Hearts Of Sapphire escrita por Emmy Alden


Capítulo 12
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Notas iniciais do capítulo

Aqui vai mais um capítulo! Não esqueçam de comentar o que estão achando, significa muito para mim!



A menina teve que forçar seus joelhos a se manterem firmes quando entrou em casa.

Seu pai estava deitado no sofá com as costas para cima. A respiração estava pesada e dificultosa. Um pano manchado de sangue estava grudado ao tronco do homem.

Pelo menos, os deorum não pareciam ter mexido em nada dentro de casa.

Estava cansada física e psicologicamente de uma maneira que nunca estivera antes.

Contudo, postergou o ato de descansar, poderia fazer isso depois. Primeiro, avaliaria o estado em que deixaram seu pai.

Delicadamente, puxou o pedaço de tecido das costas dele, tomando cuidado para causar o mínimo de dor possível, apesar de Evian nem fazer menção de acordar.

Ainda estava respirando. Era isso que importava.

Corinna conteve o soluço de choro que quase escapou de sua boca no momento em que vira o estado do dorso do pai.

Estava horrível, assombroso e nauseante. Pelo menos, alguém havia limpado para que não infeccionasse.

O que será que homem estava pensando quando praticara um ato daquele? Evian conhecia bem demais as Novas Leis para fazer aquilo sem motivo.

A menos que tivesse um motivo.

A menos que tivesse algo importante que não contara à garota.

Não era um bom momento para pensar sobre algo do tipo, então Corinna apenas caminhou em direção a um armário tirando uma pomada para aliviar a ardência de ferimentos e espalhou o mais suavemente que conseguiu nas costas do pai.

Precisava arrumar suas coisas— ajeitar seus pensamentos e descobertas— e então poderia descansar.

Ou melhor, tentar descansar. Partiria em no máximo dois dias para o Setor Superior.

Era real desta vez.

Tinha sido Escolhida.

Quando Evian acordou no andar de baixo, Corinna ainda não havia conseguido fechar os olhos por um instante sequer. Entretanto, a menina também não se moveu com a intenção de descer, apesar de se sentir horrível com aquilo.

Queria descer, não só para ajudá-lo, mas também para saber o que aquilo tudo significava. Se o homem tinha as respostas que a garota precisava ou se havia algum detalhe importante sobre sua história que seu pai negligenciara ou, até mesmo, esquecera de contar.

Contudo...tinha receio.

E se Evian realmente tivesse algo avassalador para revelar? Aquilo poderia afetar sua mente enquanto ela estivesse no Sacrifício.

Nunca havia se sentido assim. Estava tão inquieta, tão insegura e indecisa.

Então ouviu duas batidas suaves na porta de seu quarto enquanto mexia no pingente de seu colar como um tique nervoso.

Pensou fingir que já estava adormecida e... não.

Não deixaria que seus sentimentos conflituosos afetasse a relação que tinha com seu pai.

A pessoa que mais confiava no mundo.

Corinna se apressou em abrir a porta e ajudá-lo a andar para dentro de seu quarto.

—Pensei que estivesse dormindo.—sua voz estava intensamente rouca. A jovem não ouvira o homem soltar nenhum grito na Praça, mas não estava lá para ver o que aconteceu enquanto limpavam suas feridas.

O fato de limpar não queria dizer que os deorum tinham sido cuidadosos ou gentis.

O pai continuou:

—Mas também sei que você não desceria tão cedo.

Ela não conseguia olhar em seus olhos depois de auxiliar para que ele se sentasse em sua cama.

—É só que...—a menina não conseguia expressar toda a confusão dentro de si apenas com palavras.—Ver o senhor ser punido em praça pública nunca, em mil anos, passaria por minha mente.

Evian afagou a cabeça da filha quando viu as lágrimas ameaçarem cair de seus olhos.

—Foi um preço pequeno a se pagar.—ele praticamente sussurrou.

Limpando as lágrimas com as costas da mão, voltou a olhar para ele.

—O senhor... descobriu alguma coisa sobre mim? Como fazer aquilo parar, talvez?

Concentrando-se num ponto da parede à sua frente, Evian respirou fundo antes de falar qualquer coisa. Um grunhido baixinho escapou de seus lábios quando os músculos de suas costas se esticaram.

—Gostaria de dizer que sim, principalmente agora que você foi Escolhida, mas o que eu achei tem pouca eficácia e…

—O que é?

—Uma semente, porém, pode tanto amenizar seus...poderes, quanto pode aumentá-los.

A menina teve de arregalar os olhos:

—Como assim aumentá-los? O senhor acha que eu poderia fazer algo mais insano do que materializar coisas? Eu? Uma humana?—sua testa franzia e desfranzia conforme a jovem questionava tentando formar alguma conclusão sobre aquilo.—Por quê?

O pai engoliu a seco e segurou as duas mãos da filha:

—Corinna, é muito improvável que você apareça com um poder específico que não possa ser desenvolvido para algo maior. Nos deorum, a materialização é como respirar. O processo inverso chega a ser um pouco mais complexo, e você também já consegue fazê-lo. Isso indica um progresso, uma evolução. Um aperfeiçoamento. Eu estaria enganando você se te dissesse que acho que ficará só nisso.

O ar estava cada vez mais difícil para que Corinna o inspirasse:

—Por que agora? Quantas vezes desejei e imaginei que tivéssemos comida o suficiente para passarmos a semana ou tecidos suficientes para passarmos o inverno? Por que não antes?

Dar de ombros era a única coisa que o pai da menina poderia fazer:

—Talvez algo que você não tenha percebido desencadeou dentro de você.

A inquietude só aumentava dentro dela.

Uma humana. Com poderes. Indo para o Setor Superior.

A moça levantou-se e começou a andar pelo quarto.

—Não posso ir para o Sacrifício. Não posso passar cinco minutos perto de um deorum.—ela dizia para si mesma.

Se a magia deixava uma essência como rastro, caso a sua magia aumentasse involuntariamente, a garota seria facilmente detectada.

—Essa semente...qual a probabilidade de ter o efeito que eu desejo.—questionou ao parar na frente do pai.

—Cinquenta por cento.

Corinna apertou a ponta do nariz e suspirou:

—Foi por isso que causou aquele incêndio? Para pegá-las?

O pai assentiu sem titubear:

—Alguns deorum usam para controlar a magia já que não podem liberá-las enquanto estão por aqui. Outros usam como mistura para deixá-los mais atentos, ou algo do tipo. Não consegui entender o uso que eles dão geralmente a elas. Não poderia roubá-las e deixar espaço para que sentissem falta delas, tive de queimar tudo.

Foi a vez da menina assentir. Xingava a si mesma mentalmente por ter duvidado um minuto sequer do homem corajoso à sua frente.

Evian faria qualquer coisa pela filha

E era um sentimento recíproco.

Não deixaria que aquela punição tivesse sido em vão.

  ❖ ❖❖ 



Notas finais do capítulo

AGRADECIMENTOS: Anna Prior que favoritou a história! Espero que esteja gostando ♥

Notas Finais: hey, pessoal!

CHEGAMOS AO FINAL DA PRIMEIRA PARTE DE HEARTS OF SAPPHIRE! CONTE-ME QUAIS SÃO SUAS IMPRESSÕES ATÉ AGORA!!

como vocês estão? o que acharam do capítulo?

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