Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 27
Capítulo 58


Notas iniciais do capítulo

fotos do capítulo 58:
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Bella retoma sua historia:

— Mas Laurent não era bom como eu pensava. Ele na verdade estava fazendo um favor para sua amiga Victoria ao vir me vigiar e investigar se eu ainda estava sob a proteção dos Cullen. Eu não estava, de fato, mas também não estava desprotegida. Não gostei muito de ver os meninos Quileutes se arriscarem por mina causa assim como não gostei quando os Cullen fizeram isso por mim.

— Todo o esforço valeu a pena – diz Esme. – Mais tarde foi você que nos salvou.

— Sim, é verdade – diz Bella.

— Eu vou ficar eternamente em divida com você por isso Jacob – diz Edward.

— Tudo bem ‘sogrão’ – ele se arrisca ao dizer isso.

Dá para ver que meu irmão se contém, faz muita força, para não avançar nele. Jacob não se emenda mesmo, ele gosta de brincar com o perigo e se arriscar. Não fico preocupada com ele, pois ele sabe o que pode acontecer.

— Victoria era a parceira de James, não é? – pergunto só para confirmar.

— Sim, ela era.

— Era?

— Ele morreu, foi necessário matá-la. Mas isso é outra historia que eu conto para você mais tarde. Vamos continuar de onde eu estava.

‘Eu só percebi que os olhos dele eram vermelhos vinho e não amarelos como já poderiam ser, quando ele se aproximou. Ele me disse que às vezes trapaceava, não sabia como os Denali e os Cullen conseguiam. Acho que Laurent é que desistia logo na primeira dificuldade.

 ‘Laurent faria o favor de me matar para sua amiga Victoria. Ele disse que eu deveria agradecer porque ele seria rápido enquanto ela queria me torturar para me fazer sofrer e vingar a morte de James. E também para fazer Edward sentir a dor que ela também experimentou.

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‘Mas quando ele se preparava para desfechar o golpe fatal, ouvimos estalos de galhos secos sendo esmagados e lobos imensos saíram da floresta. Eu corri assustada e imagino que Laurent deve ter feito o mesmo. Uma reação parecida com a que você teve a primeira vez que viu os lobos, Carol.

— Eu me lembro. Eles são grandes como o Emmett. De arrepiar!

— Sim, a princípio eles dão medo mesmo – diz Bella, mas continua o relato. - ‘Naquele tempo eu tive medo que Victoria viesse atrás de mim assim que Laurent contasse o que ele viu aqui, que os Cullen tinham ido embora e me deixado vulnerável. Uma presa fácil para a vampira sedenta de vingança. Não sei se minha morte teria mesmo tanto valor e alcançaria o efeito que ela esperava, mas ainda assim fiquei apavorada por alguns dias.

‘ Não acreditei muito na hipótese de que os lobos fossem alcançar o vampiro e se alcançassem que eles poderiam feri-lo, por causa da pele dura como uma rocha.

— Mas nós conseguimos não apenas pegar ele, mas também foi relativamente fácil acabar com ele – corrobora Jacob. – Éramos cinco, foi mole. – ele sorri.

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— Ai querida, desculpe. – diz mamãe muito envergonhada e pesarosa. A dor na voz dela é quase perceptível. – Se soubéssemos não teríamos partido; não dessa forma deixando você ameaçada. Alguém poderia ter vindo ver ao menos como você estava – Edward olha para a mãe indignado. - sem você saber, é claro.

— Vocês já estão desculpados, Esme. Sabem disso.

— Você é muito magnânima conosco, querida. Sempre foi. Muito mais do que merecíamos.

Eu discordo e levanto a cabeça para olhar para os olhos de Esme e ver o que Bella vai responder:

— Sem problemas, você sabe que eu perdoei vocês depois pelo o que eu fiz.

— Sim, eu serei eternamente grata por você ter salvado meu filho.

Bella sorri para mamãe e continua a contar o que aconteceu:

— Uma noite eu ouvi algo batendo na janela de meu quarto e pensei que fosse Victoria que tinha vindo me matar. Mas ela não se incomodaria em me fazer perceber sua chegada, eu acho. Mas para meu alívio eu vi que era Jacob quando abri a janela. Ele me pediu para de afastar que ele iria entrar. Como? A janela era no segundo andar da casa? Edward podia porque ele era um vampiro, mas Jacob também conseguiu escalar, como?

‘Ele entrou e conversamos um pouco. Ele queria se desculpar pelo tratamento rude que me deu antes, mas eu não estava disposta a ouvir desculpas. Nada justificaria. Eu estava preocupada que ele estivesse doente e quando fui lá na reserva ver como ele estava não apenas o encontro bem, andando na chuva, mas ele ainda me manda embora. Um grosso!

‘Jacob me disse para lembrar da lenda que tinha me contado quando eu estava na praia de La Push. Mas eu não me lembrava muito bem. Apenas a parte dos ‘frios’. Ele ficou revoltado que essa era a parte que eu recordava, mas era a parte que me interessava na época. Eu não sabia que ele iria se tornar um ‘lobisomem’.

