Como se livrar de um moleque apaixonado. escrita por LDMRPB


Capítulo 7
Sem palavras.


Notas iniciais do capítulo

Boa leitura.



Capítulo 7 - Sem palavras

— Imagino que agora não esteja tão chateado de termos ido de carro. — Dylan afirmou maldosamente enquanto apoiava o corpo do loiro no seu e o ajudava a deixar o elevador em direção ao seu apartamento.

— Você que ‘ta exagerando, foi só um machucadinho. — Tentou contradizer o mais velho, procurando pela chave da porta em sua mochila.

— Ah, é? Quanto você quer para colocar o pé no chão e andar 10 metros? — Desafiou.

— Cala a boca, Dylan! — Brian mandou, fingindo irritação. — Mamãe não está em casa, mas não precisa ficar. — Avisou ao moreno.

— Vou fazer um curativo e depois eu vou embora. — Afirmou. — Onde a sua mãe guarda o kit de primeiro socorros? — Indagou acompanhando o loiro para dentro do apartamento.

— No banheiro, talvez. Eu não tenho certeza. — Assumiu.

— Tudo bem, aproveito e te ajudo a ir para lá. Você precisa tirar essa água salgada do corpo antes de cuidarmos do machucado. — Explicou.

— Você vai me dar banho? — Brian perguntou esperançoso.

— Você não está invalido, Brian. — Dylan respondeu antes de novamente apoiar o mais novo em seus ombros e caminharem juntos em direção ao banheiro. Após procurar pelo kit nos armários e bem sucedidamente encontrar, ajudou o loiro a se posicionar na ducha e deixou o comodo. — Eu estou aqui na frente. Qualquer coisa, me chame. — Avisou antes de fechar a porta. Ouviu um ruido de afirmação do jovem e caminhou até a cozinha, utilizando a pia para molhar seu rosto que ardia pelo contato recente com o sol. Suas roupas ainda estavam molhadas e grudavam em seu corpo e estava considerando ir ao seu apartamento troca-las. Analisou o relógio em cima da pia, percebendo que a manhã já estava no fim, não havia percebido que o tempo tinha passado tão rápido.

— Dy, terminei. — Ao ouvir seu nome ser chamado o mais velho caminhou em direção a suite do loiro e o encontrou na porta do banheiro, apoiado em apenas uma perna e com uma toalha branca enrolada em sua cintura. — Não consigo me vestir. — Falou manhoso recebendo um olhar incrédulo do mais velho. — Me ajuda? — Seus lábios se formaram em um biquinho após o pedido fazendo o mais velho semicerrar os olhos para aquela atuação barata.

— Claro. — Dylan respondeu, fazendo com que um sorriso se iluminasse no rosto do mais jovem. O moreno se aproximou lentamente de Brian e o guiou até a cama deixando-o sentado na beirada, em seguida, caminhou até sua comoda e pegou o primeiro par de shorts que encontrou e jogou em direção do mais novo. — Pode vestir. — Falou antes de virar dando as costas a um Brian decepcionado.

— Pronto, já pode olhar. — Brian comunicou após um curto tempo, trazendo a atenção do mais velho para si. O mais velho não pode deixar de perceber o rosto de desagrado do Brian, mas decidiu ignorar. Pegou a caixa com os materiais para o curativo e se ajoelhou diante do mais jovem, pegando delicadamente seu pé machucado.

— Não acredito que uma conchinha tenha sido responsável por um buraco desses. — Comentou. — Está doendo? — Perguntou ao perceber o menor soltar um ruido de desagrado com o contato do remédio em sua ferida.

— Só um pouco. — Mentiu.

— Vou pegar um analgésico só por precaução. — Falou apos finalizar, analisando seu trabalho, considerando consigo mesmo se havia sido um exagero enfaixar o pé a sua frente por conta de um pequeno ferimento.

— Não precisa, Dy. —

— Você quem sabe. Já vou indo, então. — O mais velho falou, levantando-se.

