SAGA HP; Sob uma Nova Visão escrita por DarkyPhoenix


Capítulo 14
O Prisioneiro de Azkaban


Notas iniciais do capítulo

Voltei desculpem a demora

Mas foi um capítulo que deu trabalho.

Enfim quero acabar logo Prisioneiro de Azkaban, não aguento mais rsrsrsrs e no Cálice de fogo as coisas vão esquentar garanto.

Boa leitura



Estava chorando e por causa do Potter, o quão ridículo isso é? E Por Merlin quando foi que eu cheguei nesse nível?

Chega, mas que Inferno.

Tirei o meu cachecol com as cores padrão da Grifinória (Que eu nunca havia sentido tão erradas em mim quanto agora) e o usei para limpar minhas lágrimas, mas uma ventania repentina o soprou para longe da minha mão se arrastando nas folhas.

—Ei- comecei a ir atrás do meu cachecol, mas o vento estava muito forte então eu tive que correr atrás.

—Isso é seu? - Um rapaz de pele clara, olhos cinza e cabelo castanho claro pegou o meu cachecol do chão e me entregou.... Eu o reconheci na hora pois já tinha jogado contra ele no Quadribol: Cedrico Diggory.

Eu sorri para ele e estendi a mão para ele que devolveu o meu cachecol.

—Isabelle Weasley, não é? Você estava chorando, o que aconteceu?

Eu levantei o olhar para olhar nos olhos dele, esperava encontrar um olhar pena e ter que dar um coice nele, mas não foi isso que eu encontrei...Ele me olhava com gentileza e preocupação genuína.

—Harry e eu brigamos, bem é uma longa história.

—Tenho tempo para ouvir, se te fazer sentir melhor- Ele diz escovando uma lágrima do meu rosto com o polegar, um toque tão suave que me fez derreter e me sentir melhor, nunca havia conhecido alguém que pudesse transmitir tanta gentileza em um toque ou um olhar.

Decidi baixar a guarda um pouco e contei o que havia acontecido, ocultando é claro as informações importantes sobre a minha linhagem idiota e o fato de que o Sirius Black é o padrinho do Harry.... Essas coisas ninguém poderia saber.

—Bem ele foi um grande babaca com você, mas eu conheço o Potter...Ele vai perceber e de desculpar e se não vai ter que ver comigo- Ele diz a última parte com um sorriso para me fazer sentir melhor, e com certeza deu certo.

—Foi muito gentil da sua parte, desistir da vitória no Quadribol porque o Harry foi afetado pelos dementadores

—Não foi uma vitória justa Isabelle.

—Você também parece chateado, o que aconteceu? - Perguntei vendo-o com uma expressão um tanto abatida- Vamos lá, eu lhe contei as minhas cargas emocionais é sua vez.

—Cho e eu terminamos- Ele disse e parecia realmente triste com aquilo.

—Eu sinto muito- Tentei demonstrar o mesmo tipo de gentileza que ele fizera comigo, mas não saiu como eu queria porque eu sou muitas coisas, mas compreensiva não é uma delas.

Fiquei envergonhada pela minha falta de empatia

—Você fica fofa com as bochechas coradas- Ele disse rindo e colocou uma mão no meu ombro me transmitindo uma gentileza imprescindível, eu não consegui evitar de sorrir de volta.

—Não se preocupe Isabelle, eu acredito que tanto Harry quanto Cho irão voltar.

—Por que acredita nisso? - Perguntei confusa sentindo os pelos do meu braço arrepiarem de frio, só aí percebi que ainda não havia vestido o cachecol de volta.

—Minha mãe costumava dizer que nada é perdido, e que se é para ser vai voltar para você- Cedrico disse pegando o cachecol da minha mão e enrolando em volta do meu pescoço suavemente- Eu gosto de acreditar nisso.

***

—Mandou me chamar Professor Lupin? - Perguntei quando entrei na sala de Defesa contra Arte das Trevas.

