31 dias no Inferno escrita por Kaline Bogard


Capítulo 5
Limites? Ha, ha, ha! Que limites??


Notas iniciais do capítulo

Boa leitura! :D

Vou deixar os próximo agendados. Aguardem att para breve.



Depois da refeição, a dupla escapuliu da pensão e rumou para o outro lado da trilha, para ir investigar pontos da parte interior. Descobriram que o caminho serpenteava por uma pradaria, entrecortada por arbustos a se espalhar pelo solo irregular e, muito ao longe, uma pequena floresta.

— Vamos investigar a floresta? — Kiba perguntou esperançoso. Parecia uma área mais fresquinha.

A sugestão foi atrativa para Shino. O pobre coitado estava sem comer a bastante tempo, quem sabe não encontrassem umas frutas comestíveis por ali? Calculou o prado: seria uma boa caminhada através do campo.

— Vamos — acabou por concordar. A suspeita mais forte que encontraram se relacionava com o hotel e a morte proposital de turista como forma de sacrifício. Mas nem por isso deixariam de investigar outras possibilidades.

Enquanto caminhavam, o sol alto judiava. O lugar era quente feito a antecâmara do inferno. Tinha péssimas acomodações e uma equipe de funcionários terrível. Se estivesse ali de férias e não em missão, Kiba se arrependeria amargamente de gastar dinheiro com a viagem. Por outro lado, se estivesse de férias poderia usar roupas mais leves, tomar banho de mar… esse tipo de coisa. Deu uma espiadinha na direção de Shino, estiloso que deveria estar derretendo naquele traje todo fechado. A sensação de calor aumentava só de olhá-lo!

Depois de andarem um bom trecho, a trilha se dividiu em duas, com uma placa orientando. A seta para a esquerda dizia “Área de Dragões. Cuidado”. E a seta para a direita tinha uma informação surpreendente que fez Kiba explodir.

— Termas…? Termas?!! TERMAS?!! Mas por que caralhos eles iam ter um banho de termas nessa droga de ilha quente?! Se a gente entrar numa terma vai cozinhar que nem batata!

A reação de Shino foi menos eloquente, porém igualmente indignada. Parecia uma afronta oferecer termas numa ilha cujo clima quente tornava a imersão um desafio que só pessoas muito corajosas (ou burras) aceitariam.

Pois nem bem o rompante aquietou e eles ouviram vozes.  Em seguida duas crianças vieram correndo da direção em que devia ficar as tais termas.  Uma duplinha de meninas, por volta dos sete anos de idade. Saltitavam velozes e riam, mas ficaram sérias ao verem os turistas, embora sem pararem de correr.

— Vocês estavam nas termas?! — o choque no tom de voz de Kiba era perceptível. A conclusão surpreendente era visível nos cabelos molhados e trajes que exibiam. Então voltou-se para Shino — Acho que elas estavam nas termas…

— Hsshwwqb qrmgl kkqtb dnhrs — a menininha de cabelos curtos e castanhos falou com voz meio aguda, enquanto acelerava e se distanciava.

— Lqpiq qp. Kkqtb. Kkqtb!! — a outra, loirinha de grandes olhos verdes, falou enfática, apontou na direção de onde tinham vindo e intensificou a marcha, correndo ao lado da amiga.

— I-isso é inglês? — Kiba não entendeu nenhuma palavra.

— Acho que não — Shino soou incerto.

As crianças que não insistiram em tentar conversar, já iam longe. A dupla de ninjas observou, com incredulidade o comportamento atípico.

— Coisa de nativo — Kiba deu de ombros.

— Mas… — Shino começou o protesto quando sentiu algo estranho. Um leve… tremor que abalou o chão em uma sequencia cadenciada de… passos — Percebeu?

— Tem algo vindo — Kiba respondeu de sobrancelhas franzidas — Mais de um e… é grande.

Pois naquele exato segundo aconteceu o tão aguardado encontro. Ou temido encontro.

Da mesma direção em que as meninas vieram, ao largo da trilha, surgiram vários dos tais Dragões-de-Komonyah. E as criaturas eram pavorosas. A menor delas, teria mais de dois metros com toda certeza do mundo. E os dentes… os dentes enormes pareciam afiados. A pele grossa impenetrável não seria atingida por simples kunai ou shuriken. Só um jutsu poderia fazer efeito. Mas eram tantos dragões correndo, que dois ninjas não os derrotariam.

