Na Minha Vida escrita por André Tornado


Capítulo 31
E agora, senhoras e senhores...


Notas iniciais do capítulo

No capítulo anterior:
John e Paul conseguem resgatar George e Ringo do apartamento da Margaret. Os quatro fogem da polícia que os persegue pelas ruas da cidade. Numa tentativa de encontrar um esconderijo entram por uma porta e descobrem-se, de repente, em cima de um palco.



Um homem estava agarrado a um microfone montado numa armação metálica e tinha um braço esticado na direção da entrada de palco por onde eles tinham irrompido. Vestia um casaco vermelho cravejado de lantejoulas que lançavam clarões sob os projetores e usava um laço preto ao pescoço, a compor uma camisa de folhos. Usava umas calças justas e umas botas de cano alto. Em tudo se assemelhava a um apresentador de circo, só faltava a cartola preta.

O homem piscou os olhos por dois segundos, não mais, para dissipar uma ligeira confusão. De seguida berrou ao microfone:

— E agora, senhoras e senhores… apresento-vos ‘Johnny & The Moondogs’!

John quedou-se estático e pelas vibrações ausentes em seu redor sabia que os seus três companheiros estavam iguais. Parados, imóveis, petrificados. Totalmente espantados, genuinamente estupefactos.

Aconteceu um aplauso tímido. Talvez oriundo de duas ou três pessoas. A banda daquele bar, daquela noite – ou seria o fim da tarde? Seria aquele um espetáculo vespertino? Teriam eles chegado demasiado cedo? Bem, a casa estava cheia… Parcialmente cheia – a banda, pensava ele, não causava grande expetativa ou entusiasmo.

A banda daquele bar… John girou a cabeça e descobriu os instrumentos musicais nas suas costas. Uma bateria com o logotipo anunciado pelo homem pintado no bombo maior, ‘Johnny & The Moondogs’. Guitarras, uma viola-baixo, pandeiretas, até um piano de armário. A garganta moveu-se lentamente quando engoliu… em seco.

Girou a cabeça para o lado contrário. Viu o homem do casaco espampanante a encolher os ombros, a negar e a gesticular, a desdobrar-se em explicações. Respondia a um segundo homem, vestido de forma mais formal, fato escuro, gravata azul, careca e irritado, que lhe devia estar a perguntar quem eram aqueles que estavam ali, no seu palco, no seu clube. Muito bem, John começou a estabelecer definições, ligações e situações. Sentia-se incrivelmente desperto e espicaçado por causa da perseguição policial. Conseguiria reagir no espaço de um nanossegundo se fosse preciso.

Tudo aquilo estava a acontecer no espaço desse nanossegundo…

A banda verdadeira provavelmente ter-se-ia atrasado, ou nem sequer viria. Não importava, eles estavam ali no palco e havia um zumbido proveniente da plateia. Através do escuro ele não conseguia vislumbrar se haveria alguém que queria que eles atuassem, que estava à espera da música, toda a gente parecia demasiado entretida com as suas bebidas, os seus cigarros e a sua solidão.

Abandonar o palco, todavia, também não seria uma opção. O par de homens, o anunciante e o gerente, estavam a observá-los e cobriam a entrada através das cortinas que eles tinham usado para aparecer ali. A sua postura era hostil, zangada e ansiosa. No lado oposto divisou uma porta metálica, podia ser uma saída… Se saíssem, a polícia estaria no exterior à sua espera, num cerco programado a partir de uma extrapolação dos seus passos, da sua trajetória. Estavam a pé, não podiam ir muito longe. Seriam capturados. Afastou esse pensamento angustiante.

O sussurro de Paul lançou uma corrente elétrica por todo o seu corpo. John cerrou o maxilar, tentou engolir pela segunda vez sem saliva.

— Johnny…

— O quê… Macca?

— O que faremos agora?

— Bem... tenho a minha harmónica no bolso.

