o melhor modo de se seguir. Mas haviam cometido o erro de não esclarecer as coisas a Heather, então a criança que se deparava com a separação dos pais e a mãe formando outra família transferiu toda a culpa para sua meia-irmã mais nova: Jocelyn.

— Vai tentar consertar as coisas com a Jocelyn? – James tentava ajuda-la.

— Vou, mas eu sempre estive errada esses anos todos e a maltratei. – Heather suspirou. – Não será fácil conseguir o seu perdão.

— Seus pais fizeram uma besteira enorme e você perdoou eles. – James ilustrou. – Talvez não demore muito para que vocês fiquem bem.

— Eu espero que sim.

[Salão de festas, 22:30 PM]

Claire dançava de acordo com a música. Adorava as festas da escola, era sempre um jeito novo e diferente de deixar seus dias agitados.

Devia estar em seu quarto copo de bebida, sentia seus sentidos aguçados. Sua visão captava tudo em 260°, sua cabeça parecia girar. Seus batimentos acelerados, mas seus movimentos eram lentos e prazerosos. Um grupo de alunos do segundo e primeiro ano se divertiam junto dela. Algo parecia diferente dentro dela.

Claire tentava se desviar das afirmações que sua cabeça fazia, “como ela parecia bonita hoje” pensava. Se divertindo em um canto com os amigos mais próximos, poderia passar despercebida por qualquer olhar, menos os atentos olhos de um crocodilo.

Sua sanidade já estava muito longe dali, quando decidiu se aproximar. Talvez se arrependesse disso no dia seguinte.

— Aurora! – Claire gritou para conseguir ser ouvida acima da música. – Essa fantasia de flor é muito inteligente. Um espirito abelha, em um corpo de flor, trocadilho inteligente.

— Claire. – Aurora achava estranha a abordagem repentina. – Obrigada, eu acho.

— Nada a declarar sobre a minha fantasia? – Claire deu uma voltinha.

— Você é um... – Aurora tentava decifrar a fantasia e com um estalo entendeu. – urso, pois ursos comem o mel das abelhas.

— Você é tão inteligente. – Claire sorriu. – Vou deixar você em paz, mas fico feliz que tenha apreciado minha fantasia.

Claire se deslocou para o outro lado do salão, o coração batendo forte, antes que virasse outro copo para dentro da boca. Poderia flertar o quanto quisesse, mas não se deixaria admitir que estava apaixonada por Aurora Weeber.

[Salão de festa, bar, 23:22 PM]

A música continuava a tocar empolgada, o cheiro de bebida começava a subir pelo ar. Jovens e mais jovens dançavam incansavelmente na pista de dança, as fantasias se superavam naquele ano, uma variedade enorme de gostos apareciam.

Lucian trajava sua fantasia de diabo, os chifres piscando e o sorriso arrebatador. As novatas daquele ano pareciam ansiosas para conseguir um beijo do diabo. Trabalhando como barman naquela festa, Lucian recebeu uma quantidade enorme de cantadas e doces do correio amoroso daquele Halloween.

Seu ego estava mais do que massageado a partir dali, mas seu coração só desejava ver um anjinho que o havia evitado à noite inteira. Heather era pega o encarando e sempre sorria com um pirulito na boca fazendo com que Lucian sentisse arrepios por seu corpo.

Como um anjo podia ser tão diabólico?

— Sr. Haid, mais um correio pra você. – Uma das alunas do terceiro ano entregou um doce a ele junto de um papel.

Não demorou muito para que um sorriso se abrisse em seus lábios, ele olhou para frente e ali ela estava. Um anjo, seu anjo. Heather se debruçou sobre o balcão e eles se beijaram. Lucian conseguia sentir o gosto de pirulito em seus lábios.

— Então você tem uma surpresa pra mim? – Lucian sussurrou no ouvido de Heather, citando o que estava escrito no cartão.

— Tenho, mas você vai ter que terminar seu expediente primeiro, barman. – Ela sorriu e colocou um pirulito fechado no bolso da camiseta social dele. – Você vai saber onde me encontrar.

Heather se afasta dele para se juntar aos outros amigos e Lucian suspira, sente seu coração comprimido, era muito amor para um jovem só.

Não passava das 2 da manhã quando a festa terminou e Lucian pode sair do bar, o pirulito indicava a sala X, ele não conseguia imaginar que surpresa ela estaria preparando para ele. Nem mesmo se incomodou de estar vestido de diabo ainda quando foi encontra-la.

— Heather? – ele bateu a porta.

— Pode entrar.

Lucian empurrou a porta e milhares de balões voaram por todos os lados, ele não conseguia imaginar o que estava por vir.

Heather estava alguns passos a sua frente, a roupa de anjo continuava em si, porém ela estava com um top, dando uma visibilidade maior de sua barriga, ela sorria. Ele olhou para o caminho de coisas de bebê que haviam entre eles. Roupas, chupetas, mamadeiras. Tudo isso trilhava um caminho até ela.

Foi quando Lucian se deu conta que o balão que Heather segurava dizia:

“Parabéns, papai!”

O choque era tremendo, mas ele também sentia outra coisa: felicidade.



Notas finais do capítulo

Eu troquei de celular então perdi muita coisas de alguns capítulos, mas vou tentar recuperar o possível da minha mente.
Espero que tenham gostado, faz meses que não escrevo nada.



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