Na Minha Vida escrita por André Tornado


Capítulo 34
A coisa certa


Notas iniciais do capítulo

No capítulo anterior:
O concerto dos quatro rapazes no clube prossegue, Ringo até canta uma música, estão felizes e sentem-se realizados quando a polícia entra pela lugar adentro. Os rapazes fogem precipitadamente e o baterista acaba por ficar para trás...



O dia tinha nascido e eles continuavam sentados no chão imundo do mesmo beco, na mesma atitude desmoralizada e soturna. O mendigo fora mais esperto e deixara-os depois de ter dormido um pouco, talvez para um sítio mais quente onde costumava passar as noites, sem nunca ter falado com eles. Era um homem de poucas falas ou curtido pelas dificuldades de uma vida dura passada na rua, não dava confiança para qualquer um, muito menos para três homens em plena juventude que podiam agredi-lo e roubá-lo pelo simples facto de terem a vantagem numérica.

Eles tinham ficado no beco. Aguentaram a frieza noturna e uma madrugada gelada e azul. Não conseguiram dormir, nem sequer um sono curto, e estavam com um aspeto pavoroso, lívidos e com olheiras fundas em redor dos olhos mortiços.

Não tinham energias para se mexerem e tomar uma qualquer atitude em relação ao que se tinha passado, em relação à sua situação atual. Encontravam-se tão indolentes e paralisados que até o cérebro parecia ter cessado o seu funcionamento normal. Dentro das respetivas cabeças existia um zumbido contínuo, derivado ainda dos sons altos da música que tinham executado tão bem no final do dia anterior, no palco daquele clube circunspeto. Só eles poderiam reagir, cabia apenas a eles o ónus de sacudirem o peso daquela culpa e daquela mágoa, mas tudo parecia estranhamente congelado e distante. O problema era deles, contudo também não era deles e ficaram assim, inquietos e baralhados.

Não se sentiam bem, sentiam-se terrivelmente mal. Um soco nos dentes e ficaram dormentes. Depois de ascenderem ao paraíso durante a sua atuação musical, tinham tombado no círculo mais inferior dos infernos onde só havia desespero, enxofre e lamentos.

A inércia era tal que nem tinham fumado um cigarro, nem tinham procurado o refúgio momentâneo no prazer da nicotina, na abstração do gesto de fumar, na singeleza de um ato egoísta que era, bastantes vezes, introspetivo.

— Ei Macca… Dá-me os trocos que tens na carteira. Ainda a tens, certo? A tua carteira? Não ficou na casa da tua amiga…

A voz de John despertou Paul do seu marasmo. Tinha a boca seca e a saliva grossa formava uma pasta que tinha um gosto horrível.

— Ela… deixou de ser minha amiga.

— Sim, está bem… Tens trocos?

— Trocos?

— Sim. Tens aí um punhado de euros, alguns cêntimos?

— O quê?

— Anda lá, entrega-me as moedas. Vou comprar qualquer coisa para o nosso pequeno-almoço.

Sem alterar a sua posição de sentado, pernas junto ao peito, braços sobre os joelhos e queixo sobre os braços, as íris de George moveram-se lateralmente para espreitar os dois que falavam.

Paul levou a mão ao bolso interior do seu casaco. Estava novamente rasgado mas ele não tinha notado que o seu trabalho de costura tinha sido arruinado pelo puxão que ocorrera durante a debandada aflita do palco e do clube. Retirou a carteira, abriu-a. Encontrou algumas moedas e também uma nota, a derradeira, de dez euros. Entregou o seu último dinheiro a John, suspirando pesadamente. O saco castanho continuava onde tinha sido pousado. Quatrocentos mil euros amaldiçoados.

— Tenho mais do que alguns trocos… Toma, leva tudo – disse.

— Boa! Vai dar também para o café.

John levantou-se e saiu do beco. Tinha as calças manchadas da sujidade do chão, mas não se preocupou em sacudi-las ou limpar o tecido com uma mão. Assumia a sua personagem de vagabundo.

A classificação era perturbadora e Paul susteve um gemido de autocensura quando tornou a esconder a cabeça nos braços. Estavam os três convertidos em vagabundos, o quarto elemento do grupo fora preso por banditismo. Eram estrangeiros naquela cidade, eram procurados pela polícia, não tinham qualquer amigo ou familiar por perto e a possibilidade de poderem usar um telefone público tinha-se esgotado pois ele acabava de entregar as moedas, que serviriam para esse fim, a John. Sentiu uma imensa necessidade de falar com o irmão Mike, olhou para George que teria uma casa cheia de gente preocupada com ele. O pai, a mãe, os irmãos… O guitarrista mantinha-se macambúzio e ele não o quis incomodar com aquelas considerações. Talvez George não se quisesse lembrar da família pois ficaria mais triste. Paul esticou as pernas, agarrou no saco castanho e abraçou-o junto ao peito, amarrotando as notas. Ouviu-as estalar no interior e apertou os braços com mais força.