A frase fora tão idiota que ele fechou os olhos. Teve uma súbita vontade de desatar à gargalhada, mas isso não iria ajudar naquela situação. Em nenhuma situação, ele sabia-o bem.

— A tua... harmónica… – murmurou George sem desfitar a plateia.

— Sim, George – explicou Paul quase sem mover os lábios. Ciciava ao falar. – Antes de irmos às compras, passámos pelo Cadillac para o John ir buscar a harmónica. Na altura não percebi… Talvez tivesse sido porque… Vamos atuar?

— Vamos?

— Acho que sim… John, avança.

— Porquê eu?

— Alguém tem de fazer alguma coisa – disse Ringo noutro murmúrio.

— Porque tu és o Johnny… E nós somos os Moondogs… – completou Paul.

— A sério?

— A sério…

Então, num movimento coordenado, Paul e George colocaram uma mão nas costas de John e empurraram-no para a frente do microfone que o anunciante estivera a usar. Ringo recuou devagar e dirigiu-se à bateria. Paul comunicou a George que precisava de ir trocar as cordas da viola-baixo, que iria levar tempo. O rapaz alarmou-se.

— Vamos tocar sem um baixo?

— As primeiras canções… por favor. Preciso de ajustar o raio do baixo!

— Psst, John! – chamou George assustado. – Vem cá.

O suor de John escorria-lhe pelas costas. Fez uma curta mesura com a cabeça, um aceno tímido que simbolizava uma desculpa à audiência, afastou-se do microfone sem dizer palavra, apenas a mostrar o mais amarelo dos sorrisos.

— O que foi?

— O que vamos tocar, John?

— Vamos tocar rock ‘n roll.

— Apoiado! – concordou Ringo a ajustar o banco à sua medida.

McCartney escapulia-se para os fundos, agarrava na viola-baixo. Colocou-se debaixo do feixe de um dos projetores começou a trabalhar na alteração requerida para que um canhoto pudesse tocar aquele instrumento. Os seus dedos tremiam.

— O Paul não vai entrar já… Rock sem a linha grave do baixo vai ficar estranho.

— Conseguiremos viver com isso durante um par de canções. Certo, Georgie? Conto contigo para mascarares essa falta com uns riffs bem potentes que distraiam o pessoal que está ali em baixo. De resto, não acredito que deem pela diferença… Não me parecem atentos. Certo, Georgie?

Harrison colocou uma guitarra a tiracolo, ajustou a correia, ligou-a ao amplificador. O nervosismo fazia-o mais sisudo e antipático. Os seus músculos faciais estavam contraídos. Assentiu. Agarrou na palheta, ensaiou os acordes com a mão esquerda mas sem fazer soar as cordas. Voltou-se para Ringo, ou seja, ficou de costas para a plateia.

Lennon imitou-o e também agarrou numa segunda guitarra. Assim apetrechado já não se sentia tão despido, tão vulnerável perante aquele mar de rostos indefinidos. Mexeu o pescoço de um lado para o outro, coçou a bochecha com a palheta. Não ligou a guitarra ao amplificador, primeiro chegou-se ao microfone e disse:

— Boa noite, senhoras e senhores… Somos a banda. Bem, isso vocês já sabem… Hum, os meus companheiros querem começar já, mas antes quero dizer algumas palavrinhas. Não se aceitam pedidos, nós tocamos o que nos apetece e queremos. Quem não gostar, pode sair. Muito obrigado pela vossa presença!

George estava pronto, Ringo também. Paul lutava com a segunda corda. Estava a ser rápido. John tornou a mexer o pescoço.

— Tocamos rock ‘n roll. Vamos começar com um senhor da música e que sabia tratar uma guitarra como ninguém. O grande… Chuck Berry! 

Num gesto rápido, ligou-se ao amplificador e começou a tocar furiosamente a canção mais do que apropriada para a ocasião… “Rock ‘n Roll Music”.