—Sim a Iris me contou que você e Harry estão brigados- Disse o professor e ele parecia preocupado- Harry parecia bastante chateado, eu estava ensinando a ele um jeito de lidar com os dementadores, ele me pediu para ensinar para você também.

—Ele te pediu para me ensinar o feitiço do patrono? – Perguntei bastante desconfiada, porque Harry e eu não tínhamos nos falado desde bem Hogsmeade.

—Ele se preocupa com você Isabelle e muito na verdade.

—Que seja- Reviro os olhos, não adiantava saber que ele se importa comigo se o idiota não me demonstra isso pessoalmente- Ao feitiço, uma memória feliz não?

—Parece que você já conhece esse feitiço.

—Só na teoria- Falo dando de ombros- Nunca tentei fazer, não acho que tenho uma memória feliz tão forte assim.

—Vamos lá, todo mundo tem uma memória que ajuda em seus piores momentos. Pelo menos tente.

Fechei os olhos e ergui minha varinha, respirei fundo me lembrando de quando eu recebera minha carta de Hogwarts pela primeira vez.

—Expecto Patronum-disse com a voz firme e uma pequena fagulha saiu da minha varinha, digna de vergonha, o que me fez bufar de frustação.

—Calma Izzy, é um feitiço difícil, mas me parece que sua lembrança não foi tão forte, no que você pensou?

—Quando eu recebi minha carta de Hogwarts- Disse suspirando, mas de repente me vem uma curiosidade repentina- Eu vi você fazendo o feitiço do patrono no trem, qual sua lembrança?

—Um momento com a sua mãe Isabelle, ainda parece muito real...Acho que amor dá uma carga bem mais forte, a lembrança do Harry também foi assim.

—Então amor? Obrigada professor, acho que sei qual momento escolher.

Fechei os olhos novamente me levando a um momento de volta no ano passado que ainda estava muito fresco na minha memória.

Ainda consigo sentir o chão frio de mármore da câmara secreta, os muitos livros que eu estava usando para estudar de última hora e ouvindo as explicações da pessoa ao meu lado.

Uma luz bastante forte saiu da minha varinha de uma vez, suficiente para aplacar qualquer Dementador. E eu sorri, estava satisfeita de ter conseguido, mas ainda incomodada pela memória que eu tive que usar.

Isso era doentio, me prender tanto a uma lembrança em um diário, mas ele havia deixado uma marca em mim.

No pouco tempo em que eu fiquei na casa dos Weasley nas férias, muitas vezes eu havia sonhado com o que havia acontecido no ano passado e Molly e Arthur sempre tentavam me acalmar dizendo que o diário havia sido destruído e que não poderia machucar nem a mim nem ninguém de novo.

Como estão errados!

Eles não sabem que uma parte dele ainda está comigo e não queria ir embora.

***

—Eu acho bom você ter um bom motivo para me tirar da minha aula de Aritmância Percy Weasley- Disse irritada enquanto andava com Percy em direção a sala do diretor.

—Acredite Isabelle, você vai gostar.

—Então desembucha, você sabe que me deixar ansiosa não é bom, quer levar uma voadora ruivo?

Ele engoliu em seco

—Você demonstrou uma melhora bastante repentina no seu desempenho escolar, os professores ficarão impressionados e como eu sou o monitor chefe eu posso recomendar novos monitores.

—Sim, já escutamos você se gabando disso em casa mais do que gostaríamos- Falo revirando os olhos- Dá para ir direto ao assunto?

—Então eu recomendei você e os professores aceitaram sem pensar duas vezes.... Também teve a Hermione como opção, mas o Professor Snape foi o único que votou contra.

—Nem imagino o porquê- Murmuro com sarcasmo, afinal conhecia bem meu padrinho que achava a Mione uma sabe tudo irritante.

Bocejei de sono durante o caminho, estava cansada afinal tantas aulas assim estavam me degastando e minha briga com o Harry também não saía da minha cabeça.

