SAGA HP; Sob uma Nova Visão escrita por DarkyPhoenix


Capítulo 8
O Segredo dentro do medalhão e tudo começa a dar errado


Notas iniciais do capítulo

Atualizando rápido

Não se acostumem tá?

Brinks, Boa Leitura



Muitas coisas haviam acontecido desde que eu comecei a atacar os nascidos trouxas da escola, durante um duelo todos descobrimos que o Harry é ofidioglota e por causa disso agora metade da escola acredita que ele é o herdeiro de Slytherin e o culpam pelos ataques que eu cometi, nunca havia me sentido culpada assim em toda minha vida, simplesmente não é o justo o Harry levar a culpa por mim, não posso deixar isso acontecer, mas também não estou disposta a confessar.

Sangue, eu quero sangue- Dizia o Basilisco para mim-Todos eles devem morrer, matar, matar. Hora de matar.

Vi o Nick Quase sem cabeça se aproximar, e respirei fundo. Odeio ter que fazer isso.

Agora Basilisco, pode atacar— Dei a ordem em ofidioglossia e a cobra gigante não pensou duas vezes antes de se aproximar de um aluno nascido trouxa, ele correu para trás do Nick e quando abriu os olhos pensando estar seguro, dá de cara com os olhos amarelos do Basilisco através do Senhor Nicolas. Não teve nem tempo de reagir, foi petrificado na hora.

E O Nick Quase sem Cabeça pareceu ter sido afetado também, não se mexia o que me deixou preocupada. Não queria fazer mal aos nascidos trouxas ainda mais ao fantasma da minha casa.

Não tive muito tempo para me arrepender porque ouvi passos se aproximando, não poderia ser pega a essa altura do campeonato.

Vamos correr— Ordeno ao Basilisco em língua de cobra- De volta para câmara.

Nós dois corremos rápido e conseguimos chegar ao banheiro feminino sem sermos vistos.

Abra— Falo em ofidioglossia e a entrada para câmara se revela- Volte para a câmara, eu preciso voltar para o meu dormitório antes que minha colega de quarto levante suspeitas.

Depois que me certifiquei de que o Basilisco havia mais uma vez voltado me segura para o seu lugar, corri de volta ao meu quarto e encontrei lá Hermione que largou seu livro e me olhou preocupada.

—O que houve Izzy? Você não parece estar bem- Ela diz preocupada e eu retribuo com um olhar frio, não estava no humor para conversas.

—Estou bem Hermione- Respondo mecanicamente- Só um pouco enjoada porque não tive tempo para comer nada por causa da detenção.

A Última parte não era mentira, eu só havia feito uma refeição hoje e realmente tem sido assim desde o início dos ataques, mas não era por causa das detenções. Com as aulas, as detenções, o Quadribol e ainda tinha o tempo que Tom e eu temos que planejar minuciosamente os ataques, era esse último que me ferrava e não me deixava ter tempo para comer ou fazer qualquer outra coisa.

—Podemos ir até a cozinha pedir alguma coisa aos elfos se você quiser- Ela sugere e eu nego com a cabeça, não podia arriscar levantar suspeitas se os outros achassem que eu não estava no salão comunal na hora do jantar e nem em detenção, iriam com certeza estranhar.

—Ok preciso da sua ajuda Isabelle, com a poção polissuco. È bem complicada e como você é a melhor aluna em poções- Ela diz e eu arqueio uma sobrancelha pensando no quanto Hermione Granger deve estar desesperada para admitir que eu sou melhor do que ela em alguma matéria.

 -Só porque você admitiu isso, então sim eu ajudo- Digo e ela sorri e vai pegar o livro de poções avançadas.

E eu aproveito a saída dela para pegar meu travesseiro, enfiar minha cara nela e soltar um grito alto que é abafado. Só tenho 12 anos, não era para eu estar sendo obrigada a petrificar pessoas.

***

POV Harry Potter

Reviro os olhos ao ouvir mais uma vez, alguns alunos afirmando que eu era o herdeiro de Slytherin, desde o duelo em que o Malfoy conjurou uma cobra e eu havia sem perceber falado com ela todos estavam pensando que eu sou o culpado pelos alunos petrificados.

E Estranhamente a Isabelle andava muito estranha ultimamente, muito distante de mim e do Rony. Ela pediu minha capa de invisibilidade emprestada e eu emprestei só que até agora ainda não sei por que ela precisava.

