Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 4
Capítulo 35


Notas iniciais do capítulo

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...

— Chegaram. Ainda bem. A conversa melosa de vocês estava me deixando enjoada – comenta Rosalie.

— Não ligue para Rosalie, ignore-a como eu faço – diz Edward olhando para mim.

— Está tudo pronto, só estávamos esperando vocês chegarem – diz Alice para nós e vira para Carlisle. – Você está no meu time pai.

— Obrigado filha – diz papai e toma seu lugar no campo.

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Do outro lado vejo Jacob e Renesmee sentados em uma rocha que claramente alguém trouxe para cá – os Cullen são fortes o suficiente para isso, todos eles e elas-, pois não faz parte da paisagem.

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Mamãe segura a minha mão e me diz:

— Vamos?

— Sim – eu consinto.

Assim que começamos a caminhar, mais um estrondo de trovão ribomba.

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— Está na hora – diz Alice.

— Não tenha medo filha – Esme segura minha mão. – Eu sei que você tem medo de tempestade, mas não vai acontecer nada, eu garanto.

— Porque vocês precisam jogar quando o tempo está carregado?

— Você logo vai entender o motivo – Esme me sorri, ela não estava deixando de me responder por maldade, mas me dando oportunidade de ver por mim mesma.

Eu nem vejo a bola voando como um projétil pelo campo e quando o taco deveria ter rebatido a bola, ouve-se mais um rugido vindo das nuvens.

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— Ah, agora eu entendi – a compreensão iluminando meu rosto.

Esme acompanha a bola com os olhos, embora eu não consiga ver nada eu sei que ela pode ver claramente tudo o que está acontecendo.

Home run— ela diz para que todos possam ouvir.

 Edward e Emmett se chocaram ao tentarem impedir a devolução da bola por Rosalie. Eu fiquei preocupada que eles tivessem se machucado devido a força da pancada, mas eles se levantaram logo parecendo estar bem, melhor do que bem, estavam ótimos e até rindo.

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Quando os dois trombaram no ar mais um raio rasgou o céu bem próximo dessa vez porque o som não demorou muito a chegar:

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— Vai chover, temos de nos proteger – eu digo alarmada.

— Não se preocupe sweetie— diz Esme. – Alice disse que vai chover apenas na cidade, aqui não. Ficaremos secos.

Ando para trás e sento novamente na pedra em que eu estava que também parece ter sido posta aqui por algum deles, eu sei que seriam fortes o bastante para isso.

Vejo então Bella que corria pelas bases ser tocada por Jasper que tinha a bola em suas mãos.

— Está fora – Esme diz com a voz clara e imperiosa.

Bella caminha para o lado de sua filha e Jacob geme, fala com a sogra e os dois também desaparecem com Renesmee. Ele pressentiu que iria mesmo chover, eu estava certa. Ela poderia ficar resfriada se pegasse chuva devido a sua parte humana.

Começa a chover e rapidamente o jogo se desfaz.

— Ah, vou ficar gripada – imediatamente papai vem até onde estou e faz um guarda-chuva com seu casaco.

— Desculpem – diz Alice.

Ela assegurou a meus pais que dessa vez não aconteceria o mesmo que aconteceu quando Edward trouxe Bella. Não há nômades na área, não teria o risco de eles aparecerem aqui. Eu ficaria segura. Exceto...

Não fui atacada por um vampiro, mas corro risco de ficar gripada. Gripe é uma coisa séria para minha mãe, pois Edward morreu de gripe espanhola, e ela não suportaria me ver nem com um resfriado comum.

— Não se sinta culpada, querida – diz Esme para tranquilizar a filha.

— Eu não costumo errar a previsão do tempo. É muito mais fácil do que as ações das pessoas.

— O vento pode ter mudado de repente e isso não dá para prever – diz Carlisle.

Meus pais não demonstram nenhuma forma de animosidade. Alice não tinha a intenção de me prejudicar, jamais faria isso de propósito. Ela não sabia mesmo. Não foi culpa dela e nossos pais compreendem.

— Desculpe, Alice. Não queria dizer que você estava errada –digo embaixo da cobertura improvisada, me sinto mal por causa do que penso que fiz.

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— Tudo bem, irmã. Nós é que deveríamos ter ouvido seu alerta, você viu o trovão chegando cada vez mais perto.

