Quartevois escrita por Lily


Capítulo 16
Caitlin


Notas iniciais do capítulo

Hey pessoinhas, sei que não sou muito de falar aqui, mas queria pedir um favorzão a vocês, queria que me dissessem quais as frases que Barry falou para Caitlin que vocês mais gostaram. Sério gente, se vocês puderem me ajudar eu agradeço muito.



Caitlin já estava ficando especialista em ter momentos vergonhosos, primeiro seu ataque de ciúmes na delegacia (e sim ela estava assumindo que estava e ainda está com ciúmes de Barry, que Cisco nunca soubesse disso, amém!) e agora seu momento romântico com Barry que havia sido arruinado. Se afastou dele com o rosto vermelho, Cisco parecia tentado a rir, mas como um bom amigo que era estava segurando a gargalhada, Íris também estava vermelha ou pelo menos era essa impressão que dava, Caitlin não estava conseguindo perceber já que West lhe fuzilava com os olhos.
—Ei o que vocês estão fazendo aqui? - Barry perguntou torcendo as mãos nervoso.
—Viemos ver Felicity, na verdade descobrir o motivo da sua súbita vontade de ficar aqui. - Oliver explicou alternando o olhar entre ela e Barry.
—Mas eu acho que o motivo já está explicado. -Thea se meteu no meio sorrindo maliciosamente. - Feli tem uma séria mania de se meter onde não é chamada.
—Então vocês já acharam ela? - indagou.
—Ela e Kara saíram com HR, foram ao Jittler. - Íris falou sem desviar o olhar dela, Caitlin de repente sentiu o seu sapato estava mais interessante que a  conversa. - Vou atrás de Wally.
Íris virou as costas e saiu pisando duro.
—Ah, droga. - Barry remungou jogando a cabeça para trás frustrado.
—Alguém pode me explicar o que foi isso? - Oliver indagou.
—É complicado. - disse suspirando, seu celular apitou na bolsa. - Com licença. - pediu já o colocando no ouvido.
—Caitlin é Raíz.