—Três fichas de alunos sumiram Severo- Diz Alvo Dumbledore para o Snape enquanto e eu resolvo parar para escutar, visto a minha capa rapidamente para não ser percebido.

—De quais alunos? - Pergunta Snape

—Isabelle Weasley, Eleanor Black e Tom Riddle- Responde Dumbledore- Um Elfo confessou ter sem querer jogado fora, mas considerando a ligação entre os três é muito suspeito não acha Severo?

—Acha que foi Isabelle Diretor? – Snape pergunta parecendo desconfiado- Sim ela parece estar mais estranha ultimamente eu tenho notado, mas daí a invadir seu escritório e roubar fichas de alunos.

Snape olhou diretamente para mim desconfiado como se soubesse que eu estivesse por perto então para não arriscar resolvi me afastar devagar sem fazer barulho depois voltei para o salão comunal da Grifinória, mas parei na entrada quando ouvi a voz da Izzy.

Iris eu sei que não devo confiar nele. Mas que opção eu tenho?— Ela falava para uma cobra e então eu finalmente liguei os pontos.

—Izzy você é ofidioglota? - Pergunto me aproximando e ela se levanta assustada.

Ferrou- Diz a cobra- Vou dar o fora daqui.

Que ótima amiga você hein— Reclama Isabelle na língua das cobras, mas a cobra já tinha vazado.

—Por que não me contou Isabelle? – Pergunto um tanto chateado, afinal por que essa garota tem tantos segredos?

—Porque não é da sua conta Potter- Ela fala grossa e visivelmente irritada- Agradeceria se não contasse para mais ninguém.

—Não vou- Asseguro colocando uma mão no ombro dela como forma de conforto- Só queria que não você não tivesse tido a necessidade de esconder isso de mim.

Os olhos verde esmeralda estavam num misto de tensão e dúvida, eu consegui saber por ele que ela estava passando por momentos difíceis, estava com medo.

—Da Próxima vez que entrar assim do nada vou ser obrigada a dar um soco nessa sua carinha linda Potter- Ela fala e me dá um beijo demorado na bochecha- Tenho que ir atrás daquela pestinha rastejante agora.

Ela saiu chamando a tal “Iris” em língua de cobra me deixando um tanto chocado com a mão na bochecha onde momentosa atrás eu havia ganhado um beijo dela. Não era algo que eu esperava de Isabelle Weasley, e foi simplesmente bom.

***

—O Santo Potter- Debocha Malfoy- E as pessoas acham mesmo que ele é o herdeiro de Slytherin.

Fiquei um tanto mais aliviado em o Malfoy não achar que eu sou o tal herdeiro e culpado por tudo isso. Mas não pude demonstrar porque estou usando a pele do Goyle.

—Deve ter alguma ideia de quem está por trás disso- Pergunto a ele que nega com a cabeça.

—Sabe que não tenho Goyle, te falei isso ontem. Quantas vezes vou ter que repetir? - Ele pega uma caixinha e pergunta se é meu, pode ser do Goyle, mas como eu não sei fiz que não com a cabeça- Mas uma coisa meu pai me disse, na época de escola dele a câmara foi aberta, não me disse quem foi que abriu, mas a mãezinha sangue ruim do Potter foi petrificada e um outro sangue ruim morreu.

Me segurei para não ficar com raiva do que ele havia falado da minha mãe e o Rony me ajudou.

—È só uma questão de tempo para que um deles morra dessa vez- Continua Malfoy- E por mim torço para ser a Granger.

Essa fala fez o Rony disfarçado de Crabble se levantar com raiva e eu tive de segura-lo, e Draco desconfiou dizendo que estávamos agindo estranhos, então tive que murmurar um “fica calmo” para ele.

—E quanto a Weasley? - Pergunto quando vem a curiosidade de saber- Por que você implica tanto com ela?

—Já te falei o porquê Goyle, você está muito esquecido hoje- Reclama ele- Isabelle Weasley é um ponto intrigante, esquentadinha, nunca leva um desaforo para casa. Ela me irrita, mas não da mesma forma que a Granger, aquela eu desprezo mesmo.

—Você gosta dela- Rony concluiu o que fez algo dentro de mim revirar-Você tem uma queda pela Weasley.

O Draco calou a boca do Rony com a mão rápido.

