Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 7
Capítulo 38


Notas iniciais do capítulo

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Capítulo 38

''Não sei por que vou atrás dela. Eu não tenho que me desculpar por nada. Mas eu não entendo porque Rosalie me odeia tanto. O que foi que eu fiz para ela? Não posso ter feito alguma coisa eu mal cheguei aqui nos Estados Unidos. Ela nem me conhecia até hoje de manhã.

(Bem, não propriamente a não ser que os irmãos comentaram algo sobre mim.)

Não sei por que estou fazendo isso. Não sei. Deve ser a minha personalidade libriana diplomática. Não suporto ver ninguém triste. Ela deveria saber que o que eu decidi não tem nada a ver com ela e ela deveria aceitar isso. Apenas aceitar. E eu não deveria me incomodar, mas eu me importo o suficiente com os outros para ir atrás dela.''

Encontro com ela na varanda da casa olhando para o luar prateado sobre o oceano Pacífico. Não, não é o mar, é o rio. Hoje a noite está excepcionalmente clara e a lua parece muito maior. Principalmente se levarmos em conta que estava chovendo o dia inteiro, mas a noite o céu limpou.

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Esme ficou preocupada quando eu me levantei da mesa e disse que vinha conversar com Rosalie. Mamãe não queria me deixar sozinha com minha irmã. Não imaginei que ela fosse fazer o que fez. Carlisle disse que eles ficariam me vigiando e atentos a qualquer coisa que Rosalie tentasse contra mim. Edward poderia ler a mente dela e Alice poderia ver se ela fosse me fazer qualquer mal. Relutantemente Esme me deixou ir ao encontro de Rosalie.

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Entro cuidadosamente na varanda para não fazer barulho nem fecho a porta de vidro que separa a sala da sacada. Eu sei que desastrada como eu sou iria bater a porta mais do que o necessário, mas é claro que Rosalie percebeu quando eu entrei mesmo em silêncio:

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— Rosalie – chamo-a, mas tenho certeza de que ela já percebeu a minha presença antes de eu chegar ali ou abrir a boca. Ela podia ouvir meu coração e a minha respiração. Além de poder sentir meu cheiro.

— O que você quer Carol, me deixe em paz. Eu não vou lá na sala  te levantar como Emmett fez.

— Não quero que você faça isso... Eu só queria saber por que você me odeia tanto. Eu não fiz nada contra você. Eu acabei de chegar.

— Sim, você acabou de chegar, mas já percebeu como as coisas funcionam por aqui e já está bem à vontade, se sentindo em casa.

Isso não deveria irritá-la tanto quanto ela deixa que isso a irrite. deve ser ciúme da família.

— Não exatamente. Pode ser por causa do dom de Jasper que eu tenha ficado assim tão rapidamente. Mas eu tenho que fazer isso por nossos pais.

— Alto lá – ela se vira para me encarar como uma onça, embora eu nunca tenha ficado de frente com uma, eu sei que seria assim. – Eles não são meus pais, podem ser seus, mas não são nossos. Nem sei como você tem coragem de abandonar pais humanos e adotar monstros como pais.

Rosalie é tão injusta! Esme e Carlisle não são más pessoas ou vampiros, que seja. Meus pais humanos é que me abandonaram, podiam me dar casa e comida e me deram a vida, mas que vida? Eu não vivia, eu sobrevivia. Não é apenas de pão e água que uma pessoa vive, também é preciso afeto. Isso eles não me davam, e pior, eu apanhava constantemente. Mal um machucado sarava e outro se formava quando não fazia o anterior voltar a abrir. Me admira que minha pele não seja mais marcada.

— Meus pais humanos não eram bons...

— Eles eram humanos. O que você esperava? Que eles fossem perfeitos? – ela me fez um gesto com o dedo para me calar antes que eu protestasse e disse. – Ah já sei Esme e Carlisle são perfeitos, não é?