Nem mesmo segurar o meu distinto de monitora novo e prendê-lo no uniforme conseguiu me animar.

***

Harry e eu havíamos nos sentado muito distantes um do outro em todas as aulas, e eu conseguia sentir seu olhar em mim, mas eu não me dava ao trabalho de olhar para ele. Hermione e Rony estavam cada vez mais incomodados com a tensão entre nós dois.

Eu estava divagando durante a aula toda, pensando em talvez deixar meu orgulho de lado e falar com Potter e também minha mente voltava para a conversa que eu havia tido com Diggory.

Até que um barulho alto me chamou atenção e eu vi que a Hermione havia derrubado a bola de cristal da professora no chão e vindo até mim com a cabeça erguida.

—Essa aula não valeu nem uma volta do vira tempo.... De onde saiu essa Mione?

—Acho que passei muito tempo com você Izzy- Ela disse sorrindo- Você vem?

—Só um instante- Falei voltando para pegar a bola de cristal, até que senti uma mão tocando a minha, um toque quente e que me pegou desprevenida. Soube exatamente quem estava na minha frente, levantei o rosto e encarei o rosto de Harry Potter.

—Sinto muito Izzy

—O que?

—Eu fui um babaca com você naquele dia em Hogsmeade, eu joguei a culpa em você quando você não tem culpa de nada.

 -Que bom que admitiu- Disse tentando colocar uma voz indiferente.

—Me perdoa?

—Vou pensar no seu caso Potter, você sabe que eu não sou do tipo que perdoa com facilidade.

Falei colocando a bola de cristal de volta na mesa com os braços cruzados e Harry suspirou...Era isso que eu queria, não iria perdoa-lo assim na lata, eu queria fazê-lo sofrer um bocadinho para garantir que pensasse duas vezes antes de falar comigo daquela forma novamente.

“Vai acontecer hoje à noite”- A voz rouca da Professora Trelawney nos fez virar em direção a professora, ela estava dura com os olhos desfocados e a boca afrouxada, parecia que ia ter um tipo de acesso.

—Que diabos essa libélula humana está falando? - Perguntei confusa, e ao mesmo tempo assustada, e a professora me agarrou pelo pulso com força.

—Izzy! - Harry me repreendeu.

"Ele vai voltar esta noite...Esta noite aquele que traiu seus amigos, cujo coração carrega um assassinato irá se libertar...Sangue inocente será derramado e o servo e seu mestre irão se reunir uma vez mais....           “

Trelawney soltou um grito gutural e depois tossiu limpando a garganta parecendo voltar ao normal.

—Desculpe, vocês disseram alguma coisa? - Ela perguntou como se nada houvesse acontecido.

—Não- Respondi entre dentes irritada- Estava ocupada apreciando o seu showzinho, agora que acabou pode fazer a gentileza de me soltar?

Assim que a libélula humana me soltou o Harry me puxou em direção a fora da sala, estava visivelmente assustado.

Já eu não, para mim essa charlatona tentou fingir um acesso de clarividência.

È cada uma que me aparece

***

Os ruídos que vinham do jardim de Hagrid, ouvimos um rumor distinto de vozes masculinas e depois um silêncio repentino. Estávamos observando de longe quando sem aviso o machado cortou o ar e se abateu sobre algo, decepando.

Não! Bicuço!

Uma mistura de sentimentos me inundou, primeiramente choque depois luto por uma criatura inocente que havia sido sacrificada por causa daquele maldito Malfoy.

Eu me aconcheguei no Harry, apoiando minha cabeça sobre o ombro dele para abafar meus soluços e Harry me abraçou de volta com força apoiando seu queixo devagar na minha cabeça.... Dane-se meu orgulho, eu precisava daquilo.

Até que o Rony gritou que o rato havia lhe mordido e corrido.

—Deixa aquele rato imundo- Disse irritada, sempre senti um asco inacreditável pelo rato do meu irmão...E o estranho é que eu não tinha nada contra a espécie de ratos, inexplicavelmente eu odiava o Perebas em específico.

