Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 35
Capítulo 66


Notas iniciais do capítulo

aviso:
menção a sexo




 28 de dezembro de 2007

Eu acordei imediatamente quando eu fechei os olhos no sonho, como se fosse um continuo. Dormi lá e acordei na vida real. Estou empolgada porque hoje Bella ficou de contar a última parte da história com meu irmão, Edward. Não a última, é claro, pois não é o final, mas poderia ter sido mesmo o fim. Felizmente não foi o que eles temiam e estamos todos bem e em 2007. Se eles tivessem morrido ano passado eu jamais os conheceria e provavelmente também estaria morta a essa altura.

Talvez nós tivéssemos nos encontrado na outra vida, se é que há alguma coisa depois da morte; pois eu não creio que eles iriam para o inferno e eu para o purgatório – porque eu não acho que eu seja assim tão boa para merecer o paraíso logo de cara e talvez eu tenha cometido algum pecadilho mesmo sem saber e precisaria pagar.

Eu concordaria em pagar, acho justo, mas desde que eu soubesse qual foi o meu erro. Era sempre tão injusto quando meu pai me batia e eu não sabia exatamente porque eu estava apanhando. Muitas vezes nem era porque eu não havia feito algo que deveria ter feito, mas porque meus irmãos não fizeram.

Foi uma transição tão abrupta do sonho para a realidade que no começo eu fiquei atordoada. Ao me ver piscando várias vezes e coçando os olhos com as mãos, Esme me pergunta:

— O que foi querida, você está bem?

Não pensei que ela pudesse perceber que eu precisava usar óculos, mas por sorte não foi isso que ela pensou, embora fosse verdade e eu falaria isso para ela depois. De perto eu vejo muito bem, mas de longe as imagens ficam embaçadas.

  - Sim, mamãe, não se preocupe. Eu acho que foi só um sonho que pareceu ainda mais real depois do que Bella disse ontem.

— Você disse que foi um sonho e não um pesadelo, então porque você ficou tão confusa?

— Porque foi muito convincente.

— Talvez seja mesmo ruim para você conviver com vampiros... ou Renesmee mexeu com sua cabeça.

— Não mãe, eu estou bem. Fique tranquila.

— Quer me contar, filha?

— Sim. Eu sonhei que estava na festa de formatura...

— Ah!

— ...você e Carlisle cuidavam de mim, mas num certo momento você teve que me deixar sozinha. Eu fiquei muito preocupada.

— Desculpe querida – ela se sente mal devido ao seu comportamento em meu sonho.

— Não se preocupe, mãe. Apesar disso, vocês dois cuidaram de mim muito bem e depois me levaram de volta para casa. Quando eu adormeci no sonho eu acordei.

— Muito bem, foi só um sonho, fruto da sua imaginação, e claro, da sua afeição por mim e por seu pai. Vamos até a cozinha e eu vou preparar seu café-da-manhã - ela coloca as mãos no colo displicentemente e se levanta.

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Me levanto tão depressa que cambaleio um pouco tonta e ela me segura firme e delicadamente para que eu não caia:

— Ops! – me desculpo.

— Não precisa se desculpar, querida.

Saímos do meu quarto e logo chegamos às escadas. Ela desce as escadas num movimento tão gracioso como se estivesse flutuando e assim como seus pés mal tocam o chão, suas mãos mal encostam no corrimão. Eu preciso me segurar e desço lentamente. Quando chego até a cozinha uma xícara de chocolate quente já está pronta para mim e me sento em uma das cadeiras da bancada. Deixo esfriar um pouco para não queimar minha língua, pois ainda está saindo vapor.

...XXX...

 

Depois da refeição eu corro para a sala para encontrar Bella:

— Bella! Bella!

— Sim Carol vamos continuar de onde eu parei. Se acomode no sofá – ela me indica o móvel logo na sua frente.

Eu sento e Esme me acompanha. Carlisle chega logo em seguida e fica em pé atrás de nós. Eu iria dizer para ele sentar também, mas eu sei que para eles tanto faz porque vampiros não se cansam.

Bella começa:

— Como você sabe meu casamento com Edward foi dia 13 de agosto do ano passado – ela aperta a mão de meu irmão que estava sentado ao seu lado no sofá de dois lugares. Enquanto eu, Esme e Carlisle estamos no maior de três assentos.

