Como se livrar de um moleque apaixonado. escrita por LDMRPB


Capítulo 14
Quando a gente ama…


Notas iniciais do capítulo

Muitos agradecimentos para Ichiro, Bi, Dayane, Lola Mene, Asheley Dream, Rebekahana, LuOrtensi, Mariejanesis e LadySu!!!!

Boa Leitura!



Capítulo 14 — Quando a gente ama… 

O baile agora estava totalmente cheio, a música eletrônica tão alta que estourava nos ouvidos das pessoas no local. Com a exceção de alguns poucos professores, Dylan era definitivamente a pessoa mais velha do local e apesar de destoar dos demais ele não estava se sentindo desconfortável. Estava tão focado no momento com o garoto a sua frente que não se importava com os olhares que lhe miravam desgostosos. Foi tantas horas dançando com o Brian, mas se o perguntassem ele diria que haviam acabado de chegar. Seu corpo já mostrava sinais de cansaço pela rotina que não tinha costume, mas não seriam suas pernas doloridas nem as pessoas incomodadas que o fariam deixar de viver aquele momento tão especial com o loiro.

— Quer beber alguma coisa? — Dylan perguntou depois de se aproximar um pouco mais do jovem e sussurrar em seu ouvido. Os dois estavam dançando juntos, mas evitaram qualquer contato mais romântico, gentileza que a maioria dos adolescentes do local não tiveram.

— Ah! Sim. Eu estou morrendo de sede. Obrigado!— O loiro aceitou agradecido.

— Eu já volto. — Dylan avisou e em seguida se afastou do menino caminhando em direção à mesa onde eram servidas algumas bebidas e comidas. O local por ser mais distante do palco permitia que Dylan pudesse ouvir seus próprios pensamentos, mas a música ainda assim era ouvida em um alto tom.

— Você deve ser o Dylan, né? — Uma garota loira perguntou ao aproximar-se do moreno.

— Eu sou Deborah, amiga do Brian. Ele te monopolizou tanto essa noite que nem tive a chance de te conhecer. — A menina se apresentou e Dylan foi capaz de reconhece-la como a menina que dançava com o Brian na boate algumas semanas atrás. A menina agora estava muito mais arrumada e elegante que da última vez que ele a vira, mas parecia igualmente alcoolizada. Dylan notou que mesmo que não fosse permitido a maioria dos jovens havia encontrado uma forma de trazer bebidas e toma-las escondidos do corpo docente.

— Prazer. — Dylan estendeu a mão à garota para lhe cumprimentar, mas não sabia como continuar o contato com aquela jovem e nem tinha muita vontade de tal, já havia enchido os copos com o ponche e queria voltar ao loirinho que lhe esperava na pista de dança.

— Eu nem sei como vai ser a minha vida sem aquele idiota. — Deborah comentou enquanto enchia seu próprio copo querendo puxar assunto para conhecer melhor o homem que o seu amigo não parava de falar sobre.

— Terminar a escola é difícil mesmo. — Dylan respondeu. — Mas eu mesmo ainda sou próximo do meu melhor amigo da escola. Então não se preocupe. — O moreno tentou tranquilizar a menina, mesmo que sua fala não fosse totalmente verdade, já que nem lembrava a última vez que havia conversado de verdade com o Brandon.

— Tenho certeza que sempre seremos amigos, mas eu não estava preparada para me despedir, sabe? A gente sempre combinou de ir para a Uni juntos. A gente se matou de estudar juntos, fez voluntariado, todas as atividades extra curriculares e ele simplesmente muda de ideia… — Deborah falou com um leve pesar em suas palavras, claramente chateada com a situação.

— Ele não vai para a Uni? Onde ele está pretendendo estudar? — Dylan estava surpreso com aquela nova informação. O Brian tinha um currículo muito bom e ele imaginava que seria o suficiente para garantir aprovação na melhor faculdade do país.

— Na escola técnica da cidade.— A garota parecia confusa. — Ele não te contou? — Indagou.

— Não. — Respondeu.

— Por que ele vai para a escola técnica? Ele não conseguiu uma faculdade melhor? —

— Olha, eu não acho que deveria está te contando essas coisas. Eu só comentei porque pensei que você sabia. — A garota parecia desconfortável e um pouco culpada por ter revelado o segredo do amigo.

— Só me diga porquê ele não foi aprovado. — Dylan tentou convencer a menina. Dependendo do motivo talvez ainda fosse possível conseguir uma vaga em uma faculdade mais bem conceituada.