—Quer falar mais alto? Se meu pai souber estou ferrado-  Ele diz e tira a mão da boca do Ron- Você normalmente não teria deduzido isso tão rápido, está menos burro do que o normal Crabble.

Não sei por que, mas apenas pensar em Draco perto da Isabelle dessa forma me fez sentir meu corpo queimar por dentro, sabia que era raiva.

***

POV Isabelle

—O que você quer? - Pergunto irritada com a mão na cintura- Eu já sei suas ameaças Tom, já fiz o que você praticamente me exigiu.

Havia acabado de sair do Quadribol e ainda estava o uniforme de artilheira, não estava irritada por isso, estava tão irritada que não importava o quanto ele é assustador eu com certeza vou superar.

—Preciso te mostrar uma coisa- Ele responde e eu arqueio uma das minhas sobrancelhas- Só que primeiro você pode tratar de subir na cozinha e comer alguma coisa.

—Não estou com fome- Falo com os braços cruzados só para desacata-lo mesmo, mas a minha barriga roncou em seguida o que me fez revirar os olhos.

—Ah não? - Ele pergunta com sarcasmo – Se continuar se esforçando para coisas inúteis como Quadribol e não se alimentar Isabelle, vai ficar doente.

—Como se você se importasse- Digo com deboche- Só se preocupa com a minha saúde, por precisa de mim para executar os ataques.

—Pense o que quiser- Tom disse claramente impaciente- Não quer finalmente descobrir o que tem dentro desse medalhão?

Movida pela curiosidade e mesmo a contra- gosto eu corri até a cozinha e comi a primeira coisa que os elfos da cozinha me ofereceram, então voltei para câmara.

—Me mostra- Falei tirando o medalhão do meu pescoço- Como abre isso?

Peverell— Ele disse em língua de cobra e o medalhão que estava na minha mão se abriu imediatamente e olhei dentro dele havia algo, um anel. Peguei o anel e o observei com cuidado, era dourado com uma pedra preta e nessa pedra estava gravado um símbolo: O Símbolo das Relíquias da Morte.

—Isso é? - Pergunto incrédula minha boca em um formato de O- O que eu tô pensando?

—Depende- Tom responde- Se você estiver pensando em pedra da ressurreição, está certíssima.

Meus olhos se arregalaram como nunca tinham feito antes, uma relíquia da morte? Passei mais de um ano com uma relíquia da morte pendurada no pescoço?

—Como? - Pergunto ainda olhando firme para o anel- Como você conseguiu?

—Não somos descentes apenas de Salazar Slytherin minha filha. Também somos de Cadmus Peverell – Ele explica e meus olhos faltam saltar da cara de tão arregalados- Seu amiguinho Potter é descendente de Ignotus Peverell por isso herdou a capa de invisibilidade, de geração em geração passou até ele, a mesma coisa aconteceu com a Família Gaunt só que com a pedra nesse anel.

Pego a ficha do Tom que havia roubado do escritório do Dumbledore e analiso a parte dos pais novamente.

Pais biológicos: Tom Riddle Sr. e Merope Gaunt.

Então liguei os pontos na hora.

—Você usou Isabelle G no bilhete, por que? - Pergunto sem entender.

 -Era importante- Ele responde dando de ombros- Não iria usar o nome nojento do meu pai trouxa, até é melhor você usar Weasley mesmo, pelo menos é nome de puro sangue.

—Mas eu não sou puro sangue.- Falo e ele revira os olhos então resolvo voltar ao assunto principal- Já usou? A Pedra da Ressureição?

—Não, nunca tive interesse em trazer ninguém dos mortos- Tom responde me surpreendendo, não era a resposta que eu esperava- Embora o poder por trás dela ainda me fascine.

—Nem mesmo a sua mãe? - Pergunto hesitante- Minha avó Merope?

—Ela era fraca, morreu na sarjeta como a miserável que era- Ele responde e até eu me impressiono com a frieza dessas palavras.

—E a minha? - Pergunto mais hesitante ainda e ele não me responde, nem mesmo olha para mim.

Pensei sobre isso, ele havia me mostrado um dos objetos mais poderosos que existe no Mundo Mágico, só podia significar que eu consegui conquistar a confiança dele, agora só precisava usar isso ao meu favor, dar um jeito de pará-lo no ataque aos nascidos trouxas.

Me irrito com o vácuo e fecho o medalhão novamente com o anel dentro.

