Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 16
Capítulo 47


Notas iniciais do capítulo

fotos do capítulo 47:
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16 de dezembro de 2007

Eu estava na varanda aproveitando que o dia não estava tão frio hoje e nem o vento tão rascante quando eu vi ao longe Renesmee e Jacob na forma de lobo. Ela estava montada nele como se ele fosse um cavalo e de fato no tamanho parecia mesmo. Eu não tinha visto, pois eles estavam atrás das árvores, mas Bella e Edward estavam com eles dois, é claro.

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Com certeza eles não esperavam que eu estivesse fora de casa e por isso Jacob nem voltou a forma humana. Ele era um lobo enorme de pelos castanho-avermelhados.

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Eu fiquei tão assustada que voltei para dentro correndo. Eu nunca tinha visto e achava que eles estivessem exagerando quando diziam que os transmorfos eram do tamanho de cavalos, agora eu sei que não mentiram e estavam dizendo a verdade.

Esme me vê esbaforida:

— O que foi minha filha? – a preocupação tingindo a sua voz de nervosismo.

— Eu vi! – fui sincera ao expressar meu terror. Não conseguiria dizer mais nada, minha mente estava vazia para eu poder pensar em outra coisa para dizer.

— O quê foi querida? – repete Esme começando a ficar aflita.

De repente Edward entra na cozinha e fala por mim:

— Carol viu Jacob na forma de lobo – olho para ele mais agradecida do que ofendida.

Ele é o mais rápido dos Cullen e por isso chegou em casa logo e ele leu na minha mente a causa do meu pavor.

— Calma, filha. Jasper! – Esme diz no mesmo tom.

— Não, eu não quero. Não faça isso comigo, mãe – eu suplico como se ela pretendesse me fazer mal, não bem. Como uma criança que não quer tomar uma injeção, mas nesse caso Esme me deixou ficar sem. Sei que ela tinha boa intenção, mas não quero, agradeço e dispenso.

Jasper, que acabara de chegar, olha para Esme confuso.

— Está bem, Carol. Não vou pedir que Jasper faça nada com você; mas se acalme, por favor.

— Obrigada – fico mais tranquila que não tive que passar pelo tratamento de meu irmão mais velho e me aquieto.

— Ela consegue se controlar – comenta Jasper.- De certa forma me lembra Bella quando ainda era humana.

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Claro que eu consigo. Ninguém esperava e já vinha me fazendo ficar dopada, anestesiada. Vampiros são muito apressadinhos, alguns não tem paciência. Nós humanos não somos tão velozes quanto eles. Francamente às vezes até eu fico brava com minha lentidão não admiro que eles fiquem. Mal vejo a hora de poder ser tão rápida quanto eles, ou até mais como recém-criada.

Era só eu ter qualquer sobressalto, qualquer mudança de humor lá vinha Jasper com seu dom me anestesiar. Fiquei cansada de ser drogada, mesmo que com meus próprios hormônios. Isso era desleal, covardia.

— Certo, certo. Os lobos são grandes. Só espero que nunca tenha que encarar um – digo me acalmando.

— Os Quileutes não nos atacariam de novo – diz Esme. – Não tem com o que se preocupar, sweetie.

— Eles já atacaram vocês? – indago ainda respirando conscientemente lentamente para me acalmar.

— Sim, eu falei para você, mas vou lhe contar toda a história. Depois que Edward e Bela voltaram para casa depois do casamento e ela estava grávida – ela olha para mim.

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Aceno que até aí eu sei, tudo bem, ela pode prosseguir.

— Nem nós nem os Quileutes sabíamos o que Renesmee poderia ser. Todos nós temíamos. Ela crescia rápido e nasceu em menos de um mês. Os lobos pretendiam destruir a criança porque esta era uma ameaça ao seu povo e também aos habitantes da cidade de Forks. Eles fariam como todos os índios fizeram nas lendas sobre mulheres que engravidaram de vampiros. Matariam a criatura. Ela já estava matando a própria mãe, imagine depois que nascesse do que ela seria capaz!

‘Eles vieram até a nossa casa e atacaram enquanto eu e Carlisle não estávamos, o líder não estava, e a vice-lider, os dois ‘chefes’, eles supunham, mas estavam enganados e não somos bem assim como eles que tem alfa, beta e gama etc; e isso não foi uma atitude nada correta deles, se aproveitando bem desse ponto fraco, todos que defendessem a criatura também deveriam ser mortos. Nada os impediria. Nós não tínhamos quebrado o tratado, pois Jacob permitiu que Edward tentasse salvar Bella a transformando em vampira. Não poderíamos fazer isso se não fosse sua permissão, pois o tratado dizia que não podíamos transformar ninguém, isso era como matar uma pessoa para os Quileutes.

'Porém a outra alcateia liderada por Sam veio nos atacar. Eles violaram o acordo ao ultrapassarem a fronteira e entrar em nossas terras. Mas isso não importava, pois para eles era seu dever eliminar Renesmee.'

