Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 20
Capítulo 51


Notas iniciais do capítulo

infelizmente meu notebook foi para o conserto e eu estou escrevendo do computador fixo de meu irmao. entao eu vou postar alguns capitulos novos que eu escrevi aqui e outros estão naquele computador entao temos que esperar que ele volte.




27 de dezembro de 2007

Eu tive um sonho esquisito que me deixou perplexa. Eu e Esme concordamos em fazer algo inusitado. Eu jamais imaginei que ela fosse concordar com essa ideia maluca, mas ela não apenas aceitou como também ficou muito feliz por causa do que fizemos. E se ela ficou feliz eu também estou.

 

Dream

[Ela me pediu para que eu mamasse me seu peito como um bebê recém-nascido:

— Esme, mãe, eu não posso... Eu tenho dentes e vou machucar você e eu não quero fazer isso. Por isso que só os bebês mamam no peito, porque eles não tem dentes que podem ferir a mãe.

— Carol não se preocupe, você não me machucaria se me mordesse sem querer.

— O que Carlisle vai pensar se nos vir assim? Ele vai me matar.

— Não vai não Carol, não se preocupe com isso.

— E meus irmãos, o que eles vão pensar de mim?

— Filha não se preocupe com a opinião dos outros. Eles podem ficar sabendo e falar, mas o que fazemos só diz respeito a nós.

— Eu jamais imaginei que você fosse concordar com isso, mãe. Claro que eu pensava, mas não esperava que você fosse consentir com uma besteira dessas.

— Querida, não é bobo o que você queria eu também queria e achava que você não concordaria.

— Você também queria?

Sim.

— Mas eu ainda acho isso uma ideia absurda. Ser grande, crescer  é ter que aprender que nem todos os seus desejos serão satisfeitos. Temos que aprender a ouvir o que o outro quer e chegar em um acordo melhor para os envolvidos.

— Exatamente o que nós estamos fazendo agora, sweetie. Conversando para chegar num consenso. Se ambas queremos o mesmo, porque não podemos?

— Esme, eu não consigo. Já faz mais de doze anos... – se bem que eu tinha mamadeira até os seis anos de idade e agora eu tenho uma garrafa de água com bico. – Acho que para os bebes é mais fácil porque eles não tem muita consciência.

 Ela é psicóloga e por isso sabe sobre o id o ego e o superego. E eu sou grande já para ter todos eles.

— Na verdade, eles não têm vergonha de fazer o que precisam para satisfazer suas necessidade. Podemos dizer que o id é ‘egoísta’. Não pense, querida, apenas sinta...

— Mãe – digo ainda relutante.

— Querida, por favor. Faz tanto tempo que eu tive o prazer de amamentar.

— Mas Esme, não quero parecer rude, mas não vai ter nada para eu beber.

— Eu vou pensar em algo... Talvez um pacotinho de leite colado ao meu peito.

— Isso é loucura, Esme! Papai vai me matar – digo voltando ao meu argumento anterior.

— Carlisle não faria isso Carol. Você é nossa filha!

Finalmente eu coloco meus lábios com cuidado em torno da ponta de seu peito. Ela me olha com tanto carinho e ternura que eu realmente me sinto uma recém-nascida e esqueço toda a preocupação que eu tinha. Só tenho o cuidado de não encostar meus dentes na pele dela – apesar de que se eu fizesse isso sem querer talvez acabasse quebrando meu dente.

Ficamos assim por alguns minutos, ela me segurando como se eu fosse um bebê de colo. Ainda bem que ela pode fazer isso, pois é forte o suficiente. Com a mão livre ela afaga meus cabelos enquanto murmura uma canção.

De repente ela coloca os dedos na minha boca e separa meus lábios:

— Oh Carol, não precisa retrair seus dentes meu amor. Não vai me machucar se me morder sem querer – nesse instante todo o encanto se quebrou. – Mas obrigada pela consideração.

Tentei voltar mas não consegui mais deixar a minha mente vazia. Se eu pudesse conversar com ela telepaticamente não precisaria da boca para falar:

— Você gostou, Esme? – pergunto insegura, jamais consegui agradar meus pais humanos e por isso tenho essa insegurança. E quanto mais difícil seria agradar a ela, pois ela é uma vampira!