—Vou indo, tenho uma prova amanhã e se eu tirar trasgo por sua culpa- Falo com um olhar frio- Você vai ver.

—Eu te mostro uma das relíquias da morte e você vai estudar? - Ele pergunta com sarcasmo- È minha filha mesmo.

—Ah é mesmo esqueci que você era um nerd- Falo retribuindo o sarcasmo- Aliás tem muita coisa das aulas que está embaralhando na minha cabeça por sua culpa, tive que me concentrar nos ataques.

—Então me deixa compensar- Ele fala e eu arqueio uma sobrancelha em resposta- O que foi? Não viu minhas notas na ficha que você roubou?

—Vi, você tirou ótimo em todos os N.O.M.S e N.I.E.M.S- Falo com deboche- Ok pode me ajudar, só porque eu tô muito desesperada.

Me sentei e com a varinha conjurei meus livros para cá, passamos horas estudando e admito que foi uma experiência até que interessante, ele explica até que melhor do que a chata da minha professora pelo menos não dá me dá vontade de dormir.

—Nunca fez isso antes? Porque você está me dando um trabalhão- Ele diz e eu rio.

—Estudar com alguém? Não, meus pais sempre estavam muito ocupados com meus irmãos, e meus irmãos não são do tipo que gostam de estudar- Respondo ainda com a cara nos livros.

—Você tem jeito, só precisa aprender a gostar- Tom responde- Vou te dar um empurrãozinho, aí depois é por sua própria conta.

Concordo com a cabeça e assim se passam mais algumas horas, até que não foi tão ruim quanto eu esperava que seria, antes estudar era uma coisa insuportável de chata, mas agora Tom Riddle me mostrou sal perspectiva, foi até que interessante aprender. E depois fizemos uma revisão nada convencional, ele pegou minha varinha e para cada resposta errada me lançava uma azaração.

Até que comecei a sentir meus olhos pesarem, queria chegar ao meu quarto antes, mas eles acabaram por fecharem contra minha vontade.

Mesmo com os olhos fechados, consegui sentir alguma coisa ser colocada em cima de mim que já estava deitada no chão da câmara, senti que era uma manta do uniforme de Hogwarts, mas eu estava usando a minha. Passei os dedos por onde parecia ser o brasão e senti o formato de uma cobra.

— Estou feliz por ainda estar aqui Izzy- Era voz de Tom, a última coisa que eu ouvi antes de o sono me levar e essa foi a primeira e com certeza única vez que ele me chamou de Izzy.

Talvez não seja tão ruim ser filha dele, no final das contas.

***

—Ai mais 5 minutos- Falo me virando mas acabo percebendo o quão duro estava a superfície em que eu estava dormindo, com certeza não era minha cama então levantei rapidamente e acordei dando de cara com o Basilisco que havia dormido ao meu lado e ainda estava dormindo.

Ok né.

—Não o acorde- Diz Tom se aproximando e eu devolvo o manto da Sonserina dele- ele fica mal-humorado e quer dar um passeio, aí vai sobrar para você.

—Sempre sobra para mim, não é? - Resmungo esfregando os olhos- Essa não! Hermione sabe que eu dormi fora, ela vai me encher de perguntas.

—Isso é o que você ganha por ser amiga de uma sangue ruim- Ele diz e eu bufo, não consigo tirar por nada no mundo essas ideias de puro sangue da cabeça dele então nem me dou mais o trabalho.

—Que horas são? Pergunto.

—Não tenho ideia, Slytherin não teve a brilhante ideia de colocar um relógio aqui- Ele diz com sarcasmo e eu reviro os olhos- Seu nome do meio é Ariana?

Vejo que ele está lendo a minha ficha com um sorriso torto nos lábios.

—È- Pergunto com uma mão na cintura- Algum problema?

—Só pode ter o dedo do Dumbledore nisso- Tom diz um tanto decepcionado e eu fico confusa, não sei o que tem a ver- Ariana era o nome da irmã dele.

—Dumbledore tem uma irmã? - Pergunto surpresa.

—Tinha- Ele me corrige- Então na dúvida, é melhor você correr se quiser fazer aquela prova.

—È Verdade- Peguei a minha varinha e conjurei todos os livros de volta para o meu quarto depois me dispus a correr- Fui.