O acorde inicial foi tão potente, a voz rouca tão inesperada que George deu um salto e falhou o acompanhamento. Olhou para Ringo que estava com as baquetas no ar, tão espantado quanto ele com aquele arranque cru e animado, tão típico e perfeito para o género musical que estavam a tocar. O bom, o velho, o agreste, selvagem e espetacular rock ‘n roll.

John olhou-os, irritado. Não compreendia porque não estavam com ele. E os outros dois começaram a tocar. O desalinho foi apenas no princípio, um desacerto momentâneo. Ao segundo aviso mudo de John, um olhar assassino que despedia faíscas imaginárias, George já tinha encontrado o tom – apesar de a guitarra lhe soar desafinada, mas convenceu-se de que a afinaria depois – e Ringo o ritmo certo, impondo vitalidade aos braços que, destreinados de tocar numa bateria a sério, lhe doeram. Empurrou o saco do dinheiro com o pé esquerdo para que não o atrapalhasse. Deu uma olhadela ao saco, marcou onde o pousara. Tantos problemas por causa daquilo… Mas sacudiu os ombros e pensou que as alegrias haveriam de compensar as penas.

Esqueceu tudo e tocou. Fechou os olhos e lembrou-se de como adorava estar naquele lugar, naquele banco, em frente de tambores e de pratos, a fazê-los soar ao ritmo do seu coração. Era mágico! Era poderoso! Era incrível!

Quando John terminou, num acorde ruidoso, a sala não se manifestou. Continuava presa na mesma penumbra que tornava as pessoas meros fantasmas, coisas que se moviam mas que não viviam. Repetiam movimentos estudados. Ele franziu uma sobrancelha e perguntou a si mesmo se estariam sequer a escutar. Não atuavam atrás de uma montra ou coisa semelhante, tinham feito barulho, estavam expostos naquele palco duvidoso, era impossível que a sua música fosse ignorada. Olhou para o gerente do clube e para o apresentador que se mantinham no seu posto observatório, junto aos reposteiros. Estavam parados, de braços cruzados. De surpresa? De choque? Era um sinal positivo… ou negativo? Afinal eles não eram esse Johnny e os seus Moondogs, tinham-se apropriado dessa identidade e estavam a tocar com a maior das descontrações – como se fossem esse Johnny e os seus Moondogs.

George aproximou-se do microfone. John olhou-o de cima a baixo, mas desviou-se porque o outro estava determinado e iria cantar. George passou os dedos pelas cordas, estivera a rodar algumas tarraxas e soava bastante melhor.

— Bom, vamos continuar com um pouco de música clássica, para os mais eruditos da sala…

E desatou a frase musical que introduzia outra composição de Chuck Berry, desta feita “Roll Over Beethoven”. John gargalhou ao perceber a referência à música clássica e piscou o olho a Ringo que também se ria com a mesma felicidade matreira. Paul estava a colocar a quarta corda e praguejava. John notou-lhe os lábios a se moverem mas a música que saía das colunas abafava-lhe as imprecações.

No fim da segunda canção, continuava a mesma apatia na sala. John fez uma careta, George encolheu os ombros, Ringo abriu os braços e então, entre esta troca de gestos de desânimo e de desorientação, Paul avançou com a viola-baixo a tiracolo.

Puxou o microfone para si e disse:

— E que tal ouvirmos o que o grande pregador tem para nos dizer? Caros espetadores… agora é a vez de Little Richard!

De repente já tinham um baixo para se juntar à banda e John trocou um amplo sorriso com George. O rock estava completo, seria épico, seria pungente e perfeito. Eles tocavam muito bem juntos, já o tinham descoberto e, acima de tudo, divertiam-se a tocar juntos.

Paul abriu a boca e pôs-se a berrar com vigor as primeiras palavras de “Long Tall Sally”. A sua palheta percorria cada corda com uma imponência mais do que desejada, as duas guitarras seguiam-no num ritmo potente, a canção foi perfeitamente executada e interpretada. No entanto, a sala prosseguia amorfa, surda ao imenso som que a banda estava a proporcionar e a oferecer. Três canções depois e nada de acontecer a necessária ligação com o público.