Rony correu atrás da criatura e Harry, Hermione e eu tivemos que ir atrás, eu muito a contra- gosto para falar a verdade e fomos parar perto do Salgueiro Lutador.... Aquela droga de árvore que tentara nos matar no ano anterior.

E aparentemente a situação não estava ruim o suficiente, um cachorrão preto brotou do nada rosnando para gente.... Porém não era qualquer cachorro preto, eu o reconheci imediatamente daquele dia no beco diagonal.

—O Sinistro! - Rony gritou apavorado

O Bicho saltou por cima da gente direto no Rony o puxando pela perna até debaixo da árvore.

—SOCORRO!

—RONY!

Quando estávamos perto o suficiente um galho da árvore nos empurrou com força para trás e caímos longe, senti cada osso do meu corpo doer com aquela queda.

Suspirei

Aquela não seria uma batalha fácil

Essa droga de árvore é mais temperamental do que eu na TPM

***

—Rony você está bem?

—O Cão cadê ele?

Rony parecia desesperado com o Perebas na mão, ele apontava para um canto com a mão tremendo.

—Harry! Izzy! É UMA ARMADILHA! ELE! É UM CÃO! É UM ANIMAGO!

Seguimos as pegadas de cachorro até o canto aonde o ruivo apontava e nos deparamos com uma massa de cabelos imundos e embaraçados caíam até seus cotovelos. Se seus olhos não estivessem brilhando em órbitas fundas e escuras, ele poderia ser tomado por um cadáver. A pele macilenta estava tão esticada sobre os ossos do rosto, que ele lembrava uma caveira. Os dentes amarelos estavam arreganhados num sorriso.


Era Sirius Black.

—Se você quer matar o Harry, terá que nos matar também- Disseram Hermione e Rony ao mesmo tempo.

—Não! - Murmurou Black insano- Só uma pessoa vai morrer hoje!

—Então vai ser você- Disse Harry irado, e eu entendia o que ele estava sentindo de raiva no momento.

—TRAIDOR MISERÀVEL- Gritei apontando a varinha para ele, queria dizer tanto aquele feitiço que tinha duas palavras e começava com A.

—Isso é jeito de cumprimentar o seu tio Isabelle?

Essa frase de deboche fez o meu sangue ferver.

Eu o chutei na perna o empurrando para o chão enquanto Harry agarrava a garganta de Black

—Vocês vão me matar crianças? - Ele perguntou com um sorriso sádico.

—È mais do que você merece titio- Disse com a minha voz gotejando de desprezo.

De repente a porta abriu com um baque e eu só consegui ouvir duas vozes, uma masculina e outra feminina gritando Expelliarmus

A minha varinha e a da Harry voaram de nossas mãos, nos deixando desarmados...E quando nós nos viramos para ver quem era, meu estômago embrulhou: A Iris e o Professor Lupin.

Lupin fez sinal para nos afastarmos e não tivemos escolha, então Iris ajudou Black a se levantar.

—IRIS! - Gritei enraivecida- ENTÃO È POR ISSO QUE VOCÊ ANDAVA TÂO DISTANTE ULTIMAMENTE...SUA COBRA!

—Isabelle! Não é o que parece, eu juro.

—Eu não vejo outra explicação para isso traidora.

—Você vai entender Izzy, daqui a pouco- Ela me garantiu com uma expressão confiante, demais para o meu gosto.

—Ora! Ora Sirius! - Disse Lupin observando Black com uma espécie de saudade- Você está meio acabado não está? Finalmente o corpo reflete a loucura interior.

—E você entende muito bem da loucura interior não é Remo?

Os dois se abraçaram como irmãos.

—Iris, venha você também.... Não estaríamos aqui se não fosse por você- Disse Black e puxou Iris para o abraço em conjunto, algo muito parecido com o que Harry, Mione e Rony faziam de vez em quando.

Eu não podia acreditar no que estava vendo, minha melhor amiga havia me traído assim? Como ela pôde?