E de fato eu cheguei na hora da prova em cima da hora o que fez a professora me olhar feio e a Hermione me lançou um olhar dizendo “Aonde diabos você estava ontem? ”, eu apenas ignorei e me concentrei em fazer a prova e por incrível que pareça fui a primeira a terminar.

Depois saímos da sala para ir para próxima aula.

—Isabelle Weasley posso saber aonde você dormiu noite passada? - Hermione pergunta pela milésima vez depois de terminamos de fazer a prova e eu reviro os olhos.

—Pela milésima vez Granger não te interessa- Falo curta e grossa, já estou impaciente com essa insistência.

—Ok não conte- Hermione diz irritada e sai andando.

***

Mais dias haviam passado e Tom estava ficando cada vez mais aquele que me ajudou a estudar e mais aquele que ameaçou minha família para me obrigar a atacar todos os nascidos trouxas, eu achava que não podia mais piorar do que ter que petrificar alunos inocentes, mas estava muito enganada. Ele logo começou a exigir que alguém morresse.

—Já disse Tom Marvolo Riddle: Eu não quero sangue nas minhas mãos- Falo irritada girando a pedra do meu medalhão com os dedos.

—Então vai bater o pé mesmo- Ele pergunta com sarcasmo e eu assinto com a cabeça.

—Já estou farta, posso ser sua filha, mas isso não significa que você tem o poder de me manipular-Tiro o meu medalhão do pescoço- Pode não ser uma solução definitiva, mas eu vou me livrar de você por enquanto.

—Então vai escolher os sangues ruins? - Tom pergunta com um olhar frio e diabólico- Se ousar fazer isso irá se arrepender Isabelle Ariana Riddle.

—Já me arrependi- Falo e giro o medalhão em cima do diário, que com um feixe de luz puxa o Tom de volta para dentro dele.

Não pensando direito, eu saio correndo da câmara secreta, precisava me livrar desse diário amaldiçoado rápido.

Dentro do banheiro vi que a fantasma da Murta que geme estava distraída de costas então não perceberia minha presença, joguei o diário o mais forte e o mais longe que consegui e sai do banheiro correndo finalmente sentindo um pequeno gostinho de liberdade.

***

—Foi Hagrid- Diz Harry e eu custo a acreditar- Hagrid abriu a Câmara Secreta a anos atrás.

—Não pode ter sido o Hagrid- Diz Hermione e eu concordo-Não mesmo.

—A gente nem conhece esse Tom Riddle- Murmura Rony desconfiado- Ele parece ser o maior dedo duro isso sim.

Estava tentando disfarçar toda minha tensão, minha ação precipitada de ontem foi uma tolice sem tamanho, o diário acabou nas piores mãos aonde ele podia cair: Nas do Harry. Foi uma burrada muito impulsiva, estava muito assustada com a pressão que Riddle estava fazendo para me fazer matar alguém usando o Basilisco.

Preciso recuperar esse diário antes que algo pior aconteça, antes que Tom tenha a chance de afetar o Harry como ele me afetou.

E eu não acredito nessa história de que foi o Hagrid que abriu a Câmara Secreta nem por um segundo, para começar ele nunca faria isso e nem é um herdeiro de Slytherin, não tem como ele acessar a câmara.

—Olha o Hagrid é nosso amigo-Diz Hermione- Por que não perguntamos a ele?

—Ia ser uma visita animada- Diz Rony zombando- Olá Hagrid conta, andou soltando alguma coisa selvagem e peluda no castelo ultimamente?

—Selvagem e peluda- Diz Hagrid aparecendo por trás- Não estariam falando de mim, não é?

Aproveitei a chegada do Hagrid como uma deixa e sai de fininho correndo até o quarto do Harry, o revirei inteiro fazendo uma bagunça inacreditável e felizmente consegui recuperar o diário, pelo menos isso.

—Você não vai causar problemas tão cedo Tom- Falo para o diário- Vou ficar de olho em você dessa vez.

***

—Senhorita Weasley, estou bastante impressionada com o seu desempenho- Disse a professora quando em entregou a minha nota da prova e o meu queixo caiu- Meus parabéns tirou a nota mais alta.

—Como é? - Hermione pergunta parecendo mais confusa do que eu, ela está acostumada a me ver ser mediana, com exceção em poções- Por Merlin Isabelle, que grande feito.

—Não é para tanto Hermione- Falo olhando fixamente para nota, sei que nunca teria tirado uma nota assim tão alta se Tom não tivesse me ajudado. Mesmo depois de tudo o que ele fez, pela menos uma coisa ele acertou então eu não seria ingrata quanto a isso.