Pergunto, pois eu quero saber se eu fiz um bom trabalho, mesmo tendo feito isso pela última vez há muitos anos.

— Sim querida, obrigada. Foi maravilhoso. E você como se sente? Sei que não teve nada para você beber – ela diz como que se desculpando – e você teve que se esforçar ainda mais por ter que imaginar, mas como foi pra você?

— Eu gostei, mãe – admito. 

— Você já havia pensado nisso antes, só não esperava que eu fosse concordar. Você queria, mas ao mesmo tempo você tinha medo, pois não sabia como eu iria reagir. Mas, como você sentiu meu corpo?

— Seu peito não é tão duro mãe. É firme, mas ao mesmo tempo macio. Sempre achei bonito.

— Eu sabia! Já percebi você olhando para meu seio algumas vezes.

— Você ficou satisfeita Esme? eu ouvi dizer que as mães sentem prazer quando os filhos mamam.

— Sim, querida, eu senti. Mas não por sentir o contato da sua boca na minha pele, e sim por ver você nos meus braços.

Nesse momento Carlisle chega em casa e me vê deitada no colo da esposa. Ele não fica bravo, como eu temia. É como se fosse normal apesar de ser totalmente esdrúxulo.

Eu sorrio e ele me sorri. Papai beija a testa de mamãe e depois desce para os lábios. Quando se afastam ele pergunta:

— Esme, como vocês estão, meu amor?

— Nós duas estamos ótimas – mamãe olha de uma maneira diferente para papai.

— Esme você está excitada?

Quando Carlisle termina de falar eu compreendo que Esme ficou assim por minha causa. Tudo foi muito rápido então e ela me colocou em um berço e eles dois foram para outro quarto.] 

Nesse momento eu acordei e tentei ao máximo não  pensar no sonho. Que sonho esquisito! Penso me espregiçando ainda com os olhos fechados. A voz de Esme me saúda:

— Bom dia querida – ela está atrás de mim e minha mão acaba esbarrando nela.

Como vou conseguir olhar em seus olhos depois do que eu vi? Como pude imaginar uma loucura dessas? E pior ainda como eu pude imaginar que ela iria concordar com tamanho absurdo. Eu não vou falar para ela nunca sobre esse sonho.

Será que foi apenas minha imaginação? Parecia que eu era um bebê às vezes, um bebê de verdade. Mas é impossível. Eu jamais poderia voltar a ser criança. Não. Não tive infância, meu ex-pai me roubou o direito de ter um bom pai e agora nunca mais poderei recuperar esse tempo. Ele me roubou e nunca mais vai voltar o que passou, passou. Ele nunca vai ter meu perdão. Posso tentar viver daqui para frente, e é isso que eu vou fazer, mas o que foi, já era.

— Bom dia mãe. Me desculpe – digo com os olhos ainda nublados e a visão se adaptando.

— Tudo bem filha, não se preocupe comigo. Sua mão está doendo?

— Não mamãe, eu estou bem – o que era verdade, eu não estava sentindo nada, nenhuma dor ou incômodo desse tipo.

— Que bom, vou preparar seu café da manhã. O que acha de café com bolacha hoje?

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— Prefiro agora de manhã pão com chocolate quente. Bolacha fica para o lanche da tarde.

— Está bem, sweetie. Vamos para a cozinha? – ela me convida e eu aceito.

— Vamos.

Me levanto ainda na cama e fico sentada por alguns instantes até poder ficar em pé para o corpo se acostumar e não desmaiar ou ficar tonta com a mudança brusca de posição. Mamãe me espera na porta pacientemente e me sorri quando eu caminho ao seu encontro.

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Vou tentar não pensar no sonho, pois Edward pode ler meu pensamento e contar para Esme. isso seria um desastre! Eu me atiraria do penhasco de tanta vergonha!

...XXX...



Notas finais do capítulo

fotos do capítulo 51:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1406800272688585&set=pcb.1406800569355222&type=3&theater

https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_personalidade_esquizoide



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