‘Ele foi embora e mais tarde em um sonho eu lembrei o que ele estava tentando me dizer. Ele não podia me falar claramente porque era uma ordem que ele não contasse, Jacob não podia infringir uma ordem do Alfa da alcateia, o Sam.

— Mas agora o Jacob não é um Alfa. Como pode ter dois alfas?

— Na verdade são duas matilhas – responde Jacob. – uma chefiada por mim e outra liderada por ele. Mas na época em que Bella diz eu era subordinado a ele.

— Mas você não é neto de um alfa, como podia se submeter a ele?

— Eu ainda não queria esse título, nem sequer queria ser lobo.

— Ah, entendo.

Bella prossegue:

— Jacob me disse que eles estavam protegendo as terras de uma possível invasão de uma vampira ruiva. Eles não sabiam o que ela queria e eu disse que sabia. Ela queria a mim. Ele queria saber porque e então eu contei o que havia acontecido no Arizona. Ela, Victoria, estava atrás de mim porque os Cullen tiveram que matar James porque ele queria me matar.

‘O errado era James, mas Victoria não entendia isso. Eu sei, por causa da ligação entre companheiros, mas duvido que James faria o mesmo por ela. Ele escolheu me perseguir e perdeu a noção do perigo ao enfrentar tantos vampiros e pensar que poderia vencer. James não conseguiu nem vencer completamente o amigo de Alice, quem diria sete vampiros.

— Amigo de Alice?

— Sim – responde Alice virando-se para mim. Ela e Rosalie estavam assistindo enquanto os maridos jogavam vídeo-game. – Depois eu lhe conto.

— Eu vou querer saber – digo para ela.

— Eu sabia que você iria me pedir. Eu prometo que eu conto antes de você voltar ao Brasil.

Me lembro que é verdade mesmo que daqui a três dias vamos ter de viajar.

— Mas como você sabe se me disseram que você não lembrava?

— Eu descobri quando James contou para Bella. Foi por causa dele que eu fui transformada às pressas. Ele queria meu sangue mais do que queria o de Bella. Eu era a cantante dele, Bella tinha um sangue atraente para ele também.

— Então você pode ter mais de uma cantante?

— Eu tive duas – responde Emmett. – Uma vez mais forte que a outra.

— E o que você fez? – pergunto e me arrependo da pergunta no momento em que as palavras saem da minha boca.

Ele não precisa responder nada, seu olhar já diz tudo.

— Você...

— Sim irmã. Tem uma desvantagem ser o mais forte da família, ninguém pode te segurar a não ser você mesmo. Eu posso segurar qualquer um, mas nenhum deles pode me deter.

— Mas e se forem dois ou três.

— Na época eu estava caçando com Edward e ele não podia me segurar. Acho que nem se Carlisle estivesse junto conosco os dois conseguiriam me impedir.

— Mas você disse que foram duas vezes, e a outra?

— Foi quase do mesmo jeito. Edward e Jasper quase conseguiram me segurar, mas eu me desvencilhei deles.

— Sorte então que você conseguiu segurar Jasper quando ele tentou avançar em Bella.

— Sim, foi bom mesmo. Mas além de fazer força para agarra-lo eu tive que conter a mim mesmo para não atacar. Tive que prender a respiração. Nada mal, pois nós não precisamos respirar mesmo.

— Você não foi o único, querido. Eu também fiz isso – confessa mamãe.

— Sim, esse é o recomendado nesses casos - diz papai. – Vocês agiram certo. Ninguém queria machucar Bella ainda mais.

— Não – concorda Esme.

Bella retorna a contar o que aconteceu:

— Mesmo que Victória pensasse que os errados eram os Cullen por terem matado um vampiro para proteger uma humana, a questão não era essa. Eu era a escolhida, a companheira de Edward, independente se ainda era humana, eles tinham tanto direito de lutar para me proteger quanto ela teve depois de vingar a morte dele, mas Victoria não via a questão dessa forma. Antes de sofrer a dor da perda precisavam prevenir o sofrimento se podiam. Edward ficaria tão arrasado se eu morresse quanto ela ficou ao perder o companheiro.

‘A verdadeira  questão não era sobre o fato de eu ser ou não humana, era sobre parceiros. Cada um tinha tanto direito de lutar quanto o outro. E alguém, o mais fraco, acabou perdendo. Mas a ligação entre vampiros é muito mais forte do que você possa imaginar e depois que o companheiro morre, o que fica só pensa em vingança. Na verdade, pensa não é a palavra certa, porque não pensa mais em nada só quer se vingar e fazer o inimigo sentir o mesmo que está sentindo.

‘James apenas escolheu a pessoa errada para matar. Ele poderia ter escolhido qualquer outra, mas não, escolheu justamente a mim por causa do meu cheiro saboroso e pelo desafio que seria. Ele era louco por desafios, cada vez aumentando o perigo, até que acabou sendo derrotado.

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