— Sim, eles são. Mas eu queria dizer que eu só esperava, eu só queria que meus pais humanos tivessem me tratado um pouco diferente. Queria que tivessem me tratado como um ser humano não como uma escrava. Eles quase me mataram sabia?

— Sim, nós soubemos através das visões da Alice. Mas pouco me importa. Antes você tivesse morrido humana do que querer ser uma vampira.

Eu não tenho o direito de ser feliz, então? É isso que ela está querendo me dizer?

— A decisão é minha Rosalie, você não deveria se sentir pessoalmente ofendida com a minha escolha. Isso não tem nada a ver com você, é o meu futuro e a minha felicidade.

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Sei que todos em casa estão ouvindo a nossa conversa. Esme e Carlisle suspiram com a minha coragem, mas ainda monitoram com cautela para ver qual será a reação de Rosalie.

— Tem sim, tem tudo a ver comigo. Eu que vou ter que conviver com você depois que você for uma vampira pelo resto da eternidade. Você não deveria querer ser um monstro...

Eu não sou tão ruim, ao menos acho que não.

Se ela não quiser não seria obrigada, pode viver em outra casa com Emmett. Ele não iria gostar muito de viver longe da família, mas duvido que não faria qualquer coisa para ver Rosalie feliz, mesmo as custas da própria alegria. Os incomodados que se mudem. Eu não queria provocar um racha na família, mas não é culpa minha que ela não me aceite.

— Vocês não são maus! – interrompo indignada que ela fale assim da própria família.

Pouco me importa que fale mal de mim, mas não fale mal daqueles que eu amo. E eu amo os Cullen, até aqueles que eu acabei de conhecer. Só não gosto muito dela e de Jacob. Tenho minhas razões para isso. Eu jamais odeio alguém de graça. Rosalie que me odiou primeiro e eu não posso gostar disso, não posso gostar de alguém que não gosta de mim. Reciprocidade. Para o bem ou para o mal.

— Não, mas isso não muda o fato de que somos monstros. Nos esforçamos muito, é verdade, mas não teríamos que viver assim se simplesmente não existíssemos.

— Vocês precisam existir, se não só existiriam os vampiros maus.

— Não somos os salvadores do mundo, não é nossa responsabilidade e aliás sem nós o mundo  ficaria bem melhor e daria outro jeito. Mas você tem uma escolha, nenhum de nós teve. Exceto Bella, é claro, ela queria ser vampira como você, mas não assim desse jeito, até para ela não foi do jeito que ela queria. Houve um imprevisto.

— Que imprevisto? – pergunto curiosa.

— Eu não precisava te responder, mas vou. – Se ela não me dissesse qual foi o imprevisto Edward poderia me dizer. – O imprevisto foi a gestação. Bella não esperava que fosse engravidar de Edward porque teoricamente ele deveria estar congelado. Mas ela também teve culpa. Ela foi muito ingênua ao não ter procurado conhecer mais lendas sobre vampiros. Leu algumas e depois não procurou mais, pensando que as histórias não passavam de invenção. Mas nem tudo nas lendas é mentira, é claro, você já deve saber, as histórias existem por algum motivo... É claro que a culpa não foi toda dela. Edward também tem culpa por ter concordado em ter a lua de mel de verdade que Bella queria. Esme e Carlisle são culpados por não terem avisado.

— Eles não sabiam – eu protesto. – Nenhum de vocês sabia naquela época que poderia acontecer. Foi totalmente inesperado.

— Vejo que eles já morderam você... Não fisicamente, mas você já está envenenada.

— E se eu estiver mesmo? – levanto o pescoço em desafio.

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— Humpf – ela suspira contrariada. Seu olhar mantém o meu por alguns segundos e então ela vira as costas e volta a olhar para o rio. – Eu não acreditava muito em mitos, muito menos no de vampiros, até que eu me tornei uma por ironia do destino. Acabei ficando ainda mais bonita do que sempre fui. – Ela é tão fútil por valorizar isso, mas no caso dela que não envelhece como os humanos, a beleza não irá embora com os anos. Faz sentindo ela se achar por isso. Não tenho inveja dela. Nem seria racional ter.