Entretanto, John tinha chegado à avenida e depois de analisar as lojas existentes descobriu aquela que queria pelos cartazes que exibia no exterior a anunciar os seus produtos. Puxou uma barra esculpida em madeira para abrir a porta envidraçada e entrou. O ar da cafetaria estava inundado de aromas doces, do cheiro do café e do chocolate, pão quente e bolos diversos. As empregadas afadigavam-se atrás do balcão que servia as propostas gastronómicas para quebrar o longo jejum da noite. Não havia serviço à mesa e as encomendas eram aviadas com pré-pagamento. John verificou a tabela de preços, contou o dinheiro que tinha e fez contas mentalmente para ver o que podia comprar. Conseguiu compor um menu satisfatório e dirigiu-se a uma das caixas, colocando-se atrás da curta fila de cinco pessoas. Havia quem olhasse para ele e desdenhasse do seu aspeto miserável, mas ele não se importou. Percebeu que ali dentro também era proibido fumar, senão teria sacado do seu maço de tabaco e acendido um cigarro. Uma ligeira irritação sobrepunha-se ao seu cansaço e isso não era bom.

Na sala onde os clientes tomavam o pequeno-almoço, que tinham recolhido em bandejas amarelas, existia uma televisão ligada que mostrava um programa matutino de notícias.

— “Foi capturado ontem à noite um dos assaltantes que fazia parte da quadrilha que se dedicava a roubar instituições bancárias e que tinha, recentemente, atacado o Banco Central. A detenção ocorreu num clube de diversão noturna que opera na afamada rua dos bares da cidade. A polícia emitiu uma curta declaração a informar a população de que nada tem a temer em relação a estes elementos perigosos, uma vez que é o cabecilha da pequena organização criminosa que se encontra atualmente atrás das grades. O detetive responsável pela investigação garante que em breve a quadrilha será desmantelada e todos os seus elementos apresentados à justiça.

A notícia captou-lhe a atenção e John olhou para o ecrã. A jornalista enfatizava as palavras certas de cada frase, segundo a cartilha que teria aprendido na escola de jornalismo, para captar a atenção dos telespectadores que, durante todas as manhãs, estariam atarefados a fazer alguma coisa para se despacharem para seguirem para os seus respetivos empregos, afazeres ou outra ocupação qualquer, daí que seria necessário ser mais assertiva quando estava a transmitir as primeiras notícias diárias. John viu tudo. A estação de televisão não possuía imagens da rusga policial ao clube, nem sequer dos momentos cruciais em que o bandido tinha sido preso, pelo que, a acompanhar o texto que ilustrava aquele curto boletim informativo, existiam imagens do Banco Central, imagens da tal rua dos bares, a imagem estática do cartaz com as caras da quadrilha, três identificadas a preto e branco e a quarta com um ponto de interrogação por cima, imagens de uma esquadra policial e imagens rápidas de um homem que envergava uma gabardina cinzenta a descer a escadaria dessa esquadra policial, bem penteado e bem escanhoado, a agitar um braço que indicar que não fazia declarações, provavelmente o tal detetive.

John suspirou. Falavam de Ringo, do pobre Ringo. Falavam deles os três, dos desgraçados membros dessa tal quadrilha que… como fora que a jornalista dissera? Se dedicava a roubar instituições bancárias. Olhou para si próprio, para o estado lamentável em que se apresentava. Sujo, despenteado, malcheiroso, amassado. Não era exatamente o aspeto glorioso de alguém que vivia à custa de incursões frequentes a cofres recheados de dinheiro.

Quando chegou a sua vez pediu à moça simpática da caixa, que esmoreceu um pouco o sorriso ao vê-lo, mas que nunca deixou de sorrir com os olhos brilhantes, uma verdadeira profissional do atendimento ao público, três cafés longos e três queques simples, sabor de baunilha. Pagou com a nota de dez euros e guardou o punhado de moedas que Paul lhe tinha dado, juntando mais as poucas moedas que recebia da moça simpática. Indicou ainda que era tudo para levar e em vez de um tabuleiro amarelo entregaram-lhe tudo num saco de papel com o logotipo berrante da cafetaria.

Os copos descartáveis de café ferviam-lhe na mão, mas ele ficou um pouco mais na avenida, encostado à parede da cafetaria a fumar um cigarro e a ver os transeuntes. Perguntava-se se algum deles se teria importado uma pevide com a notícia do assaltante capturado na noite anterior…

Atirou a beata para o passeio, esmagou-a com o tacão da bota e regressou ao beco.