— Kiba, foge — Shino deu o alarme. Sabia que os dragões podiam correr a vários quilômetros por hora. Os alcançariam fácil, sem esforço.

A prioridade era fazer o retorno e conseguir alcançar pelo menos as casinhas do povoado. Se conseguissem, teriam abrigo seguro! Shino não contava encontrar com os dragões, muito menos em tão grande número! O horário não era seguro?

Espiou rapidamente o céu. O Sol declinara um tanto bom. Percebeu que talvez tivesse passado das três horas da tarde, sem que percebessem. Claro, já tinham feito o almoço com atraso, e saído mais tarde da pensão do que gostaria! Ou… seria parte do plano para usá-los como sacrifício e acalmar a fúria dos Dragões? Teoricamente, se desaparecessem, não haveria família para reclamar.

Tantas questões desapareceram da mente de Shino. Ele sentiu uma certa vertigem por correr tanto, sem ter se alimentado desde a tarde da véspera e por estar exposto ao sol inclemente. Estranhou não alcançar as menininhas. Teriam elas saído da trilha em algum ponto? Se elas não conseguissem correr muito, teria que defendê-las! E também dar cobertura ao namorado! Seria melhor mantê-lo perto de si.

Preocupado, olhou na direção de Kiba, para conferir se o companheiro de viagem estava bem.

Não viu nem sinal dele.

Em lugar algum.

Então compreendeu a terrível verdade: Kiba tinha corrido para o lado da floresta!

—--

E como ele correu! Os sons animalescos que os dragões faziam servia como incentivo efetivo para dar forças a Kiba. Ele acelerou ao máximo que conseguiu graças ao treinamento ninja. Claro que tomou a direção da floresta; porque por mais culpados que os nativos fossem, não podia simplesmente atrair aquele bando de dragões na direção das casinhas deles! Seria uma destruição sem precedentes.

Espiou por cima do ombro, calculando a distância. Não seria alcançado antes de chegar a floresta! Notou, com amargura, que estava separado de Shino, entretanto os Dragões-de-Komonyah também se dividiram: alguns perseguiram Shino, outros poucos corriam atrás de Kiba.

E foi com agilidade de um macaco que o garoto chegou à divisa da pequena floresta e escalou os galhos da primeira árvore indo encontrar abrigo no alto da copa. Quase gritou de alívio.

Tão sem fôlego ficou, que precisou respirar fundo e pesado nos primeiros minutos, tentando acalmar principalmente o coração que batia descompassado.

Enquanto isso, avaliou a situação. Dos vários dragões que o perseguiram, somente três chegaram ao pé daquela árvore. O que já ajudava muito, caso precisasse lutar contra eles.  Então observou o que pode da floresta. Escolheu uma árvore no susto, mas ela era grande e forte. E estava do lado de uma árvore frutífera! Que sorte.

Com cuidado saltou para os galhos da tal árvore. Observou os frutos grandes, vermelhos e polpudos. Eram comestíveis: alguns estavam bicados pelos pássaros da ilha. Alcançou uma delas e deu uma dentada generosa. Era doce e abundante em caldo.

Dois dragões o seguiram, mas pelo solo. Caminharam para baixo da árvore em que Kiba estava abrigado.  O terceiro, desistiu. Deu meia volta e foi embora, desinteressado da presa.

— Caralho! — Kiba animou-se ainda mais. Podia ficar encarapichado ali em cima, até que os outros dois desistissem, assim não machucaria os animais lutando contra eles, nem corria o risco de se ferir. E ainda podia comer umas frutas — Shino, tenha cuidado! E defende o vilarejo, não deixa esses monstros estragarem tudo. Malditos dragões.

Aborrecido, jogou o fruto meio mordido contra o maior Dragão-de-Komonyah, na intenção de fazê-lo se espatifar contra o couro duro, ainda que sem causar muitos efeitos. Mas, para nova surpresa de Kiba, o monstro abriu a grande boca cheia de dentes afiados e engoliu a comida.



Notas finais do capítulo

E agora?!



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