—Oi Rai, o que houve? Pensei que estivesse no trabalho.
—Bem eu estou, mas ocorreu um pequeno mal entendido com uma das mães e para ser sincera ela pareci preste a bater em Natali. Tô tentando segurar a onda aqui, mas ela está louca de raiva. - ela falou tão rápido que Caitlin mal teve tempo de assimilar as coisas.
—Raíz respira fundo e me explica isso direito, como assim alguém quer bater na Nat?
—Olha, você sabe que essa escola é bem concorrida e coisa e tal, e que Natali entrar aqui foi quase um golpe de sorte, muitas mais perceberam isso é ficaram revoltadas, mas essa puta aqui levou a outro nível. Ocorre um pequena acidente envolvendo Nat e outra garota, mas foi justamente na hora que essa mãe ia chegando e o pior de tudo foi que a menininha é filha dela!
—Ah, merda.
—Isso mesmo, deu merda. Agora a diretora pediu para ligar para a responsável da Natali e pedir para vir aqui resolver a situação.
—Ok, já estou indo.
Desligou o celular e já correu para pegar a bolsa.
—Ei! Para onde você está indo? - Cisco indagou.
—An... assuntos de família.
Barry a questionou com olhar, ela apenas deu de ombros e saiu. Não queria demorar muito em uma explicação sobre sua súbita saída, mas sabia que Barry a seguiria para saber onde ela estava indo.
Ele chegou segundos depois dela estacionar o carro.
—O que houve?
—Problemas com Natali. - disse caminhando em direção ao prédio. - O que você disse a eles?
—Que precisava voltar para a delegacia, mas Oliver meio que suspeitou.
—É o Oliver, Barry. Se ele não suspeitasse isso sim iria ser suspeito.
Barry a encarou quase sorrindo e empurrou a porta de vidro do prédio, caminharam lado a lado até a recepcionista onde foram direcionados até a direção.
Raíz já a esperava na porta, tinha o olhar desperado e estava visivelmente nervosa.
—Tentei ficar lá dentro, mas elas me expulsaram. - ela disse, isso significava que Natali estava sozinha, a mercer dos olhares repressores daquela mulher.
Respirou fundo e abriu a porta pronta para dar uma de mamãe leoa, mas para sua surpresa o que viu foi a cena mais engraçada de todas.
Natali estava em pé em cima de um cadeira, tinha uma mão sobre a cintura enquanto a outra se mexia energéticamente contra a mulher a sua frente.
—Todos somos iguais, não só porque mamãe não vem me deixar aqui que eu seja privilegiada, primeiro, eu nem sei o que essa palavra grande significa e segundo...
—Ela é apenas uma criança e isso significa que ela não teve intenção nenhuma de machucar sua filha. - falou calmamente se aproximando de Natali, esta sorriu e esticou os braços para abraça-la. - Sinto muito de houve algum mau entendido, mas Natali não seria capaz de machucar nem uma mosca.
—E você deve ser a mãe dela. - a mulher que mais parecia um ganso falou a olhando de cima a baixo.
—Sim, algum problema?
A mulher não respondeu, apenas riu em desdém e virou o rosto.
—Arabella diga a esta jovem o que essa mini delinquente lhe fez.
Arabella que era uma garotinha de cabelo loiro e olhos azuis, usava uma tiarinha de princesa e um tutu com glitter, deu um passo a frente e falou.
—Ela, - apontou para Natali. - me empurrou e me mordeu.
—Mentira! - Natali recrutou em um grito.
—Natali sem gritar. - pediu. - Olha senhora?
—Valdez.
—Senhora Valdez, tenho certeza que existe uma explicação lógica para tudo isso. - assegurou tentando manter a calma, então olhou para Barry que jazia encostado na porta apenas observando, arqueou a sobrancelha em sua direção em busca de apoio, mas ele apenas deu de ombros.
—A sra. Allen tem razão sra. Valdez, há uma explicação para tudo isso. - a diretora, uma senhora na faixa dos cinquenta anos que usava um terno rosa disse em um sotaque fortemente carregado. - Deixemos que a srta. Natali dê à nós sua versão dos fatos.
A mulher com cara de ganso fez uma careta de desgosto, mas nada contrariou.
—Natali, você poderia contar o que realmente aconteceu? - pediu segurando a filha pelos ombros e a encarando nos olhos. - A verdade por favor.
Natali assentiu e então falou.
—Estávamos indo pra sala de ensaio como Raíz pediu, mas então eu percebi que havia deixado minha presilha do cabelo cair e me abaixei para pegar, foi quando Arabella esbarrou em mim e caiu, mas juro mamãe que eu não encostei nela depois disso.
Ela assentiu, confiava plenamente na filha para saber que ela estava contando a verdade.
—Aconteceu apenas isso?
—Sim mamãe. - Natali baixou a cabeça, Caitlin virou-se para a diretora.
—Se Natali disse que foi apenas isso, eu acredito nela.
—Temos que apurar os fatos para entender o que realmente aconteceu. - a diretora falou, porém a cara de ganso não se deu por vencida.
—Isso é um ultraje, minha filha é agredida fisicamente e eu ainda tenho  que aguentar esse tipo de afronta. Vamos Arabella. - a cara de ganso jogou o cabelo e saiu porta a fora, mas não sem antes passar por Barry e lhe lançar um olhar enigmático, Arabella demorou um tempo para entender o que a mãe havia ido embora, quando finalmente percebeu, pulou da cadeira e saiu correndo.
—Sinto muito por isso ter acontecido. - a diretora se desculpou.
—Não tem problema. - disse sincera. - Sempre teremos que aturar pessoas como ela, mas já está tudo resolvido levarei Natali para casa.
—Sinto muito por tudo sra. Allen.
—Não se preocupe. Vamos Nat.
Pegou a mão da sua filha e saiu da sala, Natali esticou a mão e envolveu a de Barry. Sorriu agradecida quando passou por Raíz, Natali gritou um tchau.
Barry voltou dirigindo, ela não se importou, ainda estava agitada com a discussão com a aquela mulher.
—Você deu uma de mamãe leoa hoje. - Barry falou sem tirar os olhos da estrada.
—Aquela cara de ganso me tirou do sério. - justificou apoiando o cotovelo na janela. - Como ela ousar acusar Natali sem provas.
—Cara de ganso?
—Ela tem cara de um ganso sim. Aquele pescoço e o nariz em pé, o jeito como age pensando ser superior aos demais. - revirou os olhos, Barry riu. - O que me deu mais raiva foi aquela garotinha insinuar que Natali a havia mordido, Natali nunca morderia alguém, não é meu anjo?
Pelo retrovisor observou Natali.
—Eu não mordi ela, Arabella é uma mentirosa.
—Isso mesmo, uma mentirosa. - concordou, Barry não opinou. Ele dirigiu até o seu apartamento, não que eles tivessem decidido para onde estavam indo, mas foi quase uma opção óbvia.
O carro estacionou e Natali quase saiu correndo, Caitlin teve que para-la antes da pequena se tacar em alguma pessoa na rua. Os três seguiram para dentro do prédio, Barry ainda estava em silêncio e aquilo era estranho.
—Você está bem? - indagou assim que ele abriu a porta do apartamento, Natali já havia corrido para o quarto deixando os dois a sós. - Está calado desde de que deixamos a escolinha, o que houve?
—Não é nada. - ele assegurou se aproximando dela e pegando suas mãos. - Você se apegou tanto a Natali que eu tenho medo que você sofra quando ela for embora.
Ela sorriu meio triste.
—Eu vou sofrer, isso é meio obvio, mas tentarei ser forte.
—Só veremos Natali daqui a cinco anos e quando ela chegar será um bebê de colo e terá companhia.
—Eu sei. - sussurrou se inclinando sobre ele. - E isso não me preocupa.
—Mas me preocupa. - ele revelou também em sussurro. - Cisco virá aqui para testarmos o plano dele, o que considerando o nosso histórico, tem uma grande chance de dar muito errado ou muito certo.
—Vamos torcer para que a segunda opção dê certo. - disse então passou os braços ao redor do pescoço dele. - Natali tem que voltar pra casa.
—De qualquer jeito estarei aqui com você.
—Isso é uma promessa?
—Com certeza. -  ele falou e a beijou.





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