Jungle Guards School - INTERATIVA escrita por Giovanna


Capítulo 10
7 Years


Notas iniciais do capítulo

Hellow! ♥
Semana corrida, mas capítulo novo saindo hoje.
Algumas pistas do que o jovem Ikky está metido e mais sobre a família de cada um.
Na minha opinião, essa música do título me remete muito a infância e família, por isso achei que super combinou hihihi
Até lá.



 

[Casa dos Ezra’s, quarto do Ikky, 08:17 AM]

Ikky Ezra tentava ignorar as batidas em sua porta, como ele odiava ser acordado pelas manhãs. Não tinha forças para continuar um bom dia se ficaria ouvindo sua mãe reclamar de tudo da vida. Ikky amava a mãe, mas detestava o fato dela sempre o tratar como uma criança e querer repetidamente tira-lo do colégio de protetores.

Os pais do menino não possuíam poderes, por isso não entendiam a fissura de Ikky em salvar o mundo. Apesar de possuírem uma empresa que se importava muito com o meio ambiente, os mais velhos não queriam colocar a vida de seu filho a prova, pois salvar o mundo consistia em ter algumas perdas.

— Ta bom, mãe. – o jovem se declarou vencido ainda com a voz rouca da manhã. – Eu levanto.

Meia hora mais tarde, Ikky encontrou seus pais na mesa do café da manhã. A TV que estava ligada passava o noticiário do domingo, que logo daria lugar os desenhos e filmes, porém Ikky já planejava sua corrida pela tarde. Era um hábito tão bom que seus pais não podiam reclamar disso, ele estaria exercitando o corpo e deixando sua saúde em dia, algo que eles não podiam proibir o filho de fazer.

— Onde você foi à noite? – A mãe perguntou assim que ele se sentou. – Não te achei na cama.

— Natália... – Marcelo, pai de Ikky se manifestou abaixando o jornal. – Deixe o nosso filho respirar.

Natalia Ezra pareceu ouvir o marido e se levantou para trazer mais coisas a mesa, ela era extremamente preocupada com o filho, o que deixava Ikky sufocado muita das vezes. Ele era um passarinho, não podia ter uma mãe presa a suas asas, se não nunca conseguiria voar.

Ikky agradeceu ao pai mentalmente enquanto abastecia seu prato de pão e frutas, ele sabia que o pai podia controlar a mãe por alguns instantes lhe dando calmaria pela manhã, mas assim que o jovem voltasse de sua corrida diária, ele teria que ouvir o pai tentando convencê-lo a tomar as rédeas da empresa.

O castanho suspirou, ele não desejava seguir a carreira do pai, ele só queria ser livre de toda a burocracia da empresa e do fardo de ser o único herdeiro da industria. Ele desejava que o pai parasse com essa ideia fixa e passasse a empresa para algum jovem que realmente merecesse o cargo, ou melhor, que realmente o quisesse.

A TV emitiu um alerta em vermelho, Marcelo que reconheceu a importância da noticia aumentou o som. O repórter relatava outro ataque terrorista a uma fábrica ontem, como sempre rostos não foram capturados pelas câmeras e não havia padrão entre os baderneiros.

— Katastrophy é o título que os oficiais têm usado com esse grupo de jovens terroristas, por isso emitimos um alerta a empresários e comerciantes. – O jornalista tinha tom sério fazendo Marcelo ficar mais preocupado. – Eles destroem propriedades de maneira inigualável, para aparentemente ensinar empresas que destroem os meios naturais.

Marcelo suspirou, ele ajudava o meio ambiente com sua empresa, mas talvez fosse considerado letal pelo fato de cortar algumas arvores ainda. Ele sentiu um terrível medo de perder seu maior bem, mas o que ele nem mesmo sabia era que um dos terroristas delinquentes morava dentro de sua casa.

[Casa dos Strauss, domingo, 12:23 PM]

Derek tentava se concentrar nas linhas de um de seus novos livros policiais, mas o barulho insistente que parecia vir de todo o lugar o incomodava. Ele se levantou e foi até o celular em cima da mesa do computador, as notificações em suas redes sociais excediam o parâmetro normal, as pessoas pareciam dispostas a irrita-lo.

Seu computador parecia do mesmo modo, eles não paravam de apitar mostrando novas notificações. “Todo esse barulho devido a 140 caracteres na qual meu nome é citado, o Burn Book é uma merda” o jovem pensou enquanto observava seus aplicativos serem removidos do celular.