Abri o diário novamente mesmo hesitante, peguei uma pena e comecei a escrever.

“Obrigada pela sua ajuda”

A Tinta sumiu e pela primeira vez não houve resposta. O que me irritou e me fez passar o resto da aula o chamando “Tom? ”

Até que resolvi ser mais direta.

“Está me evitando? ”

A minha caligrafia despareceu e pela primeira vez hoje veio uma resposta, também direta.

“Sim”

“Você é bom nisso”

“E você é boa em dificultar as coisas, não é? ”

“Com certeza”

“Potter não te contou sobre o Hagrid? Tenho que dizer ele é bem mais fácil de convencer do que você”

“Como assim? ”

“Você é teimosa”

“È de Família “

Repeti a mensagem na minha cabeça e o imaginei rindo.

Eu gostaria da ideia de ele ser meu pai se não tivesse a parte de machucar os nascidos trouxas, mas ser responsável pela morte de alguém é demais para mim.

***

—Hermione- Fala Rony apavorado ao ver a Hermione em uma maca na ala hospitalar, petrificada.

Eu comecei a suar frio chocada, afinal a culpa era toda minha. Tom havia ameaçado que se eu o colocasse de volta no diário ou se eu deixasse de realizar os ataques alguém que eu amo se machucaria, deixei de fazer os dois e a Hermione foi a prejudicada, com certeza ele havia dado a ordem para o Basilisco antes.

—Ela foi encontrada assim na biblioteca- Diz Mcgonagall e pega um espelho- Com isso, tem algum valor para vocês?

Fazemos que não com a cabeça e eu encostei minha mão na da Hermione, me sentindo a pior pessoa do mundo. Não conseguia olhar para ela nesse estado sem ser corroída pela culpa.

Eu sinto muito minha amiga, muito mesmo.

***

—Não pode afastar o Professor Dumbledore- Protesta Hagrid e Ron, Harry e eu apenas observamos quietos a conversa embaixo da capa de invisibilidade- Se afasta-lo os nascidos trouxas não terão nenhuma chance, guarde minhas palavras vai haver muitas mortes.

—Você acha mesmo? - Debocha Lucio Malfoy com cara de cínico.

—Acalme-se Hagrid- Intervém Dumbledore- Se o conselho deseja que eu me afaste, é claro que eu vou me afastar mas vai descobrir que Hogwarts sempre estará aqui para ajudar a todos que nos pedirem.

—Admiráveis sentimentos-Diz Malfoy abrindo a porta -Vamos.

Malfoy e Dumbledore saíram e só sobraram o ministro e Hagrid.

—Venha Hagrid- Diz Fudge pronto para levar Hagrid para Azkaban.

—Bom- Fala Hagrid para nós que estávamos invisíveis- Se alguém estiver procurando alguma coisa, só tenho um conselho para dar, é o seguinte: Sigam as aranhas. È elas vão mostrar o caminho, é tudo que eu tenho a dizer.

Assim que os dois saíram tiramos a capa.

—Hagrid tem razão- Diz Rony- Com Dumbledore saindo terá um ataque por dia.

Bem quanto a isso eu não sei nem o que pensar depois do que houve coma Hermione.

—Olha- Harry aponta para aranhas saindo pela janela -Vamos.

Eu pego um lampião e chamo o canino então saímos da casa do Hagrid seguindo as aranhas até a floresta negra, Harry e eu estávamos impassíveis já Rony não podia estar mais assustado.

—Por que aranhas? - Exclama um Ron apavorado- Por que não podia ser assim umas borboletas?

Não consegui segurar o riso e quando vi já havíamos chegado em um ninho assustador de aranhas na Floresta Proibida.

—Hagrid é você? - Uma aranha gigante quase do tamanho do Basilisco pergunta.

—Somos amigos do Hagrid- Harry responde e a aranha começa a se aproximar, com aqueles olhos pretos horríveis, muitas patas gigantes.

È isso não pode acabar bem.



Notas finais do capítulo

A foto do capítulo é o anel dentro do medalhão mas conhecido na saga oficial como anel de Marvolo Gaunt, uma horcrux.

Então gostaram ou odiaram?

Podem deixar sugestões nos comentários se quiserem

Obrigada por ler.

Até o Próximo



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