—Ele está aqui! Vamos mata-lo!

—NÃO! - Mione e eu gritamos alto ao mesmo tempo e os três se separaram. Iris estava ao lado de Lupin e Sirius entediado se encostou contra a parede.

—Eu confiei no senhor! - Disse Hermione enraivecida- E esse tempo todo, tem sido amigo dele!

—Eu protegi o seu segredo Lupin, não contei a ninguém o seu segredo- Eu disse com a voz rouca de tanto gritar- Eu confiava em você porque amava a minha mãe, eu nunca tinha feito um mal julgamento antes. Mas parece que agora eu errei, tanto com você quanto com a Iris.

—Que segredo? - Rony E Harry perguntaram confusos.

—Ele é um Lobisomem! - Eu gritei apontando o dedo para o Lupin.

Houve um silêncio audível. Os olhos de todos agora estavam postos em Lupin, que parecia extraordinariamente calmo, embora muito pálido.

—Há quanto tempo você sabe Isabelle? – Ele perguntou simplesmente sem se dar ao trabalho de negar.  

— Há séculos! — Sussurrei— Desde a redação que a Iris passou.

—Foi o Snape que escolheu esse tema- Disse Iris se intrometendo de novo na conversa

— Snape ficará encantado — disse Lupin tranquilo. — Passou aquela redação na esperança de que alguém percebesse o que significavam os meus sintomas. Você verificou a tabela lunar e percebeu que eu sempre ficava doente na lua cheia? Ou você percebeu que o bicho-papão se transformava em lua quando me via?

— Os dois — respondi com a voz baixa.

Lupin forçou uma risada.

— Você é a bruxa de treze anos mais inteligente que já conheci Isabelle, assim como o seu pai.

— Não sou, não — sussurrei irritada comigo mesmo— Se eu fosse um pouco mais inteligente, teria contado a todo mundo quem o senhor é!

—Ah chega de conversa Remo- Gritou Black impaciente- Anda vamos mata-lo.

—Nunca- Entrei na frente do Harry.

—Espere- Disse Lupin virando o olhar para Black

—Eu já esperei muito! 12 anos de espera em Azkaban.

—Está bem-Disse Lupin entregando a varinha para Black- Mas espere um minuto, Harry e Isabelle tem o direito de saber o porquê.

—Eles precisam saber- Interveio Iris- Não sabem a história toda!

—Mas sabemos o suficiente- Gritei irritada para o Black- Você traiu sua própria irmã e seu melhor amigo.

—Por sua causa eles estão mortos- completou Harry encarando de frente Sirius Black.

—Não! - Interveio Iris novamente- Essa droga de história está equivocada.... Desde que eu vi Sirius como cão pela primeira vez eu soube que ele era inocente.

—Não foi Sirius que traiu James e Eleanor- Disse Lupin- Foi alguém que até recentemente acreditávamos que estava morto

—E quem foi então?

—Pedro Pettigrew- Respondeu Black com desprezo e nojo na voz- E ele está nesse quarto agora, vamos apareça Pedro.... Saia! Vamos brincar!

—Você não bate bem dessa cachola tio- Disse estranhando bastante essa história, afinal só o que havia restado de Pettigrew era um dedo, como ele poderia estar vivo

 -EXPERLIARMUS- A porta abriu em um baque novamente e Snape entrou apontando a varinha para o Black agora desarmado.

—Você está bem Isabelle? - Ele perguntou se virando na minha direção e eu confirmei com a cabeça.

—Quem foi que chamou esse chato narigudo para festa? - Perguntou Iris franzindo a testa.

—Ah doce vingança! - Disse Snape se dirigindo a Black novamente- Esperei tanto que fosse eu a encontra-lo.

—Severo

—Eu disse a Dumbledore que estava ajudando o seu amigo a entrar no castelo e agora: Eis a prova.