Sentou-se ao lado de Paul e passou-lhe um copo de café e os pacotes de açúcar. Entregou outro copo de café e mais açúcar a George que o recebeu com um murmúrio agradecido, ficou com o terceiro copo mas não usou os pacotinhos que adoçariam a bebida negra. Precisava de beber o seu café forte, sem deturpações de sabor. A seguir distribuiu os queques.

George retirou a tampa de plástico transparente e despejou dois pacotes de açúcar, mexendo com a colher transparente que acompanhava o copo. Mexia devagar, numa lentidão exasperante. Soprou para que ficasse mais frio e desatou a bebericar o café. Paul foi mais comedido no açúcar, apenas meio pacote, misturou tudo com uma aceleração furiosa e bebeu um grande gole, controlando a temperatura dentro da boca. John recostou-se na parede húmida e decidiu-se a saborear o seu café longamente, em goles curtos e pensativos.

Os três entretiveram-se com o café durante algum tempo. Paul depenicou o queque e enfiou um pedaço na boca, mastigando-o sem vontade. George esfarelava o topo do seu bolo sem realmente o comer, só criava migalhas e fixava-o, esmorecido. Era um claro sinal de que o rapaz não estava nada bem. Se recusava comida ou fazia-se de esquisito estaria enfermo. Da alma, principalmente. Os seus níveis químicos deviam estar todos descompensados por causa da apoquentação, da privação de sono, da desilusão, da lembrança pesada dos acontecimentos do dia anterior. Dava dó de ver e John deixou de olhar para ele e para Paul. Deu uma dentada generosa no seu queque mas foi como se abocanhasse papel insípido. A boca encheu-se com a impressão de que estava a comer cinzas.

— Por que é ninguém veio ainda atrás de nós?

A pergunta de George ecoou no beco. Era nisso que ele pensava, vezes sem conta, numa repetição doentia. Não compreendia certamente, tal como nem John ou Paul, a razão de terem escapado.

John respondeu, a expedir migalhas através dos lábios:

— O Ringo deve ter assumido as culpas todas, dizendo que ele era o único assaltante do grupo, que nós éramos os seus reféns. Deve ter contado… a verdade! Soa estranho… Eu sei.

Forçou-se a engolir aquele bolo maçudo. Empurrou com um gole de café e continuou o relato, a tentar imitar a voz do baterista e os seus trejeitos:

— Imaginem que a história tivesse ficado assim: eu tentei roubar o carro do Lennon, no parque de estacionamento de uma empresa de logística… Podem verificar o nome da empresa, se quiserem!... O Lennon tinha sido despedido, foi para a cidade, o amigo McCartney entrou no carro, eu ameacei os dois… O McCartney trabalhava num escritório de advogados… Podem verificar isso também… Fomos os três para o Banco Central, eu obriguei o McCartney a vir comigo para que o Lennon não fugisse com o carro… Dentro do banco apanhei o Harrison para que a mulher da caixa se despachasse a entregar o dinheiro ao McCartney… Podem verificar isso nas imagens das câmaras de vigilância… – Mudou o seu tom de voz para o que lhe era normal e concluiu: – E então a polícia levou a noite toda a verificar todos esses pontos, reuniu provas e admitiu que Richard Starkey estava a falar a verdade. Não havia necessidade de procurar pelos outros três membros da quadrilha.

— Impressionante… – suspirou George cabisbaixo, a desfazer o seu queque, continuando sem o comer. O café arrefecia no copo que segurava com a mão direita.

— Talvez venham depois à nossa procura para que confirmemos a história de Starkey. Para que sejamos testemunhas no processo que irá condená-lo. Qualquer coisa dessas… O detetive deve estar cansado de andar a correr atrás de nós e quer concluir esta investigação rapidamente. Talvez tenha prometido a recompensa à Margaret e quer justificar a entrega do prémio para depois dormir com a tipa…

Paul exclamou perplexo:

— Mas somos nós que temos o dinheiro. O saco com os quatrocentos mil euros!

George espevitou-se.

— E não somos reféns, somos cúmplices. A partir do momento em que acompanhámos o Ringo e não o denunciámos, somos parceiros do crime. Temos andado a viajar com ele por todo o lado e nunca, nenhum de nós, agarrou num telefone e fez a chamada para a polícia a falar do esquema, a pedir auxílio. Somos tão culpados quanto ele. Se começámos por ser reféns desta trapalhada toda, acabámos por ficar… amigos.

John respirou fundo.

— A minha definição de cúmplice também é essa. E temos a prova máxima do assalto… O dinheiro roubado!

— O Ringo deve estar a pensar que vamos ficar com o dinheiro – disse George incomodado. – Deve estar arreliado com essa possibilidade, a espernear na cela e a sonhar com um cigarro para acalmar-se.