Ele voltou a se sentar na cama e dessa vez optou por mandar um SMS ao namorado.

Derek: Exclui meus aplicativos :/ Se precisar de mim, nos falamos por aqui. [12:27pm]

Somchai: Sinto muito... nos falamos por ai. [12:31pm]

Derek suspirou cansado, apesar do artigo do Burn Book relatar sobre uma traição, Derek confiava no namorado e sabia que ele nunca faria isso. Porém isso não impedia que as pessoas atacassem ambos de maneira brusca e dolorosa.

Todos ficam corajosos atrás de uma tela de computador. Mensagens, comentários e imagens ofensivas começaram a aparecer em sua timeline do facebook, instagram e até mesmo em seu snapchat e twitter. Ele provavelmente espancaria qualquer pessoa que o provocasse em relação a ser o novo “corno” da escola, mas não tinha como parar com a propagação do artigo.

Além disso, ele não tinha como proteger Somchai de ser excomungado por isso também. Todos pareciam piorar o lado da história do tailandês pelo simples fato deles serem gays, ou porque quase ninguém tinha uma empatia tão grande pelo jovem Chai, por mais que ele fosse a pessoa mais empática que Derek havia conhecido em sua vida.

Ele não ligava tanto para as mensagens e comentários, mas ele sabia que Chai se afetaria e s sentia inútil por não fazer nada. O tailandês nem mesmo queria receber visitas, o que entristecia o coração jovem de Derek, mas em meio a tanta bagunça, Derek tinha uma saída.

— Maninho! – Florence Vega, uma menininha de 8 anos entrou saltitando no quarto de Derek. – a mãe está te chamando pro almoço.

Derek abriu um sorriso carinhoso e abraçou a irmã mais nova, ela era como um mundo para si, por mais que viessem de mães diferentes. A família de Derek era complicada, porém tudo para ele se resumia a Florence, ela era seu anjinho e ele transformaria o mundo num lugar melhor para ela.

Ela sorriu feliz nos braços do irmão, Derek era a personificação de irmão dos sonhos e Florence explodia de felicidade sempre que estava com ele. Seus olhos inocentes brilhavam sempre que olhava para o “seu herói” e o puxava rindo para as escadas, Derek sentia o coração aquecido e enquanto estivesse com sua irmãzinha, esqueceria os problemas... Por mais que desejasse que Somchai estivesse bem.

[Casa dos Nimble, domingo, sala de estar, 17:34 PM]

Kenai olhava concentrado para a torre a sua frente, os olhos de sua irmã Yara o observavam com afinco, assim como os pais dos jovens que praticamente não respiravam para não atrapalhar o mais novo. Uma gota de suor desceu pela testa do negro que puxou o seu bloquinho calmamente, a torre pareceu se inclinar e parar, mas logo a surpresa, ela se desfez no chão.

— Ganhei! – Yara Nimble ergueu as mãos ao seu e ainda sentada de pernas cruzadas começou a fazer a dancinha da vitória.

Kenai bufou frustrado e com raiva ao perder no Jenga de novo. Agatha, mãe dos dois jovens, ria da filha e ia recolhendo os blocos para guardar na caixa enquanto seu marido, Edmundo colocava a mão no ombro do filho.

— Não foi dessa vez, Ken. – o pai tentou consolar o filho que bufava com raiva, por mais que fosse somente um jogo, Kenai não era conhecido por ser calmo e brincalhão como sua irmã.

— E a gostosona da Yara continua imbatível! – Yara se levantou comemorando e rindo. – Não fica com essa cara Ken, você pode ganhar, no próximo jogo.

— Ninguém nunca consegue vencê-la. – Kenai se lamentou. – Isso é injusto.

— Só na sua terra, maninho. – Yara sempre foi muito competitiva, fazendo com que se aperfeiçoasse em todas as técnicas que conhecia para ser a melhor, até mesmo em um simples jogo de blocos. – Agora vamos, temos uma festa para ir.

Ela estendeu a mão e ele pegou a dela, ela parecia fazer esforço para levanta-lo, até mesmo a mais forte ela desejava ser.

— Eu não acho que você tenha força o suficiente para levantar esse ursão, filha. – Agatha que terminava de guardar as peças olhou para os dois. – Não é mesmo, Ken?