—Brilhante Snape- Disse Black- Mais uma vez você pôs sua mente aguçada para funcionar e chegou como sempre a conclusão errada, não é? Agora se nos dá licença eu e Remo temos um assunto inacabado para resolver.

—Você está errado Snape- Disse Iris chegando mais perto de Snape- Não foi Lupin que ajudava Sirius a entrar no castelo, fui eu- ela respirou fundo- Primeiramente eu não sabia que era ele, só senti empatia por um cachorro de rua perdido e depois que descobri a verdade eu fiquei assustada, mas no fundo eu sabia que Sirius era inocente.... Eu sabia melhor do que ninguém como ele se sentia.

—E Iris me abriu os olhos- Disse Lupin- No início eu achei que ela era louca, mas as peças foram se encaixando quando ela me contou que o irmão da Izzy tinha um rato que ela sem nenhuma explicação odiava e que insistia em ficar perto dela desde que ela era um bebê e curiosamente tinha um dedinho faltando.... Quando o nome Pedro Pettigrew apareceu no mapa do maroto foi a prova final e concreta.

—Mentiras e mais mentiras- Disse Snape com a varinha no pescoço de Black- Vocês estão inventando uma história absurda para tentar engana-los, mas não vai funcionar.

—Severo não seja tolo- pediu Lupin

—Ele não pôde evitar- Disse Black provocando meu padrinho- Já virou hábito.

—Sirius cale a boca!

—Ah cale a boca você Remo!

—Olha para você brigando como um casal de velhos.

—Por que não vai brincar com seu kit de química hein?

Eu não consegui não rir. Sirius Black podia ser um maníaco homicida, mas se parecia comigo na hora de zoar o Snape.

—Eu poderia mata-lo, mas por que negar isso aos dementadores? Estou detectando um sinal de medo? Estou sim, o beijo de um Dementador pode-se imaginar como é difícil passar por isso? Dizem que é quase insuportável de se presenciar mas vou fazer um esforço.

—Não! - Iris disse nervosa- Izzy por favor, confie em mim

Ela me pediu com um tom que eu não poderia negar como uma súplica, e antes que eu pudesse pensar direito. Eu peguei um vaso que estava num pilar aqui dentro na casa dos gritos, eu peguei meu livro de poções muito pesado por sinal e taquei na cabeça do Snape com força fazendo-o desequilibrar e derrubar a varinha.

Depois o Harry tirou a varinha do bolso da Mione e mandou um Estupefaça atingindo o Snape fazendo-o cair inconsciente lá trás.

—Desculpe padrinho- Sussurrei com pesar depois me virei para Iris, Black e Lupin- Quero ouvir o resto da história.

—Harry! Izzy! - Disse Rony horrorizado- O que vocês estão fazendo?

—Atacaram um professor- Disse Mione levando a mão a boca em choque e surpresa.

—Fale desse Pedro Pettigrew- ordenou Harry apontando a varinha para Black e Lupin

—Ele estudou com a gente, achávamos que era nosso amigo.

—Pedro está morto, você o matou- Harry disse apontando para o Black.

—Ainda não! Eu também achava isso até você disse ter visto Pettigrew no mapa.

—O Mapa mentiu

—O Mapa nunca mente- Sirius e eu dissemos ao mesmo

—Izzy- Hermione disse chocada.

—Estou começando a acreditar, você faliu sobre um rato Lupin, o único rato que eu odeio nessa vida.

—Perebas- Disse Rony tentando proteger o rato em sua mão – O que ele tem a haver com essa história toda?

—Tudo- Respondeu Iris- Desde que eu vi esse rato pela primeira vez, eu soube que tinha algo errado e você também Izzy.

—Sim- respondi- Eu sempre o odiei, sem nenhuma explicação.

—Mas tem uma explicação- Disse Black apontando para o rato- Ele é o miserável do Pedro Pettigrew

—Não pode ser- Disse Rony- O Perebas está na minha família há...