Reflito: Mas se minha sobrinha é apenas meio-vampira não seria mais fácil de educá-la? Nenhum deles pensou nisso antes? Como ela poderia ser perigosa sendo apenas metade vampira se eles podem lidar com vampiros completos? Não só os Cullen falharam, erraram, mas também os 'lobisomens'.

Mas, ninguém sabia no que ela poderia se tornar contra argumento meu próprio pensamento. Sempre fui assim, analisando todos os lados de qualquer situação. geralmente, a menos que não tenha sentido e seja completamente injusta e irracional. Como a vida foi comigo, nesse caso não havia o que fazer. Era como era. Não tinha lado positivo para que eu pudesse ver. A relidade era dura mas era assim e tinha que aceitar.

— Renesmee está viva, por que? – não que eu não queria que ela tivesse sobrevivido, mas estou curiosa para saber como ela sobreviveu sendo apenas um bebê recém-nascido e em tese dependendo das outras pessoas para se manter viva. Ou ela não era tão frágil como os outros bebês?

Esme compreende o que quero dizer, Edward vê que meu pensamento é imaculado, jamais desejaria mal a Renesmee, ela é minha amiga e seremos parentes logo. Esme então responde a minha pergunta:

— Jacob também queria matar minha neta porque pensava que Bella não iria sobreviver, mas só saberia se esperasse mais. No entanto, ele não queria esperar para que o monstro ficasse mais forte. Não, ele não podia permitir. Ele entrou e encontrou Rosalie na sala segurando a menina no colo.

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‘Quando ele a viu ficou instantaneamente apaixonado por Renesmee. E por isso os outros não puderam lhe fazer nenhum mal, essa é uma lei da alcateia, digamos, que nenhum lobo pode ferir o objeto do imprinting de outro lobo. A dor os devastaria, não só ao próprio lobo que perdeu seu amor, mas toda a alcateia porque eles compartilham seus pensamentos e têm uma mente coletiva.

— Argh! Acho isso um pouco intrusivo. Não se tem privacidade alguma. – olho para Edward. – Mas claro que você nos respeita.

Esme sorri olhando para o filho mais novo. Claramente os dois compartilham alguma memória dos primeiros anos juntos:

— Levou alguns anos até ele aprender que nem tudo que ele toma conhecimento as pessoas gostariam que ele soubesse...

— Edward você pode ver... – fico corada e meu irmão adivinha o resto da pergunta ou leu na minha mente. Fico grata por não ter de falar em voz alta.

— Sim. Agora não é tão difícil, era pior quando eu não tinha minha esposa do meu lado – quando ele termina de falar, Bella aparece do lado dele.

— Mamãe – viro a cabeça na direção dela. – Não aconteceu nada com você, não é? Se os lobisomens ousaram atacá-la...

— Não exatamente... – Esme tenta desviar o assunto para não me deixar nervosa.

— Não posso imaginar que alguém teria coragem de fazer algo contra você. Penso em seu ex-marido e eu fico com vontade de matá-lo.

— Eu o matei – diz Edward triunfante e eu quase tenho inveja dele por causa disso.

— Eu não queria que tivesse feito isso, eu não pedi. Disse para ele e Carlisle que não valia a pena. A maior vingança é a felicidade e estávamos felizes, não precisava fazer isso.

— Ele não poderia escapar ileso depois de tudo que fez com você, mãe – diz Edward. – Eu vi tudo na sua mente, as lembranças horríveis...

— Eu não reprovo você irmão, eu até teria ajudado se estivesse presente.

— Ainda que você só ouviu mamãe dizer irmã, eu vi tudo nas memórias dela.

—Não apenas, Edward.

Esme, Bella e Edward ficam espantados ao me ouvir:

— Eu vivi muita coisa parecida com o que Esme passou, claro que não tão grave, mas eu posso imaginar o que ela teve de enfrentar - o suspiro de alívio de Esme é audível.

— Você também foi...? – agora Edward engole a ultima palavra como se eu pudesse adivinhar seu pensamento, mas eu adivinho, porque não é tão difícil.

— Não, irmão. Eu ainda sou virgem. – Edward fica espantado com a minha franqueza sobre o tema. Sexo não é tabu, ao menos para mim. Mas hoje eu sei que ele também lembrou da esposa dizendo isso para o pai dela. Minha reação não foi como a dela. Não vejo nenhum problema nisso, não é nada de mais. – Mas eu não diria que sou extra-virgem como azeite, pois sei algumas coisas e já sofri assédio algumas vezes...

Agora me lembro que eu já tinha dito isso naquela noite conversando com Rosalie, mas se Edward está espantado ele havia saído, talvez para caçar com Renesmee e Jacob.

— Bom saber disso se não eu teria que matar mais alguém... Carlisle não iria gostar; mas e esses outros da sua mente, pode ser que eu os procure...

— Nem sei se encontraria.

— Sou bom em procurar –Se Edward nem ouviu a própria mãe, quem sou eu para ele me ouvir? Se bem que meu irmão poderia mesmo dar uma lição nesses tarados.

