Na Minha Vida escrita por André Tornado


Capítulo 30
Corre, corre, corre, corre!


Notas iniciais do capítulo

No capítulo anterior:
John e Paul estão no supermercado e conversam sobre as desconfianças que o primeiro tem sobre a Margaret. Falam que provavelmente deveriam contar a verdade para saber se têm nela uma aliada. Quando saem para a rua descobrem que a polícia foi chamada pela mulher e Paul não evita uma sensação amarga de traição...



Alcançaram a plataforma metálica debaixo da janela pequena do apartamento da Margaret completamente exaustos, transpirados e muito nervosos. John agachou-se e pediu a Paul com um gesto de mão que o imitasse enquanto se aproximavam do parapeito. O vento ali em cima soprava com alguma força e era gelado, o típico vento do final do dia potenciado pela ausência do sol tapado pelos prédios altos, e o suor arrefeceu sobre a sua pele. O lugar em si era deprimente. A tinta vermelha estava estalada e nas partes onde descamara havia ferrugem antiga e escura. O gradeamento deixava ver o chão a uma altura assustadora e eles evitavam olhar para baixo para não terem vertigens.

Felizmente, a sua corrida inicial na rua não tinha alertado a polícia e aquela empresa mantinha-se secreta e com todo o aspeto de que iria ser levada a cabo com sucesso. Não tinham sido propriamente discretos, contudo tinham reagido suficientemente rápido para evitar que alguém achasse estranho ver dois rapazes a fugir na direção das traseiras do bairro. Por outro lado a polícia estaria certa de que os iria capturar e não procurara por outros indícios nos arredores, como perceber se havia movimentações suspeitas. A Margaret, a boa, querida e doce Margaret, deveria ter assegurado que eles estariam desarmados e desprevenidos, que não desconfiavam de que ela poderia lançar o alarme pois acreditavam na boa índole da mulher que os resgatara de um barco em pleno mar alto. O que condizia com os factos já reunidos pela investigação, pois eles tinham fugido do seu esconderijo, situado no armazém do cais, de barco.

John apoiou as pontas dos dedos no parapeito e impulsionou-se um pouco de modo a conseguir espreitar o interior da sala. Paul estava ao seu lado, engasgado e mudo, a indagar com um olhar esbugalhado o que estava a acontecer. E ele contou:

— Estão a ver um filme de cowboys, com o John Wayne… Vai acontecer um tiroteio dentro em breve com o bando de malfeitores que o bandido local contratou para controlar a cidade. Já vi este filme… Gosto muito. Quando era miúdo queria ser o John Wayne e brincava que andava aos tiros com os malfeitores. Ah, e estão a comer pipocas.

— A comer… pipocas? – soprou Paul incrédulo.

— A linda Margaret quis mantê-los distraídos e concentrados no filme enquanto fazia a sua maldade. Se estiver a mastigar, o George fica noutro mundo. E o Ringo acompanha-o.

— Consegues vê-la?

— Não… Daqui não. A porta que dá para a rua continua fechada, pelo que ninguém bateu ainda. A linda Margaret deve estar escondida no seu quarto, a tremer de medo como uma autêntica donzela em perigo.

— Alguém vai bater à porta? Dizes que a polícia… vai bater à porta?

— Claro! A detenção irá decorrer de surpresa e bastante rápida. A Margaret deve ter recebido instruções para não assustar nenhum de nós. Eu e tu ainda estamos na rua… Ela não sabe que já vimos os carros da polícia e que escapámos. Espera que sejamos logo capturados lá em baixo, dentro do supermercado. Depois, ou o mais provável é que seja ao mesmo tempo, vêm cá em cima e apanham o George e o Ringo. Assim ninguém vai ter tempo de avisar os outros, ela percebeu que não temos telemóveis. Tudo previsto, tudo arranjado. Não existem falhas.

— A tua mente é pérfida… Como consegues elaborar toda essa teoria esquisita?

John sorriu-lhe, mostrando os dentes.

— Porque a minha mente é pérfida, precisamente.

Tornou a espreitar para o interior pacífico da sala. Ali dentro também deveria estar mais quente. John disse que iria bater no vidro para chamar a atenção dos amigos. Paul pediu-lhe, inquieto, tocando-lhe no braço:

— Tem cuidado.

— Tenho mãos de veludo, Macca.

Dois toques e não surtiram efeito. A música do filme tinha subido de tom para acentuar uma cena mais dramática. O encontro dos participantes do duelo no centro da cidade… Ringo apontou entusiasmado para o ecrã da televisão. George acenou com a cabeça e trocaram algumas palavras. Comeram pipocas.

Paul exasperou-se. Levantou-se, lançou os dedos ao alumínio da janela e tentou empurrá-la, mas estava fechada e não se conseguiria abrir dali, só por alguém que estivesse na sala.