— Você é a mulher mais bonita do mundo! – não tenho problema em admitir isso, é verdade. Só um cego não veria que Rosalie é a rainha da beleza.  Com essas palavras tento apaziguar a inimizade entre nós duas.

Se ela queria que eu dissesse isso, acabei de dizer. Ela precisava ser lembrada disso? Acho que ela podia se ver no espelho todos os dias de manhã. Vampiros refletem no vidro, não? Já vi meus pais no espelho então, sim. Se não pudesse, ela não percebe a reação das outras meninas quando a vêem?

De qualquer modo Esme tem outro tipo de beleza que Rosalie jamais teria. Esme é bonita por dentro e por fora. Lembro que dizem que quem gosta de beleza interior é médico ou arquiteto/decoradora e isso Carlisle e Esme são, não eu. Mas ainda assim aprecio. Ela não é arrasadoramente linda, mas bonita. Carlisle está satisfeito e isso é o que importa. Ela não precisa competir com a Rosalie nisso.

Ainda bem que o que eu estou pensando só meu irmão pode ver, ele é muito cavalheiro e não diz o que ele sabe dessa forma e deixa que nós falemos quando estivermos prontos para falar. Mas Esme sabe que eu acho ela linda, já falei isso para ela.

Eu sou quase cega, mesmo... Mas até eu consigo ver a beleza de Rosalie. Eu não quero ficar tão bonita quanto ela, pelo que eu entendi, ela já era assim formosa quando humana e essa característica só foi intensificada quando ela foi transformada. Ela já tinha essa beleza preexistente, eu não ficaria assim estonteante, mas com uma beleza natural. Ou tão natural quanto possível.

— Minha vida era perfeita e eu não precisava de mais nada... – essa pausa deixava no ar que não era tão perfeito como ela dizia e ela queria algo a mais, sim. – Eu tinha dois irmãos mais novos do que eu...

— Eu também – comentei, não consegui me conter. Não queria me conter acho. Rosalie precisava saber que nós duas tínhamos muito em comum, mais do que ela pensava e do que eu gostaria.

Porém, ela continuou como se eu não tivesse dito nada:

— Meus pais gostavam de mim. – sorte dela, os meus parece que me odiavam Se não me odiava, minha mãe ao menos não me fazia sentir amada. - Ou eu acho que gostavam, porque eu sempre fui bonita. Não sei se gostariam de mim se eu não fosse tão linda. Talvez isso tenha causado meu fim... - ela era querida e eu nunca senti que me queriam.

Rosalie não entende que esse não foi seu fim. Ela não morreu, apenas foi livre para viver a própria vida, não a que seus pais queriam que ela tivesse. Ela culpa Carlisle, mas na verdade ele a salvou. Quem a matou foi Royce.

[Rosalie entende mas camufla muito bem o que sente pela familia maravilhosa que tem. ela é muito grata, mas, sempre tem um mas, ela não poderá envelhecer ao lado de Emmett.]

‘'Eu tinha 18 anos e estava noiva de um rapaz rico e charmoso, herdeiro de um banco e vários outros negócios da família. Ele era um excelente partido cobiçado por todas as jovens da cidade, mas eu fui a ‘felizarda’ escolhida – ela pronunciou a palavra felizarda distorcida, ironicamente.

‘'Numa noite no final de abril, uma semana antes do casamento, eu estava voltando para casa depois de ter passado a tarde com uma amiga. Eu sei que uma senhorita não deveria andar sozinha e nem estar fora de casa àquela hora, mas onde eu morava não ficava tão distante. Pensei em chamar meu pai, mas era ridículo ter medo de atravessar alguns quarteirões sozinha. Resolvi ir assim mesmo, andando rápido que mal poderia acontecer?

Eu me imaginei nitidamente na situação que Rosalie descrevia. Pude sentir seu medo e sua hesitação.

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...XXX...





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