—12 Anos? – Black interrompeu- Exatamente o tempo que passei em Azkaban e a idade do Harry e da Isabelle? Não acha suspeito? E ainda mais uma vida muito longa para um simples rato.... Sem contar que ele tem um dedinho faltando.

—O que tem isso a haver?

—Tudo que acharam de Pettigrew foi o seu...- Concluiu Harry

—Dedo- Disse Black pistola querendo avançar no rato- Esse covarde cortou o próprio dedo para que todos pensassem que estava morto e depois ele se transformou num rato.

—Se a Iris acredita nisso, eu acredito- Disse

—Eu quero ver- Exigiu Harry

Com muitos protestos da parte de Rony, Black conseguiu pegar o rato e Lampejos branco-azulados irromperam das duas varinhas; por um instante, Perebas parou no ar, o corpinho cinzento revirando-se alucinadamente, Rony berrou, o rato caiu e bateu no chão. Seguiu-se novo lampejo ofuscante e então...

Foi como assistir a um filme de uma árvore em crescimento. Surgiu uma cabeça no chão; brotaram membros; um momento depois havia um homem onde antes estivera Perebas, apertando e torcendo as mãos.

Era um homem muito baixo, quase do tamanho de Harry e Hermione.

Seus cabelos finos e descoloridos estavam malcuidados e o cocuruto da cabeça era careca.

Tinha o aspecto flácido de um homem gorducho que perdera muito peso em pouco tempo. A pele estava enrugada, quase como a pelagem do Perebas, e havia um ar ratinheiro em volta do seu nariz fino e dos olhos muito miúdos e lacrimosos. Ele olhou para os presentes, um a um, respirando raso e depressa. Eu vi seus olhos correrem para a porta e voltarem.

—Remo! Sirius- Disse Pettigrew descaradamente- Meus velhos amigos!

Ele tentou correr para a porta, mas os dois os seguraram com força.... Depois se virou para mim e para Harry.

—Harry olhe só para você, se parece tanto com o seu pai- Depois se virou para mim me agarrando e prendendo contra parede- Isabelle, você se parece tanto com o Lord, desde de sempre eu percebia isso e um pouco da Elle também...James e Elle eram meus amigos.

—E desde sempre eu tive nojo de você- Falei cuspindo nele, como eu era a única menina com vários irmãos mais velhos.... Minha mira de cuspe era perfeita e fez ele me soltar na hora.

—Como se atreve a falar com eles? - Sirius puxou Pettigrew com raiva- Como se atreve a falar de James e Eleanor na frente deles?

—Você entregou James, Lilian e Eleanor a Voldemort não foi?

—Eu não queria entregar- Ele disse num choro de crocodilo nada convincente- O Lord das trevas não tem ideia das armas que ele possui, diga você Sirius o que teria feito?

—Eu teria preferido morrer a trair minha irmã e meus amigos.... Porém você não, por sua causa Pedrinho: Eu perdi minha irmã, meu melhor amigo, a chance de criar minha sobrinha e meu afilhado e não menos importante: minha liberdade.

Ele chegou perto de mim novamente me puxando pelo braço

—Isabelle, sua mãe era tão bondosa. Ela não iria querer que você me matasse- Depois se virou para o Harry- Seu pai, James teria me poupado.... Ambos teriam piedade.

—Não chegue perto do meu afilhado e da minha sobrinha seu rato miserável- Disse Sirius apontando a varinha para Pettigrew- Você deveria sabe que se Voldemort não o matasse, nós mataríamos.

—Terminem logo com isso- Disse olhando com desprezo para Pettigrew.

—Não! - Protestou Harry

—O que? Harry você não pode estar falando sério- Disse irritada.

—Harry este homem- Disse Lupin

—Eu sei o que ele é- Disse Harry- Vamos leva-los para o castelo.

—Harry tem razão, ele não merece a morte- Disse olhando-o sem um pingo de compaixão.

—Obrigada Harry! Isabelle- Pettigrew disse se arrastando aos nossos pés.