John também se levantou.

— O que estás a fazer? E aquele história de que precisava de ter cuidado?

— Não temos tempo!

— Como sabes?

Mas Paul não precisou de responder. John percebeu o que ele tinha entrevisto pelo canto do olho. Movimento. Era a Margaret. Aparecia descontraída na sala. Tinha uma toalha enrolada nos cabelos secos, vestia um roupão de banho, calçava chinelos de quarto. Dirigia-se à porta. Alguém teria batido, a campainha teria soado, a música do filme também se tinha sobreposto ao tinido. Paul deu dois socos no vidro, a janela tremeu nos caixilhos. George sobressaltou-se e finalmente olhou para eles. John gesticulou freneticamente, Paul acertou outro par de socos e também os chamou com gestos impacientes.

George entregou a taça das pipocas a Ringo que permaneceu sentado no sofá, a contemplá-los como se visse dois fantasmas tresloucados, uma irrealidade colada na transparência vítrea como aqueles autocolantes típicos da época do Natal. A Margaret não se apercebeu da presença deles do lado de fora, ou simulou que não se apercebeu. A mão dela apertou a maçaneta da porta… O pulso rodou…

George abriu a janela.

— O que se passa? O que fazem aí? Não tinham ido comprar o jantar?

— Saiam, depressa! – ordenou John puxando pela blusa de George que se debruçou sobre o parapeito com o safanão.

— Ringo! – chamou Paul.

O baterista hesitou qualquer coisa como meio segundo. Talvez por ter as mãos ocupadas, o peso da tigela de pipocas meio vazia canalizava o pensamento para essa sensação, tolhendo a reação, a resposta. Uma confusão. O mesmo meio segundo que a Margaret levou para girar a maçaneta da porta, para abrir a porta.

A mulher afastou-se às arrecuas, utilizou a madeira para servir de escudo. Viu-se claramente que o fazia. A mão direita continuava na maçaneta, a esquerda puxava a porta para si com alguma ânsia. Encostou-se à parede mantendo o painel na frente, emboscara-se naquela nesga, entalando-se voluntariamente naquele refúgio e ao escancarar a entrada do seu apartamento, mostrava quem tinha pedido passagem. Agentes policiais, devidamente fardados com os seus uniformes azul-escuros, os emblemas prateados a rebrilhar no peito.

George recebeu um segundo puxão. Alçou uma perna e passou para a plataforma metálica. Continuava espantado mas resolveu obedecer aos arranques de John que o intimidava a mexer-se. Paul apontou num berro:

— A polícia!!!

As pipocas voaram pelo ar quando Ringo atirou a tigela ao ar para soltar as mãos e libertar-se do peso que o estava a baralhar. Agarrou no saco de dinheiro e deu um salto ágil do sofá em direção à janela.

Na televisão os primeiros tiros eram disparados. John Wayne mergulhava atrás de uns barris de água para se proteger dos projéteis, havia lascas de madeira a voar.

A tigela partiu-se em cacos de vidro no soalho encerado.

Ringo levou as mãos à cabeça para se proteger dos tiros. Não sabia se vinham da televisão, se eram reais, se a polícia que irrompia pelo apartamento da Margaret estava a disparar contra ele, contra eles, se eram os bandidos do filme que disparavam. O susto embotou-lhe o cérebro, a adrenalina impelia-o a agir.

Houve gritos, tumulto. Os agentes avançavam em tropel, sacavam das suas armas, ordenavam que se detivessem imediatamente. A mulher guinchou atrás da porta.

— Depressa! – exigiu Paul.

Quando teve o baterista ao alcance dos seus braços esticados, puxou-o e ajudou-o a que galgasse o parapeito. Ringo aterrou na plataforma em desequilíbrio, bateu com o flanco nos tubos de metal, a plataforma vibrou e ele gritou.

— Ah! Estamos muito alto!

— Não olhes para baixo. Anda, corre!

Ainda não o tinha largado e deu-lhe outro puxão.

John corria à frente, descendo a escadaria de incêndio em grandes passadas, agarrando-se ao corrimão para imprimir mais velocidade às pernas, para conseguir controlar os saltos e aterrar no sítio certo, sem ser demasiado próximo da fronteira que o faria precipitar-se no terreno baldio. A queda seria feia e não era uma opção.

George vinha logo atrás dele e, com um lance de degraus de intervalo, vinham Paul e Ringo. Os seus sapatos batiam ruidosamente na malha metálica das escadas e a estrutura tremia violentamente. Abanava tão pronunciadamente que parecia que se iria soltar da parede onde estava aparafusada. Um dos saltos de John, em que ele aterrou com os dois pés, foi tão potente que provocou uma oscilação que fez pender a plataforma. Paul deslizou pela inclinação, segurou-se ao corrimão com as duas mãos, uma delas escorregou e bateu com a axila no ferro, gemeu. Ringo patinou e um joelho embateu nas costelas de Paul que tornou a gemer. Perguntou-lhe se estava bem e ajudou-o a levantar-se. Retomaram a corrida.