— Você não precisa ir se não quiser. — Brian sugeriu.

— Eu sei. Melhoras. — Respondeu se despedindo.

— Fica um pouco, por favor. — Pediu derrotado.

— Vou esperar sua mãe chegar então. — Dylan respirou fundo concordando e caminhou em direção ao outro lado da cama de solteiro, deitando bem próximo ao loiro devido a falta de espaço, que também se aconchegou ao seu lado, mas que parecia levemente incomodado.

— Dy, é tão ruim assim para você ficar comigo? — Brian tinha uma expressão que era novidade para o moreno. Indecifrável.

— Por que pergunta isso, Brian? —

— Eu sempre tenho que implorar para você ficar comigo, sair comigo ou fazer qualquer coisa. Eu faço o máximo para não te tirar da zona de conforto e te agradar, mas acho que independente do meu esforço você simplesmente não gosta da minha companhia. — O loiro sussurrava sua confissão evitando contato direto com os olhos negros ao seu lado.

— Pensei que me conhecesse bem o suficiente para saber que eu não faço coisas que não me agradam. — Dylan respondeu e percebeu que a sua resposta não teve nenhum efeito quanto a expressão estranha no rosto do mais jovem e isso o deixou desconfortável. — Eu devo admitir, esses últimos meses com você tem sido bem mais divertidos do que eu esperava. Eu não me divertia assim desde que o Brandon se mudou. — Assumiu.

— Eu não sou o Brandon. — O loiro pareceu ainda mais irritado com essa resposta. — Eu não quero ser um substituto para ele. —

— De onde saiu isso? — Dylan questionou confuso. — Eu não disse que você era o Brandon. — Justificou-se.

— E quem eu sou para você, Dylan? — O moreno se surpreendeu, mais do que com a pergunta, com o jovem ter referido a si pelo nome e não pelo apelido que sempre usava.

— Não sei responder isso. Você é o Brian. — Deu de ombros. Respondendo após alguns minutos de contemplação com a resposta mais sincera que conseguiu formular.

— Posso te perguntar uma coisa? — Brian indagou.

— O que? — Dylan incentivou.

— Deixa — Desistiu.

— Pergunta logo, Brian. — Pediu impaciente.

— Você se sente atraído por mim? — Os olhos de Dylan arregalaram-se pelo choque que a pergunta o causara. Não esperava por algo assim.

— Por que pergunta isso? — Indagou tentando esquivar-se de dar uma resposta que não sabia responder.

— Estamos juntos a 4 meses, Dylan. Quatro meses e só nos beijamos uma vez, isso porque eu que te beijei. Nos meus antigos relacionamentos a gente fez bem mais em bem menos tempo. — Justificou.

— Você é um rapaz bonito. — A resposta veio após alguns longos minutos de silencio e causou um riso de deboche do mais jovem.

— Não foi isso que eu perguntei. Você se sente atraído por mim ou não? — Pressionou.

— Brian, eu não sei responder isso. — O mais novo ficou claramente irritado com a resposta.

— Como assim você não sabe? — Seu tom de voz permanecia baixo, porém mais agressivo, quase animalesco. O loiro levou a mão habilidosamente ao membro do mais velho, deixando-lhe perplexo e sem reação. — Se eu te disser quantas vezes já sonhei com isso. Quantas vezes vezes já me toquei pensando em te chupar, foder com você. O que você sente? — Dylan não encontrou as palavras. Pela primeira vez na vida não soube o que falar, apenas afastou a mão do loiro ao sentir um arrepio na espinha e um calor começar a se concentrar na área do contato. Ele não reconhecia o jovem ao seu lado que o analisava como um predador.

— Sabe, Dy... — Brian começou após perceber que o silencio iria permanecer entre os dois. — É difícil esperar por algo que talvez nunca vá acontecer. — Deixou suas palavras alcançarem os ouvidos do namorado e se virou dando as costas ao moreno o deixando com seus pensamentos.



Notas finais do capítulo

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