Cinquenta Tons de Anastácia escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 12
O Baile


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/v1QAqmG2Qxw
https://youtu.be/I2Ph3LBwRYQ



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P.O.V. Alice.

A minha mãe estava me ajudando a me arrumar e logo eu estava pronta. 

—Seu primeiro baile de escola. Tá animada?

—Muito.

O meu acompanhante veio me pegar e nós nos encontramos com a Mack e o par dela no baile. Mas, de repente algo aconteceu e o baile ficou autêntico.

Autêntico demais.

Nós começamos a dançar e o povo em volta tudo olhando como se fosse a coisa mais espetacular que já viram na vida.

Dai eles começaram a dançar entre eles e foi bem diferente do que eu já vi.

—O que tá acontecendo Alice? Você fez isso?

—Não faço ideia e não, bom não que eu saiba. Minha mãe disse que coisas estranhas acontecem no solstício.

—O seu cabelo ta penteado diferente do que estava antes e você tá usando um vestido vitoriano e eu também.

P.O.V. Charles Bingley.

Ela tirou a máscara que cobria seu rosto, estava sorrindo. Estava cumprimentando o Senhor Darcy quando a vi.

—Ela é a criatura mais bela que eu já contemplei.

—Ela sorri demais.

—Não Senhor Darcy. Ela é um anjo.

Eu fui até ela e me apresentei.

—Charles Bingley. Prazer em conhecê-la.

—Você tá me sacaneando Ben?

—Perdão?

—Porque tá vestido assim? O que tá acontecendo?

Um cavalheiro veio e disse:

—Desculpe eu tive que ir ao...

Quando ele olhou pra mim disse:

—Puta merda.

Eu estava chocado com seu palavreado, mas fiquei mais chocado ainda quando ele tirou a máscara que lhe cobria a face.

—Caramba! Eles são iguais.

Disse a Lady de cabelos vermelhos e vestido preto.

—Ben, você não me disse uma vez que tinha um ancestral um lorde seu lá de que que chamava Charles Bingley?

—É.

—Tudo faz sentido agora. Recorrências. Recorrências, são quando uma sequencia genética se repete, se remonta exatamente da mesma maneira, elas surgem dentro de uma linhagem específica. Todas as linhagens tem.

—Que nem Doppleggangers?

—Mais ou menos, só que Doppleggangers são místicas, poderosas e surgem naturalmente, mas ainda são seres sobrenaturais. Vocês são recorrências, não duplicatas.

—Como sabe tudo isso?

Ela olhou para a outra Lady com uma cara.

—Ta. Foi mal.

—Posso lhe roubar pelas próximas duas danças senhorita?

—Claro. Eu quero saber as diferenças.

Nós dançamos por um tempo e logo aconteceu algo lamentável.

—Mack.

—Espere. Nem se quer sei o seu nome como posso encontrá-la?

—Não pode. 

Um barulho de tiro foi ouvido.

—Mack!

Ela saiu correndo e todas as outras damas e cavalheiros com ela.

—Mack, você está bem?

—Zumbi. Ela sabia falar, estava tentando me dizer alguma coisa.

—Uma receita de bolo talvez?

Todos riram.

—Cala a boca seu mauricinho.

Logo estávamos sendo atacados por uma horda de mortos-vivos, mas elas não fugiram elas lutaram, acabaram com eles.

Os golpes delas eram inéditos.

Então elas queimaram os restos dos mortos vivos numa pira. O fogo acendeu sozinho e os gritos dos mortos vivos sendo queimados e o cheiro de carne morta empestavam o local.

—Como vamos voltar pra casa Alice?

—Está fora do meu controle. Eu não fiz isso.

—E quem fez?

—Eu não sei, mas tudo o que acontece, acontece por um motivo. A gente só tem que descobrir qual é.

—Como vocês fizeram isso?

—Eu sou caçadora de sombras. Eu aprendi a lutar antes de aprender a ir ao banheiro.

—Sou serva da natureza, o mesmo vale pra mim.

—Serva da natureza?

—Ela é uma...

A jovem Lady tampou a boca da outra.

—Tu é lesa é? Quer que eles fritem a gente?

A outra tirou a mão da morena da boca dela e disse:

—Qual é o seu problema?

—O meu problema? Estamos cercados de católicos e esse não é o nosso mundo, o nível de evolução deles é diferente do nosso.

—O nosso nível de evolução? O que isso quer dizer?