— Ele foi, mas preferiu ficar perto de casa. — Respondeu depois de um tempo ponderando se deveria ou não, falar algo ao homem.

— Por quê?  — Dylan estava muito confuso. O que aquela menina não estava lhe contando? Não fazia o menor sentido que o garoto recusasse uma das universidades mais bem avaliadas do mundo apenas por medo de sair de perto de casa.

— Dylan, converse com ele. — A garota sugeriu. — Por favor não me coloque nessa situação. — Pediu.

— Tudo bem… Desculpe. — Dylan pediu contra a sua vontade. O que queria mesmo ela que aquela menina terminasse o que havia começado.

— Vou voltar pro meu parceiro. Até mais. — Deborah se despediu deixando o copo em cima da mesa, fazendo com que fosse óbvio que fugia do Dylan naquele momento.

— Até. — Dylan falou automaticamente e nem mesmo olhou quando a garota saiu, apenas continuou observando o líquido vermelho em seu copo por longos minutos.

— Dy? — A voz do Brian o tirou da hipnose quando o menino tocou-lhe o ombro. — Você está bem? — O olhar do mais novo trazia certa preocupação e analisava o moreno a sua frente como se para procurar algo que estivesse errado.

— Estou sim, eu já estava indo. — Dylan mentiu.

— Tem certeza? — Brian não parecia convencido.

— Estou te esperando já tem uns vinte minutos. —

— Eu só estou um pouco cansado. — Resolveu por dizer para que o menino não insistisse muito no assunto. — Vamos dançar? —

— Para falar a verdade eu também estou cansado. — Brian riu. — Quer sair daqui? — Indagou.

— Mas já? — Dylan surpreendeu-se, imaginava que o menino fosse fechar o baile.

— Já são quase duas da manhã, Dy. — O garoto revelou o que chocou um pouco o moreno. O tempo tinha passado voando naquela noite.

— Tudo bem. — Dylan concordou e de mãos dadas eles deixavam aquele local barulhento para trás.

—x-

— Para casa então? — Dylan perguntou já dentro do carro enquanto afivelava o seu cinto. O estacionamento estava quase vazio, com exceção de algumas pessoas que também iam embora.

— Coloque o cinto. — Pediu ao perceber que o loiro ao seu lado ainda não havia feito.

— Eu queria te agradecer, Dy. — O loiro começou, levemente ruborizado.

— Eu sei o quanto você se esforçou para vim aqui hoje. Obrigado, mesmo. — Brian o olhou nos olhos e lhe sorriu agradecido.

— Para com isso, pequeno. — Dylan sorriu.

— Não foi esforço nenhum passar a noite com você. — Assumiu e se afastou um pouco para que fosse possível depositar um breve beijo nos lábios do menino.

— Eu quis te beijar a noite toda. — Revelou.

— Nem me fale. — Brian riu concordando. — Quando você estava arrumando a minha gravada eu quase esqueço que minha mãe estava lá. —

— Acho que a Sophia me mataria. —

— Sabia que ela apostou comigo que você não viria hoje? — Brian contou.

— Mesmo? — Indagou.

— Juro, além de uma noite maravilhosa ainda ganhei cinquentinha. — Falou divertido.

— Eu deveria ganhar metade. — Sugeriu fazendo com que o loiro risse.

— Sabe, eu pensei que ia me apresentar aos seus amigos hoje. — Dylan resolveu soltar, consumido pela curiosidade do que a suposta amiga do menino havia lhe contato.

— Eu não iria perder minha noite contigo. — Brian respondeu levemente culpado, havia um motivo para ter evitado apresentar o namorado aos amigos, os conhecia bem o suficiente para saber que eles sempre falavam mais do que deveriam e Brian não poderia arriscar.

— Imagino que esteja muito animado para ir para a faculdade com eles. — Dylan resolveu abordar por outro lado, já que não parecia que o menino iria lhe contar, decidiu ser mais direto.

— Ah! — Brian pareceu um pouco triste. — A gente não vai estudar junto. —

— Por que não? —

— Eu não fui aprovado na Uni. — Mentiu.

— Podemos não falar disso? — Pediu. Odiava ter que mentir para o namorado, mas sabia que ele jamais apoiaria a sua decisão. Dylan respirou fundo.

— Eu pensei que você compartilhasse tudo comigo. — Dramatizou.