E eles resolveram não se importar, nem se incomodar. Tocaram para eles próprios, tocaram como se estivessem numa garagem a ensaiar a sua música e o seu entrosamento através do som. Começaram a descobrir os detalhes invisíveis daquela relação especial, a forma como se entendiam musicalmente, como cada um espicaçava o outro, como o parceiro podia ser genial e fazer crescer o amigo que tentava ser tão genial quanto ele, a competição saudável, a procura da novidade e da explosão, a convocação do sentimento que aquecia os corações que batiam mais acelerados. Uma espécie de amor…

Seguiu-se um conjunto de canções ecléticas que serviram, sobretudo, para que eles cantassem uns para os outros. John puxou da sua harmónica para outro êxito de Chuck Berry, “I Got to Find my Baby”. Paul abriu a goela para gritar “Lucille”, a segunda de Little Richard. George puxou dos seus galões e entoou “Crying, Waiting, Hoping” de Buddy Holly, que os transportou para sonoridades mais suaves e românticas. John agarrou na deixa e cantou “You Really Got a Hold on Me”, que tinha sido composta por Smokey Robinson e popularizada pelos The Miracles. Experimentaram as suas vozes num terceto e como viram que soaram bastante bem, disseram a John para continuar a cantar, sugerindo que experimentasse “Baby It’s You”, um sucesso do grupo feminino The Shirelles. Quando Paul e George cantavam os sha la la la do coro aproximando-se do microfone usado por John, um de cada lado, encostando-se uns aos outros, sorriam com malícia e piscavam o olho entre eles, vocalista incluído.

Foi outra vez Harrison que mudou a toada ao cantar “Everybody’s Trying to Be My Baby”, de Carl Perkins, regressando assim à aspereza melodiosa do rock. Paul agarrou na deixa e tornou a berrar outro êxito de Little Richard “Ooh, My Soul!”. Todos eles pularam e estrebucharam, cheios de energia, demónios em palco, espicaçados pelas cordas loucas de George e de John, pelo baixo febril de Paul, pelas batidas feéricas de Ringo.

Os três rapazes suavam abundantemente, sopravam e tentavam refrescar-se abando as mãos, sacudindo os ombros. Ringo fazia uma massagem aos músculos dos braços e também soprava, incendiado com tanta excitação. John afastou a franja molhada dos olhos. Disse a espreitar o público:

— Bem, se os clássicos não os põem a mexer, improvisamos qualquer coisa nossa.

— Acho que vejo alguém ali a mexer-se… – indicou Paul com uma mão em pala sobre a testa.

— Eu não vejo nada – negou George.

— Tudo bem, Ringo? – perguntou John.

— Apetece-me um cigarro.

— Não trouxeste o tabaco?

— Não. Ficou na casa da… Bem, daquela traidora. Dás-me um cigarro?

— Claro! Toma… – Enquanto o baterista acendia o cigarro, John dizia: – Ei, Macca. E que tal aquela canção que escrevemos juntos na escola?

— “One After 909”?

— Essa mesmo… George, vai ser fácil acompanhar-nos. Nota bem… Quatro acordes, apenas, tónica em Si maior. Será em estilo blues, com inclinação para rock, que é o que estamos a tocar. Com alegria, sem preocupações. Está bem? Segue-nos.

— Compreendido, Johnny.

Uma introdução de guitarra robusta, uma progressão de acordes aparentemente inocente mas contagiante. John acercou-se do microfone, inclinou a cabeça num aceno, Paul juntou-se-lhe. Começaram os dois a cantar:

 

My baby says she’s trav’ling on the one after 909

I said move over honey I’m travelling on that line

I said move over once, move over twice

Come on baby don’t be cold as ice

I said I’m trav’ling on the one after 909.