— Sim – depois que eu respondi eu percebi que não precisava ter dito nada. Ela já sabia que eu sabia.

— O casamento era a condição de Edward para que ele mesmo me transformasse em vampira. Eu sabia que Carlisle também estaria disposto a fazer isso como ele havia prometido que faria depois da minha formatura, mas eu preferia que fosse meu marido e a condição dele era que eu me casasse com ele primeiro. Na verdade nosso acordo foi bem complicado, mas em resumo é isso.

[Eu entendo perfeitamente Bella, eu também poderia aceitar que Carlisle me mordesse para poupar a esposa, afinal com ele não seria tão arriscado quanto pedir para Esme e eu não quero fazer mal a ela mais do que eu sei que eu devo fazer sendo ainda humana. Sei que o cheiro do meu sangue provoca uma queimação na sua garganta e eu não gosto de pensar que mesmo sem querer eu lhe faço mal.

Eu sei que não é intencionalmente, jamais faria isso sabendo o que eu estou fazendo, mas eu sei que eu faço por ser humana, ainda, e isso me corroi por dentro. Se eu pudesse não fazer ela sofrer por minha causa... é por isso também que eu quero ser uma vampira logo. Não suporto a ideia de que eu faço mamãe sofrer enquanto ela só me faz bem. Sou ingrata, não deveria retribuir assim tudo que ela faz por mim. Ela e papai são tão carinhosos comigo, eu não deveria fazer isso com eles. Ao menos para Carlisle eu sei que suportar o cheiro de sangue não é tão difícil, mas para Esme é e por isso eu mal vejo a hora de parar de fazê-la sofrer.

Fico mais tranquila ao pensar que Esme não vai precisar me morder, mas eu entendo Bella: ela preferia que fosse Edward, assim como eu prefiro que seja Esme. Não estou desprezando Carlisle, que ele não entenda mal, mas eu quero ter mais essa ligação com mamãe já que eu não posso ser sua filha de sangue. E, de certa forma Carlisle também estará em mim, pois o veneno dele transformou mamãe e ela vai me transformar. De certa forma estaremos unidos por um laço de sangue, como todas as pessoas, mas no nosso caso será o sangue que precisamos para sobreviver e não o que escorre em nossas veias. Na nossa circulação haverá o mesmo veneno.]

Edward me olha de forma inquisitiva, que ótimo ele leu minha mente e vai contar para nossa mãe. Ah bem, não tem problema.

Bella prossegue:

— Então, eu já tinha cumprido a minha parte no acordo agora era a vez dele fazer o que eu queria. Eu pedi também para ter uma lua-de-mel de verdade com Edward, por isso eu permiti que ele me desse um carro novo quando a minha pick-up morresse. Eu jamais imaginaria que isso aconteceria tão logo e muito menos esperava que seriam dois carros. Um para ‘antes’ e outro para ‘depois’. O veiculo de antes era um Mercedes Guardian equipado com vidro a prova de mísseis, entre outras proteções. Um exagero para mim, era tanta segurança, mas eu reconheço que eu era mesmo uma humana propensa a sofrer acidentes e muito desastrada – porque vidro à prova de mísseis? O que houve com o velho vidro à prova de balas? A prova de balas para quem fosse ao Rio de Janeiro, ou Paraguai ou México. Mas a prova de mísseis para onde?

— E qual é o carro de depois Bella?

— Uma Ferrari – imediatamente eu imagino o carro esporte vermelho super elegante e chamativo, nada discreto como os Cullen pretendem passar.

— Não é chamativo demais?

— É sim e por isso fica a maior parte do tempo na garagem ao lado do BMW conversível de Rosalie e do Porsche amarelo de Alice.

Só as mulheres têm carros indiscretos. Imagino se Esme tivesse um carro que cor seria? Azul? Roxo? Branco-creme? Branco-neve? Rosa - bebê?  Eu teria um carro bem discreto prata ou preto. Isso se eu puder dirigir quando for vampira. Acho que sim, porque aqui nos EUA a carteira de motorista pode ser tirada com dezesseis anos.