—De onde eu venho, as coisas são diferentes. As mulheres tem direito a voto, os gays e lésbicas são bem aceitos, se o marido bate na mulher, ela vai á polícia e o imbecil vai pra cadeia, se uma mulher é violentada ela vai á polícia e quem fez isso com ela vai preso. Alguns estados ainda tem pena de morte, mas são só alguns. E o condenado não é enforcado, nem queimado vivo, nem fica com fome na cela, ele recebe uma injeção letal. Veneno.

—Alice, você sabe fazer veneno?

—Sei. Porque?

—Maneiro. E você é boa?

—Digamos que... eu deixo Catherine De Medici no chinelo.

—Irado.

—Vem Mack, vamos voltar pra dentro eu to congelando. 

Logo elas estavam lá dentro vestindo capas. Aquela a quem ela chamava de Mack estava usando uma capa num tom de roxo escuro e um vestido preto.

A linda Lady usava uma longa capa vermelha que combinava com seu vestido rosa bebê.

—Senhorita Mack?

—Oi. Pelo seu jeito de me chamar presumo que seja o Lorde Bingley certo?

—Certo.

—O nome dela é Alice Grey, ela é filha de um grande empresário da nossa época chamado Christian Grey, o pai dela é podre de rico, mas a mãe dela Anastácia Steele, ela sim é... incrível. Extremamente poderosa, claro que a Alice é mais poderosa que a mãe dela, mas a Senhora Grey arrasa. Eu sou Makenzie Fray.

—E aquela morena de olhos azuis?

—Lola Jones. Ela é uma patricinha mimada que vivia fofocando e usando as palavras como arma, então a Alice veio e tirou a sua arma dela. Se tem algo que eu sei sobre a minha amiga é que... sempre tem um motivo pra tudo o que a Alice faz. Nem sempre fica claro na hora, mas sempre tem um motivo.

—Lola?

—Eu sei. A mãe dela é tão desmiolada quanto ela.

—Você não tem papas na língua não é?

—Ainda bem que tem um cérebro ai dentro.

—Você é viúva?

—Não. Sou roqueira.

—Roqueira?

—É um estilo musical. Eu sou fã de Rock and Roll.

—Nunca ouvi falar.

—Eu sei. Não foi inventado ainda. Quem é aquele cara falando com a Alice?

—Lorde Dodgson.

—Tipo Charles Dodgson, o Lewis Carroll?

—Ele mesmo. Como o seu cabelo é tão vermelho?

—Eu sei lá, genética. Só tem esse tom de vermelho naturalmente na minha família, o resto as pessoas tingem.

—E quem são seus pais?

—Clarissa Adele Fairchild Morgenstern, também conhecida como Clary Fray e Jonathan Christopher Horandele. Jace Horandele.

—Porque eu nunca a vi em parte alguma? Nunca ouvi falar de seus pais ou dos pais de Alice?

—Porque a minha mãe nasceu dia vinte e três de agosto de... mil novecentos e noventa e um.

—O que? Você veio do futuro?

—É. Eu, Alice e todo mundo que veio com a gente. A gente não sabe como veio ou porque veio, a gente só veio. Não foi a Alice que trouxe a gente.

—Como ela seria capaz de trazê-los até aqui?

—Você ficaria chocado com o que ela é capaz de fazer. Com o que eu sou capaz de fazer. Vocês não estão sozinhos e também não sabem nada sobre o mundo sobrenatural. Tudo o que pensa que sabe sobre seres sobrenaturais, bruxas, anjos, demônios... jogue fora. Esqueça.

—Ela é um anjo?

—Não. Ela é outra coisa.

—O que?

—Você é um cara esperto Charlie, descubra.

Ela saiu e só então eu me apercebi que ela havia me chamado de Charlie. Nem meus familiares me chamam de Charlie.

Eu contemplei a beleza e inocência de Lady Alice ela estava na mesa de quitutes, mordeu um pedaço de torta de morango e o chantilly lambuzou sua boca e seu nariz, ela deu risada e limpou o chantilly do nariz com o dedo lambendo-o. Então, Lady Fray jogou uma torta na cara de Lady Alice.

—Ah, é assim é? Então, toma.

Ela revidou e um dos viajantes do tempo gritou:

—Guerra de comida!

Voavam doces e bolos para todos os lados. Eles derrubaram a enorme fonte de chocolate e Alice olhou pra Mackenzie.

—Vamo escorregar no chocolate!

Alice se jogou e escorregou de barriga no chocolate. As risadas dela ecoavam pelo salão.

—Minha vez!

—Esse é o baile mais divertido em que eu já estive.

Disse Lorde Darcy pouco antes de ser atingido por uma torta de limão.

—Toma essa mané!

—Isso é... intolerável.

Lady Mackenzie mostrou a língua para ele.


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