— Deve também estar a pensar nos bons momentos que passámos juntos – acrescentou Paul sério. – A considerar tudo o que aconteceu e a julgar que… bem, que ao menos nós vamos ficar bem… com este dinheiro. Fez o sacrifício, mas vai valer a pena. Tu, George, vais poder fazer a tua viagem. Tu, John, vais poder ficar decente para arranjares um emprego e finalmente teres uma vida melhor. Eu… Para mim, o Ringo deve estar a imaginar que poderei investir numa banda ou em música… Cumprir um qualquer projeto pessoal.

— Nós não vamos ficar bem – assumiu John empertigado.

— Claro que não vamos ficar bem – completou Paul.

— Pois não. Nós não vamos ficar bem – concordou George.

— Remorsos, certo? – perguntou John.

— Falta de uma boa noite de sono. Falta de… Falta de quê? – filosofou Paul olhando para o céu que se via acima dos beirais dos edifícios.

— Falta de nos sentirmos bem com o que aconteceu e com o que está a acontecer – replicou George. – E nunca nos vamos sentir bem com isto.

— Nunca – disse John.

— E enquanto tivermos esta coisa connosco, não seremos livres. – Paul baixou a fronte e voltou a olhar enojado para o saco do dinheiro. – Que satisfação poderemos retirar do que quer que seja que possamos comprar com estes euros, sabendo que o nosso amigo Ringo está a apodrecer na cela de uma prisão à conta da nossa prosperidade?

— Eu não vou viajar com esse dinheiro – informou George com amargura.

— Nem eu vou usar as notas que estão aí dentro, nem para cortar o cabelo! – acrescentou John.

Paul não falou. Levou alguns segundos a cogitar, abanou a cabeça positivamente. Pousou o copo de plástico com o café, o queque. Agarrou no saco de dinheiro com as duas mãos, sopesou-o. Continuava estupidamente leve.

— Vamos agir.

— O que estás a pensar fazer? – perguntou John, mas já conhecia a resposta.

— Sim, Paul… Diz-nos – pediu George, mas ele também já conhecia a resposta.

— Vamos fazer a única coisa que podemos fazer, neste momento… a coisa certa!

Afinados pelo diapasão da decência e da lealdade, decididos e comprometidos, unidos naquela resolução, com o sacrifício de Richard Starkey no pensamento, os três rapazes puseram-se de pé.

Paul anunciou:

— Vamos entrar em contacto com esse tal detetive que andou a investigar o assalto ao Banco Central. Iremos falar com a Margaret. Ela saberá como podemos encontrá-lo. Depois… entregamo-nos voluntariamente à polícia e devolvemos o dinheiro, com a garantia de que não tocámos num cêntimo do que foi roubado. Aliás, a contabilidade do banco vai comprovar que dizemos a verdade.

— Será outra verdade… Diferente da de Ringo.

— Será a nossa verdade, Johnny. A nossa, do nosso grupo que inclui o Ringo.

Caiu o silêncio. Os três rapazes inspiraram e expiraram durante algum tempo, calados, a digerir o que tinha sido decidido. Fora Paul que verbalizara o plano, mas todos tinham-no pensado e sobretudo, tinham-no considerado como o que mais se adequava ao que eles estavam a sentir, que lhes iria curar a insónia, a falta de apetite, a indiferença, a depressão.

Paul quis assegurar-se de que estavam mesmo todos cientes do que acabava de ser combinado entre eles.

— Compreendem o que vai acontecer?

George engoliu em seco, sacudiu a cabeça numa espécie de afirmação. John desvalorizou a questão com a sua habitual postura negligente.

Yeah! Vamos para a prisão. Pelo menos teremos três refeições por dia e uma cama lavada.

— Quatro, se contarmos com o lanche – indicou George. – E cinco, com a ceia.

— Ei, a tua prisão é muito finória! – comentou John.

— Somos ladrões de bancos, temos um certo requinte. Uma espécie de reputação entre os criminosos. Não vamos para o mesmo lugar para onde vão os vulgares carteiristas, os ladrões de lojas e esses bandidos mais miseráveis. Iremos estar paredes meias com os políticos corruptos e outros bandidos de classe.

— Ah, será um melhoramento para mim, então… Nunca comia mais do que uma ou duas refeições por dia.

— Para mim vai ser quase como estar em casa.

— É agradável verificar que estão entusiasmados com os próximos tempos – suspirou Paul.

John passou-lhe o braço pelos ombros.

— Então, Macca. Mostra um pouco mais de otimismo. Vamos estar juntos.

Paul sorriu sem vontade.

— Sim… Pode ser que nos deixem tocar música e cantar na prisão.



Notas finais do capítulo

John, Paul e George refletiram sobre a sua situação e concluíram que a coisa mais certa a ser feita seria... fazerem companhia a Richard Starkey, o bandido que dá pelo nome "artístico" de Ringo Starr.
O que acharam dessa decisão?

Próximo capítulo:
Oito meses depois.



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