— Nenhum de nós, digo incluindo todos os Cullen, ninguém sabia e nem sequer imaginava que eu poderia engravidar. Afinal teoricamente meu marido estava morto, por isso não julgue precipitadamente como imprudência, não foi isso, nem de minha parte, nem da parte de Edward – será que Alice teve uma visão ontem a noite ou hoje de manhã de como eu iria ficar e avisou  a irmã? Provavelmente sim.

— Bella como você não sabia que podia engravidar se nas lendas fala sobre filhos de vampiros com humanas? Você deveria ter ao menos desconfiado que poderia ter alguma verdade, logo você que vivia em meio as lendas deveria saber que só porque uma história é tida como mito não quer dizer que não seja verdadeira ou tenha alguma base em uma verdade. E mesmo assim você quis ter uma lua-de-mel de verdade com meu irmão, Bella isso foi imprudência, foi loucura!

— Foi mesmo imprudência, eu admito. Não deveria ter concordado – diz Edward. – mas agora já passou e tudo acabou bem.

Isso não seria necessário se Bella não tivesse exigido e meu irmão cedido. Reviro os olhos impaciente

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 E encaro todos os rostos de minha nova família. - Como ninguém sabia?

— Nós não conhecíamos nenhum híbrido, minha filha – diz mamãe em resposta ao meu comportamento estupefato.

— Carol, tente entender. Não conhecíamos e nem nunca tínhamos ouvido e nem visto um hibrido, para nós eles eram apenas lendas, não pensamos que poderiam existir – Bella responde mais calma do que eu imaginava que estaria devido a minha acusação. Eu tinha medo que ela ficasse furiosa também e me machucasse, mas ainda bem que ela não ficou. Afinal de contas ela sabe que não adianta ficar brava porque eu estou falando sobre algo que já aconteceu e foi resolvido. Meu receio de que ela fizesse alguma coisa era apenas devido as minhas lembranças.

— Mas vocês deveriam ter desconfiado. Principalmente você Bella. A não ser que talvez mesmo inconscientemente você quisesse ter um filho... Desculpe Renesmee, eu adoro você, mas, você poderia ter escolhido outra forma para se tornar uma vampira não acha Bella? Essa foi a forma mais dolorosa possível, poderia não ter dado certo!

— Eu sei – diz minha irmã abaixando a cabeça.

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— Mas você deveria ter acreditado que poderia acontecer Bella, pois vampiros são lendas e nem por isso não existem. Você sabia, ou ao menos deveria saber que não é apenas porque uma estória é lenda que é falsa. Por via das duvidas deveria ter considerado essa possibilidade.

— Ninguém sabia – ela se defende.

Não sei quando eu decidi falar alguma coisa, não sei se eu decidi agora falar assim o que eu realmente penso ou se eu resolvi agora. Acho que devo ter decidido antes, pois Alice certamente avisou a irmã. Ou mesmo se eu resolvi no momento, ela me viu decidindo.

— Não é totalmente culpa sua Bella. O que mais me intriga é Edward ter concordado com essa... loucura. Como nenhum vampiro sabia?

— Eu deveria tê-los alertado, eu sei. E eu teria se eu soubesse que poderia acontecer – diz papai com a cabeça abaixada.

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— Não adianta debater o passado, o que foi, foi. O que teríamos que fazer depois foi feito. Eles, nós conseguimos – diz Bella.

— Nada disso teria sido necessário se você não fosse tão egoísta Bella. Você que fez o que não devia e os Cullen tem de apagar o incêndio. Não é justo. Eles quase morreram por sua causa.

— Eu não tive a intenção – se escusa minha irmã. – mas de qualquer maneira eu dei a eles o que eles jamais poderiam imaginar ter. No final ficamos todos bem e felizes para sempre.

— Graças a Deus. E, claro seu escudo, irmã. Mas se você não tivesse aparecido – Edward grunhe com a ideia e eu rapidamente emendo. -... ou não tivesse feito o que fez, os Volturi não teriam vindo atrás da nossa família - ainda bem que Bella tinha o escudo, se fosse outra poderia não ter e todos estariam mortos.

— Tudo bem, Carol, tudo acabou bem – diz Jasper e imediatamente eu sinto uma tranqüilidade tomar meu corpo.

Olho para o lado e peço para Carlisle:

— Pai, pede para meu irmão não fazer isso comigo. Você sabe que essa oscilação de hormônios não faz bem para o coração.