A escadaria chiou e rangeu com o peso suplementar dos polícias que também começavam a descer, empenhados naquela perseguição. Pequenos novelos de caliça caíram sobre os cabelos de John. Ficou alarmado. Esperava que a escadaria aguentasse com aquele peso todo. Mas era uma saída de emergência, umas escadas de incêndio que seriam usadas durante um fogo no edifício e que deviam aguentar com todos os seus habitantes que haveriam de sair das suas casas todos ao mesmo tempo. Iria aguentar!

Um tiro soou acima das suas cabeças.

Faltavam três patamares, três pisos.

— Ah, eles estão a disparar contra nós! – exclamou Ringo, cingindo o saco de dinheiro ao peito. – Depressa aí à frente. Depressa! Acho que são balas verdadeiras!

— Não é o John Wayne? – perguntou George espreitando rapidamente por cima do ombro.

— Claro que não é o John Wayne! O John Wayne ficou lá para trás! Daqui não se ouve o John Wayne!

— Cala-te e corre! – pediu Paul aterrando de pés juntos. Os tornozelos doeram-lhe e ele fez um esgar. Obrigou-se a continuar a pular para conseguir vencer uma distância maior em menos tempo.

Um segundo tiro.

— Estou a correr! Quero é que corram mais aí à frente! – protestou Ringo.

— Eu estou a correr depressa – berrou John.

No derradeiro nível, John arriscou e saltou. A altura era quase de um piso, mas ao chegar ao solo rebolou sobre si mesmo e conseguiu levantar-se no movimento seguinte. Continuou a correr e atravessou o terreno baldio na direção de uma travessa estreita. George fez o mesmo, mas escolheu cair de cócoras, absorvendo o impacto com a flexão dos joelhos e com as palmas das mãos que se picaram nos gravetos que juncavam o chão. Nem se apercebeu que se aleijara e correu atrás de John. Paul achou que podia ser perigoso saltar dali, como tinham feito os outros dois, mas um grito autoritário do polícia que liderava a perseguição, ordenando que eles se detivessem imediatamente ou iriam usar de força letal, assustou-o de tal modo que ele imitou John. Saltou, rebolou, levantou-se, correu.

Ringo foi mais inconsciente. Saltou sem qualquer preparação, sem qualquer cuidado. Estatelou-se no chão, barriga para baixo, braços e pernas abertos, como a pele de um urso a decorar o centro de um salão. Urrou com o impacto, mas não permitiu que queixumes ou mazelas o atrasassem. Levantou-se e correu com a mesma raiva dos seus companheiros, rangendo os dentes, arfando bestialmente.

A travessa estreita e escura desembocava numa viela que corria ao longo das traseiras de outros edifícios, no bairro contíguo àquele onde morava a Margaret. Eles seguiam a direção que John tomava. Não conheciam nada daquela cidade, então fugiam por instinto, fugiam para a frente qualquer que fosse essa direção, fugiam para simplesmente se afastarem da polícia, fugiam para continuarem a ser homens livres. Confiavam em John e John confiava em si mesmo.

Enquanto corriam derrubavam baldes do lixo, pulavam sobre obstáculos inesperados, faziam inflexões súbitas na marcha para enveredarem por novas vielas, por outras ruas.

Começava a anoitecer e os contornos dos objetos esbatiam-se na escuridão que crescia pela cidade, insinuando-se primeiro nos caminhos mais estreitos e menos conspícuos, nos lugares secretos onde havia detritos, restos de atividade humana, ratazanas e ladrões em fuga.

Uma avenida surgiu numa fenda entre dois prédios. Mais adiante viam o gradeamento de um campo de jogos, equipado com tabelas de basquetebol, junto ao passeio. John travou. Apontou com um dedo… Não conseguia falar por causa do cansaço. Paul olhou para o que ele apontava. A rua onde o sol do fim da tarde ainda batia, carros que passavam, transeuntes, movimento urbano. Um local mais aberto, onde não podiam fugir sem que fossem detetados. Seria perigoso.

George dobrou as costas, apoiou as mãos nas coxas a tentar conciliar a respiração. Ringo encostou-se à parede, apertando o saco de dinheiro, de olhos fechados e boca aberta, a expelir grandes golfadas de ar. Na sua retaguarda não havia barulho suspeito. Tinham despistado os polícias. Aquelas pequenas ruas eram uma espécie de labirinto e talvez eles não tivessem optado por uma rota mais ou menos lógica.

— Por ali? John, não sei…

— Precisamos de recuperar o Cadillac. Fugir a pé é muito cansativo. Damos a volta ao quarteirão e regressamos.