— Isso não é justo, Dy. — Falou , sentindo-se ainda mais culpado que antes.

— Por que você não quer me contar? —

— Porque tenho medo. — Revelou sincero.

— Então se eu te contar algo que tenho medo de te falar, você me conta? — Tentou negociar.

— Tudo bem. — Brian concordou, o moreno parecia muito decidido em descobrir o motivo e pelo menos dessa maneira ele teria tempo para pensar em uma desculpa convincente.

— Lembra de quando você ganhou aqueles três pedidos? — Brian assentiu.

— Eu morri de medo que você pedisse para eu dormir com você. —

— Eu jamais pediria isso. — Brian parecia ofendido. — Quando a gente dormir junto vai ser porque você quer. — Respondeu convicto.

— Sua vez. —

— Eu passei na Uni, mas não vou. — Dylan fingiu choque.

— Eu não quero deixar a minha mãe só. —

— Brian, não seja idiota. — Dylan respondeu sem medir muito as palavras.

— Você vai jogar o seu futuro no lixo por conta disso? Ela ficou bem quando o Brandon foi e vai ficar bem quando você for também. — Brian começou a chorar silenciosamente.

— Desculpe, eu não quis te chamar de idiota. — Dylan pediu culpado, desfivelando o cinto e se aproximando de um abraço torto com o loiro.

— Eu prometo que vou cuidar dela. Não vou deixar ela se sentir sozinha. —

— Eu tenho medo que ela me esqueça. — Brian chorava por culpa e medo. Doía ter que mentir para o homem que amava, mas não podia passar cinco anos distante dele.

— Brian, você pode ver ela nas férias, ela pode te visitar. Eu te garanto que nada vai mudar. — Brian queria muito acreditar naquelas palavras do mais velho.

— Dy, por favor eu já tomei minha decisão e ela não vai mudar. Continuar falando disso só vai fazer com que eu me sinta pior. —

— Tudo bem, tudo bem.— Dylan apertou o abraço antes de o soltar, talvez tentasse mudar a ideia do loiro em outro momento, antes que fosse tarde demais, mas não iria estragar uma noite tão perfeita como aquela.

— Dy, eu te amo. — Brian falou em um sussurro quando o abraço se desfez. Aproximou seu rosto do moreno e lhe beijou vorazmente. Dylan, pego de surpresa, demorou um pouco para corresponder ao contato, mas assim que percebeu as intenções do loiro se entregou ao momento. Os blazers foram tirados selvagemente e jogados sem qualquer cuidado nos bancos de trás. As janelas começaram a embaçar a medida em que os beijos se tornavam mais vorazes e as respirações mais pesadas, sedentas por mais contato. Brian levantou do seu assento e posicionou-se no colo do Dylan aumentando ainda mais o contato naquele espaço tão apertado. A rigidez deles se encontravam pedindo por mais atenção e contato.

— Eu te quero tanto, Dy. — Brian revelou entre o espaço de um beijo e outro levando suas mãos ao botão da calça do moreno, mas sendo interrompido assim que abriu.

— Brian, para. — Pediu em um sussurro abafando todas as vontades do seu corpo, mas o loiro não o ouviu e levou a mão ao membro já excitado do mais velho. Seus olhos estavam cerrados e sua boca devorava o pescoço do Dylan com vontade. — PARA!— Dylan gritou assustando o mais novo que obedeceu em choque. Dylan ajudou o mais novo a voltar a sua poltrona, fechou o botão da sua calça e tentou controlar as reações do seu corpo ainda excitado.

— Desculpe. — Brian pediu baixo e mesmo que evitasse encarar o mais velho o seu olhar de decepção era notável.

— Por favor, não fique assim.— Dylan pediu usando a sua voz mais mansa. Levou uma mão ao queixo do loiro e o fez lhe olhar. — Eu não vou fazer isso com você aqui. — Brian o olhou confuso e Dylan respirou fundo antes de explicar. — Eu não quero que a nossa primeira vez seja em um carro. — Revelou.

— Isso significa o que eu acho que significa? — Brian perguntou chocado.

— Vamos para casa? — Dylan perguntou gentilmente com um sorriso carregado de segundas intenções.



Notas finais do capítulo

MEUS AMOREEEES, apesar de ter atingido a meta de comentários há uns 4 dias atrás eu tive uma semana muito muito pesada na faculdade e não pude postar, mas estou postando dois capítulos seguidos, espero que isso compense!
Please don't hate me!
T_T



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