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— Carol, filha, você precisa se acalmar. Seja como for não adianta ficar estressada por causa do passado, nada pode mudar o que já aconteceu. E se você tivesse algum problema, eu estaria aqui e iria perceber, não se preocupe.

— Eu não quero que Jasper faça isso comigo. Não é justo!

— Bem vinda ao clube! – diz Bella. – Eu também não gostava quando ele fazia isso comigo quando eu era humana.

— Ah Bella, me desculpe. Eu sei que me comportei mal e disse algumas coisas que eu não deveria. Mas você precisava saber como eu penso. Se eu não dissesse você poderia descobrir depois – olho de relance para Edward e depois Alice.

— Eu não diria nada, juro – diz Edward percebendo meu olhar.

— Nem eu – concorda Alice.

— Tudo bem Carol, eu já sabia. – diz Bella. – Alice me avisou pouco antes de você acordar.

— Seu coração poderia não ter suportado Bella – diz Carlisle.

— Mas eu estou aqui. Por pouco nós conseguimos. Eu consegui ter minha filha e meu marido e Jacob conseguiram me salvar.

— Renesmee é incrível – comenta Esme.

Minha sobrinha fica um pouco corada por causa do elogio.

— Sim ela é maravilhosa – diz Edward com a voz inflada de orgulho.

— Você realmente chegou muito próximo da morte Bella – comenta Jacob. – Tivemos que fazer uma RCP em você.

— Você estava tão pessimista que tive que enxotá-lo do quarto. Eu iria tentar até o último segundo, Bella iria sobreviver – diz Edward.

— Agradeço a sua perseverança, querido – diz Bella.

— Acho que foi mais teimosia dele mesmo – emenda Rosalie.

— Seja o que for Bella está viva – diz Alice.

— E isso é mesmo admirável – eu assinalo. - Eu só acho que foi muito arriscado para meu irmão ficar tão íntimo com você Bella, você ainda sendo humana. Sabe como lá é sensível poderia machucá-la seriamente.

— Isso me lembra uma coisa, filha – diz papai. – tenha cuidado quando for se masturbar.

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— Papai! – Fico vermelha como um tomate e procuro esconder meu rosto no travesseiro que mamãe tinha em seu colo para caso eu quisesse me deitar. Ele poderia ter dito isso em particular não em público. Ai que vergonha!

— Filha, você está bem? – ele pergunta preocupado.

— Não, é claro que não, pai. Eu quero morrer.

Esme geme.

— Ai mamãe me desculpe, eu sei que você não gostaria que eu morresse. Não quis magoá-la. Desculpe, sou uma idiota mesmo, sempre decepciono quem eu amo.

— Tudo bem filha, eu sei que você só disse por estar morrendo de vergonha. Mas não precisa ficar constrangida, não há segredos em nossa família.

Quem foi que disse? Alice viu ou Edward leu minha mente? Quem foi que fez isso vai me pagar ainda não sei como, mas vai.

— Carol, acabei de ler o que você pensou – diz meu irmão.

— Droga!

— Você quer mesmo ter que aguentar isso para sempre? – pergunta Rosalie presunçosa e capciosamente.

— Não importa, se aturar Edward e seu dom inconveniente às vezes for o preço a pagar para ficar com Esme e Carlisle para sempre tudo bem, eu pago.

— E tem também Alice – diz Rosalie novamente.

— Rosalie! – dizem meus pais ao mesmo tempo. Papai complementa com a voz grave: - Não importune mais a sua irmã.

— E não foi nenhum de nós que disse para nosso pai, foi ele quem ouviu. você sabe como nossa audição é mais aguçada que a humana - diz Edward.

— Ele só está preocupado com você sweetie - diz Esme afagando meus cabelos ternamente. - Como eu também ficaria.

— Mas ele não poderia demonstrar preocupação comigo de modo menos constrangedor?

Carlisle olha para mim tão arrependido que é impossível não perdoá-lo:

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— Eu poderia, filha. Me desculpe – ele pede arrependido por ter me exposto dessa maneira, esse é um assunto tão intimo que ele deveria ter falado comigo em particular.

— Claro papai – eu jamais poderia ficar zangada com ele.

...XXX...



Notas finais do capítulo

fotos do capítulo 66:
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