— A rua da Margaret deve estar a ser vigiada pela polícia. É impossível recuperarmos o Cadillac. Não podemos voltar para trás, seguimos em frente.

— Então roubamos…

— Não! Nem pensar! – negou Paul enfaticamente. – Não vamos roubar mais nada a não ser o dinheiro do banco.

— E a harmónica…

Espantou-se por John continuar a dizer piadas, mas limitou-se a assentir com a cabeça, demasiado fatigado para contestar o despropósito da observação.

— E a harmónica.

Nisto, escutaram-se as sirenes da polícia. Espalmaram-se contra a parede, ao lado de Ringo que escancarou os olhos e ficou parecido a um boneco atormentado num grito mudo. Os carros passaram pela rua em alta velocidade e já não se importavam de anunciar a sua presença e a sua missão imediata de capturar uma quadrilha de assaltantes. O alerta fora lançado e a ação deixara de ser secreta. Uma das viaturas estacionou junto ao campo de jogos. Estavam a criar uma malha que os encurralasse.

John deu meia-volta e disse-lhes, seco, que tinham de continuar a fugir. Mesmo fatigados, nenhum deles acrescentou uma opinião contrária ou sequer uma ideia diferente.

Os passos da polícia estavam novamente próximo. Não tinham a certeza se eram somente os agentes que tinham vindo atrás deles pelas escadas de incêndio, esse grupo podia ter sido reforçado por outros polícias que tinham vindo nos carros. Paul vislumbrou algo mais à frente e pediu-lhes que fossem com ele. Podia ser uma hipótese.

Era uma porta entreaberta num beco maltratado e esconso. Ao lado existia um enorme contentor de lixo a abarrotar de sacos pretos. Os gatos debandaram esbaforidos assim que eles apareceram.

Entraram e quando Ringo passou, John fechou cuidadosamente a porta. Notou uma chave e rodou-a. Colou o ouvido à chapa, era uma porta metálica. Ouviu a polícia a afastar-se. Respirou fundo e sorriu. Os outros também lhe sorriram. Havia um letreiro luminoso sobre a travessa a indicar que aquela era uma saída, com a palavra “Exit” escrita a vermelho sobre o branco fosco da luz emitida pela lâmpada e naquele brilho fantasmagórico eles pareciam espíritos dissimulados que tinham acabado de fazer uma travessura. O que correspondia parcialmente à verdade, eles admitiam-no… Desde que se tinham reunido só faziam asneiras e só criavam problemas.

Não sabiam onde estavam, mas não importava. Era algum lugar quente que lhes permitiu recuperar o fôlego naqueles curtos minutos iniciais.

Resolveram avançar pelo corredor apertado, tentando não tropeçar nos caixotes de papelão que juncavam aquela passagem interior sombria. Não queriam fazer barulho, não queriam que se soubesse que estavam ali até descobrirem que estavam a salvo, que era igualmente um lugar seguro. Escutaram vozes e alarmaram-se. Subiram um lanço de degraus, viraram à esquerda e encontraram outro corredor, desta feita cinzento e a cheirar a bafio, iluminado por lâmpadas compridas fluorescentes que piscavam e crepitavam. Apressaram-se, viraram novamente à esquerda e descobriram uma abertura nuns panos pesados pendurados, reposteiros de veludo que lhes mostravam uma saída, outra possibilidade. Correram para lá, passaram a abertura.

Derraparam ao travar repentinamente.

Os quatro rapazes olharam em frente. Juntaram-se e estacaram.

Uma sala penumbrosa, mais larga do que funda, mesas espalhadas pela superfície, candeeiros pequenos sobre os tampos, cadeiras ocupadas. Sim, havia gente nas sombras, sentada, a olhar para eles. Um bar iluminado a verde, mais gente nas cadeiras altas. Empregados com bandejas que despediam clarões prateados. Copos com líquidos dourados, pequenos pontos vermelhos a indicar cigarros acesos. Fumo a saturar a atmosfera pesada. Uma decoração com espelhos e lambris de gesso. Dois projetores iluminavam-nos.

Os quatro rapazes baixaram a cabeça ao mesmo tempo, para os seus sapatos empoeirados e sujos. Um tabuado. Estavam em cima de um palco.



Notas finais do capítulo

Uma correria louca mesmo ao estilo dos Beatles - quem não se lembra dos rapazes a correr feito loucos no filme A Hard Day's Night? (Que em português, de Portugal, tem o estranho título de Os Quatro Cabeleiras do Após-Calipso, o que motivou uma piada radiofónica incluída no primeiro volume de Live at The BBC).
Fugir da polícia é quase uma necessidade de sobrevivência!

E onde se enfiaram os rapazes? Chegaram... a um palco?!

São os Beatles! Tem de haver música...

Próximo capítulo:
E agora, senhoras e senhores...



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