 

A minha miúda diz-me que está a viajar naquele depois do 909

Eu disse-lhe, chega-te para lá querida, eu estou a viajar nessa linha

Disse-lhe chega-te uma vez, chega-te duas vezes

Vá lá querida não sejas fria como gelo

Disse que estou a viajar naquele depois do 909.

 

Paul esforçava-se para acompanhar o ritmo acelerado de John que tocava como se tivesse que apanhar mesmo esse comboio, como se estivesse atrasado para o encontro. Porque ela ia-se embora…

 

I begged her not to go and I begged her on my bended knees

You’re only fooling around, you’re fooling around with me

I said move over once, move over twice

Come on baby don’t be cold as ice

I said I’m trav’ling on the one after 909.

 

Supliquei-lhe que não fosse embora e supliquei sobre os meus joelhos

Só estavas a brincar, só estavas a brincar comigo

Disse-lhe chega-te uma vez, chega-te duas vezes

Vá lá querida não sejas fria como gelo

Disse que estou a viajar naquele depois do 909.

 

Recordava-se que aquela “querida” tinha sido uma antiga namorada de John na escola. Uma moça com um nariz empinado que escolhia os amigos pelo estatuto social, que engraçara com John e que depois de umas voltas, descartara-o. Tivera de sair da cidade porque o pai arranjara um emprego num lugar afastado do país e fizera-o de comboio, quando o mais adequado seria fazê-lo de avião, por causa do dinheiro que sempre ostentara, por causa dos ares superiores. E John, sarcástico, escrevera aquela canção, numa noite de copos.

 

I got my bag, run to the station

Rail man says you’ve got the wrong location

I got my bag, run right home

Then I find I’ve got the number wrong

 

Agarrei na minha mala, corri para a estação

O homem dos comboios diz, tens a localização errada

Agarrei na minha mala, corri para casa

Então descobri que tinha o número errado

 

Nunca mais tinham visto a moça, nem nunca mais tinham sabido nada dela. Não tinha a certeza se John estava a lembrar-se das mesmas coisas do que ele quando cantava aquela canção, pela primeira vez, para estranhos. O que importava era que estavam todos a fazer a mesma viagem, de comboio, de avião, de tapete voador, carregados numa clave de Sol, e Paul comprovou feliz que George e Ringo acompanhavam-nos, naquela sua composição, com genuíno interesse e concentração.

 

My baby says she’s trav’ling on the one after 909...

 

A minha miúda diz-me que está a viajar naquele depois do 909…

 

Tocaram e cantaram como John tinha indicado, com alegria, sem preocupações. Estavam a escutá-los, agora sim, eles souberam que estavam a escutá-los pois ouviu-se um aplauso vindo do público, alguns assobios.

Aos poucos, conquistavam as estátuas viventes da sala.

E aquilo era apenas o início…



Notas finais do capítulo

E os rapazes estão a dar-nos música! Sim, John, Paul, George e Ringo avançaram para um concerto. O público estranhou-os, mas eles estão aos poucos a vencer a indiferença daqueles que estão naquele clube.
Johnny and the Moondogs foi um nome brevemente adotado pelo grupo liderado por John Lennon, The Quarrymen, que já contava com a presença de Paul McCartney e George Harrison, numa das suas apresentações no início dos anos 60 do século XX - utilizei-o aqui por ser um nome engraçado e obscuro na história dos Beatles.
As canções que não são dos Beatles mas que eles cantaram são apenas referidas pelos títulos - e todas as canções mencionadas neste capítulo foram efetivamente utilizadas pela banda - e só coloco a letra das canções que foram compostas pelos Fab Four, como é o caso de "One After 909".
Existe uma playlist deste concerto, mas só a irei divulgar no fim - para não dar spoilers.
Por enquanto fiquem com uma versão inicial de "One After 909".
https://www.youtube.com/watch?v=fYvfLGYDpRQ
E sim, o concerto vai continuar!

Próximo capítulo:
A melhor noite das nossas vidas.



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