Kenai entendendo o que a mãe dizia, soltou todo o seu peso de urso em seu corpo, fazendo Yara ser levada ao chão junto dele. Logo toda a família estava rindo mais uma vez, enquanto Yara e Kenai estavam embolados no chão.

— Isso é tão injusto! – Yara se sentou. – Eu não tenho poderes como ele.

— Quem ganhou agora mesmo? – Kenai colocou uma mão atrás da orelha desejando ouvir a irmã mais velha.

— A pessoa que tem 21 anos. – Ela declarou. – Os mais velhos sempre ganham.

Os dois riram e dessa vez, Kenai levantou ela. Os dois seguiram escada acima para se arrumarem, Yara e Kenai eram como unha e carne, arroz e feijão, eles sempre convivam melhores juntos e se entendiam muito bem.

Por mais que Kenai não tivesse idade para beber ainda, Yara o levava a todas as festas do estado. Ela era festeira e gostava de se divertir e por mais que Kenai fosse seu oposto, ela sabia como trazer alegria a ele.

Eles sempre seriam melhores amigos e irmãos, quem disse que para a combinação dar certo eles teriam que seguir padrões?

[Casa dos Hyde, quarto da Maxine, 21:21 PM]

Maxine havia acabado de se sentar na frente de seu computador. Havia ido buscar Anna, sua irmã de 12 anos da casa de uma amiguinha na qual ela passou o dia. Aparentemente Anna não havia causado dano nenhum na casa dessa vez, a jovenzinha era conhecida por ser muito energética e estabanada, sempre trazendo confusões.

Por mais que Maxine fosse o contrário de Anna, ela ainda assim a amava. Ela ficou encarregada de cuidar da Anna naquela noite. Seus pais eram divorciados e ambas moravam com sua mãe, porém a jovem e linda Sylvie tinha um encontro essa noite e Max tinha certeza que ela só voltaria depois de ter torrado a grana o cara em algum motel 5 estrelas.

Max tentava proteger ao máximo Anna de saber do que havia acontecido com seus pais, de manter o conto de fadas de Anna vivo, pois sua mãe não sabia muito como fazer isso. Sylvie tinha que trabalhar o dobro do tempo para conseguir sustentar as meninas e infelizmente isso lhe tirava a maior parte do tempo para ficar com as duas. Maxine não era a maior fã dos pais e tinha seus motivos, mas não queria que Anna tivesse que passar pelo mesmo.

Ela puxou a tela de seu notebook para cima sabendo que Anna estava assistindo algum seriado com classificação maior de dezesseis em seu quarto. Esse era o lado bom de ser uma menina muito boa de informática. Ela conseguia monitorar tudo o que Anna fazia e assim não teria que passar por problemas quando a mãe chegasse.

A jovem de cabelos curtos presos em uma goma observou as abas abertas em seu computador, suas redes sociais e o Burn Book. A notícia de que Derek Strauss era corno havia abalado o colégio, todos os viam pelos corredores de mãos dadas e compartilhando sorrisos, por isso era tão difícil acreditar que talvez isso houvesse acontecido. Por mais que o histórico passado de Somchai e James deixasse algumas pistas.

O artigo não vinha acompanhado de foto e nem do nome do amante de Somchai, mas todos tinham seus palpites e o maior deles era o filho do diretor. O que a remetia a pensar no primeiro artigo do Burn book, a noticia de que Lucian Viktor era virgem.

Por mais que hoje em dia todos desconfiassem que ele havia perdido ela com Heather, os dois estavam muito mais próximos depois dessas férias de verão. O que era estranho, já que Heather não se distanciava dele desde o final do primeiro ano do mesmo, exatamente onde Somchai e Lucian haviam brigado.

Max coçou a nuca pensando, quando será que eles descobririam toda a verdade sobre essas brigas no passado? Ela deslizou o dedo pelo mouse e abriu o Word, pousou seus dedos no teclado e digitou: Fanfic – Os segredos dos meus amigos.



Notas finais do capítulo

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A deusa da foto de hoje é a Claire Meyer, realmente carinha de anjo, mas esses olhos azuis mostram o demoniozinho que ela é.
Quero muito ler o que vocês acham da Max ter uma fanfic em segredo onde ela conta sobre a vida dos personagens de vocês. O que eles fariam se descobrissem?
Um capítulo cheio de irmãs como deu pra ver kkkk espero que tenham gostado.
Beijinhos



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