— Essa menina deve ter puxado as nuvens – diz Rosalie num aparte. – E isso interferiu na previsão da Alice.

— Rosalie, não foi isso – diz Edward em minha defesa. - E se foi esse é mesmo um dom tão forte que já se manifesta na encarnação humana.

Eu puxando as nuvens? Não creio. Como eu tenho medo de tempestade se eu mesma a provoco. Não faria sentido.

— Não seria a primeira vez; Bella também tinha o dom antes mesmo de se tornar vampira – rebate Rose.

— Todos nós tínhamos, Rose. A capacidade que nós tínhamos enquanto humanos é intensificada na nossa vida de vampiros.

Edward sabe que isso não é meu dom. Meu dom é mais mental. Ele nunca viu alguém tão fácil de ler como eu. Parece que eu grito meus pensamentos. Isso é bom, depois de ter encontrado alguém que não podia ver os pensamentos ele conhece alguém totalmente o oposto. Literalmente um livro aberto, com uma lupa para ampliar as letras.

É a primeira vez que meu medo de tempestade serve para alguma coisa... Mas o que me deixou mais maravilhada foi o fato de Alice ter me chamado de irmã assim simplesmente e tão rapidamente, como se eu já fosse sua irmã há muito tempo. O que é verdade, desde que Esme e Carlisle me adotaram eu sou sua irmã. Mas ela me aceitou diferente de Rosalie que parece já ter decidido de antemão me rejeitar.

— Vocês poderiam ficar jogando mesmo chovendo, não precisam ir embora por minha causa...

— Temos de ir filha, não queremos que você fique doente – diz papai.

Ele poderia cuidar de mim, mas eu não quero dar trabalho então é melhor sair da chuva.

Tão rápido que nem me molho já estamos no Jeep. Mamãe me trouxe em seu peito enrolada como um bebê, para que eu não me molhasse se ficasse nas costas dela ou de papai. Também não seria muito bom se um raio nos atingisse. Eles são rápidos, mas um raio também é; e sem falar que eu poderia morrer por causa da descarga elétrica poderia ter um infarto fulminante, e eles não sei, mas acho que sobreviveriam.

...XXX...

 

Quando chegamos em casa minutos depois, para minha surpresa já estavam ali todos que estavam no campo e ficaram para trás. Já estão aqui e com outras roupas e fazendo diversas coisas diferentes.

Bella lê um livro enquanto Edward toca piano baixinho. Renesmee e Jacob jogam xadrez, o xadrez de tabuleiro porque ela é muito nova para jogar ‘xadrez’ e eles não fariam isso no meio da sala.  Bom talvez não teriam vergonha, Jacob não teria, mas acho que Renesmee sim.

Alice, Jasper, Emmett e Rosalie assistem a um noticiário na TV. Eu presto atenção, mas não entendo muita coisa porque o apresentador fala muito rápido. Compreendo o que aparece escrito na faixa inferior da tela. O aparelho também está com o volume tão baixo que não me ajuda a entender o que o homem diz, mas meus irmãos parecem ouvir muito bem.

Tão bem que perceberam quando chegamos e todos pararam o que faziam – exceto Rosalie, é claro- e olharam para nós assim que passamos pela porta de entrada. Eu nunca gostei de ser o centro das atenções e fico imediatamente com o rosto quente – aposto que está vermelho para quem me vê.

— Opa, Bella 2 chegou! – diz Emmett animadamente.

— O quê? –questiona Bella.

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‘Eu não sou a Bella, se fosse me comparar com alguém seria com Esme. Eu pareço mais com minha mãe do que com minha irmã’; Olho confusa para ele esperando a explicação:

— Você não pode mais corar irmã, mas nossa nova irmãzinha parece um pouco com você. Nem tudo foi perdido.

Coro ainda mais e Emmett fica ainda mais contente ao me ver ruborizar.

— Emmett – repreende Esme.

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— Não fale assim da sua irmã. Ela tem nome, e o nome dela é Caroline – diz Carlisle.

‘Obrigada por me defender papai’. Olho para ele grata.

Edward sorri um pouco,  pois deve ter visto o que eu pensei. ‘Claro, ele pode’, penso.

Meu estômago me trai roncando e novamente a atenção de todos se volta para mim. Desse jeito eu vou morrer de vergonha, literalmente.

— Hora do almoço da humana – diz Esme com uma expressão no rosto que não entendi no começo, mas depois eu vi que era satisfação.