Será que ele é um rastreador? Será que os vampiros todos geralmente são um pouco rastreadores assim como os morcegos que tem um radar? Edward sorri por causa de meu pensamento. Estou certa? Fica a pergunta no ar e eu mesma compreenderei a resposta quando me tornar uma vampira.

— Mas, os lobos atacaram você, mãe? – Esme pensou que eu tinha esquecido do assunto, e ficou surpresa quando perguntei novamente.

Só de imaginar fico nervosa.

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— Sim, mas Carlisle me salvou. Não se preocupe, querida – Esme tenta me acalmar.

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— Ahhhhhhhhh – eu solto um grito e todos me olham espantados. Até Jasper que foi assistir televisão depois que Esme o dispensou.

Eu sinto como se devesse proteger mamãe. É meu instinto. Eu sei o que eu digo porque não é a primeira vez que eu tenho esse sentimento, já tive antes, mas bem menos intenso.

Antes, foi quando eu vi uma professora chorando, fiquei com tanta pena dela que queria poder confortá-la. Fiquei irritada com os alunos que faziam a professora chorar. Por pouco não me levantei e fui para a frente da turma pedir que calassem a boca. Devia ter feito isso, mas fui covarde como sempre, pois a professora estava tentando explicar a matéria e não conseguia porque os alunos idiotas não colaboravam.

Ela não estava nos fazendo um favor, nós é que precisávamos aprender o que ela queria ensinar. Ela já tinha emprego nós alunos que ainda tínhamos que aprender para depois escolher o que fazer da vida. Essa era a sua profissão e o que ela mais amava fazer era ensinar; não merecia esses péssimos alunos.

Eu me senti mal por ela, realmente. Me sentia como a única no meio daquela sala que não estava menosprezando a professora. Ela por fim não pode mais suportar, arrumou suas coisas e saiu da sala aos prantos. Logo o sinal do término da aula tocou e todos foram para casa. Os alunos queriam sair, mas não podiam ter esperado mais alguns minutos e fizeram isso? Não foi nada legal. Eu levantei e fui até o quadro apagar o que a professora tinha passado. As últimas letras estavam nitidamente tremidas de quando ela começou a chorar.

Pedi perdão para ela na próxima aula e ela me desculpou, compreendeu que eu sozinha também não teria feito muita coisa. Quem era eu? Nem era a líder da turma para repreender ou chamar a atenção. Eu era aquela nerd isolada no canto que ninguém dá a mínima. Nem me ouviriam. Eu sei que não foi minha culpa, mas eu também não fiz nada e me senti mal por não ter agido.

O que eu poderia fazer? Uma contra a sala inteira? Hoje percebo que foi uma terrível injustiça dos alunos se recusarem a parar de fazer bagunça e prestar atenção. Só mais alguns minutos de paciência. Eles não podiam esperar? A professora poderia ter chamado a diretora, mas não o fez, por isso abusaram ainda mais dela. Os alunos deveriam agradecer isso sim, ela poderia ter dado suspensão para quase todo mundo. A destruíram literalmente parecendo animais... Não foram nada humanos.

Meu instinto de libriana grita quando vejo uma injustiça, não posso deixar passar. E também sempre tive uma relação mais próxima com professores, quase filial. Como se eu fosse uma filha adotiva. Com Esme esse instinto é ainda mais forte.

— Não acredito que tiveram coragem de fazer isso! – meu olhar era de indignação. Eles não deveriam atacar mamãe, ela é tão boa e tão indefesa. Eles são uns covardes por escolher atacar bem ela.

— Carol, eles estavam certos. Eu sou uma vampira, às vezes você parece que se esquece disso.

— Esme não é tão indefesa quanto você imagina, Carol. Deveria ver ela treinando – diz Edward a parte da conversa. Nem fico irritada que ele tenha respondido meu pensamento, não minhas palavras.

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Não consigo imaginar Esme lutando, ela é tão doce, tão maternal, tão pequena, tão frágil... Não como eu, é claro; mas mesmo assim frágil. Diria a mais frágil dos Cullen, embora também a mais corajosa devido a fuga e ao fato de  ter superado o passado e a pessoa que é hoje mesmo tendo sofrido muito. Ela não é amargurada com o que aconteceu, como a Rosalie, mas está feliz com o que tem. Nem posso imaginar... Eu não suportaria passar pelo mesmo e ainda ser assim. Mamãe é admirável.

Mas é melhor que ela saiba lutar do que ela não saber se defender, mas para isso tem Carlisle. Aposto que papai não se incomodaria em defendê-la do que quer que fosse preciso. E também toda a família; ninguém deixaria alguém machucá-la.

— Não me esqueço nunca, mãe.

— Sua negativa rápida é uma confirmação.

— Não; eu sei que você é uma vampira, mãe. Mas você é acima disso Esme. Você é você, a mesma que sempre foi, tenho certeza, antes e depois de ter sido transformada.

— Agora pode-se dizer que sou sim, depois que passou os anos de recém-criada. Porém eu sou fundamentalmente uma vampira, se eu fosse humana eu não estaria mais viva.

— E eu agradeço muito por ter conhecido você, mãe.

— Eu também, querida – Esme me dá um abraço.

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