—Não me agradeça seu rato- Disse com a voz gotejando desprezando- Eu quis dizer que você merece castigo pior, merece um beijo de Dementador.

—Os dementadores vão cuidar dele- Harry concordou.

***

—É lindo, não é? - Disse Sirius olhando Hogwarts- Nunca vou esquecer a primeira vez que entrei por aquela porta, vai ser bom entrar de novo como um homem livre.

—Hogwarts sempre estará aberta para aqueles que a veem como lar- Disse sorrindo- Foi o que Dumbledore me disse uma vez.

—Eu espero que seja assim- Disse Sirius e se virou para Harry- Foi nobre da sua parte Harry, uma atitude que ele não merecia.

—Achei que meu pai não iria querer que seus melhores amigos virassem assassinos- Disse Harry- Morto, ia levar a verdade com ele, e vivo inocenta você.

—Nem a minha mãe- Completei animada- Aliás eu nunca esperava isso, que eu teria um parente de sangue como você Sirius.

—Em Azkaban eu pensava em vocês dois, rezava para que vocês estivessem bem e a salvo, mesmo que eu não pudesse estar com vocês.

—Agora pode- Harry e eu dissemos ao mesmo.

—Se você quiser- Acrescentei timidamente

—É o que eu mais quero, prometi a minha irmã que cuidaria de você Isabelle e eu sou seu padrinho Harry, faz parte da minha obrigação...Só lamento não ter conseguido cumpri-las nesses doze anos.

—Não foi culpa sua- Disse tentando fazê-lo se culpar menos.

—Quando provarmos sua liberdade você vai poder nos compensar- Disse Harry otimista

—Eu vou entender se preferirem ficar aonde estiveram em todos esses anos, vocês devem ter se apegado a suas famílias.... Mas se um dia vocês quiserem uma casa diferente- Ofereceu Sirius timidamente.

—Morarmos juntos e com você?

—Foi só uma ideia, eu vou entender se vocês não quiserem ir.

—Conversamos sobre isso com mais calma depois- Pedi e apontei para a lua cheia que estava começando a aparecer no céu.

Vimos Lupin começando a se transformar e Sirius correu até ele para segura-lo soltando Pettigrew que se transformou em rato novamente e fugiu.

Droga!

Estávamos ocupados para irmos atrás dele, quando vimos Lupin já estava completamente transformado e farejando a gente, querendo nos atacar.

—Vai dar merda vai-Iris cantou quando a situação estava ficando cada vez mais tensa.

***

—Pobre Remo, está tendo uma noitada- Disse Iris quando o Remo ouviu um uivar de lobo e foi atrás.

—Poe noitada nisso Iris- Disse depois ouvi um gemido canino de dor- Fica com a Mione e o Rony.... Eu vou atrás do Sirius.

Sai correndo até aonde o Harry e o Sirius estavam e arregalei os olhos ao ver milhares de dementadores se aproximando, e pela primeira vez eu consegui sentir na pele o efeito de um Dementador. Afinal eram muitos para o meu medalhão aguentar de me proteger totalmente;

—Expecto Patronum- Murmurei fechando os olhos e sentindo minha lembrança mais feliz novamente, a do Tom me dando aula novamente e depois pensei na conversa que tive com Sirius agora pouco.... As duas memórias eram tão felizes, nelas eu havia me sentido querida e feliz.

Eu finalmente vi a forma do meu patrono ganhar forma, uma cobra de luz azul gigante se açulou contra os dementadores os espantando totalmente.

Mas o feitiço drenou completamente minhas forças, corri até o Sirius e o Harry com o pouco que me restara e olhei para os dois com carinhos antes da minha vista escurecer completamente.

 



Notas finais do capítulo

Voltei desculpem a demora

Mas foi um capítulo que deu trabalho.

Enfim quero acabar logo Prisioneiro de Azkaban, não aguento mais rsrsrsrs e no Cálice de fogo as coisas vão esquentar garanto.

Boa leitura



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "SAGA HP; Sob uma Nova Visão" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.