Ela coloca a mão nas minhas costas e me conduz até a cozinha.

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— Você gosta de pizza, querida? – ela me pergunta enquanto andamos.

— Sim, muito. Minha família é de origem italiana e gosto muito de massas – por isso que eu sou assim, nem magra, nem gorda demais; falo inocentemente, mas Esme fica tensa ao ouvir a menção à Itália.

Vejo que Esme fica parada e digo:

— Desculpe, mãe, não quis dizer nada que a magoasse.

— Mamãe – repito, pois ela não se move.

Estou ficando preocupada...

— Mamãe! – imploro novamente a aflição tingindo a minha voz.

Carlisle vem  num átimo ver o que está acontecendo, e para ao lado da esposa e afaga seus ombros:

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— Esme, meu amor – ele fala normalmente, como se não fosse a primeira vez que isso acontecesse ou se ele não estivesse surpreso que tivesse acontecido. – Não se preocupe filha, sua mãe vai ficar bem.

Esme pisca várias vezes como alguém que acorda de um transe ou sono súbito:

— Eu estou bem honey— ela diz para Carlisle e depois olhando para mim. - sweetie. Não se preocupem – ela diz ainda pestanejando. - Tudo bem, sua ascendência não é problema, só não gosto de pensar no que os Volturi fariam com você, querida. Eles não querem que ninguém mais entre para nossa família. Já somos maiores do que deveríamos ser.

— Eles não têm motivos para ter medo de nós – diz Carlisle. – Não planejamos tirar seu lugar. Nunca pensamos nisso.

— Sim, meu amor, eu sei disso. Mas eles já têm medo e isso já é suficiente. Antes que nós pensemos, eles já têm medo do que podemos fazer. Eles se antecipam.

— Não vou deixar que eles façam mal à nossa família, Esme.

— Eu sei Carlisle, eu sei do que você seria capaz.

Esme lembra da visão da Alice; minha irmã contou algum tempo depois o que teve que fazer para convencer Aro a desistir de matar os Cullen.

— Me sinto tão mal expondo você a esse perigo, querida – Esme diz olhando para mim.

— Tudo bem, mãe – ela vai me proteger de tudo, eu confio nela.

Na época eu nem tinha uma ideia exata do que significava, qual era o tamanho do perigo que eu corria. nem Esme poderia me proteger. estando longe de Bella teríamos poucas chances de vencer um possível confronto com os Volturi.

— Não está bem, filha. Você não entende a gravidade...

— Me transforme então, mamãe - eu tenho uma ideia 'brilhante'. Pareço afoita para isso. Eu estou mesmo ansiosa, mas eu poderia disfarçar melhor.

— Isso não seria a solução.

— Então você não vai mais fazer o que me prometeu? – digo começando a entender errado o que ela dizia e ficando triste.

— Eu vou sim, querida – ela diz pegando uma pizza inteira na geladeira e colocando para assar no forno.

— É muito grande, eu não vou conseguir comer sozinha – digo preocupada ao ver o tamanho da pizza.

— Não se preocupe, querida. Minha neta e o “amigo” dela vão comer também.

— Ah, fico mais aliviada por saber que não vou ter de comer tudo sozinha. Mas ainda assim não é muito só para nós três.

— Não, Jacob tem um apetite enorme. Coisa de lobo.

— Ah! – finjo que entendi, mas mais tarde eu vi e acabei entendendo.

Fico pensando no que Esme disse antes. Ela disse que Jacob era amigo da nora dela, não da neta. Ou será que eu é que entendi errado? Parece que ela também disse a palavra ‘amigo’ com uma ênfase diferente do normal. O que isso significa? Vou perguntar e se ela quiser responder bom, se não também tudo bem. Se não for nada e eu que ouvi errado? Vou tirar a dúvida:

— Você quis dizer algo com ‘amigo’, mãe? Parece que eu ouvi algo diferente.

— Você é mesmo muito esperta Carol, é verdade – Esme afaga o topo da minha cabeça. - Jacob não é apenas amigo da minha neta, mas algo como namorado.

Um rugido e um silvo baixo vindos da sala me assustam, Carlisle afaga meus ombros. Jacob e Renesmee não estavam em casa nesse momento porque foram até a casa de Charlie.

— Bella e Edward já deviam ter se acostumado – comenta papai.

— Não é o que parece – comenta Esme.

...XXX...





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